segunda-feira, 16 de julho de 2012

LEGADO A UM GRANDE AMIGO


LEGADO A UM GRANDE AMIGO

Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho. Algumas percorrem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro. A todas elas chamamos de amigo.
Há muitos tipos de amigos. Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles. Os primeiros que nascem do broto é o amigo pai e a amiga mãe. Mostraram o que é ter vida.
Depois vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floreça como nós. Passamos a conhecer toda a família a qual respeita e deseja o bem. O destino ainda nos apresenta outros amigos do peito, do coração. São sinceros, são verdadeiros. Sabem quando não estamos bem, sabe o que nos faz feliz, Pedro Alzides Giraldi o grande homem público o político exemplar de mãos limpas, que pena que já se foi, ficou alguém para substituí-lo? Esperamos que sim “mas”, bem maior ainda era o seu coração.
Mas também há aqueles amigos por um tempo. Não podemos nos esquecer dos amigos distantes, ”que fica nas pontas dos galhos,”, mas que quando o vento sopra, aparecem novamente entre uma folha e outra.
O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas. Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações. O que nos deixa mais felizes é quando as folhas que caíram continuam por perto, continuam alimentando as nossas raízes com alegria. Lembrança de momentos maravilhosos enquanto cruzavam o nosso caminho. Desejo a você, folha de minha árvore, paz, amor, saúde, sucesso, prosperidade.... Hoje e sempre. Simplesmente porque cada pessoa que passa em nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada. Esta é a maior. Pedro Giraldi é como as folhas, morrem para nascer em outro lugar.  Herança humanidade que deixou para as gerações vindouras
De seus amigos: Antonio Monteiro e família

sábado, 29 de outubro de 2011

QUEDAS DO IGUAÇU NOSSA HISTORIA NOSSA GENTE 100 ANOS DE HISTORIAS




  1. VEREADORES DE QUEDAS DO IGUAÇU PROMOVERAM NO DIA 1º DE MARÇO DE 2012 A 1° AMOSTRA LITERÁRIA, O EVENTO TEVE SARAU LITERÁRIO, E NESSE DIA REUNIRÃO NO LOCAL OS PRINCIPAIS ESCRITORES E HISTORIADORES DE QUEDAS DO IGUAÇU.
    Segunda-feira (13), de março foi realizado a 1ª Amostra Literária de Quedas do Iguaçu, promovido pela Câmara de Vereadores de Quedas do Iguaçu e a  secretaria municipal de Educação. O evento teve a presença do escritor, pintor e fotografo SolivanBrugnara, autor de três livros, ele que ocupa uma cadeira na Academia de Letras de Cascavel. O advogado 
    Dr. Jairo Pereira, autor de inúmeras obras, fonte de pesquisas para professores de sociologia. Antonio Monteiro da Silva autor de quatro livros que conta a história de  Quedas do Iguaçu e da região 100 anos de historia desde os primeiros dos colonizadores na região e de Quedas do Iguaçu, aos dias atuais. Mais de 150 crôncas, lendas e fatos. A historiadoraOlivette Heimovski, que aborda a origens da família as margens do Rio Piquiri. Também houve trabalhos de autores convidados e de escolas do município. Além do mural de reportagens dos meios de comunicação da cidade. Segundo o presidente Josmar Cavazotto, objetivo foi mostrar para sociedade que temos autores com obras literárias que são destaque no Estado e em todo o território Nacional brasileiro. Agradecendo a secretaria de Educação pela parceria, que disponibilizou alguns livros do acervo da Biblioteca João Sobczak. O secretário de Educação Odélio Pires de Lima ressalta a importância do evento como finalidade de estimular as pessoas a colocar no papel seus dons, sejam eles na poesia, história, cantos ou até mesmo histórico de vida. "Precisamos criar um acervo de obras literárias de qualidade para a Biblioteca Municipal e para isso a importância de conhecer quem são nossos autores", frisou Odélio.
     















    QUEDAS DO IGUAÇU NOSSA HISTORIA NOSSA GENTE
  2. 100 ANOS DE HISTORIAS DA REGIÃO - 600 PÁGINAS - 180.249 PALAVRAS
  3. 19.738 LINHAS - 943.525 CARÁCTERES (LETRAS)

LEMBRETE:
As histórias descritas neste livro não são somente advindas de pesquisa, pois elas foram acumuladas em minha mente durante os meus 65 anos de vida.As pesquisas e dados por varias entidades foram muito importantes para a realização deste projeto.
Mas nunca é tarde para quem quer viver o presente.
E agora, já na velhice estou transformando em livro para que não se perca, mas para que permaneça através dos tempos.
É possível, portanto, senhores leitores, a ocorrência de algumas falhas, em função de não ser este um trabalho baseado somente em fontes, mas sim pesquisando em minha própria memória. Obrigado por ter adquirido o nosso livro, você está colaborando e participando que outros escritores de continuidade na história de nossa terra. Em nome da minha família, muito obrigado e que Deus continue a
seu lado.
Antonio Monteiro – escritor.

REGISTRO DO LIVRO
Ministério da Cultura
Secretaria de Incentivo e
Fomento à Cultura
Brasília DF 03/07/2008
Comunicado de aprovação do livro
Quedas do Iguaçu Nossa História Nossa Gente
Processo Nº 01400.001018/08-44
Diário Oficial da União Seção 1 nº 126,
Quinta-Feira, 03 de junho de 2008.
Escritor Antonio Monteiro da Silva

AGRADECIMENTOS:
A minha queridas esposa Zelinda, meus filhos: Lara ,Junkmar, Jaque Pericles, e Lukinei, e todos os meus amigos que me encentivaram e que fazem parte destas histórias.

O CASARÃO DA JAGODA CONSTRUIDA EM 1943
O casarão da Jagoda construída em 1943, Hoje se encontra a Praça Pedro Alzides Giraldi





IMÓVEL PINHAL RALO

1. A gleba foi havida pela COMPANHIA DE ESTRDA DE FERRO SÃO PAULO-RIO GRANDE do ESTADO DO PARANÁ, através do titulo de revalidação de concessão, expedido em 19.06.1913, sob nº13, pelo então presidente do estado do Paraná, Dr.CARLOS CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE (doc. 1), transcrito nos cartórios de registros de imóveis da comarca de Guarapuava (PR..), 1º oficio, sob nº 14.128, ás fls. 220 do livro 3-H, em 08.02.38 (doc. 2), e da comarca de Foz do Iguaçu, sob o nº 1.258, às fls. 120/1 do livro 3-A, em 19.06.44 (doc. 3).
2. A CONPANHIA DE ESTRADA DE FERRO SÃO PAULO – RIO GRANDE, a seu turno, vendeu dita área á CONPANHIA COLONIZADORA E MERCANTIL PARANAENSE S.A. por força de Escrituras Pública de Compra e Venda, lavrada nas notas de 1º Tabelião de Curitiba (PR), às fls. 145 v. do livro 258, aos 22.11.1935 (doc. 4),levada á transcrição, respectivamente, nos Cartórios de Registro de Imóveis de Guarapuava (PR), em 03.12.35, sob o nº 12.551, às fls. 195 do livro 3-G (doc. 5), e no Cartório de registro de imóveis de Foz do Iguaçu (PR), aos 19.06.44 sob nº1.259, às fls. 121 do livro 3-A (doc.6).
3. A COMPANHIA COLONIZADORA E MERCANTIL PARANAENSE S.A. vendeu as terras, por sua vez, aos Srs. JOSÉ ERMINIO DE MORAIS e PAULO PEREIRA IGNACIO, consoante Escritura Pública de Compra e Venda de Direitos sob diferença de área, lavrada nas notas do 2º Tabelião da cidade de São Paulo, aos 25.03.44, às fls. do livro 728 (doc. 7), devidamente transcrita no Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Guarapuava (PR) sob o nº 1.742, às fls. 35 do livro 3-A, em 06.05.44 (doc. 8), e no.Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Foz do Iguaçu (PR). Sob o nº 1.260, às fls.121/2 do livro 3-A, em 19.06.44 (doc. 9), venda essa com a devida autorização sob nº 1.711 da Comissão Especial da Faixa de Fronteira (CONSELHO NACIONAL DE SEGURANÇA) (doc. 7, p.7 docs.8 e9).
4. Ainda a COMPANHIA COLONIZADORA E MERCANTIL PARANAENSE S.A vendeu os lotes remanescentes da mesma área, aos mesmos compradores JOSÉ ERMINIO DE MORAIS e PAULO PEREIRA IGNACIO, conforme Escritura Pública de Compra e Venda lavrada aos 16.11.44, às fls. 104 v., do livro nº 67, nas Notas do 4º Tabelionato da Capital do Estado do Paraná (doc. 10), escritura essa retificada e ratificada pela Escritura Pública de re-ratificação lavrado aos 12.01.45, às fls. 3 /4 do livro nº 70, nas mesmas Notas do 4º Tabelionato de Curitiba (doc. 11), escrituras essas que foram devidamente transcritas no Cartório de Registros de Imóveis da Comarca de Guarapuava (PR), sob nº 2.355, à fls. 169 do livro 3-A, em 23.01.45 (doc. 12), por se referirem a áreas pertencentes apenas aquela circunscrição imobiliária.
5. Por meio da Escritura Pública de Constituição de Sociedade Anônima e Transferência de Imóveis lavrada aos 12.11.45, às fls. 28 v. do livro nº 891, nas notas do 11º Tabelião da Capital do Estado de São Paulo, Dr. Octavio Uchoa da Veiga (doc. 13), retifica e ratifica pela Escritura Pública lavrada nas mesmas notas aos 19.02.46, às fls. 98 v. do livro nº 887 9 doc. (14), o imóvel foi transmitido pelos Srs. JOSÉ ERMINIO DE MORAIS E PAULO PEREIRA IGNACIO e suas respectivas esposas, à titulo de incorporação de capital, à COMPANHIA AGRICOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU, titulo esse devidamente transcrito no Cartório de Registro de Imóveis de Foz do Iguaçu sob nº 4.426, às fls. 129 do livro 3-E, em 25.10.57 (doc. 15), e sob o nº 43, às fls. 19 do livro nº 3, em 16.09.46, no Cartório de Registro de Imóveis de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, então Capital do Território Federal do Iguaçu (doc.16). 6. Através de Assembléia Geral Extraordinária realizada em 28.04.65, publicada no Diário Oficial do Estado sob nº 101, em 07.07.65, às fls. 15 e 17, e arquivada na MM. Junta Comercial do Estado sob o nº 63.870(doc. 17), a COMPANHIA AGRICOLA,, E INDUSTRIAL IGUAÇU S. A. alterou a sua denominação social para CONPANHIA DE CELULOSE E PAPEL DO IGUAÇU, tendo sido a alteração devidamente averbada às margens das transcrições imobiliárias nº s 4.426 e 43, supra referidas, dos Cartórios de Registros de Imóveis das Comarcas de Foz do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná.
7. Por Escritura Pública de Dissolução e Extinção de Sociedade Comercial lavrada aos 03.11.72, nas notas do 2º Tabelionato da Comarca de Curitiba, Capital do Estado do Paraná, às fls.134 do livro nº 757, devidamente arquivada na Junta Comercial do Estado do Paraná sob nº 133.362, por despacho em sessão de 09.11.72, (doc. 18). E por cujo ato foi igualmente transmitido todo o seu patrimônio, ativo e passivo, a titulo de sucessão universal, sem solução de continuidade, para a sua única acionista, a firma GIACOMET – INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS AGROPECUARIOS LTDA. Inclusive o imóvel referenciado, o que foi, juntamente com outros, objetivo de novas transcrições imobiliárias junto aos Cartórios de Registro de Imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná. Sob o nº 19.379, às fls. 129 e seguintes do livro 3-Z, em 23.11,72, (doc. 19), e da Comarca de Cascavel, Estado do Paraná, sob o nº 34.813, fls. 40 do livro 3-BF, em 01.06.73 (doc. 20).
8. Por meio de ata, lavrada em 29.01.73, pela quais os sócios da GIACAMET INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS AGROPECUARIOS LTDA deliberam transformar seu tipo jurídico em sociedade anônima sob a denominação de GIACOMET INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS S.A. devidamente arquivada na MM. Junta Comercial do Estado do Rio Grande do Sul sob o nº 336.924, em 14.02.73 (doc. 21), tendo sido a alteração devidamente averbada às margens da transcrição imobiliária nº 19.379, livro 3-Z, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, em 25.04.73.
9. Através de Assembléia Geral Extraordinária realizada em 17.09.73, a GIACOMET INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS S.A. alteraram sua denominação social para MAISONAVE – GIACOMET INDÚSTRIA DE MADEIRAS S.A. conforme ata devidamente arquivada na MM. Junta Comercial do Estado do Rio Grande do Sul sob nº 360.904, em 20, 11,73(doc. 22), tendo sido a alteração devidamente averbada às margens da transcrição imobiliária nº 19.379, livro 3-Z, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, em 29.01.74.
10. Através de Assembléia Geral Extraordinária realizada em 25.08.75, a MAISONAVE GIACOMET INDÚSTRIA DE MADEIRAS S.A. alterou sua denominação social para GIACOMET MARODIN INDÚSTRIA DE MADEIRAS S.A., conforme ata devidamente arquivada na MM. Junta Comercial do Estado do Rio Grande do Sul sob nº 420010, em 16.09.75 (doc. 23), tendo sido a alteração devidamente averbada às margens da transcrição imobiliária nº 19.379, livro 3-Z, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, em 27.11.75.
11. Através de Assembléia Geral Extraordinária realizada em 05.02.97, a GIACOMET – MARADIN INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MADEIRAS S.A. alteraram sua denominação social para ARAUPEL S.A. conforme Ata devidamente arquivada na MM. Junta Comercial do Estado do Rio Grande do Sul sob nº 97/1590792, em 18.03.97 e na MM. Junta Comercial do Estado do Paraná sob nº 970676263, em 08.04.97 (doc. 24), tendo sido a alteração devidamente averbada asa margens das matriculas supra caracterizadas, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Quedas do Iguaçu, Estado do Paraná.
12 Cadeia Sucessória das matriculas atuais do Imóvel Rio das Cobras, a partir Escritura Pública de Dissolução e Extinção de Sociedade Comercial,(doc. nº 18), transcrita junto ao Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, sob o nº 19.379, às fls. 129 e seguintes do livro 3-Z, em 23.11.72, (doc. 19).
a)Matricula atual nº 546,livro 2-RG, de29.06.1987, do CRI da Comarca de Quedas do Iguaçu, Estado do Paraná, do imóvel Rio das cobras, com área de 307,10 hectares (doc. 25), matricula anterior nº 13.854, livro 2-2 BG, de 11.07.1985, do CRI da Comarca de Laranjeiras do sul, PR.(doc. 26), Registro nº 19.379, livro 3-Z, supra caracterizado.
b)Matricula atual nº 547, livro 2-G, de 29.06.1987, do CRI da Comarca de Quedas do Iguaçu, Estado do Paraná, do imóvel rural Parte do Imóvel Rio das Cobras, com área original, nesta matricula, de 9.060,00 hectares e área remanescentes de 4.506,6153 hectares (doc. 27), Matricula anterior nº16.030, livro 2-2BO, de 24.06.1987, do CRI da Comarca de Laranjeiras do Sul, PR. (doc28).unificação da matricula nº 2.323,Livro 2-1-G, de 05.12.1977 do CRI da Comarca de Laranjeira do sul,Pr.(doc. 29), Registro nº 19.379,livro 3-Z, supra caracterizado, registro nº 19.379,Livro 3-Z.
c)Matricula atual nº 5.448, Livro 2-RG, de 01.02.1996, do CRI da Comarca de Quedas do Iguaçu, Estado do Paraná, do imóvel rural Parte do Imóvel Rio das Cobras- PROJETO Nº 8/9, com área de 4.526,00 hectares (doc. 30), Matricula anteriores: matricula nº 547 e matricula nº 16.030, supra caracterizadas; Registro nº 19.379, livro 3-Z, supra caracterizado.
d) Matricula atual nº 5.423, Livro 2-RG, de 14.12.1995, do CRI da Comarca de Quedas do Iguaçu, Estado do Paraná, do imóvel rural Parte do Imóvel Rio das Cobras-SETOR MARGARETE, com área de 14.906,93 hectares (doc. 31), Matricula anteriores: matricula nº 548, Livro 2-RG, de 20.06.1987, do CRI da Comarca de Quedas do Iguaçu, Estado do Paraná, (doc. 32), matricula nº 16.029, Livro 2-1-NB, de 24.06.1987, do CRI da Comarca de Laranjeiras do Sul, Pr.(doc34), matricula nº 2.293, Livro 2-1-G, de 24.11.1977, .(doc35), registro R-1-4.723, 2-1-S, de 04.09.1979 (doc.38), todos do CRI da Comarca de Laranjeiras do sul, PR Registro nº 19.379, Livro 3-Z, supra caracterizado; registro nº 19.379, Livro 3-Z.
e) Matricula atual nº 6.503, Livro 2-RG, de 13.01.1999, do CRI da Comarca de Quedas do Iguaçu, Estado do Paraná, do imóvel rural Parte do Imóvel Rio das Cobras - SETOR MANUFATURADO, com área de 165,00 hectares (doc. 39), Matricula anteriores: matricula nº 548, matricula nº 16.029,unificação das matriculas e registros seguintes: matricula nº 5.919, matricula nº 4.808, matricula nº 11.135, matricula nº 2.293, registro R-1-4.723, ao registro nº 19.379, supra caracterizado; registro nº 19.379, Livro 3-Z.
f) Matricula atual nº 6.504, Livro 2-RG, de 13.01.1999, do CRI da Comarca de Quedas do Iguaçu, Estado do Paraná, do imóvel rural Parte do Imóvel Rio das Cobras - SETOR RIO CAMPO NOVO, com área de 1.480,00 hectares (doc. 40), Matricula anteriores: matricula nº 548, matricula nº 16.029,unificação das matriculas e registros seguintes: matricula nº 5.919, matricula nº 4.808, matricula nº 11.135, matricula nº 2.293, registro R-1-4.723, ao Registro nº 19.379, supra caracterizado; registro nº 19.379, Livro 3-Z.
g) Matricula atual nº 6.505, Livro 2-RG, de 13.01.1999, do CRI da Comarca de Quedas do Iguaçu, Estado do Paraná, do imóvel rural Parte do Imóvel Rio das Cobras - SETOR CORREGO DO ENGANO, com área de 1.415,00 hectares (doc. 41), Matricula anteriores: matricula nº 548, matricula nº 16.029,unificação das matriculas e registros seguintes: matricula nº 5.919, matricula nº 4.808, matricula nº 11.135, matricula nº 2.293, registro R-1-4.723, ao Registro nº 19.379, supra caracterizado; registro nº 19.379, Livro 3-Z.
h) Matricula atual nº 6.506, Livro 2-RG, de 13.01.1999, do CRI da Comarca de Quedas do Iguaçu, Estado do Paraná, do imóvel rural Parte do Imóvel Rio das Cobras - SETOR N.A.R.I., com área de 4.233,40 hectares (doc. 42), Matricula anteriores: matricula nº 548, matricula nº 16.029,unificação das matriculas e registros seguintes: matricula nº 5.919, matricula nº 4.808, matricula nº 11.135, matricula nº 2.293, registro R-1-4.723, ao Registro nº 19.379, supra caracterizado; registro nº 19.379, Livro 3-Z.
13. Cadeia sucessória da matricula atual nº 2.726, Livro 2-RG, de 18.05.1990, do CRI da Comarca de Quedas do Iguaçu, Estado do Paraná, do imóvel rural com área original. Nesta matricula, de 205,03 hectares e área remanescentes de 190, 126 hectares, do imóvel Rio das cobras, localizado na Vila Residencial da Usina Hidrelétrica Salto Osório (doc. 43), matriculas anteriores, Matricula nº 2.725, Livro 2 - RG, do CRI da Comarca de Quedas do Iguaçu, pr. (doc. 44), Matricula nº 8.845 Livro 2-1-AJ, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, unificação dos e registros nº 17.644, 17.69, 17.752 e 17.753, livro3-U, do CRI da Comarca de Laranjeiras do Sul,pr.(doc.45),transcrição nº 43, fls.19 a 21 do livro nº 3, de 16.09.1946, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, (doc.16).
SITUAÇÃO POSSESSÓRIA:
A posse do referido imóvel vem desde 1913, quando a concessionária COMPANHIA DE ESTRADA DE FERRO SÃO PAULO – RIO GRANDE obteve a revalidação de sua concessão pelo titulo de proprietária plena, expedido pelo Estado do Paraná, este calçado em todos os elementos necessários à perfeita identificação e delimitação de seu perímetro; por sua vez a COMPANHIA DE ESTRADA DE FERRO SÃO PAULO – RIO GRANDE, no ano de 1935, vendeu dita área à COMPANHIA COLONIZADORA E MERCANTIL PARANAENSE S.A. que, no ano de 1944, com a devida, autorização sob nº 1.711 da comissão Especial da faixa de fronteira (CONSELHO NACIONAL DE SEGURANÇA) vendeu as terras ao Srs.JOSE HERMINIO DE MORAIS e PAULO PERREIRA IGNACIO; sendo tal posse mantida incólume até o presente, por todos os seus sucessores, conforme supra caracterizado.
EXTENSÃO SUPEERFICIAL
No que tange à extensão, cumpre esclarecer que;
1.A COMPANHIA DE ESTRADA DE FERRO SÃO PAULO – RIO GRANDE quando obteve a revalidação de sua concessão pelo titulo de propriedade plena, expedido pelo estado do Paraná, este compreendia a área de 630.040,000m² (seiscentos e trinta milhões e quarenta mil metros quadrados), ou seja, 63.004,00 hectares(seiscentos e três mil e quatro hectares), conforme medição iniciada em 20.11.1911 e concluída em 26.05.1912, procedia pelo eng. civil FRANCISCO GUTIERREZ BELTÃO, comissário de terras,do 3º comissário de terras estado do Paraná,copia dos elementos processuais da medição, Planta e Memorial Descritivo (doc.17), esta vendeu para a COMPANHIA COLONIZADORAE MERCANTIL PARANAENSE, a área supra caracterizada(doc.18),que por sua vez procedeu a re-medição do imóvel eo levantamento de suas linhas limítrofes, tendo apurado uma diferença a menor de 3.627,66 hectares ficando área em 59.376,34 hectares ( ), iniciando uma colonização, vendeu lotes urbanos e rurais totalizando a área de 6.694,96hectares, remanescendo a área de 52.681,38 hectares ( ), que foi vendida para JOSÉ ERMINIO DE MORAIS E PAULO PEREIRA INACIO( ), que somando-se a área de 921.350 m², ou seja, 92,135 hectares, adquiridos por estes da mesma COMPANHIACOLONIZADORA E MERCANTIL PARANAENSE (doc.12), totalizam 52.773,515 hectares; a área correta é de 52.773,415 hectares, imóvel que foi transmitido pelos Srs. JOSE ERMINIO DE MORAIS E PAULO PEREIRA IGNACIO e suas respectivas esposas, a titulo de incorporação de capital à COMPANHIA AGRICOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU(doc.13 p.8,), objeto de circunscrição nº 3, do CRI de Laranjeiras do Sul Pr.(doc.16), por sua vez a COMPANHIA AGRICOLA EINDÚSTRIAL DO IGUAÇU,e sua sucessora COMPANHIA DE CELULOSE E PAPEL DO IGUAÇU, venderam também alguns lotes, num total de 20.608126 m² ou seja, 2.060,8126 hectares cuja relação dos lotes vendidos se encontram à margens da transcrição nº 43,supra caracterizada, remanescendo, portanto, da área original de 52.773,415 hectares, um saldo de 50.712 ,602 Hectares, havida pela GIACOMET – INDÙSTRIA E COMERCIO DE

PRODUTOS AGROPECUARIOS LTDA.
Conforme Escritura Pública de dissolução e Extinção de Sociedade Comercial, em sessão de 09.11.72 (doc. 18.p,9), e Registro nº 19.379, Livro 3-Z.
2. Em relação a recente medição da área remanescentes, realizada pela empresa Schiaffino & Wo - consultoria e Serviço LTDA. – Geo Topo, com elaboração de peças georreferenciadas, na realidade, não há diferença entre a “área remanescente registrada” e a “área remanescente medida”, pelo menos por duas razões:
a)Estava parcialmente incorreta a re-medição do Imóvel rio das Cobras, procedida em 1944 pela Cia. Colonizadora e Mercantil Paranaense, conforme consta(doc7 p.18), pois alinha limítrofe marcada pelo Rio Iguaçu, foi levantada somente em parte,
podendo seguramente configurar a diferença de área a menor 3.627,66 hectares. Prevalecendo, portanto como a mais correta, mesmo que elaborada sem os recursos tecnológicos atuais, a medição executada em 1911/1912, pelo engenheiro Civil FRANCISCO GUTIERES BELTRÃO, Comissário de Terras, do 3º comissariado de Terras do Estado do Paraná, conforme cópia dos elementos processuais da medição, Planta e memorial descritivo (doc. ).
Face à dimensão do imóvel, aplica-se o dispositivo no parágrafo Único do Artigo 1136 do código civil Brasileiro, eis que a diferença não excede a 1/20(um vinte avos) da extensão total enunciada no titulo original. Da área original, foram efetuadas as baixas, mediante medição de cada uma delas, deduzindo-se documentalmente desta, até se chegar à área atual remanescentes.

Plantação de cana de açúcar.
Os terrenos perto do Rio Iguaçu são bons para cultivar vegetal repicais, como a cana de açúcar, abacaxi bananas a árvores cítricas, embora elas estejam na parte mais alta da colônia. Para conhecer a região, assim chamada de cana de açúcar, dediquei alguns dias a uma expedição para este fim, andando a cavalo. O caminho é de 24 Km. Os primeiros 10 Km. Passam pelas moradias dos colonos e matos de pinheiros Em seguida começa se estreitar em difícil picada. Apesar do abate do matagal feito por dois caboclos que íam na minha frente. Picada passava sucessivo pelo mato de pinheiros, de samambaias, extremamente pitoresca, mas provando que a qualidade da terra seria inferior. No final a picada entrava no mato branco, forrado de brecha (termo utilizado para mata virgem bem fechada) de taquara, taquaruçú, putinga e criciúma, junca dificultando a passagem. A cada Instante precisava parar e fazer corte, abrindo corredor na tensa brecha de junca. O mais desagradável era a brecha de junca do taquaruçú, que tem encurvados espinhos que rasga o vestuário, deixando o esfarrapado. No entanto essas brechas provam à fertilidade destes terrenos. Certa distância do Rio Iguaçu, a administração da Colônia plantou como experiência um pouco de cana de açúcar, bananeira e abacaxi. As bananeiras de abacaxis se apresentam e a cana de açúcar um pouco desfigurada. Provavelmente a causa disso é que a cana foi comida pelos numerosos viados que passam por ali. A esperiência deveria ser repetida no lugar mais aberto, mas perto do rio protegido diante da variedade dos animais silvestres. Nesta região o clima é ma is quente do que nos terrenos da parte superior da Colônia. A geada pelos invernos atuados pelos vapores do rio. Bem perto do campo de cana de açúcar passa o Rio Iguaçu. Quanto ao ponto de vista turístico, ele tem bastante encanto e do ponto de vista econômico sua importância é pequena, pois as cachoeiras e cascatas dificultam o aproveitamento como linha de transporte. Visitei cachoeiras de 15 m, Salto Osório, encontra se no Rio Iguaçu alguns Km. dos terrenos de cana de açúcar. Pode ser que no futuro sua enorme força será aproveitada aos fins técnicos da Colônia. Cachoeira Salto Osório.
A permanência junto ao rio é bastante desagradável por causa das mosquinhas fervilhas que aparecem em miríades. Durante o dia, os borrachudos incomodam. Em conseqüência da derrubada de matos a quantidade de mosquinhas diminuiu perto da sede da Colônia. Os colonos do Rio Grande não se importam com elas, os recém vindos da Europa é que ficam apavorados da quantidade de moscas das cachoeira do Salto Osório.


ASARÃO JGODA EM CONSTRUÇÃO


Caro amigo leitor com o resgate de memórias pretendemos salvar os primórdio de Quedas do Iguaçu apartir dos documentos que estão em nossas mãos. Nessa edição queremos apresentar a casa da administração, que era um síbolo da colônia Jgoda. A Companhia Colonizadoura e Mercantil Paranaensse S.A. no dia 3 de dezembro de 1935 comprou a gleba de 63 mil hectare, conhecida so a denominação de Rio das Cobras no município de Guarapuva. A administração da Colônia chamada Jgoda foi iniciada no ano de 1936. As primeiras casas estaladas eram feita de tabuas lascadas e constava como: Casa da Administração, casa para recepcionar hóspedes e uma escolinha. Todo esse conjunto estava localizado, onde hoje se encontra  o terminal rodoviário construido pela prefeitura municipal. Vila Jgoda na saída para o Tapui. foi batizada com esse nome para homenagear os valentes poloneses que ajudaram a construir Quedas do Iguaçu. Essa construção deste grande casarão nos tempos da colonização era chamada Sede Velha.
A Sede da Colônia, que recebeu o nome de jgoda, foi dividida em 35 quadras, havendo seis quadras reservada para: Duas praças púbrica, uma para hospital, uma para igrejas, uma para futura repartiçõespúblicas e uma para administração da Colônia ( sitação doMemorial descritivo da propiedade Rio das Cobras Ou Colônia Jgoda. No relatório de 1} de janeiro á 15 de fevereiro de 1938 consta: A Casa da Administração já foi levantada, temporalmente a construção ficou parada por falta de madeira seca suficente. Permanentemente trabalham nove pessoas. Porèm no outro relatório de oito de abril de 1938 consta: Ainda hà muita coisa a fazer. A Casa da Administração apenas foi levantada. Agora começaram a trabalhar na cobertura e colocação das paredes externas. O relatóriop de sei de maio de 1938 diz: A Casa da Administração já esta coberta, as pareses externa já foram prontas. Estão montando as portas e janelas. Trabalham 14 pessoas. Nas primeiras atuações deu para sentir que faltavam operários qualificados, por causa disso os trabalhos andavam devagar. Para os serviços de carpintaria veio pessoas de Guarapuva. De acordo com o relato de 27 de setembro de 1938, a casa do administrador ficou pronta, já construída com paredes dupla de tabuas beneficiadas, de dois andares, coberta de telhas de madeira com dimensões de 9x21x6,5 metros.As contruções observaram grandes somas de dinheiro.Em uma pequena elevação o casarão jgoda se encontrava onde hoje existe a Praça Pedro Alzides Giraldi encontrava-se a casa da administração, era uma casa grande com dois andares, construída com tábuas de pinheiro. Aparência externa lembrava um grande abrigo TURISTICO. No andar térreo estava estalados escritórios do administrador, escola e residência do professor. No andar superior encontrava-se a residência do diretor Estanislau Sluczanowski e quartos para os hóspedes. Relatório de B. Lapecki. Pelos anos de 1956 a casa foi demolida. Se o pessoal daquele tempo tivesse a mentalidade de hoje, com certeza iria conservá-la como patrimônio histórico do lugar. É uma pena, mais da para reconstruir uma réptica.

Matéria fornecida por: Padre Josef Wojnar

Escritor e historiador: Antonio Monteiro da Silva







IMÓVEL PINHAL RALO
CADEIA DOMINAL SUCESSÓRIA
RESUMO EVOLUTIVO DA EXTENÇÃO SUPERFICIAL DO IMÓVEL PINHAL RALO.
A PARTIR DA ÁREA ORIGINAL ATÉ A ÁREA REMANESCENTE REGISTRADA



AREA ORIGINAL
BAIXAS
REMANESC.
IMÓVEL PINHAL RALO (TITULOS ORIGINAIS)
49.881,9700 ha


- Venda p/Eletrosul/ alagam. 1973 baixa R. 19379 (-)
373, 38053 ha


- Desmembram. (fls.13R. 19379) p/M.1.234 em 1976 (-)
49.508,58947 ha
49.508,5894 ha

Saldo do R. 19.379(deduz. Venda e desmemb.) (=)
0,00000 ha


- Doação p/Eletrosul R.2-1. 234 em 1976 (-)

57, 7890 ha

- Doação p/Pref.Mun. L.Sul R. 10.1.234 em 1985 (-)

4, 8400 ha

- Permuta c/Eletrosul R.25-1. 234 em 1991 (-)

965, 0000 ha

- Doação p/Eletrosul R.29-1. 234 em 1993 (-)

736, 1761 ha

- Desmemb. Av.32-1. 234 p/M.20.472 em 1996 (-)

13.420,0000 ha
13.420,0000 ha
- Desapropriação INCRA AV.6-20. 472 EM 1998 (_)


9.400,0000 ha
Saldo da M.20.472 Desmemb. p/M.21.967 em 1999 (=)


4.02,0000 ha
- venda p/Giacomar/dísapr. INCRA Av. 33- 1234/97 (-)

16.852,1600 ha

- Desmemb. Av. 56-1. 234 p/M.22.555 em 2000 (-)

6,631,000 ha
6, 631,0000 ha
- Desmemb. Av. 56-1. 234 p/M.22.556 em 2000 (-)

4.074,000 ha
4.074,0000 ha
- Desmemb. Av. 56-1. 234 p/M.22.557 em 2000 (-)

4.027,0000 ha
4.027,0000 ha
- Desmemb. Av. 56-1. 234 p/M.22.558 em 2000 (-)

2.740,6243 ha
2.740,6243 ha
Saldo da Matricula nº 1.234 (=)

0, 0000 ha

TOTAL REMANECENTE IMÓVEL PINHAL RALO


21.492,6243 ha

HISTORIA DO PINHAL RALO DE QUEDAS DO IGUAÇU PR- CONDESA DE LIMEIRA

1. A
FASENDA PINHAL RALO foi primitivamente havida por posse mansa e pacifica de Maximiano e Ponciana nogueira. Que fizeram o registro de acordo com o decreto de 1854. Seus herdeiros e sucessores transferiram diretamente e indiretamente os seus direitos ao Dr. Luis Vicente de Souza Queiroz conforme consta no processo de legitimação de posse acima referido. Por sua morte, os seus direitos passaram a sua mãe, dona FRANCISCA PAULA DE SOUZA QUEIROZ, BARONESA DE LIMEIRA, e por morte desta, aos seus herdeiros e sucessores diretos, os quais representam onze quinhões condôminos. Tratando-se de posse sujeita à legitimação, os herdeiros e sucessores da BARONEZA DE LIMEIRA, promoveu o respectivo processo, o qual foi aprovado pelo PRESIDENTE DO ESTADO DO PARANÁ, CARLOS CAVALCANTE DE ALBUQUERQUE, aos 14 de agosto de 1913, sendo expedido os respectivos títulos, um sobre a área legitimável de 6.000 hectares e outro, por compra, sobre o excesso de área de 43.881 hectares e 97 ares (doc.1 e 2), títulos transcrito no Cartório de Registro geral de imóveis da Comarca de Guarapuava Estado do Paraná, aos 26.10.43, respectivamente sob os nº1.325 e 1.326,às fls.251 do livro nº3, em nome dos HERDEIROS DA BARONESA DE LIMEIRA (doc.3 e 4).
A enumeração dos herdeiros foi promovida através de AVERBAÇÃO procedida às margens das transcrições imobiliária nº 1.325 e 1326 supra aludido (doc. 5), ficando esclarecido que os 11 quinhões pertenciam a:
QUINHÃONº1: GENEBRA DE AGUIAR BARROS;
QUINHÃO Nº 2: FRANCISCA MIQUELIA DE SOUZA QUEIROZ, casada com o Dr. FRANCISCO ANTONIO DE SOUZA QUEIROZ.
QUINHÃO Nº 3: Dr. VICENTE CARLOS DE FRANÇA CARVALHO;
QUINHÃO Nº 4: CONSELHIERO CARLOS LEONCIO DA CARVALHO;
QUINHÃO Nº 5: DR. PAULO SOUZA DE QUEIROZ;
QUINHÃO Nº 6: D. ALICE QUEIROZ DE BARROS, casada com o Dr. CARLOS PAES DE BARROS;
QUINHÃO Nº 7: CAROLINA DE SOUZA QUEIROZ DE MORAES, casada com DR. DOMINGOS CORREA DE MORAIS;
QUINHÃO Nº 8 – de PAULINA DE SOUZA QUEIROZ.
QUINHÃO Nº 9: SEBASTIANA DE SOUZA QUEIROZ, casada com PEDRO EGIDIO DE QUEIROZ LACERDA;
QUINHÃO Nº10: TEOBALDO DE SOUZA QUEIROZ;
QUINHÃO Nº 11: JOSÉ VICENTE DE SOUZA QUEIROZ;
2. O condomínio existente foi extinto pela aquisição de todos os quinhões pela firma COMPANHIA AGRICOLA E INDÚSTRIAL DO IGUAÇU, que houve tais partes diretamente ou dos herdeiros ou sucessores daqueles primitivos proprietários, através dos seguintes títulos:
QUINHÃO Nº1- de GENEBRA DE AGUIAR BARROS.
Histórico:
Os direitos hereditários correspondentes à totalidade do quinhão foram adquiridos pela COMPANHIA AGRÍCOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU dos seus herdeiros ou sucessores, da seguinte forma:
a)os direitos hereditários de D. FRANCICA BARROS DA VEIGA,viúva do Dr. Evaristo Pereira da Veiga, como herdeira universal de Genebra Aguiar Barros, foram havidos pelos Srs.DR. JOSE ERMINIO DE MORAES e PAULO PEREIRA IGNACIO, através de escritura pública lavradas Notas do 2º Tabelião da comarca da Capital do Estado de São Paulo, em 21.0744,livro 738,fls.2(doc.11), estes, por sua vez, transferiram os mesmos direitos à COMPANHIA AGRÍCOLA E INDÚSTRIAL IGUAÇU,por força das escrituras públicas de constituição de Sociedade Anônima e de Adiantamento e retificação, a titulo de incorporação de capital, lavradas nas notas do 11º Tabelionato da comarca da Capital do Estado de São Paulo, respectivamente em 12.11.45, livro 891,fls.28 v., e 19.02.46, livro 887,fls.93 v.(doc. 14 e 15).
b) a COMPANHIA AGRÍCOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU adquiriu os direitos hereditários dos seguintes herdeiros e sucessores do Dr. Evaristo Ferreira da Veiga; de Dr. Marcio Pereira Munhoz e sua mulher, Heloísa da Veiga Munhoz; Dr. Artur Souza da Veiga e sua mulher, Maria de Lurdes Fonseca da Veiga; Dr. Carlos de Moraes Barros e sua mulher, Maria Alice Munhoz de Moraes barros; Dr. Alberto de Sá Moreira e sua mulher Maria Helena Munhoz de Sá Moreira, Eduardo da Veiga Munhoz e sua mulher Maria do Carmo Cintra Munhoz, através de escritura Pública lavrada nas notas do 2º Tabelião da cidade de São Paulo. Às fls.64 do livro 763, em 05.05.47(doc.) C) a COMPANHIA AGRÍCOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU adquiriu os direitos hereditários do Sr.Marcio Munhoz Filho, na qualidade de herdeiro do Sr, Evaristo Ferreira da Veiga, conforme escritura lavrada no mesmo 2º Tabelionato supra citado, às fls. 48 do livro 773, em 28.05.47. (doc.)d)a COMPANHIA AGRÍCOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU, houve dos direitos hereditários que pertenciam a Álvaro e Rute da Veiga, como sucessores de Evaristo Ferreira da Veiga, através de ARREMATAÇÃO em hasta pública realizada aos 10.12.47, que se processou nos autos de inventario do referido Evaristo Ferreira da Veiga, pelo juiz da 5ª Vara da Família e das Sucessões da Capital do Estado de São Paulo(doc. 6 fls.9).
Titulo de domínio:
Tendo a COMPANHIA AGRÍCOLA E INDÚSTRIAL DO IGUAÇU obtida, por essa forma, tornar-se cessionária da totalidade do quinhão do condômino GENEBRA DE AGUIAR BARROS, constituído de 1/11 do total da Fazenda Pinhal Ralo. o domínio correspondente lhe foi adjudicado conforme Carta de Adjudicação extraída dos autos de inventario do Dr. EVARISTO FERREIRA DA VEIGA, processo perante o juiz da 5ª Vara da Família e das sucessões da Comarca da Capital do Estado de São Paulo, (doc. 6), cuja adjudicação foi homologada por sentença, em 09.09.1948, (doc.fls.27), pelo juiz de direito Dr. Rafael F. Feraz de Sampaio, cuja sentença transitou em julgado, e cuja carta foi devidamente transcrita no Cartório de Registro de Imóvel da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, sob o nº 1.424, às fls. do livro 3-b, aos 03.04.52 (doc7),
QINHÃO Nº 2- de FRANCISCA MIQUELINA DE SOUZA QUEIROZ, casada com o Dr. Francisco Antonio de Souza Queiroz.
Histórico:
Os direitos hereditários correspondentes à totalidade do quinhão foram adquiridos pela COMPANHIA AGRÍCOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU dos seus herdeiros e sucessores, da seguinte forma:
a)Através de escritura pública lavrada nas Notas 2º Tabelionato da cidade de São Paulo, em 17.07.47, livro nº 764,fls. 66v., de José Maria Largacha e sua mulher Francisca Colona Largacha; Álvaro Novaes Largacha, Eunice Novaes Largacha, Guiomar Novaes Largacha, Durval Novaes D’Ávila Rebouças e sua mulher, Judite Ferreira D’Ávila Rebouças, Aécio Junqueira Rebouças e sua mulher, Maria Leal Rebouças, Alcina Rebouças Ribeiro, Artur D’Ávila Rebouças (doc.8 fls.33).
b) Através de escritura pública lavrada nas mesmas Notas e datas, livro 780, fls.12v., de Antonia Freire de Souza Queiroz, Francisco Augusto de Souza Queiroz, Regina de Souza Queiroz, Dr. Alfredo Egydio de Souza Aranha e sua mulher, Deice de Souza Aranha, Olavo Egydio de Souza Aranha Filho, Antonio Francisco de Souza Aranha, Alfredo Egydio de Souza Aranha, Francisca de Aranha Setúbal, Vicentina de Aranha Setúbal, que também assina Maria Vicentina Setúbal, Olavo de Aranha Setúbal e sua mulher, Matilde de Azevedo Setúbal, Arícia Ferraz(doc.8 fls.37). Titulo de domínio:
Carta de adjudicação extraída dos autos de inventario do Dr.Francisco Antonio de Souza Queiroz, passada em favor da COMPANHIA AGRICULA E INDÚSTRIAL DO IGUAÇU, processada perante o juiz da 5ª Vara e Cartório do 5º Oficio da Família e dos Sucessores da Comarca da Capital do Estado de São Paulo,(doc.8), a qual foi homologada por sentença de 28.06.48,(doc. fls.49v.), pelo MM.Juiz de Direito Dr. Rafael F. Sampaio, Cuja sentença transitou em julgado, e cuja carta foi devidamente transcrita no Cartório de Registro de Imóveis de Laranjeiras do Sul,Estado do Paraná, sob o nº 1.425, fls.155 do livro 3-B, aos 04.04.52 (doc.)
QUINHÃO Nº 3 – de VICENTE CARLOS DE FRANÇA CARVALHO
Histórico:
os direitos hereditários correspondentes à totalidades do quinhão foram adquirida pelo Srs. JOSE ERMINIO DE MORAES e PAULO PEREIRA IGNACIO, que por sua vez os cederam à COMPANHIA AGRICULA E INDÚSTRIAL DO IGUAÇU, pela seguinte forma;
a)por escritura pública lavradas nas Notas do 2º Tabelião da Capital do Estado de São Paulo,22.07.44,livros de notas nº 738, fls. 5, os herdeiros do Dr. Vicente Carlos de França Carvalho, Dr. JOSE CARLOS DE FRANÇA CARVALHO e sua mulher, NOEMIA MACHADO DE FRANÇA CARVALHO, MARIA EUGENIA DE FRANÇA CARVALHO AZEVEDO CASTRO; ANTONIETA FERREIRA DE CASTRO, transmitiram seus direitos hereditários ao Dr. JOSE ERMINIO DE MORAES e PAULO PEREIRA IGNACIO (doc.10 fls.15),
b) por escritura pública lavradas nas Notas em 10.05.46, Livro de notas nº 761, fls.6, os herdeiros VICENTE CARLOS DE FRANÇA CARVALHO FILHO e sua mulher MARIA JÚLIA DE OLIVEIRA FRANÇA CARVALHO, transferiram os seus direitos hereditários ao Dr. JOSE ERMINIO DE MORAES e PAULO PEREIRA IGNACIO, (doc.).
c) por escritura pública lavradas nas mesmas Notas em 31.07.46, Livro 766 fls.37 em 15.07.47, livro 779, fls.15, o Dr. JOSE ERMINIO DE MORAES e sua mulher, HELENA PEREIRA DE MORAES, e PAULO PEREIRA IGNACIO e a sua mulher, IRENE PEREIRA IGNACIO, transferiram à COMPANHIA AGRICULA E INDÚSTRIAL DO IGUAÇU, respectivamente os direitos hereditários havidos pelas escrituras de 10.05.46 e 22.07.44 (doc.10 fls.44v.e fls.51); Titulo de domínio:
Carta de adjudicação passada em favor da COMPANHIA AGRICULA E INDÚSTRIAL DO IGUAÇU, extraída dos outros de inventario do Dr. VICENTE CARLOS DE FRANÇA CARVALHO, processado perante o Juiz da 10º Vara Cível e Comercio da Capital do Estado de São Paulo, (doc.10), que foi homologado por sentença de 11.10.47, pelo MM. Juiz de Direito Dr. Francisco de Souza Nogueira, (fls.55), cuja sentença passou em julgado, titulo esse devidamente transcrito no Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, sob o nº 1.411, às fls.142 do livro 3-B, em 26.03.52 (doc.44). QUINHÃ Nº 4- do CONSELHIERO CARLOS LEONCIO DA CARVALHO e QUINHÃO Nº 9: SEBASTIANA DE SOUZA QUEIROZ Titulo de domínio:
a)pela escritura pública de compra e venda lavradas nas Notas do 2º Tabelião da Capital do Estado de São Paulo, Dr Antenor Liberato de Macedo, às fls.1 do livro n] 738, em 19.07.44 (doc. ), os Srs. JOSE ERMINIO DE MORAES e PAULO PEREIRA IGNACIO, adquiriram os quinhões de Sebastiana de Souza Queiroz, e da herança do conselheiro Carlos Leôncio de Carvalho, representada pelo Dr. José Joaquim Cardoso de Mello Junior, conforma escritura de acordo e mandato em causa própria lavradas nas Notas do 1º Tabelião da Capital do Estado de São Paulo, em 09.12.1919, e autorização do juízo da Provedoria da Capital Federal por Alvará expedido em 12 de novembro do mesmo ano, constituídos portanto de 2/11 do total da fazenda, correspondente a 3.748 alqueires ou 9.070 hectares. Dita escritura foi devidamente transcrita no Cartório de Registro de Imóveis da cidade ,Município e Território Federal IGUASSÚ, hoje Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, em 06.06.46, sob o nº 18, às fls.8v. Do livro 3 (doc.13). b)Pela escritura Pública de Constituição de Sociedade Anônima e transferência de imóveis lavrada aos 12.11.45, às fls.28v. do livro nº891, nas notas do 11º Tabelião da Capital do Estado de são Paulo, Dr. Otavio Uchoa de Veiga,(doc.11), retificada e ratificada pela escritura pública lavrada nas mesmas Notas aos 19.02.46, às fls.98v.do livro nº 887 (doc.15), o imóvel foi transferido pelos Srs. JOSE ERMINIO DE MORAES e PAULO PEREIRA IGNACIO, e suas respectivas esposas à titulo de incorporação de capital, à COMPANHIA AGRICULA E INDÚSTRIAL DO IGUAÇU, titulo esse devidamente transcrito no Cartório de Registro de imóveis de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, sob nº 43, às fls.19 do livro 3, em 16.09.46(doc ).
QUINHÃO Nº 5: DR. PAULO SOUZA DE QUEIROZ;
Histórico: Ao direitos hereditários correspondente à parte do quinhão foram adquiridos pelos Srs. JOSE ERMINIO DE MORAES e PAULO PEREIRA IGNACIO, que por sua vez os cederam à COMPANHIA AGRICULA E INDÚSTRIAL DO IGUAÇU, adquirido esta, ainda diretamente, os direitos hereditários restantes, permitindo-lhe se titular de todos os direitos relativos ao quinhão. Os documentos de aquisição foram os seguintes:
a)Escritura pública lavradas nas notas do 2º Tabelião da Comarca da Capital do Estado de São Paulo em 09.09.45, livro d notas nº 701,fls.98, os Srs. JOSE ERMINIO DE MORAES e PAULO PEREIRA IGNACIO, adquiriram os direitos de Genaro Pilar do Amaral e sua mulher Silvia de Souza Queiroz Pilar do Amaral; Adelaide Eugenia de Souza Queiroz e Lucila de Souza Queiroz,(doc.).
b)Por escritura pública lavrada a nas mesmas notas e na mesma data, às fls.98,do livro 701, os Srs. JOSE ERMINIO DE MORAES e PAULO PEREIRA IGNACIO, adquiriram os direitos de Alberto de oliveira Coutinho e sua mulher, Valentina de Souza Queiroz Coutinho(doc.}
c)Por escritura pública lavrada a nas mesmas notas, em 09.09.46 às fls.77 do livro 705, ao mesmos adquirentes houveram os direitos hereditários de Oscar de Andrada Coelho e sua mulher, Haide Simões de Andrada Coelho;Octavio de Andrada Coelho e sua mulher Zaíra Carneiro Coelho, Renato de Andrada Coelho e sua mulher, Lucia Amaral de Andrada coelho ; Edgar de Andrada Coelho; Luiz Carlo Galvão Coelho; Carlos Eduardo Galvão Coelho; Paulo Galvão Coelho e Ruy Galvão Coelho (doc.19). d) Por escritura pública lavrada a nas mesmas notas, em 20.01.44 às fls.86 do livro 706, os mesmos adquirentes houveram os direitos hereditários Sergio Galvão de Andrada Coelho(doc.).
e) Por escritura pública lavrada a nas mesmas notas, em 10.02.44 às fls.3 do livro 724, os mesmos adquirentes houveram os direitos hereditários de Mariana Procópio de carvalho e Wanda de Andrada e Silva (doc.21),
f) Por escritura pública lavrada a nas mesmas notas, em 29.02.44 às fls.46 do livro 717, os mesmos adquirentes houveram os direitos hereditários de Durval de Andrada e silva; Mario Bueno Azambuja e sua mulher, Maria de Lurdes de Andrade Azambuja; Gilberto de Andrada e Silva e sua mulher Olga de Andrada e Silva (doc.220.
g) De acordo com as escrituras publicas de constituição e Sociedade Anônima e retificação e ratificação, lavradas nas notas do 11º Tabelião da mesma comarca, respctivamnete em 12.11.45 e 19.02.46, os casais JOSE ERMINIO DE MORAES e sua mulher, HELENA PEREIRA DE MORAES, e PAULO PEREIRA IGNACIO e a sua mulher, IRENE PEREIRA IGNACIO, a titulo de incorporação de capital social cederam todos os direitos acima mencionado à COMPANHIA AGRICULA E INDÚSTRIAL DO IGUAÇU, (doc.14 e 15);
h)Por Escritura lavradas no 2º Tabelião da mesma comarca em 23.07.46, ás fls.27v.do livro 758, a COMPANHIA AGRICULA E INDÚSTRIAL DO IGUAÇU adquiriu ainda os direitos hereditários do Dr. Raul de Andrade e silva e sua esposa, Eleonora dos Santos de Andrade Silva; Mario de Andrade e Silva e sua mulher Gleide de Andrada e silva.(doc.23).
i) finalmente, por escritura lavrada no mesmo tabelião, em 03.03.47, às fls.96 v. do livro 766, a COMPANHIA AGRICULA E INDÚSTRIAL DO IGUAÇU adquiriu os direitos hereditários de Dr. Silvio Alves de lima e sua mulher, Dora Andrada Alves de lima, completando assim todos os direitos hereditários atinentes ao quinhão referido (doc.21).
Titulo de domínio:
Carta de adjudicação passada em favor da COMPANHIA AGRICULA E INDÚSTRIAL DO IGUAÇU extraída dos autos de inventario do Dr. Paulo de Souza Queiroz e sua mulher, Narcisa Andrada de Souza Queiroz, processada pelo juiz de, 1º vara da família e das sucessões e cartório do 1º oficio da comarca da capital do Estado de são Paulo, (doc.25) adjudicação homologada em 19 de setembro de 1947 pelo MM. Juiz de direito Dr. WASHINTON DE BARROS MONTEIRO. (DOC). Cuja sentença transitou em julgado, titulo esse devidamente transcrito no cartório de registro de imóveis da comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, sob nº 1.415, às fls. 146 do livro 3-B, em 28.03.52 (doc.20).

QUINHÃO Nº 6: D. ALICE QUEIROZ DE BARROS, casada com o DR. CARLOS PAES DE BARROS;

Histórico:

Com o falecimento de Alice Queiroz de Barros e do Dr. Carlos Paes de Barros, foram os seus inventario processado pelos cartórios de 6º e do 2º ofícios da família e das sucessões da comarca de São Paulo, partilhadas as suas menções no imóvel “PINHAL RALO” em partes iguais entre os seus três filhos, tocando a cada um a área ideal de 1.511,5747 hectares, vindo toda o ser adquiridas pela COMPANHIA AGRICOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU, da seguinte forma:
6-1- O quinhão de CARLOS PAES DE BARROS JUNIOR:
a)por Escritura Pública lavrada nas notas do 2º Tabelião da comarca da Capital do Estado de São Paulo, em 21.07.44,às fls.2v.do livro 738, o Dr. JOSE ERMINIO DE MORAES e PAULO PEREIRA IGNACIO
Adquiriram a metade da menção de Adelina Lopes de Paes Barros, bem como os direitos hereditários de Rubens Paes de Barros e sua mulher Yolanda Alves Paes de Barros; Célia Barros Ferreira da Silva e seu Marido Miguel Ferreira da Silva Neto; Alice Barros Sampaio Viana e seu Marido Octavio Sampaio Viana; Andreza Paes de Barros do Amaral e seu marido Jose Alves do Amaral; e Dr. Caio Sergio Paes de Barros. (doc27, fls11 e 17).
b)De acordo com as escrituras Públicas de Constituição de Sociedade Anônima e de Retificação e Ratificação, lavradas nas notas do 11º Tabelião da mesma Comarca, respectivamente em 12.11.45, e 19.02.46, os casais JOSE ERMINIO DE MORAES e sua mulher, HELENA PEREIRA DE MORAES, e PAULO PEREIRA IGNACIO e a sua mulher, IRENE PEREIRA IGNACIO, a titulo de incorporação de capital social, Transferiram todos os direitos acima mencionados à, COMPANHIA AGRICOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU (doc.44 e 44. e doc. 27 fls.19).
c)Por escrituras pública lavradas nas Notas do 2º Tabelião da Comarca de São Paulo, em 24.04.46, às fls.95 do livro 745, dona Adelina Lopes de Barros transmitiu ao Dr. JOSE ERMINIO DE MORAES e PAULO PEREIRA IGNACIO a outra metade da menção dos seus direitos sobre o imóvel (doc.27 fls.35v.).
d)Por escritura pública lavrada nas mesmas notas, em 31.07.46, às fls.37 do livro 766,os cessionários JOSE ERMINIO DE MORAES e PAULO PEREIRA IGNACIO e suas respectivas esposas, transferem ditos direitos à COMPANHIA AGRICOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU (doc. ). Titulo de domínio referente ao 1º Quinhão:
Carta de adjudicação passada em favor da COMPANHIA AGRICOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU, extraída dos autos de inventários do Dr. Carlos Paes de Barros Junior, processado perante o Juiz da 3ª Vara e Cartório do3º Oficio Cível da Comarca da Capital do Estado de São Paulo (doc.] homologado por sentença de 31.12.46, do MM. Juiz Dr. Lúcio Queiroz de Moraes, (doc.) cuja sentença transitou em julgado, correspondente e uma parte ideal com 1.511 há 57ª.e 47 cá. ou 624,607 alqueires, titulo esse devidamente transcrito no Cartório de Registro de imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, sob o nº 1.414, às fls.145, do livro 3-B, em 28.03.52(doc. ).
6-B- Quinhão de ALICE DE BARROS DE SOUZA ARANHA:
a)As partes ideais havidas nos inventários dos seus pais, Alice Queiroz de Barros e Carlos Paes de Barros, foram devidamente levados à transcrição no Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, tomando os nº.411 e 414, às fls.211 e 214/5,respectivamente, do livro 3, (doc29 e 30).
Titulo de domínio- 377,89 hectares.
Escritura Pública de compra e venda lavrada aos 07.05.51, nas notas do 2º Tabelião da cidade de São Paulo, lavrada às fls.97 do livro 819, em favor da COMPANHIA AGRICOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU, (doc.nº32). Devidamente transcrita no Cartório de Registro de Imóvel da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, sob o nº1360 às fls.114 do livro 3-B, em 05.03.52 (doc. 32);
b) Por escrituras públicas lavradas nas Notas do 2º Tabelião da cidade São Paulo, em 29.12.49, ‘s fls.63 do livro nº804. D. Alice Barros de Souza Aranha, como herdeira universal dos bens do inventario de Jose Egydio de Sousa Aranha, cedeu os seus Direitos sobre uma área ideal de 1.133 h, 68 a. e 11 cá.ou 468,4 alqueires, a COMPANHIA AGRICOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU, (doc. ).
Titulo de domínio -1.133 há. 68ª. e 11 cá.
Carta de Adjudicação passada em favor da COMPANHIA AGRICOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU, extraída dos autos de inventario do Saª Jose Egydio de Souza aranha, processados pelo Juiz da 3ª Vara e Cartório do, 3º Oficio da Vara da Família e das sucessões da Comarca da capital do Estado de São Paulo, (doc.33), a qual foi homologada por sentença de 30.10.51 pelo MM. Juiz de Direito Dr. L. CINTRA DO PRADO. (doc.) cuja sentença transitou em julgado, titulo esse devidamente transcritos no Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Laranjeiras do sul, Estado do Paraná, sob nº 1.426, às fls.157 do livro 3-B, em 04.04.52 (doc34).
6-C- Quinhão- de EDITH PAES DE BARROS
a)as parte ideais havidas nos inventários dos pais, Alice Queiroz de Barros e Carlos Paes de Barros, foram devidamente levados à transcrição no cartório de Registro de imóveis da comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, tomando os nº s.412 e 413, respectivamente fls.212 e 213 do livro nº 3(doc35 e 36).Titulo de domínio - 755, 7874 hectares.
Escritura publica de compra e vendas lavradas aos 29.12.49, nas notas do 2º tabelião da cidade de são Paulo, às fls. 62 do livro 804, em favor da COMPANHIA AGRICOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU (doc37).devidamente transcrita no Cartório de Registro de imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, sob o nº 1.359, às fls.112 do livro 3-B, em 05.03.52 (doc.)
Estando a outra parte ideal do imóvel clausulada de inalienabilidade, por disposição testamentária, desejou sua proprietária substituir dito imóvel por apólices do Estado de são Paulo, unificadas onde ficariam sub-rogados os ônus da cláusula de inabilidade, razão pela qual foi requerida a venda em hasta publica do imóvel. Titulo de domínio - 755, 7874 hectares.
Carta de arrematação passada em favor da COMPANHIA AGRICOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU, extraída dos autos de inventario de D. Alice Paes de Barros, cujo feito se processou perante o juízo de 5ª Vara e Cartório do 6º Oficio da Vara da Família e das Sucessões da Capital do Estado de São Paulo. Sendo que a praça respectiva realizou-se no dia 04.11.49, (doc.48), titulo esse devidamente transcrito no Cartório de registro de imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, sob o nº 1.427, às fls.158 do livro 3-B, em 04.04.52 (doc.40).
QUINHÃO Nº 7: CAROLINA DE SOUZA QUEIROZ DE MORAES, casada com DR. DOMINGOS CORREA DE MORAIS;
Os direitos hereditários correspondentes à parte do quinhão foram adquiridos pelos Srs. JOSE ERMINIO DE MORAES e PAULO PEREIRA IGNACIO, que por sua vez cederam à COMPANHIA AGRICOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU, vindo esta, ainda, a adquirir diretamente os demais direitos restantes, permitindo-lhe tornar-se titular dos direitos relativos à integridade do quinhão. Os documentos de aquisição foram os seguintes:
a) Escrituras públicas lavradas nas Notas do 2º Tabelião da cidade São Paulo, em 21.07.44, às fls.2 v do livro738 o Dr. JOSE ERMINIO DE MORAES e PAULO PEREIRA IGNACIO adquiriram os direito de CAROLINA DE SOUZA QUEIROZ DE MORAES, Dr. Adhemar Queiroz de Moraes e sua mulher Odalina Tapajoz de Moraes; Dr. domingos Queiroz de Moraes e sua mulher Silvia Toledo de Moraes; (doc.44 fls.25v.).
b) De acordo com as escrituras Publicas de Constituição e Sociedade Anônima e Retificação e Ratificação, lavradas nas Notas do 11º Tabelião da mesma Comarca, respectivamente em 12.11.45 e 19.02.46, os casais JOSE ERMINIO DE MORAES e sua mulher, HELENA PEREIRA DE MORAES, e PAULO PEREIRA IGNACIO e a sua mulher, IRENE PEREIRA IGNACIO, a titulo de integralização de capital social, cederam todos os direitos acima mencionado à COMPANHIA AGRICULA E INDÚSTRIAL DO IGUAÇU, (doc.) Por escrituras pública lavradas nas Notas do 2º Tabelião da cidade São Paulo, em 12.12.45, ‘as fls.56 do livro nº747.o Dr. JOSE ERMINIO DE MORAES e PAULO PEREIRA IGNACIO, adquiriram os direitos de Gizela de Moraes Natividade, Osvaldo Moraes Natividade,Nestor Henrique Moraes Natividade e sua mulher Maria Tereza Moraes Natividade, Adélia Moraes Natividade.Norma Moraes Natividade, Edith Moraes Natividade, e Adalberto Moraes Natividade.(doc.)
Por Escritura Pública lavrada nas Notas, do mesmo Tabelião acima, em 31.07.46, às fls.37 do livro 766º Dr. JOSE ERMINIO DE MORAES e PAULO PEREIRA IGNACIO e suas respectivas esposas, transferiram os direitos a cima à COMPANHIA AGRICOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU (doc.)
e) Por escritura pública lavrada nas mesmas notas, em 31.07.46, às fls.38 do livro 766 à COMPANHIA AGRICOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU,adquiriu os direitos hereditários de Raul de Moraes Natividade(doc. fls.70,)
Por escritura pública lavrada nas mesmas notas, em 23.12.46, às fls.71 v. do livro 761 à COMPANHIA AGRICOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU, adquiriu o restante dos direitos hereditários de Dr. Adhemar Queiroz de Moraes e sua mulher, Odalina Tapajoz de Moraes; Domingos Queiroz de Moraes e sua mulher Silvia Toledo de Moraes, e Gizela de Morais Natividade. (doc. 47 fls, 75).
Por escritura pública das mesmas notas, em 28.05.47, às fls.47 do livro 733, à COMPANHIA AGRICOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU, adquiriu os direitos hereditários de Vera Cristina de Moraes Natividade, completando assim todos os direitos atinentes ao quinhão referido (doc fls.81,)
Titulo de domínio:
Carta de adjudicação passada em favor da COMPANHIA AGRICOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU, extraída dos autos de inventários do Dr. Domingos Correa Moraes, Processado pelo Juiz da 4ª comarca Vara da Família e das Sucessões da Capital do Estado de São Paulo, (doc. ), homologado por sentença de 24.01. 68, pelo MM. Juiz de Direito Dr. Octavio Guilherme Lacorte, Cuja sentença transitou em julgado, titulo esse devidamente transcrito no Cartório de Registro de imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, sob o nº 1.423, às fls.152 do livro nº 3-B em 03.04.52(doc.)
QUINHÃO Nº 8 – de PAULINA DE SOUZA QUEIROZ.
a)Por morte do titular, o seu quinhão se transferiu através de inventario processado perante o Juízo da 2ª Vara da família e das Sucessões da Capital do Estado de São Paulo, a SOCIEDADE FEMENINA DE PUERICULTURA GOTTAS DE LEITE E CRECHES “CRECHES BARONEZA DE LIMEIRA” sendo o titulo respectivo devidamente transcrito no Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Guarapuava Estado do Paraná.2º Oficio, sob o nº 2.111, as fls.118 do livro 3-A(doc. )b) Por escrituras pública lavradas nas Notas do 2º Tabelião da Capital do estado de São Paulo, em 15.12.44, ‘as fls.27 do livro nº733, (doc.44).os Srs. Dr. JOSE ERMINIO DE MORAES e PAULO PEREIRA IGNACIO, adquiriram, por compra, da sociedade Feminina de Puericultura Gotas de Leite e Creches”Creches Baronesa de Limeira”a parte ideal do imóvel denominado “Pinhal Ralo”, correspondente á área de 1.874 alqueires, titulo esse devidamente transcrito no Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná , sob o nº 19,às fls.10 do livro 3, em 06.06.46(doc.45).
c) Pelas escrituras Públicas de Constituição de Sociedade Anônima e transferência de imóveis lavrada aos 12.11.45, às fls.28 v. do livro nº891, nas notas do 11º Tabelião da Capital do Estado de são Paulo, Dr. Otavio Uchoa de Veiga, retificada e ratificada pela escritura pública lavrada nas mesmas Notas aos 19.02.46, às fls.98 v.do livro nº 997, o imóvel foi transferido pelos Srs. JOSE ERMINIO DE MORAES e PAULO PEREIRA IGNACIO, e suas respectivas esposas a titulo de incorporação de capital, à COMPANHIA AGRICULA E INDÚSTRIAL DO IGUAÇU, titulo esse devidamente transcrito no Cartório de Registro de imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, sob nº 43, às fls.19 do livro 3, em 16.09.46(doc.)
QUINHÃO Nº10- de TEOBALDO DE SOUZA QUEIROZ;
Titulo de dominial:
O espolio de Theobaldo Souza Queiroz, cujo inventario se processou perante a 5ª Vara e Cartório do 5º Oficio da Família e das sucessões da Capital do Estado de São Paulo, representado pelo seu inventariante e devidamente autorizado por alvará judicial, vendeu seu quinhão, correspondente a 1.873,8 alqueires a COMPANHIA AGRICULA E INDÚSTRIAL DO IGUAÇU, consoante escritura pública de venda e compra lavrada aos 21.07.47, nas notas do 2º tabelião da Comarca de São Paulo, as fls.68 do livro nº764, (doc46), devidamente transcritas no Cartório de Registro de imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, então município, Comarca e Território Federal do Iguaçu, sob o n] 247, às fls.131 do livro nº3, em 10.10.47(doc47), QUINHÃO Nº 11: JOSÉ VICENTE DE SOUZA QUEIROZ
Histórico: Por escrituras pública de Cessão de direitos lavradas nas Notas do 2º Tabelião da Capital do Estado de São Paulo, ‘as fls.2v. Do livro nº 738, em 21.10.44, a D.Margarida Cardoso de Souza Queiroz, na qualidade de viúva meeira e herdeira universal dos bens de Jose Vicente de suza Queiroz, transmitiram os direitos alusivos ao Quinhão (1/11) do imóvel Pinhal Ralo aos Srs. JOSE ERMINIO DE MORAES e PAULO PEREIRA IGNACIO, (doc48 fls. 9 v.) De acordo com as escrituras Publicas de Constituição e Sociedade Anônima e Retificação e Ratificação, lavradas nas Notas do 11º Tabelião da mesma Comarca, de são Paulo respectivamente em 12.11.45 e 19.02.46, os Srs. JOSE ERMINIO DE MORAES e PAULO PEREIRA IGNACIO, e suas respectivas esposas a titulo de integralização de capital, cederam todos os direitos acima mencionado à COMPANHIA AGRICULA E INDÚSTRIAL DO IGUAÇU, (doc.14 e 15 e 18 fls.19);
Titulo de domínio Carta de adjudicação passada em favor da COMPANHIA AGRICOLA E INDUSTRIAL DO IGUAÇU, extraída dos autos de inventários do Dr. Jose Vicente de Souza Queiroz, Processado pelo Juiz da 3ª Vara da Família e das Sucessões e cartório do 8º Oficio da comarca da capital do Estado de São Paulo, (doc.48 ),adjudicação homologado por sentença de 02.01.47, pelo MM. Juiz de Direito Dr. Edgard de Moura Bitencurt, (doc.48 fls.44), Cuja sentença passou em julgado, titulo esse devidamente transcrito no Cartório de Registro de imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, sob o nº 1.410, às fls.141 do livro nº 3-B em 26.03.52(doc.49).
3. Através de Assembléia Geral Extraordinária realizada em 28.04.65, publicada no diário oficial do Estado sob nº 101, em 07.07.65, às fls.15 a 17, e arquivada na MM. Junta Comercial do Estado sob o nº 63.870 a COMPANHIA AGRICOLA E INDUSTRIAL IGUAÇU alterou a sua denominação social para CONPANHIA DE CELULOSE E PAPEL DO IGUAÇU, tendo sido a alteração devidamente averbada às margens das transcrições imobiliárias supra referidas, no Cartórios de Registros de Imóveis de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná.doc.
4. Por Escritura Pública de Dissolução e Extinção de Sociedade Comercial lavrada aos 03.11.72, nas notas do 2º Tabelionato da Comarca da Capital do Estado do Paraná, às fls.134 do livro nº 757, devidamente arquivada na Junta Comercial do Estado do Paraná. Sob. nº 133.362, por despacho em sessão de 09.11.72, (doc. 54), e por cujo ato foi igualmente transmitido todo o seu patrimônio, ativo e passivo, a titulo de sucessão universal, sem solução de continuidade, para a sua única acionista, a firma GIACOMET – INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS AGROPECUARIOS LTDA. inclusive o imóvel referenciado, o que foi, juntamente com outros, objetivo de novas transcrições imobiliárias junto aos Cartórios de Registro de Imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, sob o nº 19.379, às fls. 129 e seguintes do livro 3-Z, em 23.11,72, (doc. 59).
5. Por meio de ata, lavrada em 29.01.73, pela quais os sócios da GIACAMET INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS AGROPECUARIOS LTDA deliberam transformar seu tipo jurídico em sociedade anônima sob a denominação de GIACOMET INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS S.A. devidamente arquivada na MM. Junta Comercial do Estado do Rio Grande do Sul sob o nº 336.924, em 14.02.73 (doc. 53), tendo sido a alteração devidamente averbada às margens da transcrição imobiliária nº 19.379, livro 3-Z, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, em 25.04.73.
6. Através de Assembléia Geral Extraordinária realizada em 17.09.73, a GIACOMET INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS S.A. alteraram sua denominação social para MAISONAVE – GIACOMET INDÚSTRIA DE MADEIRAS S.A. conforme ata devidamente arquivada na MM. Junta Comercial do Estado do Rio Grande do Sul sob nº 360.904, em 20, 11,73(doc. 22), tendo sido a alteração devidamente averbada às margens da transcrição imobiliária nº 19.379, livro 3-Z, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, em 29.01.74.
7. .Através de Assembléia Geral Extraordinária realizada em 25.08.75, a MAISONAVE GIACOMET INDÚSTRIA DE MADEIRAS S.A. alterou sua denominação social para GIACOMET MARODIN INDÚSTRIA DE MADEIRAS S.A., conforme ata devidamente arquivada na MM. Junta Comercial do Estado do Rio Grande do Sul sob nº 420010, em 16.09.75 (doc. 55), tendo sido a alteração devidamente averbada às margens da transcrição imobiliária nº 19.379, livro 3-Z, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, em 27.11.75.
8. Através de Assembléia Geral Extraordinária realizada em 05.02.97, a GIACOMET – MARADIN INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MADEIRAS S.A. alteraram sua denominação social para ARAUPEL S.A., conforme Ata devidamente arquivada na MM. Junta Comercial do Estado do Rio Grande do Sul sob nº 97/1590792, em 18.03.97 e na MM. Junta Comercial do Estado do Paraná sob nº 970676263, em 08.04.97 (doc. 56), tendo sido a alteração devidamente averbada asa margens das matriculas supra caracterizadas, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Quedas do Iguaçu, Estado do Paraná. Cadeia Sucessória das matriculas atuais do Imóvel Pinhal ralo, a partir Escritura Pública de Dissolução e Extinção de Sociedade Comercial, (doc. nº 51), transcrita junto ao Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, sob o nº 19.379, às fls. 129 e seguintes do livro 3-Z, em 23.11.72, (doc. 52). Matricula atual nº 21.967,livro 2-1-CS, de17.06.1999, do CRI da Comarca de Laranjeiras do Sul , Estado do Paraná, do imóvel rural parte do imóvel Pinhal ralo setor Jabuticabal município de rio bonito do Iguaçu Pr., com área de 4.120,00 hectares (doc. 25), matriculas anteriores:matriculas nº 20.472, livro 2-2 CL, de 21.03.1996, do CRI da Comarca de Laranjeiras do sul, PR,matriculas nº 1.234, livro 2-2-D, de 20.1261976,do CRI da comarca de laranjeiras do sul, Pr. (doc.59), Registro nº 19.379, livro 3-Z supra caracterizado.
b) Matricula atual nº 22.555, livro 2-1-CZ, de 15.09.2000, do CRI da Comarca de Laranjeiras do Sul , Estado do Paraná, do imóvel rural parte do imóvel Pinhal ralo - setor Despedida, município de Nova laranjeiras Pr., com área de 6.631,00 hectares (doc. 60), matricula anterior: nº 1.234,, livro 2-2 D, Z supra caracterizado Registro nº 19.379, livro 3-Z supra caracterizado.
c) Matricula atual nº 22.556, livro 2-2-DG, de 18.09.2000, do CRI da Comarca de Laranjeiras do Sul. Estado do Paraná, do imóvel rural parte do imóvel Pinhal Ralo - setor Lambari, município de Rio bonito do Iguaçu e Nova laranjeiras, PR. Com área de 4.074,00 hectares (doc. 60), matricula anterior: nº 1.234,, livro 2-2 D,Z supra caracterizado Registro nº 19.379, livro 3-Z supra caracterizado.
d) Matricula atual nº 22.557, livro 2-1-CZ, de 18.09.2000, do CRI da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, do imóvel rural parte do imóvel Pinhal Ralo - setor Trigal, município de Nova laranjeiras Rio Bonito do Iguaçu pr., com área de 4.027,00 hectares (doc. 60), matricula anterior: nº 1.234,, livro 2-2 D, Z supra caracterizado; Registro nº 19.379, livro 3-Z supra caracterizado. Matricula atual nº 22.558, livro 2-2-DG, de 18.09.2000, do CRI da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, do imóvel rural parte do imóvel Pinhal Ralo - Setor Rio Charqueado, município de Rio Bonito do Iguaçu pr. Com área de 2.740,00 hectares (doc.), matricula anterior: nº 1.234,, livro 2-2 D, Z supra caracterizado; Registro nº 19.379, livro 3-Z supra caracterizado. SITUAÇÃO POSSESÓRIA:
A situação possessória da área é mansa e pacifica desde tempos imemoriais, quando ali MAXIMINIANO E PONCIANA NOGUEIRA, consoante e completa documentação dominial demonstra, tendo sido mantida incólume, reconhecida e respeitada por todos os seus sucessores, ate os dias de hoje.
Deve se notar, que quase totalidade das divisas da área original, são todas por acidente geográficos (rios ), Rio Iguaçu, Rio das Cobras, Rio Xagu e Arroio troca pernas, facilitando sobre modo a sua perfeita identificação.
Do imóvel Pinhal Ralo, foram desapropriadas duas áreas: a primeira de 16.852,16 hectares, pelo decreto de 13 de agosto de 1998, ambos editados pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. EXTENÇÃO SUPERFICIAL:
No que tange à extensão superficial, cumpre esclarecer que:
1.Os herdeiros e sucessores da BARONEZA DE LIMEIRA promoveram o processo de legitimação de posse, o qual foi aprovado em 1913, pelo presidente do estado do Paraná CARLOS CALCALCANTE DE ALBUQUERQUE, sendo expedido os respectivos títulos, um sobre a área legitimável de 6.000 hectares(doc.).e outro, por compra sobre o excesso de are de 43.881 hectares e 97 ares (doc2)totalizando a área original de 49,881,97 hectares; que foi adquirida por JOSE ERMINIO DE MORAES e PAULO PEREIRA IGNACIO, e/ou pela COMPANHIA AGRICOLA E INDUSTRIAL IGUAÇU, objeto da circuncisão n] 43 livro nº3, do CRI de Laranjeiras do Sul (doc.16,fls.1v); por sua vês a CONPANHIA DE CELULOSE E PAPEL DO IGUAÇU sucessora da COMPANHIA AGRICOLA E INDUSTRIAL IGUAÇU, vendeu na área total de 49.88197, hectares para a GIACOMET INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS LTDA.,conforme Escrituras publicas de dissolução e extinção de Sociedade comercial, em sessão de 09.11.72, (doc.51 p.11.)
2. Em relação à recente medição da área remanescente, realizada pela empresa schiaffino & wo-consuloria e serviço LTDA. – Geo. topo, com elaboração de peças georefêrencias, não se considera diferença entre “área remanescente registrada” e a “área remanescente medida” pelo seguinte motivo:
a)Face a dimensão do imóvel aplica-se o disposto no Parágrafo Único do Artigo 1136 do Código Civil Brasileiro, eis que a diferença não excede e 1/20(um vinte avos) da extensão total enunciada nos títulos originais;
b) também em relação á definição da área total original, de 49.881,97 hectares, as divisas são claras e distintas, em quase toda a sua totalidade por acidente geográfico (rios) quais seja, Rio Iguaçu, Rio das Cobras, Rio Xagu e Arroio Troca Pernas, facilitando sobremodo a sua perfeita identificação, não restando duvidas em relação aos limites do imóvel Pinhal Ralo.
Da área original, foram efetuadas as baixas, mediante medição de cada uma delas, deduzindo-se documentalmente desta, até chegar a área remanescente. Creche Baronesa de Limeira comemora 100 anos
No dia 15 de Fevereiro de 2005 a Creche Baronesa de Limeira completou 100 anos. Fundada por Paulina de Souza Queiroz, filha da Baronesa de Limeira, a Creche é acompanhada pelo serviço religioso da Paróquia/Santuário São Judas Tadeu desde 1940. Para comemorar o centenário, foi celebrada uma missa presidida pelo Bispo Auxiliar da Região Ipiranga, Dom José Maria Pinheiro e teve a participação das mais de 400 crianças da Creche, além de voluntários, diretores e a primeira-dama do Estado, Maria Lúcia Alckmin.
Após a celebração, Maria Lúcia Alckmin parabenizou e agradeceu a todos que colaboraram e se dedicaram à Creche Baronesa de Limeira nos últimos 100 anos, ressaltando que estas crianças é que dirigirão o Brasil futuramente. “Educar e cuidar destas crianças é construir um futuro melhor, já que elas são a nossa futuras”, disse Maria Lúcia.
Após seu discurso, Maria Lúcia Alckmin descerrou a placa comemorativa, acompanhada pelo atual Presidente da Creche, Luis Eduardo de Moraes Giorgio e sua mãe Dna. Heloísa de Moraes Giorgi, sobrinha-neta da Baronesa de Limeira. Dna. Heloísa foi a Presidente da Creche por quase 60 anos.
O centenário da Creche foi comemorado com dois bolos: o das crianças, que foi cortado pela funcionária mais antiga da Creche, Ana Margarida Pinto, de 75 anos de idade e 50 anos de funcionária, junto à criança mais nova, Alice Ferreira da Silva, de 2 anos e 8 meses, com 15 dias de Creche. O segundo bolo, na sala dos adultos, foi cortado por Dna. Heloísa Giorgio e as trigêmeas que foram criadas na Creche: Maria de Lourdes, Ana Maria e Maria Antonieta Daniel, de 52 anos. Participaram também do evento algumas ex-alunas, como a Sra. Nery Valente, de 85 anos, que tocou piano aos convidados, Claudete Hamn Morais, Maria José Barros Araújo, Maria Aparecida Vilela e Paulite Fogasa.
A Creche Baronesa de Limeira tem a assistência de duas religiosas da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, fundada por Madre Paulina: a Irmã Maria dos Anjos Bezerra e a Irmã Maria Alcântara, que trabalha na Creche desde 1966 e ajuda no Ministério da distribuição Eucarística da Paróquia/Santuário São Judas Tadeu.
Baronesa de Limeira, o seu nome completo: Maria Angélica Queiroz de Barros, proprietária de grandes quantidades de terras na região de Quedas do Iguaçu em meados de 1918.
Rua Maria PaulacomEsta rua foi aberta pela Baronesa de Limeira D. Francisca de
Paula Souza e Mello) em terrenos de sua propriedade e foi entregue ao trânsito público no dia 14 de maio de 1894 através do Ato nº 10 que, também oficializou a denominação de “Rua Maria Paula” Esta rua é uma homenagem à D. Maria Paula Machado, avó da baronesa de Limeira. Casada com Antonio de Barros Penteado, D. Maria Paula teve, entre outros filhos, a Sra. Maria de Barros Leite. Esta, por sua vez, foi casada com Francisco de Paula Sousa e Mello, pais de D. Francisca de Paula Souza e Mello, a baronesa de Limeira. O marido da baronesa (Vicente de Souza Queirós - Barão de Limeira), era filho do Brigadeiro Luís Antonio de Souza ( Av. Brigadeiro Luís Antonio) e de D. Genebra de Barros Leite, esta também homenageada na “Rua Genebra”.
Fonte: dic. Histórico Através da pesquisa documental realizada junto aos Cartórios de Registro de Imóveis da Capital, foi levantada a filiação do imóvel sede do Centro de Estudos Jurídicos da Procuradoria Geral do Município, a qual remonta ao ano de 1907, quando Dona Paulina de Souza Queiroz o adquiriu mediante título de formal de partilha extraído dos autos do Espólio da Baronesa de Limeira. Posteriormente, João Filiola, foi seu proprietário.
Conforme historiado por Laís de Barros Monteiro:
“Quase ao término do século XIX, aos 16/05/1894, a Baronesa de Limeira abriu a Rua Brigadeiro Luís Antonio nos terrenos de sua propriedade, bem como várias ruas adjacentes. Era uma enorme propriedade que se manteve íntegra até os anos trinta, na propriedade de

PAULINA DE SOUZA QUEIROZ,

que a legou ao Estado. Para homenageá-la foi traçado em terras que foram suas o Viaduto Dona Paulina”.O centenário sobrado da Avenida Brigadeiro Luís Antonio ergue-se, portanto, em sítio histórico, da melhor tradição paulistana, vez que construído na grande chácara pertencente a D. Paulina de Souza Queiroz “onde fora cultivado café”.A propriedade de Dona Paulina de Souza Queiroz, descendente de Vicente de Souza Queiroz, Vereador à Câmara Municipal de São Paulo, o “Barão de Limeira”, casado com Dona Francisca de Paula Souza, “Baronesa de Limeira”, fazia parte da grande extensão de terras conhecida por “Chácara do Barão de Limeira”, que juntamente com outras áreas pertencentes às tradicionais famílias paulistanas, deram origem aos atuais bairros do centro e adjacências.

COMPANHIA DE ESTRADA DE FERRO SÃO PAULO RIO GRANDE - 1887

A ferrovia do contestado tem mais de um século de história. O resumo histórico da Estrada de ferro São Paulo Rio Grande, no vale do Rio do Peixe, tem marcos revelantes, que assim podem ser pontuados:
1° Em 1887, o engenheiro João Texeira Soares projetou o traçado da estrada de ferro com 1.403 Km de extensão, entre Itararé {São Paulo} e Santa Maria [RS], para ligar as provícias de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul pelo interior,Possibilitando a ligação da então capital Federal [Rio de Janeiro] às regiões fronteriças do Brasil com Argentina e o Uruguai.
Em Santa Catarina, a ferrovia atravessava o meio-Oeste, na sua parte mais estreita, entre o Rio Iguaçu [ao Norte] e Uruguai ao [Sul], marginando o Rio do Peixe em ¾ da sua extensão, assim cortando o território conhecido como “Contestado”, na época objeto da Questão de limites Paraná-Santa Catarina. 3° A 9 de Novembro de 1889, seis dias antes da Programação da R epública, o Imperador D. Pedro 11 fez a concessão desta estrada-de-ferro a texeira Soares, ato que foi ratificado a 7 de abril de 1890 pelo Marechal Deodoro da Fonseca, chefe do Governo Provisório da República.
4° Para levantar o capital necessário à construção, junto a investidores europeus, em 1890 Texeira Soares criou a Companhia Chemins de Fer Sud Oest Brasilienses. Já em 1891, a concessão do trecho Itararé Rio Uruguai foi transferido para a companhia União Industrial dos Estados do Brasil. A seguir , em 1884, esta concessão passou a outra empresa, a companhia Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande. O trecho do Rio Uruguai a Santa Maria permaneceu com a companhia Chimins de Fer, o qual em 1896 foi privatizado pelo Estado do Rio Grande do Sul.
5° Somente em 1895 foram aprovados os estudos definitivos e completos da ferrovia entreguem a Cia. São Paulo-Rio Grande [EFSPRG], num total de 941,88 quilômetros de extensão, entre Itararé [SP] e o Rio Uruguai. A construção começou no sentido norte-sul em 1897, e o trecho de 264 km entre Itararé e o Rio Iguaçu [em Porto União], Foi concluído em 1905. 6° Em 1907 teve início a construção dos primeiros 50 km, do trecho no Território Contestado, de Porto União em direção ao Sul, suspensa em 1908. Pela demora, neste ano, a Cia. São Paulo-Rio Grande recebeu ultimato do governo federal para concluir toda a extensão até o Rio Uruguai, em dois anos, sob pena de perda da concessão.
7° Em 1908, o empregador norte-americano Percival Fargunhar assumiu a concessão, integrando a Companhia Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande à holding Brazil Railway. Esta mesma holding havia criado a Southern Brazil Lumber & Colonization Company em três Barras, para a exploração da madeira na floresta da Aurocária na região.
8° A empresa contratou o engenheiro Achiles Stenghel para a ousada empreitada, e este chamou mais 4.000 homens assim tendo sido recrutado um total de 8.000 trabalhadores em todo o pai, inclusíve, no exterior, que foram distribuídos ao longo dos 372 quilômetros do traçado. 9° O primeiro trecho, em 110 km entre Porto União e Taquaral \liso, passando pelas estações de São João [Matos Costa] e de São Roque [Calmon], foi inaugurado em 3 de abril de 1909 pelo Presidente da República, Afonso Augusto Moreira Penna, no local onde foi construída a Estação Presidente Penna [existe até hoje]
10º A 1° de maio de 1910, foram inauguradas as estações de Rio Caçador, de Riu das Antas, de Rio das Pedras [Videiras]e de Pinheiro Preto. Em 1° de Setembro deste ano, inauguraran-se as estações de Rio Bonito[Tangará], Barra de São Bento[Luzerna] e de Erval [Erval do Oeste e Joaçaba]. A 20 de Outubro. Foi aberta a estação de Rio Capinzal {Capinzal e Ouro} e no dia 29 do mesmo mês as estações do Rio do Peix[Piratuba e Pira], Volta grande do Rio Uruguai. No Outro lado do Rio, as estações de Marcelino Ramos Foram inauguradas a 29 de Outubro. 11. Concluída a ponte provisória [de madeira] sobre o Rio Uruguai, a Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande, foi solenemente inaugurada dia 17 de dezembro de 1910. Mas, a ponte foi levada pela enchente de maio de 1911 e a nova, metálica, somente ficou pronta em 1912[a mesma que existe até hoje], possibilitando então, finalmente, o tráfico de trens entre os quatro estados do Sul. 12. A epopéia liderada por achiles Stenghel em Santa Catarina resultou na construção de 15,5quilômetros de trilhos por mês, ou seja, 516,6 metros por dia, utilizando 8.000 mil trabalhadores, os quais, na enexistência de maquinaria, usaram as mãos, pés, picaretas, enxadas, dinamites e carrinhos-de-mão para erguer a sinuosa linha no Vale do Rio do Peixe, ao custo de 30 mil contos de réis ou, seja, pouco mais de três milhões de libras esterlinas, um valor três vezes superior ao inicialmente previst[de11.160] contos de réis para o trecho.
13. Como para construção a União garantiu a companhia uma subvenção de 30 contos de réis por quilômetros construídos e mais o pagamento de juros de 6% ao ano sobre o total investido, a empresa alongou o máximo a linha, por curvas desnecessárias, assim economizando[e lucrando]em obras de artes,aterro, pontes, viadutos e túneis não construídos.” Por isso, diz-se que a estrada foi” construída por metro”.
14. Nas proximidades do único túnel construído no trecho, [100 metros], na época em Pinheiro Preto, em outubro de 1909 aconteceu o primeiro assalto a um trem-pagador no Brasil, quando o bando de Zeca Vacariano matou os guardas e roubou trezentos contos de réis. 15. A Cia. EFSPRG construiu uma subsidiária, a Brazil Development & Colonization Company, para promover o loteamento e colonização das terras marginais aos trilhos com imigrantes europeus, iniciando ainda em 1910 pelas estações do Rio do Peixe [Piratuba] e de Rio das Antas. Os planos foram interrompidos em 1914, por causa da 1° Grande Guerra Mundial, na Europa, e pela deflagração da Guerra do Contestado, aqui.
16. De acordo com os termos da concessão, a empresa ganhou do governo um total de 15.894Km2 de terras, que deveria vender a título de colonização. Pelo trecho catarinense no Contestado, a EFEPRG recebeu 6.696Km2 de terras, equivalente a 276,694 alqueires.
17. Depois da guerra do Contestado e depois da assinatura do Acordo de Limites entre Paraná e Santa Catarina, em 1917 fora retomados os planose de colonização, desta vez, por intermédio de empresas colonizadouras [gaúchas] particulares,,que compraram da Cia. EFSPRG grandes árias e as dividiram em colônias.
18. as terras, nas grande maioria, fora ofertadas a colonos italianos,alemães e poloneses das colônias Velhas do Rio Grande do Sul, já descendentes dos imigrantes pioneiros. Estes ingressos realizaram fluxo migratório, em levas que se estenderam até por volta de 1940.
19. Nas sedes destas colônias, apartir das estações ferroviárias, nasceram as vilas de São João [Matos Costa] , Calmon, Rio Caçador e Canteiro, Rio das Antas, Perdizes e Vitória [Videira], Pinheiro Preto, Rio Bonito[Tangará], Bom Retiro[Lucena], Erval do Oeste, Barra Fria [lacerdópulis], Rio Capinzal[Capinzal] e Ouro, Rio do Peixe[Piratuba] e Ipira, hoje importante cidade do \meio-Oeste
20. Durante anos e anos, a ferrovia foi o único meio de comunicação e transporte que ligava o Vale do Rio do Peixe ao restante do Brasil. Alem dos passageiros, ela transportava as riquezas aqui produzidas [madeiras e alimentos] e abastecia as comunidades com as mercadorias compradas nos grandes centros do país. Pela região, diariamente transitavam diversas linhas de trens o direto e o misto-inclisíve internacionais, ligando Bueno Aires ao Rio de Janeiro. As composições trafegavam à média de 20-30 km horas.
21. Domingo pela corrupção, todo o complexo da Brazil Railway havia entrado em concordata em 1917. Já em 1940, transcorrido os 40 anos do prazo da concessão dada em 1890, juntamente com todos os bens do Sindicato Falquear, o governo federal, encampou esta, estrada-de-ferro. Revertendo-a para a autarquia, Rede de Viação, Paraná-Santa Catarina, [RVPSC], a qual, em 1957, somada a outras autarquias, veio a construir a, Rede Ferroviária Federal S/A, [RFFSA], com, 100% das ações pertencentes à União.
22. A Partir de 1960, aos poucos as velhas locomotivas a vapor, carinhosamente chamadas pelo povo de “ Maria-Fumaça” foram sendo substituídas por máquinas a diesel. Com abertura de estradas rodoviárias, perdendo a competividade de fretes, também a partir de então começou a cair o movimento de trens na ferrovia do Contestado, a ponto de já nos anos 70 ser paralisado totalmente o transporte de passageiro. Sem faturamento, a ferrovia do Contestado entrou em processo de deterioração.
23. Em 1996, a malha ferroviária vinculada á Superintendência Regional [Paraná e Santa Catarina] da Rede Ferroviária Federal S/A foi privatizada, passando para empresa Ferrovia Sul Atlântico S/A, com sede em Curitiba, com a promessa de Revitalização.
24. Em 1998, a Ferrovia Sul Atlântico S/A foi transformada em América Latina Logística S/A-ALL, empresa que, desinteresando-se economicamente pela exploração do trecho, suspendeu o tráfico de trens e desativou totalmente a Linha Sul.
25. No ano de 2002, a Linha Sul, entre os rios Iguaçu e Uruguai revelou-se totalmente abandonada pela empresa ALL.
A PRIMITIVA ESTAÇÃO RIO CAÇADOR

Ao Longo do trecho da ferrovia entre o rio Iguaçu e Uruguai, a então.
COMPANHIA DE ESTRADA DE FERRO SAÕ PAULO RIO GRANDE. Construiu diversas “estações de” parada de trem.
As primeiras estações, todas de construção em madeira, obedeciam a uma planta-padrão, e eram classificadas, neste trecho, como de3º e 2º categoria. Este modelo, como a da ESTAÇÃO DE RIO CAÇADOR, era o de 2° categoria, pois alem da comodidade para os passageiros, possuía ambientes separado para cargas, e servia também de residência do Agente designado.Em dois pavimentos, com a estrutura toda em madeira de pinho e imbuia,sustentava-se em plataforma de pedras retangulares [basalto].
Entre 1908 e 1910, a cada 25 km de linha Sul, no trecho de 372 Km. Entre os rios Iguaçu e Uruguai, a Companhia Estrada de Ferro São Paulo Rio Grande construiu estações de paradas de trens, que também serviram, mais tarde, com o escritório da Brazil Devel Quedas Originam-se do latim arcaico “caeda”, que, tomba, que cai. (AGC, ABHF opment, & Colonization Com, outra subsidiária da Brazil Railway Company, para levar adiante os planos de colonização das terras marginais aos trilhos. Aqui, em 1934, a primeira estação de Rio Caçador, destruída por incêndio nos anos 40, que inspirou a construção do prédio-sede do Museu do Contestado.

GRUPO ESCOLAR TIRADENTES.

Escola de Campo Novo [Quedas do Iguaçu] hoje Colégio Estadual Pe. Sgismundo -1965 Paulo Pimentel era governado do Estado do Paraná, Pedro Alzides Giraldi ao seu lado juntamente com vários pioneiros, alguns professores.
Faleceu sábado, 21 de julho de 2007, o ex-prefeito de Quedas do Iguaçu, detentor de quatro mandatos consecutivos: 1969/72 – 77/82 – 89/92 e 97/2000. Pedro Giraldi morreu vítima de enfarto. Ele já enfrentava problemas de saúde, ainda quando prefeito de Quedas do Iguaçu. No último mandato, gestão 1997/2000, Pedro Giraldi sofreu uma isquemia cardíaca e teve que renunciar ao mandato em favor de seu irmão, Idimir Tranqüilo Giraldi. Pedro Giraldi deixa esposa, Selga Strey Giraldi, com quem conviveu há mais de 50 anos, os filhos Eloy, Blanca, Jacqueline e Lúcia, oito netos, uma bisneta, o genro Nilson e a nora Simone. A HISTÓRIA DE PEDRO GIRALDI SE CONFUNDE COM A HISTÓRIA DE QUEDAS DO IGUAÇU. Gaúcho de Gaurama, nascido aos 2 de janeiro de 1931. No dia 18 de julho de 1964, Pedro Giraldi chega a Campo Novo, procedente de Marechal Cândido Rondon, para fixar residência e estabelecer-se como farmacêutico. Em Campo Novo, Pedro Giraldi e sua mulher, Selga são recebidos pelo Sr. Sigismundo Potulski, proprietário do Hotel Iguaçu.
Neste mesmo estabelecimento, situado na Avenida Principal (hoje Avenida Pinheirais), Pedro Giraldi monta uma pequena farmácia. Com trabalho e dedicação, valendo-se do auxílio de sua mulher Selga, Pedro Giraldi vai travando relações com os habitantes do povoado e torna-se pessoa conhecida, principalmente pela atividade de farmacêutico, atenuando ou curando doenças. Somente mais tarde, depois de muita luta, Pedro Giraldi vai se adaptando à vida na região de Campo Novo. A vinda de Pedro Giraldi para Campo Novo foi mais uma demonstração de força por parte daqueles que mais tarde seriam chamados de “emancipacionistas”.
O espírito emancipacionista dos pioneiros foi coroado de êxito com a promulgação da Lei 5.668, de 18 de outubro de 1967, que elevou Campo Novo à categoria de município, sendo o mesmo instalado em 15 de dezembro de 1968. E o movimento cumpriu seus objetivos, propiciando a criação do município de Campo Novo e, por conseqüência, o desenvolvimento e a sediação de identidade regional.
A partir daí, são convocadas eleições para a Prefeitura e Câmara de Vereadores. Intensa campanha é desencadeada no município entre os candidatos a prefeito Pedro Giraldi e Carlos Dalavecquia. A vitória esmagadora dos candidatos da Arena 1 – Pedro Giraldi e João Sobczak dão início a um governo que consegue impor ao mais novo município do Paraná, prestigio e liderança.
Em sua primeira gestão como prefeito, 69/73, Pedro Giraldi realizou uma das mais profícuas administrações. Em seus quatro anos como prefeito,
Pedro Giraldi construiu a Praça São Pedro, inaugurada em 5 de novembro de 1972, construiu o primeiro hospital, fundou o Sindicato Rural de Campo Novo e dotou o município de toda a infra-estrutura necessária, nos setores de saúde pública, educação e obras.
Em janeiro de 1977, Pedro Giraldi assume a Prefeitura pela segunda vez. Seu governo, tal qual o anterior, foi palco de notáveis realizações, destacando Quedas do Iguaçu como um dos municípios brasileiros que obteve o maior índice de crescimento nos últimos cinco anos. Foram construídos 20 mini postos de saúde no interior, 60 escolas em alvenaria e restauração de prédios já existentes. Outra grande conquista no setor educacional na época foi a implantação do curso de 2º grau.
Em janeiro de 1989, Pedro Giraldi é eleito prefeito de Quedas do Iguaçu pela terceira vez. Inúmeras obras marcaram sua terceira gestão, destacando-se a construção de 60 centros comunitários no interior e nos bairros da cidade; execução de obras de infra-estrutura urbana, aquisição do odontomóvel, pavimentação asfáltica, aquisição da casa da saúde de Curitiba, para hospedar os pacientes que precisam de tratamento especializado na capital do Estado, além de outras obras marcantes.
Fato inédito na política do Paraná: Pedro Giraldi é eleito prefeito pela 4ª vez consecutiva. Ainda assim teve que se submeter a duas eleições, porque a de 3 de outubro foi anulada parcialmente, por decisão da Justiça Eleitoral, mas a vitória na segunda eleição foi esmagadora. Triplicou o número de votos.
No seu último mandato, Pedro Giraldi conseguiu junto ao Governo do Estado, o asfaltamento da Rodovia PR 484, ligando Quedas do Iguaçu a Boa Vista da Aparecida, com conexão para Cascavel, encurtando a distância em cerca de 40 quilômetros. A instalação da Uni - quedas, através da Fundação Assis Gurgacz de Cascavel; construção de uma casa na praia, balneário Caravelas, através do programa Pro Lazer, para uso da população. A nuclearização do ensino, a melhoria da frota escolar, além de inúmeras outras obras de grande alcance social, como o pré-vestibular gratuito, o transporte coletivo urbano gratuito, o natal da família, além de outras realizações que vão ficar nos anais da história de Quedas do Iguaçu. Ao finalizar sua última gestão, quando passou o comando da Prefeitura ao seu irmão Idimir Giraldi, PEDRO GIRALDI destacou com suas palavras: “espero que este trabalho dignificante tenha continuidade, pois o pouco que realização hoje é para o amanhã dos nossos filhos e para que a nova geração do município cresça e fique mais perto do seu grande futur(matéria extraída do jornal expoente do Iguaçu.100 ANOS DE HISTÓRIA DA REGIÃO DE QUEDAS DO


QUEDAS DO IGUAÇU NOSSA HISTORIA NOSSA GENTE.
UM LIVRO QUE CONTA também, A HISTÓRIA DA REGIÃO DA CANTUQUIRIGUAÇU.
1. Segundo o Portal Educacional do Estado do paraná, os primeiros moradores do local estabeleceram-se em março de 1911. A região era chamada de Colônia Jagoda, sendo que os primeiros habitantes vieram do Rio Grande do Sul e tinham origens polonesas. O município passou a se chamar Campo Novo e era parte de Laranjeiras do Sul. O município de Quedas do Iguaçu foi criado através da Lei Estadual nº 5.668, de 18 de outubro de 1967, e instalado em 15 de dezembro de 1968, foi desmembrado de Laranjeiras do Sul.
Escritor: Antonio Monteiro da Silva
Ministério da Cultura
Secretaria de Incentivo e
Fomento à Cultura
Brasília DF 03/07/2008
Comunicado de aprovação do livro
Quedas do Iguaçu Nossa História Nossa Gente
Processo Nº 01400.001018/08-44
Diário Oficial da União Seção 1 nº 126,
Quinta-Feira, 03 de junho de 2008.
Escritor Antonio Monteiro da Silva

A minha querida esposa Zelinda, meus filhos: Lara,Junkimar,Jaque Pericles, e Lukinei, e todos os meus amigos que me encentivaram.

As histórias descritas neste livro não são somente advindas de pesquisa, pois elas foram acumuladas em minha mente durante os meus 65 anos de vida. As pesquisas e dados por varias entidades foram muito importantes para a realização deste projeto.
Mas nunca é tarde para quem quer viver o presente.
E agora, já na velhice estou transformando em livro para que não se perca, mas para que permaneça através dos tempos.
É possível, portanto, senhores leitores, a ocorrência de algumas falhas, em função de não ser este um trabalho baseado somente em fontes, mas sim pesquisando em minha própria memória. Obrigado por ter adquirido o nosso livro, você está colaborando e participando que outros escritores de continuidade na história de nossa terra. Em nome da minha família, muito obrigado e que Deus continue a
seu lado.
Antonio Monteiro – escritor.
O livro Quedas do Iguaçu nossa Historia Nossa Gente contem:
650 Páginas
176.069 Palavras
887.174 Caracteres sem espaços
1.100.6871 Caracteres com espaços
5.793 Parágrafos
24.869 Linhas.

RESUMO DA HISTORIA DA CIDADE.
A riquesa de uns pais é visível em sua cultura e tradição, laços indispensáveis que se fazem presente em nosso di-a-dia. Assim é Quedas do Iguaçu, uma mistura de povos que trouxeram em suas bagagens além de sonhos de paz, tradição, vida e muito amor para terra desconhecida.

A MIGRAÇÃO POLONESA NO PARANÁ:
Migração é o ato de se mover de uma região para outra.
É a mudança periodicamente, ou passagem de uma região para outra, de um país para outro.
Passagem de um país para outro (falando-se de um povo ou de grande multidão de gente).
Imigração - Entrar (num país estranho) para nele viver
Emigração - Mudança voluntária de país. O mesmo que expatriação.
Ainda sobre emigração.
Quando a imigração polonesa começou no Brasil, não existia mais o Estado Polonês na Europa, somente a nação. A Polônia, após ter sido um dos maiores países europeus nos séculos dezesseis e dezessete, foi invadida no século dezoito pelos seus três poderosos vizinhos, Rússia, Áustria e Prússia. Devido afalta de terra para plantar e os maus tratos sofridos, os poloneses começaram a emigrar.
A parte ocupada pelos Prussianos compreendeu a Pomerânia e a Silésia. Foram destas regiões que partiram os primeiros contingentes imigratórios. As causas principais foram às duras perseguições impostas aos poloneses pelos invasores germânicos, como a Proibição da língua polonesa nas escolas primárias, normais e secundárias, Campanha sistemática para a "despolonização" dos nomes de acidentes geográficos, ruas, praças e até nomes e sobrenomes de pessoas. Proibição para os padres católicos proferirem sermões em língua polonesa, Forte censura na imprensa polonesa e Venda obrigatória das terras agrícolas dos poloneses. Essa campanha pela despolonização da população foi denominada de Kulturkampf.
Os Russos, por sua vez, ocuparam a maior parte central e Leste das terras polonesas e da mesma forma impuseram drásticas medidas para apagar qualquer traço polonês na face da terra. As medidas draconianas previam: Proibição do idioma polonês nos atos oficiais, Perseguição na igreja católica e imposição da igreja ortodoxa, Proibição do idioma polonês nas escolas e também a Proibição aos poloneses de ocuparem cargos na administração publica.
Habitada pelos eslavos em tempos remotos, a região é ocupada pela Áustria-Hungria na Primeira Guerra Mundial e declara sua independência em 1918. Em 1939, a área é invadida pela URSS e pela Alemanha, que dividem o país ao meio (com a implementação do "corredor polonês"). Cerca de seis milhões de cidadãos poloneses são mortos durante a Segunda Guerra, a metade deles judeus. Com o fim da guerra, a Polônia é agregada ao bloco de influência soviética. Durante esse período, o país passa por momentos conturbados e consideráveis obscuros. Inúmeras revoltas agrícolas são levadas a cabo e líderes religiosos são presos e assassinados. Com os primeiros indícios da iminente derrocada soviética, no final da década de 80, a oposição fortifica-se e, em 1990, Lech Walesa, líder do partido Solidariedade, chega ao poder.
Finalmente, os austríacos foram um pouco menos duros. O Império Austro-Húngaro foi obrigado a fazer concessões para as nacionalidades que viviam em terras polonesas. O Tratado de Viena renomeou a região para o nome de Galícia e a transformou numas das regiões mais pobres e de maior atraso e estagnação do Império. Essa política de repressão comandada em conjunto pelos invasores causou enorme sentimento de revolta. Nos anos de 1830, 1864 e 1905 ocorreram violentas revoluções em solo polonês contra o domínio invasor.
Portanto, é compreensível que muitos poloneses, vivendo nestas circunstâncias pensassem em emigrar. Os primeiros grupos de emigrantes partiram justamente das terras ocupadas pelos germânicos e em alguns momentos foram confundidos como sendo alemães, em razão dos nomes que portavam nos documentos, devido a uma das imposições dos invasores: a troca de nomes polacos por germânicos. Por isso mesmo, tem muito descendente polonês no Brasil pensando que sua origem é alemã por causa do sobrenome.
O século seguinte foi marcado por insurreições sangrentas e frustradoras. Houve desesperados manifestos de resistências para impedir o definitivo desaparecimento da nação, mas as grandes potências já haviam dominado e traçado para a Polônia um futuro sombrio: mantendo-a num Estado de atraso, submissão e dependência.
A Revolução Industrial transformava a Europa. Na Polônia, um regime arcaico composto de uma economia agrária mantinha o controle de uma população camponês isolada, conservador ao extremo, resistente às mudanças. Os camponeses tinham cada vez menos acesso às terras. Trabalhavam como arrendatários ou como empregados temporários em terra alheia e em condições de estrema miséria.
Para os pequenos proprietários, as sucessivas divisões da propriedade familiar inviabilizavam a produção. Era necessário emigrar para novos espaços para sobreviver. A repressão política e a opressão interna fez com que os poloneses se tornassem pessoas impermeáveis à pessoas estrangeiras, sendo marcados por profunda desconfiança.
Enquanto na Polônia faltavam terras no Brasil sobravam espaços perigosamente desocupados. Desde 1808, o Príncipe Regente tornara possível a propriedade de terra aos estrangeiros, motivado principalmente pela necessidade de ocupar os chamados vazios demográficos, que ameaçavam o domínio português.
Num primeiro momento o Brasil precisava de colonizadores, aos quais ofereciam grandes oportunidades. Com argumentos fortes e promessas eloqüentes, o país procurava atrair os europeus. A intensificação do movimento abolicionista misturava-se aos projetos de colonização outro motivo conjunturalmente mais forte: substituir a mão-de-obra escrava. O Brasil foi um dos últimos países a abolir a escravidão, mas os reflexos das lutas abolicionistas perturbavam o fluxo de negros para os trabalhos na lavoura, reduzindo a produção de alimentos, pressionando os preços e ameaçando a produção destinada ao mercado interno.
Em 1888 é decretado o término da escravidão no Brasil: 800 mil imigrantes foram lançados ao mercado como mão-de-obra assalariada. Governo brasileiro celebrou convênios com companheiras de navegação transoceânica, pagando, (per capita) de acordo com o número de imigrantes que chegassem ao Rio de Janeiro, correndo por sua conta a passagem e manutenção dos imigrantes. A propaganda de estimulo às imigrações era convincente: o Brasil era apresentado como um verdadeiro paraíso.
Durante a "febre brasileira" como foi chamado o período da maioria das imigrações para o Brasil, chegou a correr na Polônia uma lenda, espalhada pelos agentes de recrutamento nas aldeias camponesas. Dizia a lenda que havia uma terra encoberta por névoas, desconhecida de todos. Era uma terra onde corria leite e mel. A virgem de Czestochowa – padroeira da Polônia, ouvindo compadecidos os apelos que lhe dirigiam os sofridos camponeses, dispersou o nevoeiro e destinou aos emigrantes poloneses a nova terra. Esta terra prometida era o Paraná.
Em 1919, a Pomerânia foi anexada pela Polônia e assim permaneceu até 1939, no início da Segunda Guerra Mundial, quando foi tomada pela Alemanha. Com o fim da Segunda Guerra, seu território foi dividido entre a Alemanha e a Polônia.
Distância do Brasil: 11.620 km (a partir de Quedas do Iguaçu). ...
Tempo de voo de Brasil para polonia: 13horas
A Primeira Guerra Mundial que eclodiu em 1914.
Antes da Segunda Guerra Mundial moravam no país 35 000 000 habitantes:

FUGA SEGA DOS POLONESES:
Conflitos em andamento em 18.09.1939: Invasão alemã da Polônia, Batalha do Atlântico, Ofensiva do Sarre e Invasão soviética da Polônia.
Estados beligerantes em 18.09.1939: Alemanha, Eslováquia, URSS x Polônia, Reino Unido, França, Austrália, Nova Zelândia, Índia, Terra Nova, África do Sul e Canadá.
No dia 18.09.1939 soviéticos e alemães descobriram que um submarino polonês estava no porto de Tallin, na Estônia. Os dois estados reclamaram que a Estônia estava indo contra sua declaração de neutralidade ao permitir a presença do submarino polonês em seu porto. Esse foi o pretexto esperado pela União Soviética para por em prática a segunda parte do Tratado Molotov-Ribbentrop, em que a Alemanha aceitava que os três países Bálticos (Estônia, Latvia e Lituânia) e a Finlândia poderiam ser ocupados pelos soviéticos. Os soviéticos, então, começaram a pressionar a Estônia para um acordo militar ou sofrer uma invasão.
Enquanto isso, os estonianos alertaram os poloneses, que decidiram fugir. Eles partiram imediatamente e, sem ter uma carta náutica detalhada do Mar Báltico, conseguiram escapar dos navios soviéticos e alemães e navegar através das ilhas dinamarquesas em direção à Inglaterra. Na Inglaterra, este submarino se reuniria com outros navios poloneses que haviam saído do Báltico no dia 30 de agosto. Outro submarino polonês também conseguiu chegar à Inglaterra, mas outros 3 foram apreendidos na Suécia.
A Inglaterra forneceria alguns navios e submarinos ao governo polonês no exílio, o que permitiu que a Marinha Polonesa se mantivesse ativa durante o resto da Guerra. A Marinha Polonesa teria um papel importante na escolta de comboios no Atlântico Norte e Mediterrâneo, em combates diretos contra a Marinha Alemã e no Dia D.
Fonte: http://www.webartigos.com/articles/5777/1/A-Imigracao-Polonesa-No-Parana/pagina1.html#ixzz1D6gzR6Rp

O POVOAMENTO DO TERRITÓRIO PARANAENSE: Três foi ás ondas povoadoras que em conjunturas diversas e com motivações distintas realizaram a ocupação e formou as comunidades regionais que constituem o atual o estado do Paraná. Quais sejam.
A primeira se esboçou no século XVII, com a procura do ouro, e estruturou-se no século XV111 sobre tudo no latifúndio campeiro dos Campos Gerais, com base na criação e no comércio do gado e, mais tarde, no século X1X, nas atividades extrativas e no comércio exportador de erva-mate e da madeira.
O Paraná foi a primeira região do Brasil a ingressar no sistema colonial mercantil. Os motivos para esta inserção foram descobertos de ouro de aluvião no litoral na primeira metade do século XV11 e a sua proximidade geográfica com o eixo São Vicente, Rio de Janeiro, Bahia. A evidência do ouro foi manifestada por Gabriel de Lara em Paranaguá [1646] e Eliodoro Ébano Pereira nos campos de Curitiba [1651]. Nesta época muitos moradores abandonaram a lida com a terra para procurar ouro. Isso provocou uma situação de extrema pobreza em toda a região persistindo apenas a lavoura de subsistência. Como o ouro era pouco logo acabou.
O gênero de substância manteve um fraco comercio em Paranaguá. A produção e o comércio de farinha de mandioca possibilitaram a importação de produtos básicos como o sal, ferragem e peças de algodão vindos da sede da Capitania Ainda no século XV11 iniciam-se no litoral outra atividade produtivas como o plantio de arroz e cana-de-açúcar; este ultimo com a finalidade de produzir a aguardente e o açúcar.
Com abertura do caminho do Viamão, em 1731, a criação e a invernagem de gado dão o início a principal atividade econômica paranaense do século XVIII, o troperismo.
Ao longo do caminho do Viamão, ou caminho das tropas organizaram-se pousos, invernadas e freguesias, como as de Santa Ana do Iapó, de Santo Antonio da Lapa originando vilas e futuras cidades do Paraná Tradicional. Com base nessa atividade foram ocupados os campos de Curitiba, os Campos Gerais, bem como, no século X1X, os Campos de Guarapuava e Palmas. O troperismo irá se esgotar na década de 1870 pelo aparecimento das estradas de ferro as quais fizeram com que os animais de carga perdessem sua função econômica.
No início do século X1X a erva mate abriu o comércio de exportação para os mercados do Rio da Prata e do Chile. Transformou-se no esteio econômico paranaense até os anos de 1930 quando a concorrência argentina encerrará a predominância da erva-mate paranaense. A partir das primeiras décadas do século X1X o quadro demográfico paranaense é substancialmente alterado pela introdução de contingentes de4 imigrantes europeus. Estes imigrantes vieram para o Paraná especialmente para trabalhar com agricultura de abastecimento em colônia agrícolas nos arredores dos centros urbanos.
A segunda resulta da ocupação das grandes florestas dos vales do Paranapanema, Paraná, Ivaí e Iguaçu. Dois movimentos populacionais extraordinários ocorreram paralelamente, resultando na sua formação. O primeiro impulsionado pela lavoura de café que ocupou a região Norte e o segundo pelas ocupações das regiões Sudoeste e extremo Oeste.
Desde o final do século XVIII, mesmo sem expressão econômica, o café do litoral do Paraná se encontra nas listas de exportações pelo Porto de Paranaguá. Em meado do século XIX jé se produzia café para o consumo, interno, nos aldeamentos indíginas, de São Pedro de Alcântara e de São Jerônimo, e na colônia militar de Jataí. Porem, o café de fato entrou no Paraná no final do século XIX pelas mãos de imigrantes mineiros e paulistas. A ocupação acontece em três zonas sucessivas. A primeira no Norte Velho, desde o divisor Nordeste com São Paulo até Cornélio Procópio, colonizada entre 1860 e 1950 esta região estava praticamente ocupada; a Segunda no Norte Novo, desde Cornélio Procópio até Londrina, prolongando-se até o rio Ivaí, colonizada entre 1920 e 1950; e a terceira e ultima no Norte Novíssimo, entre os rios Ivaí e Piqueri, colonizada de 1940 até 1960. Esta ultima chegando às barrancas do rio Paraná, fronteira com o Estado do Mato Grosso.
A terceira e última a partir o final da década de 1930 inicia um processo novo de ocupação territorial no Paraná nas regiões Sudoeste e extremo Oeste por parte dos migrantes vindo do Rio Grande do Sul, principalmente de Santa Catarina que implantaram o regime de pequenas propiedades e a policultura, predominante de cereais e oleaginosas. Também se dedicavam a criação de suínos. Deste modo nos anos de 1960, toda a região estava ocupada.

QUEDAS DO IGUAÇU DENTRO DA HISTÓRIA DO PARANÁ:
Histórico - toda a grande região compreendida entre os rios Paraná, Iguaçu e Ivaí, até os limites dos campos gerais, no terceiro planalto paranaense, por muitos anos constituiu-se no território de Guarapuava. Numerosas bandeiras e expedições demandaram ao lugar com o intuito de descobrir e povoar este sertão, o que não foi conquista de uma só geração.
Uma das referencias históricas do lugar foi à criação da colônia Militar Marechal Mallet, no ano de 1888, servindo de ponto intermediário de ligação entre Guarapuava e Foz do Iguaçu, constituindo-se num marco avançado da civilização na faixa de fronteira, em pleno sertão paranaense.
Mais tarde a influencia da frente colonizadora de famílias vindas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina deu certo incremento à colonização.
Por volta de 1937, quando a região era conhecida por Alto - Itaipu, com território pertencente ao município de Guarapuava, tinha inicio uma pequena povoação denominada “Jagoda” que em polonês significa fruta. Esse lugar ficou conhecido como “o povoado dos polonêses” em função das inúmeras famílias descendentes de eslavos que ali se estabeleceram. Dentre os poloneses destacavam-se:
Loniski, Mariano Hamerski, José Caxanoski, João Cazanoski, Maria Cazanoski, Branislava Cazanoski, Ladislau Shimeil, Vera Sokolovski, Família Sokolovski, Eugenfuz Faremczik, Antonio Pasnievski, Engenio Jarenczuk, Antonio Sokolovski, José Orleski, Estanislau Kuakoski, Francisco Rosentalski, Mariano Sheika, José Piasecki, Ladislau Welffer, João Golon, Alexandre Merlack, João Pech, Nicolau Loiko, Luciano Zezi, Pedro Stosmoski, Mariano Merski, José Piasecki, Alexandre Czarneski.
Famílias: Prasniewski, Rosentalski, Kalinowski, Rochinski, Potulski, Kulesza, Pilaski, Jacuboski, Czarneski, Loninski, Kochinirski, Bonfim,
A formação ÉTNICA de nosso povo é predominantemente polonê, sendo que os italianos, alemães eo caboclos apareceram também em número bastante expressivo. Devo salientar a participação do indíginas, os primeiros moradores em números bem elevados e natos da região.


HISTÓRIA DO PARANÁ POR SÉCULO.
1500 [SÉCULO XVI] – O Território paranaense se encontra dividido pelo tratado de Tordesilhas. – 1536: criada sobre o litoral paranaense as capitanias de São Vicente e a de Satã
Ana. 1541: uma expedição comandada pelo espanhol Dom Álvaro Cabeza de Vaca, apartir da ilha de Santa Catarina passando por terras paranaenses, chaga a Assunção, Paraguai. – 1549: o
Alemão Hns Standen naufraga na altura da barra do Suoeragui. Em 1557 publica as primeira notícias sobre a baía de Paranaguá, bem como o seu primeiro mapa. Moradores de São Vicente, Cananéia, indencificaram sua presença ma baía de Paranaguá, procurando comércio com indíginas. Alguns se estabeleceram na ilha da Cotinga. 1600 [séculoXV11] -1608: é criado provícia Del Guairá, território ao oeste do Tratado de Tord esilhas. Nesta região foram implantadas 13 reduções Jesuíticas. - 1614: é concedida a Diogo Unhate a primeira sesmaria em terra do Paraná, no litoral do atual município de Guaraqueçaba. – inúmeras bandeiras percorreram o território paranaense. A bandeira de Fernão Dias Paes destrói as reduções jesuíticas forçando o êxodo de parte da população indíginas em direção ao Tape, no Rio Grande do Sul. Essa destruição determinou, por mais de cinqüenta, o abandono de toda a região. – Intensifica-se a penetração dos vicentinos no litoral de Paranaguá e bons campos de Curitiba a procura de ouro. -1604: Gabriel de Lara manifesta ter encontrado ouro em Paranaguá junto à Câmara Municipal de São Paulo. – 1648: a descoberta de ouro possibilita a elevação do povoado de Paranaguá à categoria de Vila de Nossa Senhora do Rosário. –Como autoridade portuguesa Gabriel de Lara toma posse da região de Curitiba e ergue um pelourinho. – 29 de março de 1693: Curitiba é elevada a Vila, pelo então Capitão-povoador Mateus Martins Lemes.1700 [Século XV111] -1708: os padres jesuítas Antonio Cruz e Thomaz de Aquino instalara-se em Paranaguá.- 1710: Paranaguá torna-se a 2° Comarca da capital de São Paulo.-1714: criada a Freguesia de Nossa Senhora do Pilar, hoje Antonina. - 1731: Cristóvão Pereira de Abreu abre o trânsito do caminho entre Viamão, Rio Grande do Sul, a Sorocaba, São Paulo. - 1750: Portugal e Espanha firmam o Tratado de Madri com a finalidade de legitimar os territórios conquistados além do meridiano de Tordesilhas. Seis anos após o novo tratado Ângelo Pedroso explora o sertão do Tibagi. - 1767: Afonso Botelho inicia as obras da construção da fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, Ilha do mel. Foram construídas a 23 de abril de 1769. - 1770: início da plantação de cana de açúcar e água – ardente. -1797: erigida a Vila de Antonina.1800 [Século X1X] -1808: com a chegada da família Real ao Brasil inicia um novo processo de divisão político-administrativa das Capitanias. Curitiba torna-se sede da 5° Comarca de São Paulo. Amando do Príncipe Regente os curitibanos da 5° Comarca fazem expedição povoadora nos campos de Guarapuava. -1811: acontecem as primeiras manifestações para a emancipação política. -1818: introdução de imigrantes açorianos no Registro do Rio Negro. –estabelece o com ércio regular de erva-mate paranaense com o Rio da Prata e com o Chile. -1829: chegam os alemães e são instalados na Lapa e Rio Negro. — 1839: inicia-se o povoamento dos Campos de Palmas-19 de dezembro de 1853: data da emancipação política do Paraná da Provícia de São Paulo. -16 de junho de 1854: Curitiba é confirmada como a capital da nova provícia. - Período marcado pelo apogeu do comércio de tropas que passam e invernam nos campos do Paraná. -Surgem outras colônias de imigrantes europeus [colônia do Assungui, Colônia Thereza e Colônia do Superagui. – É criado o “O Dezenove de Dezembro”, o primeiro jornal do Paraná. -1860: a 1880: foram estabelecidas 27 colônias, com imigrantes alemães, poloneses, italianos nos arredores de Curitiba, Paranaguá, São José dos Pinhais, Antonina, Lapa,Campo Largo, Palmeira, Ponta Grossa e Araucária.-1862: surgem núcleos de migrantes mineiros e paulistano Norte [velho] do Paraná para plantarem café.-1865: surgem o núcleo da colônia Mineira,hoje Tomazina. - 1866: surge Santo Antonio da Platina. -1872: primeiras tentativas de exploração do pinho paranaense emplendida pela companhia Florestal Paranaense, fundada por Antonio Pereira Rebouças Filho, em Piracuára. - Neste período foram estabelecidas 34 colônias em Campo Largo, Araucária, Curitiba,São Mateus do Sul, Rio Negro, Paranaguá, Contenda, Palmeiras, São João do Triunfo, União da Vitória, Guarapuava, Prudentópulis e Marechal Mallet.-1880: inicio da construção da estrada de ferro entre Paranaguá e Curitiba.-1885: inauguração da estrada de ferro Paranaguá Curitiba.-1894: registra-se invasão do Paraná pelos revolucionários Federalistas vindo do Rio Grande do Sul.1900[Século XX] – Concessôes a companhias colonizadouras situada no Norte do Paraná. -1916: criação da primeira unevercidade do Brasil; a Univercidade do Paraná O Paraná perde o território Contestado para Santa Catarina. Chagam os primeiros colonos holandeses e japoneses. -1924: Passagem da Coluna Prestes pelo território paranaense. -1927: o Governo do Estado concede Paraná Plantations Limite do grande quantidade de terras[ concedida pela Cia. De Terra Norte do Paraná e posteriormente pela Cia.Melhoramentos Norte do Paraná]. –entrada de corrente migratória povoadoura vinda dos estados do Sul para as regiões do estremo Oeste e Sudoeste do Paraná. – O governo prossegue os planos de colonização de suas terras devolutas e divide o Paraná entre as companhias colonizadouras, entre outras a Maripá, Mate Laranjeira, etc. -1957: problemas de questões de posse da terra resultam na “Revolta dos posseiros” na região Sudoeste. -Período do auge do café no Paraná. Londrina torna-se a capital mundial do café. A monocultura do café rege a economia e a sociedade. -1964: golpe militar retira o presidente João Goulart do poder. -1966: eleições do último go Vernador eleito por voto direto. -introdução de agroindústrias para proveito da produção agrícola paranaense. – 1968: movimento estudantil invade a Reitoria da Universidade do Paraná. – O território paranaense está totalmente ocupado. -1975: a grande geada determina o desaparecimento da monocultura do café e a introdução da monocultura da soja. – Todo o processo de transformação do meio rural refletirá no meio urbano, principalmente dos grandes centros. O êxodo rural provoca o inchaço das grandes cidades e o seu favelamento em busca do “El Dourado” em Curitiba. –A construção de Itaipu da maior hidrelétrica do mundo através de um consórcio entre o Brasil e o Paraguai. – 1980: o Papa João Paulo 11 visita Curitiba. – 1982: acontece a primeira eleição democrática para governador pós-golpe militar. – 1984: acontece em Curitiba o primeiro comício em prol das “dirétas já” – 1985: ano do tombamento da porção paranaense da Serra do Mar.

TÍTULOS DE CIDADÃO HONORÁRIO:
Em 40 anos Câmara de Quedas aprovou a concessão de 82 títulos de cidadão honorário.
Ao longo dos 40 anos de emancipação do município de Quedas do Iguaçu, a Câmara Municipal de Vereadores já aprovou a concessão de 82 títulos de cidadão honorário a personalidades que contribuíram de uma forma ou outra com o crescimento e desenvolvimento de Quedas do Iguaçu. Foram homenageados com a honraria políticos como os ex-governadores Jaime Canet Junior, Ney Braga, José Richa e Jaime Lerner. Os ex-deputados Nelson Sguarezi, Arnaldo Busato, Ivo Thomazoni e Euclides Scalco, além de outras personalidades e pioneiros do município. Os últimos títulos aprovados pelos vereadores foram para o advogado Serafim Pereira da Silva, empresário Rogério Romancini (proprietário da Rádio Internacional), ex-superintendente do INCRA Celso Lisboa de Lacerda, professor Luiz Osório e o sindicalista José Tureta. Muitos dos títulos aprovados ainda não foram entregues. O atual presidente da Câmara, vereador José Valmor Martins, disse que até o final do ano, a Câmara pretende realizar uma grande sessão solene para fazer a entrega de todos os títulos de cidadania honorária concedida ao longo dos 40 anos de existência do município pela Câmara Municipal de Quedas do Iguaçu. Confira a relação dos homenageados com o Título de Cidadão Honorário do município de Quedas do Iguaçu:
Lei n.º 29/76: JAIME CANET JUNIOR, ARNADO BUSATO, IVO THOMAZONI E PADRE BRUNO CHMIEL; Lei nº. 14/79: NEY AMINTAS DE BARROS BRAGA; Lei nº 01/83: ANTONIO MAZURECK, WERNER WANDERER; Lei nº 19/83: ALTAIR FERREIRA BRANCO E SIRO SANTI; Lei nº 05/86: JOSÉ RICHA, EUCLIDES SCALCO, NILSO SGUAREZI E ABRAÃO MIGUEL; Lei nº 12/92: WLADISLAU SIEJKA; Lei nº 53/93: IVANIO GUERRA; Lei nº 31/93: JOÃO SOBZAK; Lei nº 34/93: PEDRO ALZIDE GIRALDI (Cidadão Benemérito); Lei nº 18/94: O título de menemérito foi de autoria do Ex Vereador Antonio Monteiro da Silva MARIO PEREIRA; Lei nº 23/94: CLAUDIO AVILA DA SILVA E CEZAR DE BARROS PINTO; Lei nº 05/95: MANOEL MENA BARRETO; Lei nº 11/95: CAETANO LIBERAL TURCHIELO; Lei nº 14/95: NEREU ALVES DE MOURA; Lei nº 21/95: ANTONIO VIDAL PONTES; Lei nº 32/95: ERNESTO MEZZOMO E EUGENIO JARENCZUK; Lei nº 44/95: SEBASTIÃO BEIRA GONÇALVES; Lei n؟ 08/96: CEL. JUSTINO HENRIQUE SAMPAIO FILHO; Lei nº 09/96: WIERA SOKOLOVICZ; Lei nº 27/96: AURI ANTONIO SANSON; Lei nº 28/96: AGENOR VERONESE; Lei nº 32/96: CARLOS WELFER; Lei nº 33/96: JOSE POTULSKI SOBRINHO; Lei nº 15/98: NELSON JUSTUS; Lei nº 16/98: INGO HENRIQUE HUBERT; Lei nº 30/98: ROBERTO DEL SANTORO; Lei nº 31/98: LUBOMIR A.F. DUNIN; Lei nº 32/98: DEISI NOELI WEBER KUSTRA; Lei nº 33/98: JAIME LERNER; Lei nº 34/98: HENZ GEORG HERWIG; Lei nº 35/98: ANIBAL KHOURY; Lei nº 38/98: CEZAR ROBERTO FRANCO; Lei nº 39/98: FERNANDO RIBAS CARLI; Lei nº 01/99: DARCI MARIO FANTIN; Lei nº 02/99: ALBERTO RACHED; Lei nº 18/99: CLAUDIO CEZAR CORTESIA; Lei nº 19/99: ANTONIO MONTEIRO DA SILVA; Lei nº 32/99: REEMBERTO ROJAS BALDERRAMA; Lei nº 36/99: JOSÉ MAURICIO FERREIRA; Lei nº 37/99: ROGERIO ANTONIO DE ALMEIDA TORRES; Lei n؟ 38/99: NARCISO ELIAS ALVES; Lei nº 45/99: LUCIANE SOKOLOVICZ; Lei nº 48/99: MARIA FEDRIGO SCHREINER; Lei nº 50/99: JAIR FONTANELLA; Lei nº 16/2000: FRANCISCO CARLOS SANCHES ANTUNES; Lei nº 17/2000: CELSO LUIZ BORGES; Lei nº 23/2000: ERVINO LINS; Lei nº 24/2000: LAUZINO SILVEIRA GOULARTH; Lei nº 33/2000: JOÃO RICARDO DALFOVO; Lei nº 41/2000: MAURO MONTEIRO MONDIN; Lei nº 42/2000: ASSIS GURGACZ; Lei nº 43/2000: LUIZ FERNANDO DE BARROS; Lei nº 45/2000: WALDOMIRO ANTONIO BUENO; Lei nº 42/2001: ADELINO FRANZONI; Lei nº 46/2001: VITÓRIO REVERS; Lei nº 112/2002: LUIZ FERNANDES DA SILVA; Lei nº 200/2003: AMAURI FERREIRA DE LIMA; Lei nº 267/2004: LEONARDO RIBAS TAVARES; Lei nº 268/2004: GERSON MAURICIO ZOCCHI; Lei nº 269/2004: ITALO BIANCARDI NETTO; Lei nº 270/2004: DOUGLAS POSSEBON E FREITAS; Lei nº 272/2004: MARLENE FATIMA MANICA REVERS; Lei nº 273/2004: IRMÃ ELIANA SARTORI DINIZ; Lei nº 466/2008: PE. JOSEF WOJNAR; Lei nº 467/2008: EDSON LUIZ CARDOSO DE ARAUJO; Lei nº 472/2008: ANELSO UBIALLI.
OBS: Pedro Alzides Giraldi prefeito por quatro vezes em Quedas do Iguaçu, já falecido, foi o único até hoje que recebeu dois títulos, um honorário e um menemérito.
Quedas do Iguaçu 06 de Maio de 2011 QUEDAS DO IGUAÇU PERTO DA REVOLUÇÕES DE 32.
A revolução de outubro de 1930 deu ao Paraná um interventor nascido na própria terra: o general Mário Alves Monteiro Tourinho (1871-1964). Desde 1912, quando surgiu com força o conceito de “paranismo”, o Estado era administrado exclusivamente por paranaenses. Mas o “paranismo” criou um subproduto: a autofagia.
Com a posse do general Tourinho, o rancor das forças que haviam dominado o Paraná na Primeira República e as ambições dos novos poderosos se concentrou sobre ele. Mesmo assim conseguiu iniciar um trabalho extraordinário em favor do interior de seu Estado natal, entregue pelas autoridades da Velha República e do Estado a interesses estrangeiros e de seus sócios locais comprometidos com o poder vigente.
Tourinho não aceitou negociar com ninguém e por não ter esse “jogo de cintura” político foi fortemente bombardeado pelos interesses contrariados. Mas em Foz do Iguaçu a comunidade da fronteira experimentou uma forte ação do governo, bem contrária da corrupção revelada na Colônia Militar (1889-1912). A ação do Estado havia sido sentida antes apenas pela atuação do coronel Jorge Schimmelpfeng, enviado pelo governo paranaense para estruturar a cidade. Tourinho foi o verdadeiro iniciador da nova Marcha para o Oeste, depois adotada pelo governo federal também para outras regiões do país. Tornou obrigatório o uso da língua portuguesa e da moeda nacional no comércio e nos serviços públicos.
Nacionalizou latifúndios e propôs medidas fortes, tais como criar em Foz do Iguaçu uma Prefeitura Especial por dez anos, com direito a ficar com toda a arrecadação de impostos estaduais e federais. Pretendia, com empréstimo do Banco do Brasil, construir um centro turístico que seria também uma nova cidade. Anulou concessões de terras feitas a companhias colonizadoras do Rio Grande do Sul, o que provocou ressentimentos.
Enquanto isso, no Rio de Janeiro, começava a ser idealizado um processo de redivisão territorial que implicaria a criação de territórios federais a pretexto de melhor defender o território nacional. O general Tourinho se opôs frontalmente ao projeto de retirar uma porção do pequeno Estado do Paraná para criar um território federal.
Foi combatido com energia pelas antigas oligarquias e foi obrigado a renunciar ao governo apenas um ano depois de assumir. O substituto foi Manoel Ribas, que embora nascido no Paraná houvesse feito carreira no Rio Grande do Sul. Com a fidelidade de Manoel Ribas ao Rio de Janeiro, estava aberto o caminho para a criação do Território Federal do Iguaçu.
Mas a medida ainda tardaria alguns anos, sofrendo uma lenta maturação nas esferas militares. O que veio apressar os procedimentos foi o golpe do Estado Novo, que centralizou o poder nas mãos de Vargas.
Até houve a queima da bandeira do Paraná para mostrar que a ditadura tinha um comando central no Rio de Janeiro, então a capital federal, sem admitir contestações.
Assim, a “constituição” de 1937 criou uma faixa de fronteira na qual não valia mais a autoridade estadual. A partir desse momento o governo paranaense não teve mais como atuar na ocupação do extremo-Oeste. Em 1943, quando finalmente se decidiu criar o Território Federal do Iguaçu, mesmo com tanta maturação ele começou desastrado.
O decreto da ditadura determinava que a capital fosse a cidade de “Iguaçu”. Que não existia. A coisa só não foi desmoralizada pela imprensa porque cabeças rolariam se alguém resolvesse dizer que o rei ditatorial estava nu.
Como o decreto de 1943 criando o Território Federal do Iguaçu impunha que sua capital seria a cidade de “Iguaçu”, por aproximação se acreditou que seria uma referência a Foz do Iguaçu. Natural, aliás, pois Foz havia sido a sede da Colônia Militar. Com isso, a comunidade da fronteira já festejava a nova capital, sinalizada, inclusive, pela designação do militar paranaense Luiz Carlos Tourinho para instalar e construir em Foz um batalhão de fronteira.
Mas alguém no Rio de Janeiro não pretendia vir para um lugar considerado o “fim do mundo”. O governador designado para organizar a estrutura do Território Federal, João Garcez do Nascimento, era um elemento de alta confiança do ditador. Foi designado para providenciar a Vargas um relatório sobre as condições do território para em seguida designar o militar que viria efetivamente a promover a ação governamental.
Os 200 burocratas que seriam nomeados não queriam vir morar no Oeste do Paraná. Os meses foram passando e Foz do Iguaçu esperava a instalação da capital. Luiz Carlos Tourinho reclamou de Garcez que instalasse logo a capital em Foz do Iguaçu.
Como opção mais “próxima” à civilização chegou a sugerir Cascavel, mas, conforme relato do major Oscar Ramos Pereira, que trabalhava em obras rodoviárias na região por aquele tempo, outra pressão, que teria vindo do Rio de Janeiro, prevaleceu. Os burocratas cariocas e fluminenses que viriam para gerir a Iguaçu não queriam mesmo vir. Com isso, a ditadura teve que “inventar” uma outra capital.
O major Garcez do Nascimento se viu na condição de determinar a instalação na antiga Colônia Mallet (hoje, Laranjeiras do Sul). No Rio de Janeiro se deu um jeito de mudar o nome do lugar para “Iguaçu”, mas havia outro problema: a localidade sequer fazia parte do atrapalhado Território Federal do Iguaçu. Foi preciso “esticar” os limites do Território, de modo que a recém-criada “Iguaçu” pudesse fazer parte dele. Tudo na base do “jeitinho”.
Mesmo assim, o major Frederico Trotta, escolhido para ser o governador em lugar do paranaense Garcez não vinha. Quando veio, finalmente, em março de 1946, a ditadura Vargas caía e a comunidade paranaense pôde livremente erguer a voz contra a “mutilação” de seu território.
Cascavel não sentiu um só benefício advindo do TFI. Só houve a mudança de nome da Avenida Brasil: metade passou a ser chamar Iguaçu e a outra metade foi batizada (adivinhe com o nome de quem!) Frederico Trotta. Ele ficou no Paraná pouco mais de seis meses e depois foi governar o Território do Guaporé (atual Rondônia).
Quando, na década de 60, o advogado Edi Siliprandi veio para Cascavel iniciar a pregação do Estado do Iguaçu, surpreendeu-se com a relutância da comunidade em digerir a proposta, pois no Sudoeste do Paraná e no Oeste de Santa Catarina a idéia era bem aceita.
De fato, para Cascavel, Guairá e Foz do Iguaçu o Território Federal só trouxe decepção. Com o tempo a frustração do passado se apagou e Cascavel veio a se tornar o principal centro difusor do movimento pró-Iguaçu.

DEZEMBRO DE 1924.
Dia 9 A Marcha continua mais para o interior da mata. Nesse dia, atingimos Lajeado Liso de São Roque. Foi aí que o sargento Higino e o cabo Malan foram atacados em uma emboscada preparada pelos rebeldes.
No dia seguinte, conseguimos descobrir o corpo do sargento, enterrado, nos fundos de um paiol, ao lado de um chiqueiro de porcos. Procedemos à exumação e vimos, horrorizados, o corpo mutilado a facão e quase nu.
Á margem do trilho principal abrimos uma sepultura decente e, novamente ajoelhada, fizemos nossas preces. A assinalar mais essa vítima, ficou ali plantada outra cruz tosca feita de cedro.
A noite, recolhido ao silêncio das nossas barracas, dorme, confiantes na vigilância das guardas e sentinelas, atentas à escuridão das picadas.
Repentinamente, rompe de uma das guardas um cerrado tiroteio e, incontinente, o batalhão toma posição para combate. Porém, para nossa tranqüilidade, o alarme durou apenas alguns minutos. Um soldado de sentinela perdida, ouvindo ruídos estranhos nas picadas e não recebendo a senha regulamentar, disparou o fuzil acompanhado por toda a guarda avançada. Mais tarde tudo serenou, o acampamento voltou à calma e nós dormimos novamente, despreocupados.
Dezembro. 10. O Batalhão se deslocou para o lugar denominado Campo Novo Hoje Quedas do Iguaçu, onde deveríamos permanecer por 3 longas semanas. Provavelmente, ficaríamos como guardas vigilantes do franco esquerdo das tropas em operações ao longo do eixo da estrada a caminho a foz do Iguaçu.
Durante esses longos dias de inatividade enervante, passamos matando o tempo nos serviços obrigatórios de patrulha, reconhecimentos, guardas e sentinelas Diárias. A vigilância á tanto mais necessária porque cada estreita passagem das florestas pode trazer-nos uma bala do inimigo, oculto em emboscada.
Os dias chuvosos nos prendiam durante intermináveis horas dentro da pequenina barraca de campanha. Triste e absortos ficávamos sentados ou de cócoras, vendo os fios dáguas escorrerem e ouvindo incessantemente a chuva tamborilar na lona da barraca.
Aproxima-se o Natal. A tristeza nos invade mais profundamente o coração. Desde o oficial ao mais modesto soldado, todos sentem apossar-se de si uma angustiosa saudade dos lares distantes. Revêem, imaginariamente, os dias felizes das festas de Natal, no aconchego carinhoso da esposa, filhos, pais, irmãos...
VÉSPERA DE NATA: Polícia Militar do Estado do Paraná
Dia 24 surgem um novo dia radiante de sole a natureza parece exalar uma alegria festiva. A passarada silvestre anuncia o alvorecer, trinando alegremente.
Os soldados resolvem comemorar esse dia, erguendo o tradicional pinherinho que nos nossos lares alegra o coração meigo das crianças. Assim o fizemos, e mais tarde, o vimos condignamente enfeitados de frutos multicolores, bolachas, caixinhas fazias. A simbolizar a neve, o serviço de saúde nos forneceu o algodão necessário. Depois vimos soldados contemplarem ingenuamente a pitoresca e exótica árvore de Natal, símbolo da nossa homenagem e devoção ao nascimento do menino Jesus, Redentor da humanidade, que se propaga eternamente, ao seu redor não vimos, nem ouvimos o riso inocente e a alegre das crianças.
Erigimos esse altar de fé cristã entre as duas peças de artilharia da coluna. Viam-se em derredor, espalhadas, peças de metralhadouras nossa secção. Tudo isso forma um contraste chocante e inédito para nós.
Quando o crepúsculo vem descendo, cai um aguaceiro inoportuno que quase desfaz por completo o nosso pinherinho.
À noite, sentado nos velhos pinheiros caídos, meditamos entristecidos e contreplamos o céu estrelado, angustiados de saudades. O pinherinho, como que solidário com a nossa dor, parece triste também, e com seus galhos alçados para o firmamento, deixa cair de quando em vez uma gota cristalina de chuva, simbolizando, talvez, lágrimas de piedade que rolam ao chão; lágrimas implorando perdão a Deus por nós. Lágrimas de saudades das mãos, esposas e filhos ausentes.
Ainda nessa noite, uma notícia vinda da frente informa que um grupo de rebeldes depôs as armas.
Dia 27. A coluna se move novamente depois de longos dias em campo Novo Hoje Quedas do Iguaçu, some outra vez na escuridão verde das selvas, rumo ao próximo lugarejo da localidade do Tapui conhecido por Tapui dos índios.
Tapui é apenas uma pequena clareira na mata, com uma única choça indígena. Ao seu derredor armamos nossas barracas de lona cáqui.
É interessante observar a original arquitetura da cabana construída pelos silvícolas. Ramos e galhos habilidosdamente trançados e estocados de barro; como cobertura um compacto entrelaçado de folhas de taquara, impermeabilizados internamente pela ação contínua da fumaça de nó de pinho, dando-lhe um verniz preto e resistente. A cabana, que tem uma única porta, sem janelas, foi escolhida para o armazém de víveres e munição da tropa.
Em todos os trilhos e carreiros da mata, encontramos, infalivelmente, uma sentinela vigilante, ao redor da clareira, nos protege um denso e impenetrável taquaral.
Dia 31. O fim do ano nos encontra ainda na localidade do Tapui. A vida é normal no acampamento. O comandante Sarmento anuncia que, em regozijo á passagem do ano, mandará servir, à meia noite, um café com bolacha à tropa. Isso constitui uma concessão especial, dada se circunstância da extrema exigüidade de víveres dispõe a coluna.
Novas recordações nos açodam à memória novamente, ao lembrarmo-no de que, nas cidades onde moramos, essa hora tem uma especial significação para todos e é anunciada com festivos repiques de sinos, prolongados apitos e foguetes em profusão.
No acampamento, é tudo triste silêncio, ainda porque isso se torna indispenável à nossa propia segurança. O comandante consentiu apenas que acendêssemos uma grande fogueira.
À meia noite, recebemos o café prometido. Os oficiais brindam-se mutuamente, e como por encanto surgem não se sabe de onde, umas misteriosas garrafas que tem a importante faculdade de alegrar o estado-maior da coluna. Aqui e ali, ouvem-se cantos em surdina, declamações, recitativos, e, aos poucos, finaliza-se a comemoração.
De fogueira quase apagada desprendem-se fagulhas que desaparecem entre as altaneiras árvores da floresta. Ao apagar-se, fazem desvanecer em nossos corações as ilusões e vaidades humanas, lembrando a fragilidade dos nossos destinos que, como as fagulhas, podem apagar-se a qualquer momento.

MÊS DE JANEIRO DE 1925 QUEDAS DO IGUAÇU.
Dia 1°. O novo ano marcará uma época de amargas recordações para todos nós. Passaríamos um período de sofrimento e dores, deixando em nosso caminho um rastro de sangue e cruzes, a assinalar, da li em diante, a nossa passagem pelo sertão. Marchamos novamente, numa peregrinação interminável. Os machadeiros e foiceiros à frente, rasgando a picada, em quanto os soldados na vanguarda iam reconhecendo e batendo as matas. Com os pés descalços a sangrar nos espinhos de nhapindá e unha de gato, progredindo lentamente. Trepando e agarrando-nos nas encostas da serra quase a pique, vamos escorregando aqui e caindo acolá, sem parar durante todo o dia. Os soldados, confundidos com os cargueiros, parecem modernos bandeirantes ou audazes guerrilheiros, marchando pelas selvas numa longa e interminável fileira. Atravessamos rios, muitas vezes com água pela cintura; galgamos morros e atravessamos terrenos alagados e lamacentos, onde a unidade era sufocante. Suados, maltrapilhos e barbudos, palmilhamos a picada sob o sol inclemente e constantes chuvas. Na foto acima retrata a Tropa da Polícia Militar marchando para a frente na altura da Serra da Esperança. Muitas vezes, sentimos o coração bater desordenadamente de cansaço ao atingir o alto da serra, e ali sentamos para nos refazer e continuar a jornada. Os malditos mosquitos e abelhas nos perseguem num contínuo zumbido, impertinenete, capaz de nos ensurdecer. É indispenável conduzir um ramo na mão para enxotá-los. A mochila, com as correias de couro mal ajustadas, fere os ombros, e até o fuzil é incômodo para se conduzir pelo cipoal da mata.
Dia 3. Acampamos a margem do Arroio Guarani.
O sargento Palmêndio de Camargo, com 2 praças e 2 vaqueanos, ao amanhasser, vão fazer o último e mais perigoso reconhecimento realizado nessa picada e, já noite fechado, regressam trazendo bons resultados.
No dia seguinte, prosseguimos novamente. O acidentado caminho é aberto penosamente a facão e foice. Há quase dois meses que marchamos dias e dias patinhando, sem descanso, para frente. A lama suga o nosso ingente esforço na marcha; as feridas dos arranhões ulceram rapidamente. Muitas vezes, exaustos, olhamos os pesados cargueiros de munição e artilharia, pulando aos galões, subindo com sacrifício as encostas da serra. Quase no alto, despenca com as preciosas cargas, morro abaixo, espalhando tudo na mata ao som dos lamentos e pragas dos soldados, acompanhados das gargalhadas de cachota dos companheiros de luta.
Muitas vezes, as peças de artilharia do tenente Garret foram tiradas a custa de cordas de dentro dos rios, depois de terem feito o trajeto do alto da serra ao rio, no lombo dos pobres muares. Muito deles foram abandonados mais tarde por estarem inúteis.
Dia 4. Chegamos, nesse dia, à margem do rio Medeiros.No dia seguinte, novamente, a nossa coluna está marchando para a etapa final da picada dos Valério e os infatigáveis soldados vão furando decididamente a mata. Estamos próximos novamente da estrada real. Nosso abastecimento de víveres já chegou ao fim. Estamos ha mais de 40 dias distante do ponto de partida da serra União.
Finalmente, chegamos ao lugar denominado Januário, quase ao anoitecer. Uma rês abatida é devorada sem sal pelos soldados famintos. Como sobremesa, comemos algumas espigas de milhos verdes assada.
Dia 6. Dia de Reis. Chegamos ao lugar denominado24. Para nós, esse dia foi na realidade, um dia de reis. Conseguimos atingir novamente a larga estrada de rodagem Guarapuava-Foz do Iguaçu. É um consolo conteplar-se um caminho aberto e cheio de sol, depois de mais de 40 dias internados em escuras e acidentadas picadas. Recordamos agora, sem saudades, os sofrimentos e martírios porque passamos nesses longos dias. Conforta-nos, agora, a convicção de que trilhemos um caminho plano, cheio de ar e de vida. Também nos anima a perspectiva de um abastecimento mais farto e seguro. Vemos soldados soltarem ingenuamente uma exclamação de alegria e satisfação, ao avistarem caminhões e carroças que passam célebre e continuamente, conduzindo víveres, armas e munições para os combatentes de Catanduvas.
Durante quatro dias, ouvimos, ao longe, o ruído ritmado das armas automáticas e o som grave, solene, dos canhões atirando sem cessar.
Dia 10. Ao anoitecer desse dia, montamos um movimento intensivo e anormal de caminhões e carroças que continuadamente passam para a frente de combate, em Catanduvas, onde os rebeldes do general Izidoro Dias Lopes instalaram seus mais importante baluarte defensivo desta memorável campanha.

CATANDUVAS: Correio – 1925 PREDIO ONDE FUNCIONAVA O CORREI EM CATANDUVAS - 1925.
Dia 11. Na madrugada desse dia de infausta memória, o nosso Batalhão está novamente formado em coluna de marcha e se acha pronto para enfrentar os rebeldes em luta.Às 5 horas, recebemos o café e iniciamos a marcha. Aos primeiros alvores do dia, a natureza acorda ao trinar alegre da passarada silvestre. O contraste é chocante; enquanto na natureza tudo são alegria e festa, no coração dos homens, só há ódio, tristezas e rancores. Prosseguimos a pé em direção ao surdo crepitar da fuzilaria, na frente de combate. Quase ao meio dia alcançamos a localidade de Roncador, a 2 quilômetros do front. Recebemos uma substancial ração de café e bolachas. A marcha continua mais lenta, porem sem interrupção. Estamos cansados, pó isso o comandante Sarmento manda fazer alto exatamente no centro da estrada, à retaguarda donde está empenhado em combate o 7° Regimento de Infantaria do Rio Grande do Sul. Eram precisamente 12,20 horas e estávamos no quilômetro 230 da estrada que liga Guarapuava a Foz do Iguaçu. A missão do Batalhão foi atacar os rebeldes por uma picada no franco esquerdo. Balas passavam continuadamente em forma, aguardando ordens, quando um gemido acusa um ferido; um projétil em ricochete atinge o soldado Silvio Cordeiro Matoso, quando ainda em forma. O comandante ordenou para se aproximar-se de sua montada e o conduz fora das vista da tropa.
A artilharia estava iniciando uma barragem quando atravessamos a picada telegráfica e nos internamos em uma outra picada. Logo adiante, encontramos uma companhia de guerra do 3° Batalhão da Policia Paulista, que repousava depois do combate do dia anterior; Essa unidade estava estendida ao longo da picada como guarda de franco dos combatentes.
Continuamos marchando, deixando estes numa muda despedida, e alcançamos um tosco paiol de madeira que foi escolhido para hospital de sangue de emergência. Os clientes eram os mesmos homens que ali passavam cheios de vida e de esperança. Muitos voltariam dentro de poucos momentos com os corpos estraçalhados pela metralha. Era, porém, preciso escolher antecipadamente o lugar em que deveriam ser convenientemente atendidos. Muitos, também, iriam ficar ao lado de uma singela cruz, formando um pequeno cemitério a marcar a trajetória do nosso Batalhão. trem saindo de Santo Ângelo levando os soldados da Coluna Prestes ao combate no Paraná.
Ás 20,20horas, alcançamos pequena clareira numa encosta em declível, donde avistamos os revoltosos do lado oposto. O Rio Medeiros corre marulhando, indiferente aos propósitos sanguinários dos homens. Um avião de reconhecimento passa alto, sobranceiramente, indiferente também à cerrada fizilaria dos revoltosos. Espreitamos cautelosamente a despreocupação do inimigo, perfeitamente à vontade do outro lado do rio, inconscientes do perigo. A morte paira no ar sobraçando sua afiada foice, aguardando o momento de entrar em cena.
O Batalhão, cautelosamente, toma posição para o ataque, estendendo-se na encosta do plano inclinado da serra; as metralhadoras pesadas, com as respectivas guarnições, estão apostos. Subtamente, a gargalhadas tétrica das metralhadoras quebra o silêncio e, em consecutivas rajadas, vai ceifando do lado oposto.
Os revoltosos, estonteados, fogem apavorados em toda a direção a procura de abrigos e, logo depois, refeitos, respondem com um vivíssimo fogo. Na mata, já ouvimos os primeiros gritos da raiva e de dor; gemidos acompanhados de roucas blafêmias.
A artilharia de montanha, sob o comando do 1° tenente Ramiro Correia Junior, faz intermitentes disparos contra as posições rebeldes, porém, de início, uma peça é inutilizada.
A noite desce completamente, envolvendo na escuridão os remanescentes do nosso fatigado Batalhão. Recebemos ordens de recuar, molhado, enlameados, silenciosos e tristes, retornamos novamente pelas picadas até o Riachinho que passamos pela manhã. E assim foi morrendo soldados, mas por uma causa justa, manter a ordem e honrar a farda da polícia Militar do Paraná.

A VITÓRIA DA LEI.
Está terminada a luta com a completa derrota dos rebeldes. Esses maus brasileiros, vergonhosamente aliados mercenários estrangeiros, não conseguiram a derrocada da terra que os criou e hospedou com carinho.Está de parabéns a Nação brasileira. E não podia ser de outro modo.Uma rebelião que se caracteriza pela traição, pelo saque e pelo mercenarismo dos seus combatentes, não podia vingar nesta terra habitada por gente leal, tão honesta e tão brasileira. Ao iniciarem a luta em São Paulo, só conseguiram com traição, com embustes, com dinheiro e com saques os seus primeiros combatentes.
Não havia ideal nesse agrupamento mesclado. Engrossaram suas fileiras, aliciando adeptos nas baixas camadas dos aventureiros internacionais. Repelidos das fronteiras de Mato Grosso, após aniquilamento dos seus tão decantados batalhões de estrangeiros, vieram para os sertões do Paraná e aí, apoiados na ferocidade de novos mercenários semi-bárbaros, continuaram a fazer correr sangue brasileiro com a insensatez de desvairados. Os fuzilamentos que fizeram dos seus própios companheiros, atestam o desequelíbrio mental da horda mercenária.
Devemo-nos regozijar pela Vitória porque sentimos que, durantes longos meses de lutas e de tentativas de novas rebeldias, a nação inteira conservou-se firme ao lado da constituição, prestigiando o Supremo Magistrado da Pátria na sua ação calma e valorosa de homem superior.
Agora resta castigar os tresloucados para que fique o exemplo para as gerações futuras.
É preciso que os crimes contra a Pátria não fiquem impunes. Congratulo-me com as tropas legais! Abraços de imorredouro reconhecimento aos camaradas da 5° Abraços de imorredouro reconhecimento aos camaradas da 5° Região Militar que souberam cumprir com nobreza e estoicismo o seu dever de patriota.
Uma eterna saudade no túmulo dos heróis que tombaram na defesa da Pátria querida. Durante o período revulucionário, foram promovidos vários oficiais e praças por critérios diversos, de acordo com as leis n° 232e2334, de 3 e 23 de março de 1925, respectivamente. A reportagem de O Estado do Paraná, (edição de 15 de Novembro de 1998), pesquisou e obteve depoimento de moradores da região de Catanduvas e encontrou vestígios de um cemitério localizado em Roncador, que ainda não foi engolido pela mecanização agrícola ou à falta de memória do País.

DIZ A REPORTAGEM EM REFERÊNCIA:

São aproximadamente dezoito quilômetros de estrada de chão cortando lavouras de milho até o cemitério de Roncador, em Catanduvas. O local fica próximo do antigo traçado da rodovia federal, que mais tarde seria batizado de BR-277. O cemitério fica na propriedade do agricultor Isimundo Kovaleski, está tomado pelo mato. As cruzes de metal, apagadas pelo tempo, são as únicas lembranças daquela época. São cruzes de metal e outras de madeiras danificadas pelo tempo, onde estão escritos os nomes dos soldados mortos. Todos eles pertencem a Força Pública (hoje Polícia Militar) e da 7° Região de Infantaria de São Paulo. Segundo depoimento dos moradores da época, os soldados eram enterrados em valas comuns porque muitos não tinham registro. Os nomes indentificados são dos soldados Francisco Vicente, Argemiro Benevides Ramos, Cristalino Alves da Rosa e Laudelino de Sousa Bueno. Já o cemitério de Formiga era destinado aos oficiais das tropas governistas. Dona Gema tem buscado o apoio da Prefeitura para preservar os cemitérios. Muitas cruzes de metal sumiram.
Nas fazendas existem ainda armamentos e munições utilizadas por soldados da revolução de 1924.
Vibrante narrativa dos feitos do lendário, 1° Batalhão de Infantaria da Polícia Militar do Paraná, sob o comando do intrépido capitão Joaquim Antonio de Morais Sarmento, hoje Patrono da PMPR, no combate aos revolucionários de 1924, em defesa da ordem e da legalidade.
O texto contém o impressionante Diário de Campanha do sargento Floriano Napoleão do Brasil Miranda, relatando, sob a ótica do combatente, as agruras da campanha, o ambiente inóspito e insalubre das marchas e trincheiras, e a dramacidade dos combates.
Antecede a narrativa uma interessante retrospectiva altamente resumida dos fatos mais marcantes vividos pela milícia paranaense entre os anos de 1915 e 1924. Alguns anexos complementam a obra, entre eles a biografia de Sarmento que se-encontram no livro escrito por ele: Revolução de 1924 Volumes V. Ao Aguerrido Capitão Renato Marquete comandante do 3ª Companhia da polícia Militar cediada em Quedas do Iguaçu as nossas mais sinceras homenagens. Quedas do Iguaçu se orgulha de ter em nosso meio um comandante digno do cargo que tem, essas homenagens vale também aos seus comandados também se estendem a polícia civil, tão bem representada pelo delegado de polícia de Quedas do Iguaçu Dr.

A HISTÓRIA QUE ME CONTARAM - SEBASTIÃO BARRETO.

Pioneiro: Sebastião S. Barreto. Esta fotografia foi feita em 1957 durante o período que prestou serviço militar em Foz do Iguaçu. No estado do Paraná.Um Relato impressionante, narrado pelo pioneiro Sebastião Barreto, residente em Quedas do Iguaçu há 70 anos. Nesta entrevista, o pioneiro Sebastião, contou com detalhes importantes, da revolta de 1924, onde cominou com muitas mortes durante os combates armado das frentes legalistas e revoltosos. Apesar de seus já avançados anos, a sua memória narrou com riqueza de detalhes a triste tragédia presenciada pelos moradores da região de Catanduvas precisamente em Medeiros onde o seu avô tinha propiedades e morava com toda a sua família. Talvez seja a conversa que ele teve com o avô, e com o seu pai senhor João Maria Barreto, na época o pai do Sr. Barreto tinha 9 (nove) anos de idade, ambos conviveram este trágico confronte armado que deflagrou chamas ardentes entre os povos, muito deles nada tinha haver com a situação. O avô do Sebastião Barreto Sr. Antonio Quirino de Sousa, não se cansava de contar para o seu pai e seus netos, as bravuras dos soldados que compunha o pelotão da polícia Militar do Paraná. Em números aproximadamente de 500 homens, contra tacados pelos revoltados sanguinários das colunas, composto por militares e civis, e que também, não faltava à presença de estrangeiros paraguaios no movimento. O Sr. Sebastião com firmeza, detalhava a estratégia que a força militar usou, para atacar os revoltosos pela retaguarda, usando o poste amento da rede de Telégrafo, que saia de regiões distantes, e cortava as matas da região de Laranjeiras do Sul, consequentemente, inclui a nossa região de Quedas do Iguaçu. Seguindo os traços da rede para não se perder no matagal serrado da nossa região foi á maneira mais inteligente dos nossos heróis, surpreender os adversários pela retaguarda. Com os postes da rede telegráfica atravessou o Rio Guarani, seguindo até Catanduvas, onde se encontrava um posto de comunicação telegráfico, com esta estratégia usada pelos militares, deu condições para derrotar os revoltosos. Méritos do Comandante Antonio de Morais Sarmento hoje Patrono da polícia militar do Paraná, e de seus brilhantes combatentes.
Ao entrevistar o Sr. Sebastião Barreto, ele fez questão de dizer, que o seu avô, e todos os filhos dele, encluía também, o pai do Sr. Sebastião e sua mãe, por muitas ocasiões ficavam no meio do fogo cruzado, entre militares e revoltosos. Era bala de metralhadouras, mosquetões e de canhões, que rasgava os céus e roçava as matas de sua propiedade. A Revolta de 1924, muito comentada no Brasil e no mundo, acabou em frente às terras da família Barreto em Catanduvas. Mais precisamente na região de Medeiros. A bandeira da polícia Militar do Estado do Paraná tremulava nas mãos dos soldados, orgulhosos do dever comprido, liberdade para estarem novamente reunidos com os seus familiares, recebendo um abraço agora como heróis, título esse insignificante comparado pelo respeito à Constituição brasileira. Resolvido uma situação de grande repercussão em todo o território Nacional. Comentou ainda o Sr. Sebastião que o seu avô morreu com 104 anos e está sepultado no cemitério que do qual está enterrado alguns dos valentes Herói que defenderam a Pátria das garras dos maus intencionados malfeitores. Por este ato de brasilerismo foi devolvido a tranqüilidade e o respeito á Constituição brasileira e os bons costumes do povo e da corporação Militar.
Catanduvas terá Memorial sobre a Revolução de 1924
O projeto do Memorial da Revolução de 1924 em Catanduvas será prioritário dentro da secretaria de Estado da Cultura. O pedido do governador Roberto Requião foi feito durante a Escola de Governo. O tema compôs a pauta da reunião de ontem de manhã (17), em Curitiba e esteve a cargo da secretária Vera Mussi que destacou que “o Paraná tem história. Uma história bonita que este governo está recuperando e mostrando aos paranaenses”.
Requião lembrou que a idéia da construção do Memorial surgiu no ano passado, durante a cavalgada que realizou em Catanduvas, a convite do deputado estadual Nereu Moura (PMDB), oportunidade em que a comitiva passou por locais percorridos pelos revolucionários, inclusive dois cemitérios. A partir daí, o governo constituiu uma comissão com a presença do Exército, Polícia Militar e Uni oeste para a revitalização da memória destes acontecimentos.
Este projeto é um antigo sonho de Nereu Moura que quer ver recuperada parte da história do nosso país que teve desfecho em Catanduvas, na região Oeste do Paraná. “A Revolução Tenentista é o epicentro da Revolução de 30 que levou Getúlio Vargas à presidência do Brasil”, lembrou ele, ao destacar a importância política deste fato.
O prefeito Aldoir Bernart. Presente na Escola de Governo, agradeceu ao governador Roberto Requião e ao deputado Nereu Moura pelo projeto do Memorial, “uma importante obra que resgata a história que aconteceu nos caminhos do Paraná, especificamente em Catanduvas”. Bernart disse “que além do ganho cultural que é inestimável, o município vai ganhar economicamente com o incremento do turismo”.
Esta mesma idéia é compartilhada por Nereu Moura que acredita que Catanduvas vai passar a fazer parte dos roteiros turísticos ecológicos e históricos do Paraná. “Esta indústria sem chaminés a ser instalada, será responsável por uma nova fase no desenvolvimento econômico do município”, destacou o deputado.
Na próxima reunião da Escola de Governo, dia 24, o tema Revolução Tenentista será novamente abordado pelo professor Aymoré Índio do Brasil Arantes e pelo jornalista e historiador Adelar Paganini. O arquiteto Edinei. Fraga fará a exposição do projeto do Memorial.
A revolução tenentista teve início no dia 05 de julho de 1924 em São Paulo, após ser combatida pelo governo de Arthur Bernardes, os revoltosos retiram-se para o Estado do Mato Grosso e posteriormente tomaram Guaira e Foz do Iguaçu no Paraná. A intenção dos “tenentes” era chegar à capital Paranaense via estrada estratégica que, posteriormente, tornou-se a BR 277, nesse ínterim aguardavam a chegada de Luis Carlos Prestes que vinha do Rio Grande do Sul. Por sua parte o governo Federal organizou o Exército e as polícias estaduais com intuito de combater os revoltosos que se encontravam na localidade de Catanduvas e haviam se apoderado da estação telegráfica local.
Os combates foram intensos duraram seis meses e, em março de 19240, Marechal Candido Rondon à frente de 17 generais e 15 mil soldados fez o ataque final tomando Catanduvas e fazendo 407 cativos. Luis Carlos Prestes chegou atrasado ao Paraná, e não pode ajudar na contenda de Catanduvas, após o revés os revoltosos que, conseguiram escapar do cerco à Catanduvas se organizaram. Em Foz do Iguaçu, e cruzaram o Paraguai, entrando novamente no Estado do Mato Grosso, criando a Coluna Prestes, que ficou conhecida na história como a maior marcha de combate do mundo percorrendo mais de 25000 quilômetros em dois anos, vindo depor armas somente em 1927, na Bolívia.

PARA FINS DE ENRRIQUECIMETO.

A primeira estrada de rodagem traçada e construída, ligando as cidades de Foz do Iguaçu a Guarapuava, e datada de 1917, antes da estrada o que existia era um picadão, por onde passavam os carroções. Muito sangue e mortes surgiram nestes picadões, travadas pelas lutas da revolução de 1924 entre Tenentistas e Tropas Revolucionárias Legalistas.
Um dos acontecimentos mais marcantes aconteceu em 1926, quando se defrontaram com as tropas revoltosas liderada pelo implacável Luis Carlos Prestes,nas imediações de Laranjeiras do Sul e Catanduvas, território do município de Guarapuava que na época abrangia uma área de 54.450 quilômetros quadrados, uma quarta parte do território paranaense.
Nesses mesmos picadões passavam os carroções dos primeiros colonizadores de origem poloneses vindo recentemente da Polônia fugindo de um sistema comunista radical que a sua Pátria implacava.Assim se processou o desbravamento da maior parte da região, e a penetração dos pioneiros, criando núcleos que mais tarde se tornariam municípios, a exemplo de Catanduvas, Três Barras, Quedas do Iguaçu e outros lugares.
A primeira estrada de rodagem traçada e construída, ligando as cidades de Foz do Iguaçu a Guarapuava, e datada de 1917, antes da estrada o que existia era um picadão, por onde passavam os carroções. Muito sangue e mortes surgiram nestes picadões, travadas pelas lutas da revolução de 1924 entre Tenentistas e Tropas Revolucionárias Legalistas.
Um dos acontecimentos mais marcantes aconteceu em 1926, quando se defrontaram com as tropas revoltosas liderada pelo implacável Luis Carlos Prestes,nas imediações de Laranjeiras do Sul e Catanduvas, território do município de Guarapuava que na época abrangia uma área de 54.450 quilômetros quadrados, uma quarta parte do território paranaense. Nesses mesmos picadões passavam os carroções dos primeiros colonizadores. Assim se processou o desbravamento da maior parte da região, e a penetração de pioneiros, criando núcleos que mais tarde se tornariam municípios, a exemplo de Catanduvas, Três Barras, Quedas do Iguaçu e outros lugares.

PRIMEIROS JOGOS INDÍGENAS CULTURAIS.

Reserva indígena de Rio das Cobras realizou o primeiro jogo indígena cultural na reserva indígena de Rio das Cobras realizada no dia do ìndio que é comemorada no dia 19 de abril, junto com as festividades do aniversário de Nova Laranjeiras que comemora o seu ano de emancipação dia 16 de maio.
A programação da comunidade indígena se foi no dia 15 e 16 de maio, o diferencial é que, neste ano aconteceu os primeiros jogos culturais de Rio das Cobras.
A reserva ind‘gena do Rio das Cobras é a maior reserva indpigena do Paraná, terra que abriga 2.300 ( dois mil e trezentos) índios das atnias Kaingang e Guarani, vivendo em 18 mil hectares. PO cacique da reserva, Ângelo Rufino, fazendo a leitura dentro desta representatividade é que as lide-raças da aldeia tiveram a iniciativa de realizar os jogos culturais.
As modalidades foram: Corrida com tora, lutas corporais, arco e flecha, corrida rústica e cabo de guerra.
Para Eugênio Bittencourt, prefeito municipal, foi um privilégio fazer esta união destas programações, das festividades indígenas e as comemorações de aniversário do município.
“Nós tivemos a honra em fazer esta frsta junto com a comunidade indígena, infelismente eles não estávam conosco e sim a Reserva por decisão das lideranças da aldeia”, Declarou o prefeito. O Cacique da reserva resalta que devido a programação cultural da reserva não foi possível fazer o deslocamento dos indígenas até Nova Laranjeiras>
“Diante da programação que foi elaborada foi melhor comemorar aqui mesmo na Reserva de Rio das Cobras”, descreve o cacique Rufino.
- á 10HS, MISSA SOLENE;
-Á 12hs, churrascada gratuita a todas as comunidades da Reserva cedida pela administração municipal de Nova Laranjeira.
- Às 13hs, continuação dos jogos com os atletas classificados,
- As 22hs baile alusivo as festividades de aniversário do município.
Também dia 16 de maio tiveram presentes nas festividades a jornalista Simone dos Santos, Anelize Camargo, Carolina Wadi e Juliana Norbachs estiveram fazendo entrega de livros reportagens e documentos produzido por um grupo de índias Kaingang, com base de manifestações culturais dos índios Kaingang. Quedas Originam-se do latim arcaico “caeda”, que, tomba que cai. (AGC, ABHF). Da Contração da preposição “de” (posse), com o artigo masculino “o”. Iguaçu Para o dicionarista Antenor Nascentes o termo vem do guarani “ü” (y.água, rio + “wa’su”...Grande, caudaloso: rio grande, rio caudaloso (AN). O escritor Francisco Filipak define o termo como guarani
“Ig” Água, rio + “Iguaçu”. Rio grande ou água grande. Segundo Gonçalves Dias, a grafia correta é Iguaçu, De “y”... Rio + “guaçu”... Grande: rio grande.
Origem Histórica. Por volta de 1937, quando a região era conhecida por Alto Itaipú, teve início uma Pequena povoação denominada “Jagoda” que em polonês significa fruta. Esse lugar ficou conhecido como “O Povoado dos Poloneses”, em função das inúmeras famílias de Descendentes de eslavos que ali se estabeleceram: Loniski, Mariano Hamerski, Francisco Rosenthalski,

HISTÓRIA DE QUEDAS DO IGUAÇU POR MIM CONTADA.

Já mencionei anteriormente que falar de Quedas do Iguaçu sem contar a história da grande floresta de pinheiros e outras madeiras de lei, fica um vazio muito grande e que só é preenchido com riqueza dos primeiros proprietários e seus primeiros habitantes e administradores, a história nos confirma através de documentos oficiais nos arquivos públicos do Paraná que o ponto de pal1ida para sermos o que é Quedas do Iguaçu de hoje, foi a companhia São Paulo Rio Grande, e que a cada nova razão social que esta companhia adquiria fazia novas histórias e a cada qual, dentro de sua realidade diversificavam a sua atuação em todos os setores. De conformidade com o que narra um documento do arquivo público do Paraná o comissário de terras notificou o morador, o Sr. Carlos Stout que residia nas terras vizinhas. Conta este documento que o Sr. Carlos Stout foi notificado para servir de testemunha das marcações das divisas das terras da Companhia São Paulo - Rio Grande, isto aconteceu em 12 de outubro de 1911, ha 100 anos atrás, é o que se encontra nos arquivos do Paraná. Somente em 26 de maio de 1912 foi dado por terminado o trabalho técnico das terras do Rio das Cobras, assinado pelo Comissário de Terras e do engenheiro civil Sr. Francisco Guttierrez Beltrão, famoso engenheiro conhecido nacionalmente pela sua competência profissional o seu nome é muito lembrado pelas, comunidades, a cidade do Sudoeste leva seu nome Francisco Beltrão que fica situado entre Dois Vizinhos e Marmeleiro.
O ponto de partida das marcações das terras Rio das Cobras foi iniciado à direita do Rio Iguaçu, a marca mede 1,40 centímetros com as letras S.P.R.G. (São Paulo Rio Grande), marca gravada a fogo é o que consta nos documentos dos arquivos públicos do Paraná e que de acordo com aprovação desta descriminação de terras concedidas à requerente pelo Decreto Federal 305 de 07 de abril de 1890.
O total da área era exatamente 63.004 hectares de imóvel Rio das Cobras, toda coberta de pinheiros e madeiras nobres e alguns trechos de taquaruçu.
Atenta às exigências de seu mercado consumidor e buscando sempre a excelência de suas relações produtivas com o meio ambiente, seus colaboradores e a comunidade, a Araupel sempre buscou diferenciar seus produtos. Assim em 2007 após três anos de preparações, a Araupel obteve do órgão certificador Imaflora, o Selo Verde específico mais valorizado do setor de produtos florestais - a Certificação Florestal pelo: FSC Trademarck © Forest Stewardship Council A. C. O selo FSC é composto por duas modalidades de Certificação - Bom Manejo Florestal, que dá à nossa matéria-prima o status de Certificada e Cadeia de Custódia, que nos permite processar estas matérias¬ primas em produtos certificados. A Certificação Florestal é hoje reconhecida como o mais rigoroso Selo Verde internacional para produtos florestais e, condição fundamental para a manutenção e possibilidade de ampliação do alcance de produtos florestais no mercado externo. Imagem As Grandes Conquistas Quando alguém se propõe escrever um livro, principalmente de uma região, com um objetivo de contar a história dela e de seus habitantes, o escritor já tem que ter em mente onde colher informações. Os meios são tantos “ mas”, nem sempre esses meios são confiáveis.
O que o escritor tem que se preocupar é de não confundir o leitor principalmente onde quem está lendo é personagem da história.
Quando resolvi escrever a história de Quedas do Iguaçu, eu já tinha em mente onde colher as informações, além do que eu mesmo tinha conhecimentos.
Sabendo eu as histórias ou acontecimentos narrados por uma só pessoa têm que ser avaliada muito bem antes de colocar no papel.
Somente é objeto de credibilidade as narração pessoais ditas por mais de um personagem, havendo coincidências por várias vezes a veracidade é quase 100%, mesmo os documentos com registros em cartórios não podendo considerar total validade sem primeiro fazer um rastreamento profundo no qual temos em mãos.
As histórias que eu escrevi neste livro comentado por pioneiros de nossa região e retirado de documentações profundamente confiáveis, nos fazem refletir que o espírito aventureiro do povo brasileiro é muito grande, é uma característica bem brasileira, Podemos conferir aqui mesmo em Quedas do Iguaçu, o caro leitor já observou que a mais de um século atrás os aventureiros rasgando o chão de trens, de carros, de aviões, de carroças, até mesmo de cascos de cavalos, atravessavam estados e mais estados atrás de suas terras prometidas, meses e meses de viagens, transportando suas famílias e seus pertences, enfrentando animais ferozes e até mesmo os ataques de bandidos e de outros perigos que é característica quando se propõe em fazer uma aventura em lugar ainda não explorado pelo homem, que foi o caso da nossa região.
Quando falamos em aventuras não nos limitamos só nos brasileiros, nossos irmãos poloneses atravessaram mares e mares até chegar no Brasil e conseqüentemente a nossa região, para junto com os Brasileiros construirmos uma nova comunidade.
Hoje somos uma população de aproximadamente 30.095 habitantes de várias raças e cores, mas com um só objetivo de ser prósperos e felizes.
Diante destes conhecimentos nos analisamos que se cada cidadão de Quedas do Iguaçu for escrever um livro de sua história teríamos 30.095 exemplares na biblioteca do país.
Sendo assim, podemos analisar que são tantas as histórias e que com certeza muitas delas emocionantes, que seria impossível contarem todas elas neste livro. Por este motivo eu procurei colher dados de vários pioneiros tentando generalizar os acontecimentos históricos de nossas cidade de Quedas do Iguaçu.
Além das histórias já contadas anteriormente referindo principalmente em acontecimentos mais primitivos, eu agora vou retratar nas escritas acontecimentos mais recentes, que deixaram marcas difíceis de serem apagadas.
Em meados de 1968 a convite do Prefeito Pedra Alzides Giraldi, eu e a Zelinda fomos convidados para tomarmos conta da saúde do povo do antigo Campo Novo. Hoje Quedas do Iguaçu, na época a população era pequena, no perímetro urbano tinha 70 casas, destas, 40 eram da empresa Cia. de Celulose e Papel do Iguaçu, hoje Araupel S/A, esta empresa era comandada pelo senhor Altair Ferreira Branco, popular Tataco, de saudosa memória, e tinha como seu auxiliar o senhor Carlos Martins.
A Cia. de Celulose Iguaçu se dispunha de poucas serrarias, isto porque era proibido as derrubadas de matas. Somente poderiam industrializar ou fazer cortes de madeiras adquiridas fora do mato da Cia. ou aproveitar as árvores que acidentalmente caíssem.
O gerente geral o senhor Altair Ferreira Branco tinha uma grande preocupação e um zelo todo especial com seus funcionários e seus dependentes, o senhor Tataco requisitou juntamente com o Prefeito os meus conhecimentos profissionais na área da saúde, ele queria ter em suas mãos a real situação de saúde e de higiene de seus funcionários.
A partir do dia 27 de outubro de 1971, assinei um documento juntamente com o responsável da área que era o senhor Carlos Martins, como consta documento em anexo à este trabalho, que eu fazia sem remuneração, pois era também de interesse filantrópico prestar estes atendimentos.
A nossa população era pequena, mas contávamos com a população de trabalhadores na construção da usina de Salto Osório.
Neste tempo a Prefeitura de Campo Novo se dispunha só de 7 funcionários. O saudoso Auri Antonio Sanson que na época era o médico chefe do Posto de Saúde, Antonio Monteiro da Silva que era responsável por todo o serviço burocrático e outros atendimentos na área da saúde, exemplo: vacinações, distribuições de remédios. Atendimentos de enfermagem domiciliar e demais atendimentos, eu contava com o trabalho da minha esposa Zelinda que me ajudou gratuitamente por um período de três anos, a prefeitura não tinha recursos para aumentar o seu quadro de funcionários, além destes atendimentos na área da saúde o Prefeito Pedro Giraldi me responsabilizava de fazer alistamento militar e cadastramento de terras para o INCRA, e como isto não bastasse nas horas de folga que sempre era fora das horas normais incluindo os sábados e domingos eu era auxiliar de patrola sendo o patroleiro o próprio prefeito Pedro A. Giraldi, e por falar em patrola eu vou falar como foi conseguida esta patrola.
O Departamento Rodoviário de Curitiba estava dando apoio na conservação das estradas que ligava Campo Novo à BR-277 que na época era de terra, uma das patrolas da DER, quebrou-se. E pelo fato dos trabalhos de manutenções do maquinário ser distantes, uma das patrolas ficou abandonada na beira da estrada por muito tempo. O Sr. Pedro Giraldi prefeito de Campo Novo, vendo a máquina abandonada, resolveu ir até Curitiba e pedir para ser usada a patrola no seu município, pois as ruas e estradas de Campo Novo estavam para serem abertas, mesmo quebrada para o município seria muito útil, pois comprar uma nem em pensamento. Apesar de toda a choradeira do Prefeito não sensibilizou os engenheiros da DERJá que pelos meios legais não deu, eu estava junto com o prefeito confirmo tudo o que aconteceu, resolvemos rebocar a velha patrola e levá-la, foi o que fizemos, levamos a patrola, abrimos todas as ruas e estradas do município e depois de tudo pronto levamos no lugar onde encontramos e tivemos a determinação de avisar a DER do ocorrido, e preveni-los de que se eles não recolhessem a velha patrola que apesar de velha e abandonada para nós fomos muito útil, nós íamos usar novamente. Após alguns dias a patrola foi recolhida. Com certeza hoje ela repousa em seu lugar destinado no ferro velho.
O nosso município era muito pobre em arrecadação, quando a população via o próprio prefeito pilotar a patrola e eu no rabo da patrola abrindo estradas achavam que era exibicionismo, mas era falta de recursos para contratar operadores.
Todos os sete funcionários exerciam várias funções com um salário de miséria, não por falta de consideração do chefe e sim por falta de recursos.
Quero aproveitar esta oportunidade para render uma homenagem a todos estes funcionários que foram verdadeiros heróis:

ILIZEU MIRMAN DE CAMARGO;
VALÉRIO PIASCESCKI;
ANTONIO IVO GIRALDI, hoje já falecido;
Dr. AURI A. SANSON, hoje já falecido;
ERVINO LINS, hoje já falecido;
Todos estes bravos funcionários públicos as nossas homenagens, com espírito patriótico e fidelidade ao povo e ao seu chefe acumulavam trabalhos e esforços com um só intuito de ajudar a construir o seu município e zelar pela sua gente.
Na época, nós não tínhamos luz elétrica, água encanada, televisão, telefone. Aos poucos fomos conseguindo os confortos para nossa cidade, veio a luz elétrica, a televisão e os tributos foram melhorando e a cada novo prefeito eleito ou a cada gestão ficava melhor para administrar, o prefeito tinha recursos para contratar funcionários para melhor atender a população.
Nós em Quedas do Iguaçu sempre fomos bem administrados pelos prefeitos, tivemos bons prefeitos cada um com suas características, eu tive o privilégio de poder trabalhar com todos os prefeitos que Quedas do Iguaçu elegeu, sou o único funcionário público ainda em atividade exercendo-as desde a criação do município até os dias de hoje.
Quero render as minhas homenagens a todos do poder legislativo, executivo e judiciário que até os dias de hoje não se conhece que alguém destes poderes escandalizou a nossa cidade ou estiveram envolvidos com algo imoral.

A CRIAÇÃO DO TERRITÓRIO DO IGUAÇU EM 13 DE SETEMBRO DE 1943

Construções de moradias para os governantes.
Em 13 de setembro de 1943 foi criado o território do Iguaçu, em cuja área se incluía a do atual município de quedas do 19uaçu, sendo Laranjeiras do Sul escolhida para ser capital da nova unidade federada. No entanto o território Federal do Iguaçu foi Logo extinto, e a região passa a pertencer novamente ao estado do Paraná. No ano de 1946, com a emancipação política de Laranjeiras do sul, o povoado dos poloneses passa a integrar seu município, porém com denominação alterada para Campo novo.
Clevelândia, Foz do Iguaçu, Mangueirinha, no Paraná e o município de Chapecó, em Santa Catarina.
Das barrancas do rio Paraná, o Território Federal do Iguaçu, abrangia toda a extensa região que vai até as margens no rio Uruguai.
O parágrafo 5° do artigo 1° decreto-lei n° 5.812, de 13 de setembro de 1943, definia os limites no território federal do Iguaçu, desta forma: Ao norte, nordeste, leste e sudeste, do rio Ivaí, desde a sua foz no rio Paraná e até a confluência do rio Tapiracui, subindo por este até a foz do Arroio ,Saltinho e por este as suas cabeceiras, daí numa linha reta e seca até as nascentes do rio do Areia, descendo por este até a sua foz no rio Piquiri, subindo por este até a foz do rio Cascudo e subindo por este até as suas nascente e daí por uma linha seca e reta até as até as cabeceiras do rio Guarani, descendo por estes até a confluência com o rio Iguaçu, sobe por este até a foz do rio Butiá, sobe pelo rio butiá até as suas nascentes, de onde segue em linha retas até as cabeceiras do Lajeado Rancho Grande,descendo por este até a sua foz no rio Chopin,descendo até sua foz no rio das Lontras e subindo por este até suas nascentes no morro das Balisas no Divisor de água entre os rios Uruguai e Iguaçu, pelo qual Divisor prossegue até encontrar as nascentes do lajeado Santa Rosa, descendo por este até a sua foz no rio Chapecó, ainda subindo por este ate a foz no Lajeado norte, pelo qual prossegue até, as suas nascentes e daí, até as cabeceiras no Lajeado Tigre, e por este abaixo até a sua foz no rio Chapecozinho, descendo por este até a foz no Lajeado Paulo, subindo pelo Lajeado Paulo,ás suas cabeceiras, daí em linha reta as cabeceiras do Lajeado Torto, por este até a confluência no rio Ressaca, descendo por este até a foz no Irani, e descendo por ate a sua foz no rio Uruguai.
O Território Federal do Iguaçu foi criado em 13de setembro de 1943 a capital foi instalada em Laranjeiras do Sul em 7 de setembro de 1944, extinta em 18 de setembro de 1946, assinado por Getulio Vargas o decreto presidencial de n° 5812 criava o Território Federal do Iguaçu, no dia 13 de 09 de 1946 e foi extinto no dia 18 do mesmo mês de 1946. O território abrangia – Oeste, sudoeste e parte de S. Catarina.
O sonho acabou não tinham lide! Es políticos que pudessem se impor contra a extinção do território e a bancada federal era praticamente favorável ao fim da Unidade Federada.
Para a população de Laranjeiras, a capital, a extinção do território foi uma surpresa e pôs fim as suas esperanças de progresso e de uma vida melhor,
INFORMAÇAO DE APOIO;
Do livro Raízes de Nossa Terra do escritor João Olivir Camargo.
Desmembrado de Laranjeiras do Sul/PR, elevado a categoria de Distrito pela Lei nº 19 de 28/11/1955 e a nível de Município, pela Lei nº 5.668 de 18/10/1967, com a denominação de Campo Novo pela Lei nas 6.126 de 14/07/1970 e, alterado o nome de Campo Novo para Quedas do Iguaçu, instalado em 15/12/1968.
Fato da Comemoração: 15 de dezembro¬ Padroeira Imaculada Coração de Maria (15/08).
A cidade está ligada à malha rodoviária Federal e Estadual através da PR 473, e também da PR 484 que nos liga à BR 277.
DIVISÃO ADMINISTRATIVA:
Quedas do Iguaçu e Espigão Alto do Iguaçu
LIMITES DO MUNICÍPIO: Catanduvas, Cruzeiro do Iguaçu, Guaraniaçu, São João, São Jorge d’Oeste e Três Barras do Paraná, Espigão Alto do Iguaçu.
HISTÓRICO DA CONSTITUIÇÃO DOS PODERES EXECUTIVOS E LEGISLATIVOS DE QUEDAS DO IGUAÇU 1968/1972

PODER EXECUTIVO E LEGISLATIVO DE QUEDAS DO IGUAÇU.

Prefeito: Pedro Alzires Giraldi
Vice-Prefeito: João Sobczak
1° Período: Presidente da Câmara: Miguel Czaroski
2° Período: Presidente da Câmara: Orides Padilha

Vereadores:
João Jakoboski
Miguel Czarneski
Orides Padilha
Pedro Blaka
Lauzinho Goularth
Darci Cenci
Carlos Pilaski Aléssio Luzitani
1973/1976
Prefeito: Silvestre Simão Odorcik
Vice-Prefeito: Miguel Czarneski
1° Período Presidente da Câmara: Mariano Siejka
2° Período Presidente da Câmara: Lauzinho Goularth

Vereadores:
Mariano S. Siejka
Anelso Ubialli
Ambrosio Jacuboski
Onofre Kulesza
Boleslau Ossowski
Pedro Ramos
Hipolito Ribeiro
Carlos Pilarski
Lauzinho Goularth
1977/1982

Prefeito: Pedro Alzires Giraldi
Vice-Prefeito: ldimir Tranquilo Giraldi
¬1º Período Presidente da Câmara: Antonio Monteiro da Silva
2° Período Presidente da Câmara: Valderes Francisco Mafioletti
3° Período Presidente da Câmara: Rudi Schaedler

Vereadores:
Armindo Stohr
Boeslau Ossowski
Altamir Canton
Valderes Francisco Mafioletti
Rudi Schaedler
Jeremias Zaleski
Antonio Monteiro da Silva
Valentim Roman
Hilário Piolla
Anito Ferrari
Eduardo Potulski
Vilson Veronese

1983/1988
Prefeito: Rudi Schaedler - PMDB
Vice Prefeito: Nelson Brancalhão - PMDB

1º Período Presidente da Câmara: Valderes Francisco Mafioletti - PMDB
2º Período Carlos Siburski – PMDB
3º Período Valderes Francisco Mafioletti - PMDB

Vereadores
Altair Canton - PMDB
Agenor Veronese - PMDB
Maurilio José dos Santos - PMDB
José Valmor Martins - PDS
Avelino Boaretto Manfredi - PDS
Maximinio Branco Vitrello - PDS
Alceu Schneider Fausto - PDS

1989/1992
Prefeito: Pedro Alzides Giraldi - PTB
Vice Pref. Vitório Revers - PTB

1º Período Presidente da Câmara:
José Valmor Martins - PFL
2º Período: Idimir Tranquilo Giraldi - PTB
Vereadores
Avelino Boareto Manfredi - PFL
Valderez Francisco Mafioletti - PMDB
Alceu Schneider - PFL
Osni Soares da Silva - PTB

1993/1996
Prefeito: Vitório Revers
Vice-Prefeito: João Maria Zgoda
1º Período Presidente da Câmara:
Marco Aurélio Giraldi
2° Período Presidente da Câmara:
Maximino Branco Votorello

Vereadores:
Henio Roberto Damaceno Gustmann
Geraldo Fontanella
Dr. João Ricardo Dalfovo
Maximino Branco Vetorello
Antonio Monteiro da Silva
Marcos A. Giraldi
Osstap Andrei
Dr. Auri Antonio Sanson
Gelmar João Chmiel
Nair Tureta
Ernesto João Cé
Luiz Wilson Comarella
Agenor Bertoncello
1997/2000

Prefeito: Pedro Alzires Giraldi
Vice-Prefeito: Idimir Tranquilo Giraldi
1º Período Presidente da Câmara: Rudi Schaedler
2° Período Presidente da Câmara: Valmor Martins
3° Período Presidente da Câmara: Gelmar Chmiel

Vereadores:
Gelmar João Chmiel
Jordão Viana ¬
Tomaz de Melo
Eradi A. B. Dutra
Leonildo P. Dalbosco
Nair Turetta
Anorosval Colombo
Alberi F. da Luz
Elcio Jaime da Luz
João Ricardo Dalfovo
Rlanca C. Giraldi
Rudi Schaedler
José Valmor Martins
Ernesto João Cé (suplente de Blanca C. Giraldi)
Dinarte Ladorudzki (suplente de João R. Dalfovo)
2001/2004

Prefeito: Vitório Revers
Vice-Prefeito: Gelmar João Chmiel
1º Período Presidente da Câmara:
Eradi A. B. Dutra

Vereadores:
Leonildo Pedrinho Dalbosco (licenciou-se)
Anorosval Colombo
Eradi A. B. Dutra Ambrósio Jakuboski
Elcio Jaime da Luz Alaércio Comarella
João Maria Zgoda
José Valmor Martins
¬Marcílio José da Silva
Sebastião Quadros da Silva
Tadeu Prasnievski
Roni Cezar Chiochetta
Nair Tureta
Valmir José Osowski

2005/2008
Prefeito: Gelmar João Chmiel
Vice-Prefeito: Elcio J. da Luz
1º Período Presidente da Câmara: Anorosval Colombo
2º Período Presidente da Câmara: Osni S. da Silva

Vereadores:
Anorosval Colombo
Dinarte Ladoruski
Ivar A. L. Eleutério
José Tureta
Marcílio da Silva
Maria Fedrigo
Osni S. da Silva
Tomaz G. de Melo
Vanderlei Hartcopf

Gelmar J. Chmiel - PMDB
E1cio J. da Luz - PSL N° 15 - 6944 Votos = 46.88%
Prefeito e Vice Prefeito Vereadores
1° - Osni Soares da Silva N° 14.555 - PTB - 882 Votos
2° - Anorosval Colombo N° 23.688 - PPS - 703 Votos
3° - José Tureta N° 15.678 - PMDB - 657 Votos
4° - Vanderlei Hartcopf - Kuka N° 33.333- PMN - 524 Votos
5° - Tomaz Gonçalves de MeIo N° 40.123 - PSB - 524 Votos
6° - Maria Fedrigo N° 25.123 - PFL - 513 Votos
7° - Dinarte Ladoruski N° 45.678 - PDT - 482 Votos
8° - Ivar Antonio Lins Eleutério N° 12.644 - PDT - 436 Votos
9° - Marcilio da Silva N° 12.644 - PDT - 359 Voto

1º CÂMARA MUNICIPAL MIRIM DE VEREADORES
DE QUEDAS DO IGUAÇU

Vereador Presidente: Fernando Dalbosco – Nicola Gaspareto – Elito Chaves Carpes – Gabriela Mayara Pietrobom Macarini – Tayanara Felski Cogenevski – Ronaldo Cagnine – Ivan Alves Juncoski – Maiara Alberon da Silva – Edineiva Rodrigues – Andressa Moreira.

Os Vereadores foram eleitos neste ano de 2010 e já estão mostrando servisso.

Parabens aos educadores, políticos, pais, alunos e a sociedade em geral pelo apoio que deram na organisação do pleito eleitoral onde foi possível eleger os primeiros Vereadores mirins da cidade de Quedas do Iguaçu.
Parabens aos Colégios, de onde surgiram os primeiros vereadores mirins:
Colégio José de Anchieta – Colégio Padre Sigismundo – Colégio Alto Recreio – Colégio Castro Alves – Colégio Arnaldo Busato – Colégio Alto Alegre, Lajeado Bonito,e Linha Estrela – Colégio Olga Benário Prestes – Colégios Novos Caminhos e Chico Mendes – Colégio Pindorama e Associação de Pais e Mestres e APAI..
Agradecimento a todos os Vereadores de Quedas do Iguaçu, principalmente ao Presidente do Legislativo Municipal José Valmor Martins.

RETROSPECTIVA POLÍTICA 1968 À 2012
Relação dos candidatos à prefeitos e dos vice prefeitos, eleitos desde à criação do município de Quedas do Iguaçu.
O Sr. Pedro Alzides Giraldi, foi o primeiro prefeito de Quedas do Iguaçu, o seu vice foi o professor João Sobczak, tendo como seu adversário o político Sr. João Carlos Dalla Vechia e Boleslau Ossowski.
O Sr. Pedro Alzides Giraldi, foi eleito prefeito municipal de Quedas do Iguaçu em 03/10/68.
Em 1973, o Sr. Pedro Alzides Giraldi prefeito municipal lançou o Sr. Silvestre Simão Odorcick candidato a prefeito e tendo como seu vice o Sr. Miguel Czarneski. A disputa foi com o sistema “sim” e “não”, o Silvestre era candidato único, e se consagrou prefeito de Quedas do Iguaçu em 1972.
Em 1976, o Sr. Pedro Alzides Giraldi volta a disputa à prefeitura de Quedas do Iguaçu, convidou para ser seu vice, o seu irmão Idimir Tranqüilo Giraldi, tendo como seu adversário o Sr. Antonio Kulesza, candidato a prefeito, e tendo como seu vice Leonardo Soares da mesma coligação; se lançou também candidato a prefeito, o Sr. Geraldo Fontanela, tendo como seu vice o Sr. Inácio Pavan, o candidato Pedro Alzides Giraldi venceu as Eleições.
Em 1982 o Sr. Pedro Alzides Giraldi, lançou o seu companheiro Vitório Revers candidato a prefeito, e como vice o seu companheiro Antonio Monteiro da Silva da mesma coligação; candidatou-se também o Sr. Anelso Ubialli, tendo como vice Dr. Remberto Rojas Balderrama; como adversários políticos.
Três candidatos da mesma coligação: o professor Rudi Schaedler e seu vice Nelson Brancalhão; o Sr. Inácio Pavan, candidato a prefeito e seu vice João Stenhauser; Antonio Kuleza e Jandir Veronese como seu vice; o candidato Rudi Schaedler venceu as eleições.
Em 1988 o Sr. Pedro Alzides Giraldi, se lançou novamente o candidato a prefeito, levou como seu vice o seu companheiro Vitório Revers. Tendo como seu adversário o Sr. Miguel Czarnieski candidato a prefeito, e seu vice foi o saudoso Valmir Alexandre. O candidato Pedro Alzides Giraldi venceu novamente as eleições.
Em 1992, o prefeito de Quedas do Iguaçu, Pedro Alzides Giraldi apresentou o seu vice Vitório Revers candidato a prefeito com o seu vice João Maria Zgoda, os seus adversários foram Rudi Schaedler candidato a prefeito com Sr. Miguel Czarnieski, seu vice; o candidato João Aureli Bueno a prefeito e o seu vice Sr. Mario Bartoski; e mais o Sr. Osni Soares da Silva e o vice Mariano Siejka; também se lançaram o Sr. César Graneto como vice o Sr. Telmo Chiapetti. O candidato Vitório Revers venceu as eleições.
Em 1996, Vitório lançou o velino Manfredi candidato a prefeito e José Tureta a seu vice; os seus concorrentes foram o Sr. Pedro Alzides Giraldi candidato a prefeito e seu irmão Idimir Tranqüilo Giraldi a vice; o terceiro candidato foi o Sr. Nene Bueno e o seu vice Mario Bartoski, mais uma vez o Sr. Pedro Alzides Giraldi se elegeu prefeito de Quedas do Iguaçu. Em 2000, o Dr. Benjamim, lançou-se candidato a prefeito com o Sr. Nene Bueno, companheiro de campanha; Vitório Revers lançou-se candidato a prefeito junto com Sr. Gilmar Chmiel seu vice prefeito, a disputa política deu a vitória para o candidato Vitório Revers.
Candidatos a prefeito e Vece-prefeito -2008:
Jacaré p/prefito e Marle Revers a Vice Prefeito.
Gilmar João Chimiel a prefeito e José Tureta a vice-prefeito. Foi eleito O candidatoa prefeito Jacaré e Marlene Vice-prefeito – 2008 á 2012.
Estes foram os candidatos a prefeito e a vice - prefeito eleitos e não eleitos que concorreu uma disputa política até os dias de hoje em Quedas do Iguaçu – 15/12/2009

QUEDAS DO IGUAÇU SE LOCALISA:
LOCALIZAÇÃO:
- Micro-Região do Planalto Central Oeste do Paraná.
- Área: 878,049 Km2
- Altitude: 630 metros
- Latitude: 25° “27’20” S
(25 Graus, 27 min., 20 seg. ao Sul)
- Longitude: “52°55” W
(52 Graus, 55 min. ao Oeste/GR)
- Distância da Sede Municipal/Capital Curitiba 447 km
- Laranjeiras do Sul: 75 km
- Guarapuava: 168 km
- Francisco Beltrão: 140 k
1. NORTE - CATANDUVAS
2. NORDESTE - GUARANIAÇU
3. LESTE - ESPIGÃO ALTO DO IGUAÇU
4. SUDE
TE - RIO BONITO DO IGUAÇU
5.SUL - SÃO JOÃO E SULINA
6.SUDOESTE - SÃO JORGE D’OESTE
7.OESTE - CRUZEIRO DO IGUAÇU
8.NORDESTE – TRÊS BARRAS DO PARANÁ
CLIMA
Subtropical úmido - mesotérmico, com verões quentes e geadas poucas freqüentes no inverno, com tendências de concentrações de chuvas nos meses de verão, sem estação de seca definido. A média das temperaturas nós meses mais quentes é superior á 22°C.
VENTOS:
Pe1a posição geográfica, nosso estado normalmente se encontra sob domínio da circulação do Atlântico, representada pelo ciclone tropical marítimo (semi-estacionário) que provoca a formação de ventos do Leste, geralmente fracos. No período quente do ano (verão), a formação de chuvas, espessas e localizadas, podem ser provocadas e momentâneas, que as vezes assumem intensidade capazes de provocar danos. Os ventos dominantes em primeira direção são Nordeste, em segunda direção ventos Norte.
HIDROGRAFIA:
Nosso Município é banhado por três rios principais: Rio Iguaçu, Rio Guarani e Rio das Cobras. O Rio Guarani faz divisa a Oeste com o município de Três Barras do Paraná, a Nordeste com Catanduvas e ao Norte com Guaraniaçu. O Leste o Rio das Cobras faz divisa o Município de Espigão alto do Iguaçu, o Rio Iguaçu é o principal, o qual banha o Município de Quedas do Iguaçu tendo inclusive o primeiro grande aproveitamento, com a Usina Hidrelétrica de Salto Osório (situada a 16 Km de Quedas do Iguaçu); com capacidade de 1.050 mw, sendo não navegáveis.
O Rio Campo Novo que abastece a nossa população com águas tem este nome de Rio Campo Novo, pelo fato dos colonos abrirem campos para cultivarem as suas lavouras, ou seja, fazer plantações para os seus sustentos e comercialização.
RELEVO:
Terreno acidentado, topografia suave e altitude elevada.
Pontos mais altos do Município: Serra do Mico com 785 metros, na região do Mato Queimado.
SOLO:
Mediamente argiloso, com fertilidade média, a conservação se dá apesar em reduzido número de propriedades, sendo feito reflorestamento nas áreas não utilizadas.
ECONOMIA:
A base econômica concentra-se na extração e transformação da madeira, sendo que apresenta também uma agricultura crescente, principalmente na produção de milho, soja, trigo e feijão. E no ramo agropecuário, criam-se bovinos e aves.
SISTEMA GEOGRÁFICO:

DADOS IMPORTANTES DO MUNCICÍPIO

DIVISÃO URBANA:

Vila Plátano 2 Loteamento São Roque
Vila Plátano 1 Loteamento Tarumã
Vila Bom Pastor Loteamento Jacarandá
Bairro Primavera Loteamento Paiano
Bairro Vila John Kennedy Loteamento Floriano
Bairro Luzitani Loteamento Kozac
Bairro Planalto Loteamento Jardim Floresta
Bairro Vila Progresso
Bairro Três Palmeiras
Bairro São José
Bairro Vila Aeroporto
Bairro São Cristóvão
Bairro Alto Recreio
Vila Raio do Sol
Vila Santo Antônio
Vila Dias
Vila Santa Fé
Vila Nova
Vila Rural
S. Luzia
Palmital
Pindorama
Silo
Bacia
Centro

DIVISÃO RURAL:

Fazenda Rio Perdido
Fazenda Manacás¬
Fonte da União
Fazendinha
Barra do Mato Queimado
Águas do Guarani
Nova Itália
Linha São Pedro
Costa do Rio Guarani
Linha Santa Helena
Linha Bandeirante
Lajeado Gaúcho
Linha Sokolowicz
Linha Progresso
Linha Guarani
Linha Piloneto
Linha Rio Lontra
Linha Pimentel
Linha Baiano
Linha Alto da Bela Vista
Linha Mirin
Novo Horizonte
Núcleo Habitacional Pinheirinho
Linha Norte
Linha Iguaçu
Núcleo Agrícola Rio Iguaçu
Fazenda Rio Negro
Linha Formiga
Linha Planalto
Linha Israel
Linha Paraná
Linha Carlota
Linha Estrela
Linha Santa Rosa
Linha Nova
Linha Alta da Serra
Linha Alta do Mato Queimado
Linha Jardim
Linha Jardim Alegre
Linha Alto Alegre
Linha Tapui
Linha São Silvestre
Linha Siejka
Linha Água da Anta
Linha Novo Rumo
Linha dos Gaúchos
Linha Catarinense
Linha Farropilha
Linha Lajeado Bonito
Linha Rio Saudades
Assentamento Salto Osório
MALHA RODOVIÁRIA:
78 km - Poliédricos
100 km - Cascalhamento
47 km - Readequação
150 km - Leito Normal
02 Estradas Estaduais - PR 484 e 473
Tipos de leitos, asfalto e cascalho.

TRANSPORTE:
ÔNIBUS:
07h00 Horas - Laranjeiras do Sul
07h00 Horas - Francisco Beltrão
08h40 Horas - Cascavel
09h50 Horas - Laranjeiras do Sul
11h00 Horas - Francisco Beltrão
12h40 Horas - Francisco Beltrão
12h50 Horas - Cascavel
14h20 Horas - Laranjeiras do Sul
16h10 Horas - Francisco Beltrão
17h20 Horas - Laranjeiras do Sul
19h00 Horas - Cascavel
VIAÇÃO PATO BRANCO:
06:00 Horas - Pato Branco
15:00 Horas - Pato Branco
VIAÇÃO VALE DO IGUAÇU:
23h30 Horas - Curitiba
22h15 Horas - Curitiba à Quedas do Iguaçu.
SISTEMA DE TRANSPORTE RURAL:
06 Ônibus - Vieira & Hoining Ltda.
03 Ônibus - Mário kissel Transportes
02 Ônibus - Estacio Ossowski - Transportes Palmar
04 Ônibus - Dinarte Ladoruski Transportes
01 Ônibus - Grisatur
01 Ônibus - Dijavi

MEIOS DE COMUNICAÇÃO:
001 -Terminal Celular
014 - Telefonias Rurais
770 - Telefonias Urbanas
003 -Radiodifusão

Radio FM Potência
001 -Rádio em Freqüência Modulada FM ¬Fundação Cultural de Quedas do Iguaçu.
001 -Rádio AM - Rádio Internacional Ltda.
001 -Jornal Expoente do Iguaçu (Circulação Quinzenal).
Jornal o Correio
Jornal o Independente
001 -Jornal Campo Livre
001 -Jornal Universo
001 -Folha do Sudoeste (Semanal - Francisco Beltrão).
001 - Agência dos Correios.

MATÉRIAS-PRIMAS EXISTENTES NA REGIÃO:
Madeira, Argila
Horti-Frut - Granjeiros, Pecuária.
Bacia Leiteira
LEVANTAMENTO 2009

POPULAÇÃO MUNICIPAL DE QUEDAS DO IGUAÇU
População Habitantes Aprox.
Rural:
Urbano:
População Aprox. 30.270
Total de casas 9093
Cidade
interior
Homens 17.000
Mulheres 13.095
Crescimento 9%
Idosos acima de 60 anos
Estudantes 7.875
Eleitores 22.300 – 9,5%
População: 30.180 habitantes (Censo 2010)
Urbana 19.630
Rural 7.735
População Real 27.365
Homens 13.994
Mulheres 13.371
Crescimento 2,45+
Distribuição em faixa etária
01 ano de idade 499
02 anos de idade 505
03 anos de idade 566
De 05 à 10 anos de idade 3371
De 11 à 14 anos de idade 2344
De 15 à 19 anos de idade 2534
De 20 à 59 anos de idade 15493
IDOSOS:
De 60 à 64 anos de idade 550
De 65 anos acima 947.
Fonte: Secretária Municipal de Saúde.
Obs.: 1.497 idosos acima de 60 anos.
Sendo a média de membros nas famílias carentes de 05 à 06 pessoas.
A média de nascidos vivos no nosso Município é de 85%, e a média de óbitos é de 15% (consideração geral).
A população formada é de origem polonesa.
N° de Eleitores: 18.353.

SISTEMA ECONÔMICO:
INDÚSTRIAS:
01 Braspelc - Indústria Brasileira de Papel e Celulose Ltda.
01 Indústria Madeireira - Araupel- S.A.
01 Indústria e Comércio de Bolsas em Geral
05 Confecções de Jeans
10 Indústrias e Comércio de Madeiras em Geral
07 Indústrias de Móveis em Geral
02 Indústrias de Calçados
02 Ervateiras
01 Indústria e Comécio de Alimentos
01 Indústria e Comércio de Cadeiras de Palha
02 Fábrica de Bolas
01 Fábrica de Carrocerias
10 Fábricas de Embutidos
01Fábrica de Sucos
01Fábrica de Arranjos
01Fábrica de Grampos de Roupa
01Indústria e Comércio de Reciclagem Ltda.
01Ballplast Indústria e Comércio de Reciclagem de Plástico.
Apesar de várias homenagens que prestei neste livro, quero dar maior destaque aos heróis e bravos da antiga C.C.P.I. - Companhia de Celulose e Papel Iguaçu - que posteriormente, foi comprada pelo Grupo Giacomet-Marodin, graças a estes novos proprietários surgiu uma nova época. a época da valorização. do aproveitamento e do progresso, não só no campo de empregos, mas na participação dos novos proprietários - Pedro Giacomet e todos os seus acessores na área social, contribuindo para que as coisas acontecessem em nosso município pois na época, os recursos eram escassos, os tributos municipais eram poucos, e a nova empresa sempre estava à frente de todos os acontecimentos sociais e econômicos, colaborando com as autoridades municipais à administração do município.
Aos grandes heróis:
Antonio Bueno da Silva Antonio Lima dos Santos Vitor Ilginbergue
Lauzinho Goularth
Sebastião Soares da Silva
Prof. João Sobzak
Eli Pedroso
Narci Shons
Juvenil Ribeiro
Antonio Ribeiro
Luiz Ribeiro
Zé do Pinho
Manoel Bueno da Silva Davi Bueno
Alceu Lima dos Santos (ainda trabalha) Dirceu Lima dos Santos
Pedro Marques da Silva
Altair Ferreira Branco
Verlei do Vale Monteiro
Rogério Bautz, que substituiu o Sr. Carlos Martins, braço direito do Tataco. E muitos outros que por falta de espaço não foi possível constar, era a equipe de bravos trabalhadores, alguns deles, os que trabalhavam em áreas pesadas eram avaliados pela força física e pela maior produção, muitas vezes iam para o trabalho machucados, doentes, pois na época não havia ou se havia ninguém sabia, dos cuidados e prevenções contra acidentes no trabalho, os funcionários freqüentemente estavam expostos ao perigo das serras e dos estilhaços provocados pelas
ferramentas, e máquinas totalmente expostos ao perigo. Heróis trabalhadores que apesar de sua resistência e preparo físico em algumas vezes voltavam para o trabalho com seu corpo dolorido, pelo esforço que tinham de fazer para desempenhar o seu trabalho, um cabo de besouro calejavam seus ombros por tantas vezes era erguida para fixar e transportar as toras até as serras.
Estes bravos trabalhadores apesar de suas forças físicas, suportavam pesos maiores do que podiam suportar, principalmente quando se deparavam com empilhamentos de madeiras de 3 x 12 polegadas, trabalho este que duravam dias e que nos dias de hoje só é feito com máquinas.
Destes nossos heróis quando admitidos só era exigido a força física e a prática do trabalho, não que hoje os nossos atuais heróis sejam descri minados ou que eu queira dizer... É a evolução dos tempos e que graças a tecnologia se usa mais a força da mente do que a força física dos nossos velhos heróis, proporcionaram uma velhice mais sofrida, pois as seqüelas deixadas no corpo dos nossos trabalhadores são as vezes irreversíveis, sem contar no poder aquisitivo que em tempo outrora tinham que recorrer às ervas medicinais de fundo de quintal, pois o atendimento médico era muito escasso.
As esposas dos trabalhadores quando eram para ter seus filhos recorriam as parteiras para fazer seus partos.
Jandira Pedroso e Maria Bueno da Silva, ambas eram procuradas para estes trabalhos.
Quando alguém necessitava de melhores recursos eram transportados por caminhões de truque a Laranjeiras do Sul, enfrentando estradas ruins e distantes.
A estes nossos heróis trabalhadores os nossos reconhecimentos pois vocês foram e são o nosso orgulho.
Hoje todos nós que vivemos e estamos vivendo em uma época de transformação, podemos avaliar o quanto desenvolveu no que tange a tecnologia e os direitos de cidadão.
A Araupel hoje é o orgulho de nossa gente, como é importante também as demais indústrias, fábricas e demais empresas, pois juntas cada uma dentro de sua realidade tocando o Brasil para frente.
Falar de Quedas do Iguaçu implica necessariamente em falar de nossa maior empresa, a Araupel S.A. que vem, ao longo de nossos anos, contribuindo numa sinergia absoluta com sua região para o desenvolvimento do seu povo.
Contribuição esta, que ultrapassa o desenvolvimento econômico. Vai as raias da totalidade, incentivando os esportes e a cultura no município e região.
Na área social a empresa sempre foi pioneira com relação ao atendimento a seus funcionários. E pioneira não só no âmbito local ou regional, a nível nacional mesmo. Ela foi uma das primeiras a despertar para a função social que a empresa deve ter em seu meio ambiente.
Nestes anos de trabalho e fé no futuro de nossa cidade, a empresa se mesclou às histórias de nosso povo.
Desde o inicio, como uma empresa colonizadora, até os dias de hoje como lima exportadora, a tônica da ação da empresa vem sendo a promoção do desenvolvimento do nosso povo, tarefa onde muito se destacou a família Giacomet, bem mérita e muito bem vista no município, buscando sempre uma maneira de maximizar os benefícios da atuação empresarial séria e consciente numa região.
Esta é história de Quedas do Iguaçu, vinculada à existência da empresa e se confundem ambas as histórias no cotidiano da cidade.
Histórias fantásticas em sua singela maneira de ser, de um povo bravo e desbravador, que desde o início quando a empresa ainda se chamava Companhia Estrada de Ferro São Paulo Rio Grande, vem se aliando à mesma na busca de que todos os povos deveriam pacificamente empreender o desenvolvimento social.
Histórias fantásticas sim, em lição de vida, de pessoas e empresa buscando a mesma coisa numa interação pacífica e ordeira.
A Araupel orgulha seus funcionários que sente o quanto são importantes para a empresa, na medida em que são beneficiados no atendimento à sua saúde por, exemplo, e mais ainda porque a empresa propicia oportunidades de crescimento profissional, promovendo assim, conseqüentemente, o crescimento pessoal, proporcionando a quem deseja um aperfeiçoamento mediante estudos.
Os benefícios, muitas vezes vão além da disponibilização de horários mais adequados, ao desenvolvimento das tarefas habituais, para se conciliar trabalho e estudos, passam pela disponibilização de ajuda do transporte, e não rara, mesmo ajuda financeira para custear os estudos.
Por todas estas atitudes, a Araupel é nosso motivo de orgulho e nosso principal cartão de visitas, pois graças a ela somos parte do mundo para onde são exportados seus produtos, que com orgulho próprio de quem faz podemos dizer, têm excelência em qualidade. Qualidade não só conferida as seus produtos, mas também à sua atuação, já que muito antes de ser moda o manejo auto sustentável e ecologicamente correto dos recursos, a empresa tinha isto como uma de suas prioridades.

DECRETO DE 16 DE JANEIRO DE 1997.

O presidente da República, no uso das atribuições que lhe conferem os arts. 84, inciso IV, e 184 da Constituição, e nos termos dos arts. 18 e 20 da Lei nº 4.504, de 30 de novembro de 1964, 2º da Lei nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993, e 2º da Lei Complementar nº 76, de 6 de julho de
1993, DECRETA:
Art. 1º Fica declarado de interesse social, para fins de reforma agrária, nos termos dos arts. 18, letras a, b, c e d, e 20, inciso VI, da Lei nº 4.504, de 30 de novembro de 1964, e 2º da Lei nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993, o imóvel rural conhecido por “Fazenda Pinhal Ralo/Rio Bonito”, com área de 16.852,1600 ha (dezesseis mil, oitocentos e cinqüenta e dois hectares e dezesseis ares), situado nos Municípios de Nova Laranjeiras e Rio Bonito do Iguaçu, objeto do Registro nº R-1-20.894, fls. 260, Livro 2-2-CN, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná.
Art. 2º Excluem-se dos efeitos deste Decreto os semoventes, as máquinas e os implementos agrícolas, bem como as benfeitorias existentes no imóvel referido no artigo anterior e pertencentes aos que serão beneficiados com a sua destinação.
Art. 3º O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA fica autorizado a promover a desapropriação do imóvel rural de que trata este Decreto, na forma prevista na Lei Complementar nº 76, de 6 de julho de 1993, e a manter a área de Reserva Legal, preferencialmente em gleba única, de forma a conciliar o assentamento com a preservação do meio ambiente.
Art. 4º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 16 de janeiro de 1997; 176º da Independência e 109º da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Marcos Correia Lins Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 17.1.1997

AGRICULTURA.
Com aproximadamente 2374 propriedades rurais,
alguns produtos agrícolas: Algodão herbáceo, amendoim, arroz, batata inglesa, batata doce, cana de açúcar, cebola, feijão, fumo, mandioca, milho, soja, trigo, frutas legumes e verduras em menor escala.
As atividades econômicas realizadas no município, alem do comercio são a pecuária, a agricultura e a indústria de madeira e, na ultima década, as confecções têxteis.
Com relação a agropecuária, o cultivo de soja e do milho corresponde a produção predominante. Alem destes, a produção de leite que chega aproximadamente 10 milhões de litros por ano, segundo o DERAL (Departamento de Economia Rural). Também se produz gado de corte, aves, suínos e, em menor escala, feijão e trigo.
Em Quedas do Iguaçu, nas pequenas propriedades rurais, em algumas comunidades do interior, ainda predomina o trabalho manual, familiar e de subsistência. Nas médias e grandes propriedades, as atividades agrícolas e a pecuária são realizadas em grande parte por máquinas, com técnicas modernas de manejo e cultivo do solo.
Observa-se que, apesar das dificuldades enfrentadas pelos agricultores, como a desvalorização do produto, o transporte, as condições das estradas, a mão-de-obra, a distância da cidade, a maioria não desanima e continua lutando pela garantia da sobrevivência de sua família.
A indústria madeireira, que no início da colonização era a atividade predominante, devido às próprias condições existentes, ou seja, a grande quantidade de mata nativa para ser explorada, hoje está em declínio.
Atualmente o número de serrarias diminuiu em relação ao início do processo de ocupação, sendo que existem entre serrarias, laminadoras, fábricas de compensado e outros produtos de madeira incluindo a Araupel, aproximadamente 10 empresas no ramo.
O município conta com cinco fábricas de confecções têxteis, que, incluindo as pequenas empresas, empregam diretamente aproximadamente 600 pessoas.
A atividade na área de confecção têxtil só tende a crescer, devido à necessidade e incentivo que vem ocorrendo.
Apesar de todo o crescimento econômico existem desempregados, que acabam saindo de Quedas do Iguaçu para realizar trabalhos temporários no Mato Grosso, Santa Catarina, São Paulo e/ou em grandes centros do Paraná, deixando seus familiares. Muitos, quando adolescentes, abandonam a escola, parando de estudar gerando, assim, mais transtornos para seu futuro. O município conta com 11 escolas municipais de 1ª a 4ª série, sendo 7 na zona urbana 4 escolas na zona rural. Na cidade, existem 6 creches para o atendimento das crianças. Na área social existe a Casa Abrigo e o PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil), além de outros programas e instituições de assistência às pessoas mais carentes. Existem 4 colégios estaduais que ofertam ensino médio e fundamental e destes o Colégio Estadual Padre Sigismundo oferta curso Profissionalizante. Na área urbana, existem 2 escolas que ofertam apenas o ensino fundamental e 3 escolas na área rural e 1 escola na Vila Residencial Pindorama. Além das escolas públicas estaduais há um Colégio particular Conveniado com o Expoente e uma de Jardim e Pré -Escolar, conveniada com o Dom Bosco.
A maior parte da população é descendente de poloneses, vindos da Polônia ou rei migrantes do Rio Grande do Sul que vieram para cá a partir da década de 30. As opções de lazer em Quedas do Iguaçu são poucas: na temporada de verão o Parque Aquático Municipal e os clubes.
Para os jovens, a diversão é reunir-se com os amigos em barzinhos, na praça, ouvindo som ou festas com bandas, DJ, em bailes e em festas nas comunidades do interior. O município de Quedas do Iguaçu possui questões importantes a resolver, principalmente no que se refere à ocupação das terras. No momento, existem acampamentos e assentamentos do MST (Movimento Sem-Terra) nas terras da Empresa Araupel. O conflito pela posse da terra em nossa região vem acontecendo há muito tempo. No passado, década de 50, segundo relato do Sr. João Soares da Silva, um dos pioneiros de Quedas do Iguaçu, a grilagem de terras de pinheiros e outras madeiras era comum em nosso município. Segundo ele, naquela época, devido às dificuldades para regularizar a documentação de posse, muitos colonos perderam suas terras para aqueles que conseguiam um título de terra junto aos órgãos governamentais e vinham para a região tomar posse das terras, expulsando os posseiros.
Atualmente, a situação é diferente, pois o MST (Movimento Sem Terra) que realiza ocupações na região, é um movimento que luta pela Reforma Agrária, ou seja, a distribuição de terra para agricultores e outros que não possuem outras formas de sobrevivência e tem na terra a fonte de
Sobrevivência. Quedas do Iguaçu tem muitos caminhos a traçar, problemas para solucionar, mas nem por isso deixa ser um lugar agradável de se viver, trabalhar e criar raízes. É uma cidade que tem um povo acolhedor, hospitaleiro, trabalhador e participativo, pois ao longo de sua história não faltaram pessoas para encarar as dificuldades, construir, reconstruir, semear e colher os frutos.
Colaboração:
Leoni Terezinha Luzitani
Sonia Aparecida de Aguiar Barreto
Do Livro Uma História em Quedas do Iguaçu
PECUÁRIA.
Avicultura, suíno cultura, bicho-da-seda, psicultura, bovino cultura.
034 Granjas de Avicultura 280 Granjas de Suínos.
TURISMO
Parque Aquático Municipal
Vila Residencial Salto Osório Usina Hidrelétrica de Salto Osório Hotel Salto Osório

RELAÇÃO DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO DAS ESCOLAS MUNICIPAIS:
Escolas Urbanas
Colégio Imaculado Coração de Maria Ens. Fund. e Médio
Rua Jacarandá, s/nº - Centro.
Escola Rural Municipal Araucária
Rua Castanheira. s/nº - Bairro Vila Dias
Escola Rural Municipal Arnaldo Busato
Rua Principal, s/nº - Bairro Santa Fé
Escola Municipal Castelo Branco
Ed. Inf. e Ens. F Rua Caquizeiro, 290 - Bairro Luzitani
Escola Municipal Cecília Meireles
Ed. Inf. e Ens. Fund.
Rua dos Angicos, 2181 - Bairro São Cristóvão

Escola Municipal Gralha Azul
Ed. Inf. e Ens. Fund.
Av. das Torres, 200 - Bairro Progresso
Escola Rural Municipal Independência Ed. Inf. e Ens. Fund.
Rua Indaiá, s/nº - Bairro Pindorama.
Escola Municipal Julio, de Castilhos Ed. Inf. e Ens. Fund.
Rua Romeira, 2980 - Bairro Vila Kennedy.
Escola Municipal Primavera Ed. Inf. e Ens. Fund.
Rua Coqueiro, 917 - Bairro Primavera
Escola Municipal Pinheirais Ed. Inf. e Ens. Fund.
Rua Marfim, 1177 – Centro.
Escola Municipal Salto Osório Ed. Inf. e Ens. Fund.
Avenida das Araucárias, s/n° - Salto OsórioEscola Municipal Santos Dumont
Ed. Inf. e Ens. Fund.
Rua das Oliveiras, 250 - Bairro Alto Recreio.
Escolas Rurais
Escola Rural Municipal Jarbas Passarinho
Linha Lajeado Bonito
Escola Rural Municipal Julia Camargo Linha Alto Alegre
Escola Rural Municipal Joaquim Felipe de Oliveira
Assentamento Rio Perdido
Escola Rural Municipal Quintino Bocaiúva Linha Estrela
Número de escolas municipais: 15
Total de alunos do Ensino Fundamental de 1ª a 4ª série: 2.794

RELAÇÃO DOS ESTABELECIMENTOS DAS ESCOLAS ESTADUAIS
Colégio Estadual Alto Recreio Ensino Fundamental e Médio
Rua Acácia, esquina com Pitangueira, 735 Bairro Alto Recreio.
Colégio Estadual Castro Alves
Ensino Fundamental e Médio
Av. das Araucárias, s/n° - Salto Osório
Colégio Estadual Padre Sigismundo Ens. Fund. Médio e Profissional
Rua Marfim, 1177 – Centro.
Escola Estadual Arnaldo Busato
Ens. Fund.
Av das Torres, 200 - Bairro Progresso.
Escola Estadual Lajeado Bonito
Ens. Fund.
Lajeado Bonito
Escola Estadual Linha Alto Alegre
Ens. Fund.
Linha Alto Alegre
Escola Estadual Linha Estrela
Ens. Fund.
Linha Estrela
Escola Estadual Núcleo Residencial Pindorama
Ens. Fund.
Rua Índia, s/n° - Bairro Pindorama.
Escola Estadual Vila Kennedy
Ens. Fund.
Rua Romeira, 2949 - Bairro Jonh Kennedy.
Escola Estadual José de Anchieta
Ens. Fund.
Rua Juazeiro, 150 I – Centro.
Número de Escolas Estaduais de Ensino Fundamental - 11
Total de alunos do Ensino Fundamental de 5ª a 8ª série: 2.659
Número de Escolas Estaduais de Ensino Médio - 03
Total de alunos do Ensino Médio: 1.828
SUPLETIVO
CEEBJA - Quedas do Iguaçu
Rua Ipê, 3505 – Centro.
Total de alunos que freqüentam o Supletivo:
1ª a 4ª Série: 3.623
5ª a 8ª Série: 2.559
Ensino Médio (Supletivo):
Média de formandos anual: 200

INSTITUIÇÕES E ESTABELECIMENTOS SOCIAS
Eventos Folclóricos:
Grupo Polonês: “Jagoda”
Grupo Gauchesco:
CTG Pealando a Saudade
Grupo de Escoteiros Tarumã
Rotary
A.S.R. - Associação de Senhoras de Rotarianos (Casa da Amizade).
Interact
Rotaract
Sociedade União Clubes de Quedas do Iguaçu
Clube das Flores de Salto Osório
Clube Ouro Verde - Espigão Alto
Sociedade Esportiva Giacomar
08 Ginásios de Esportes com coberturas
40 Canchas Esportivas
06 Estádios de Futebol
04 Clubes dos Idosos
Associação Filhos de Maria
APAE: Associação dos Pais e Mestre dos Excepcionais
AABB: Associação Atlética Banco do Brasil.
ACIQI: Associação Comercial e Industrial de Quedas do Iguaçu.
ASSEATA: Associação dos Engenheiros Agrônomos e Técnicos Agrícolas.
Associação dos Caminhoneiros.

A BANDEIRA:
A Bandeira do município de Quedas do Iguaçu foi desenhada no dia 03 de Janeiro de 1972, neste dia o Sr. Pedro Alzides Giraldi Prefeito, do município, convocou uma comissão de pessoas composta pelos Senhores (as) Antonio Monteiro da Silva, Zelinda Monteiro da Silva, Valério Piascescki, Antonio Ivo Giraldi, Elizeu Mirman de Camargo, e o Sr. Ervino Lins. Em uma das salas da prefeitura, foi feito um trabalho desenhando o Brasão da Bandeira do município.
Neste mesmo dia foi, escolhido o formato do Brasão da Bandeira do município.
A bandeira do município de Quedas do Iguaçu, mede 1,20m de comprimento por 0,90m de altura. Ela tem um losango pintado de azul celeste, a bandeira do município foi escolhida a mais bonita do Estado do Paraná pela Liga da Defesa Nacional-LDN.
O Brasão do município de Quedas do Iguaçu apresenta um escudo de fundo branco, contendo uma estrela que representa o Único Distrito Administrativo de Espigão Alto, atualmente Espigão Alto tornou-se município.
Mapa do Estado do Paraná a direita
Bandeira do município de Quedas do Iguaçu – Pr.
O Pinheiro que representa as matas, uma queda d’água simbolizando o nome “Quedas do Iguaçu” e o sol que representa a natureza, acima do escudo há uma curva, nas laterais, o brasão do município, possui
Dois pés de trigo de cada lado, a semente da sorte e da fé, no laço abaixo do escudo aparece a data de criação do município, 18/10/67.
O Prefeito Pedro Alzides Giraldi encaminhou o projeto da bandeira para a Câmara Municipal e foi aprovado pelos vereadores.

HINO MUNICIPAL DE QUEDAS DO IGUAÇU

Letra e música de Sebastião Lima
COMPOSIÇÃO POÉTICA
Sua morta verdejante altaneira No mais lindo planalto que há
Se tornaram a primeira entre as primeiras
A proteger o solo do meu Paraná
Salto Osório jóia rara sem igual
É de Quedas do Iguaçu monumento natural Seus pinheiros sentinelas indormidas Trazem ar puro e mais saúde à nossas vidas

ESTRIBILHO

És celeiro a brotar riquezas mil Neste recanto feliz no meu Brasil
Minha Quedas do Iguaçu meu bem querer Sou teu filho e por ti quero viver
Iguaçu caudaloso a irrigar
Esta terra de paz e esplendor
Assegura um futuro singular
A este povo que trabalha com amor Esta clareira altissonante aqui aberta Na marcha rumo à civilização
Por pioneiros em cívica oferta
Será eterna em nosso coração

OS POLONESES NO BRASIL

O estado do Paraná é o estado com maiores influências da cultura polonesa no Brasil. Muitos descendentes falam o idioma polonês como língua materna. Curitiba é a segunda cidade fora da Polônia com o maior número de habitantes de origem polaca, superada apenas por Chicago, nos Estados Unidos [2][3]. É a única cidade brasileira a possuir grafia em idioma polonês:
Kurytyba.[4] A música e a culinária polonesas são marcas profundas da região.

Jagoda Quedas do Iguaçu Nossa Terra Nossa Gente.
Na foto acima vemos o casal o Sr. Paulo Szura e a sua esposa Eugenia
levando a sua carroça pesada por uma junta de bois.
Na entrevista feita com a Sra. Vera Sokolowczki, já falecida, nos informou que o Sr. Paulo e sua esposa Eugenia trouxeram a sua mudança com esta carroça do Rio Grande do Sul, em meados de 1941, foram vários meses de viagem. Na foto podemos observar nos fundos uma mata com alguns pinheiros que no lugar da mata hoje existe o bairro Luzitani.
Foi a primeira mudança a chegar nas terras de Jagoda por este meio de transporte. Que lhes custaram meses de viagem.

FOTOS DE PRÉDIOS ANTIGOS LEMBRANDO QUE AS FOTOS ESTÃO NOS LIVROS.
Foto tirada em 13/06/42 – 1ª moradia do Sr. Antonio Szuzan, o cavaleiro, na Linha Norte.
Tirada em meados de 1947. Aglomerados de colonos se postaram em frente o casarão para serem,
Tirada em meados de 1940. Aglomerados de colonos se postaram em frente ao casarão para ser fotografados pois a foto era para ser enviada para o presidente da Polônia, o general e pai dessa moça que tinha o nome de Jagoda, nome este que foi dado ao lugar que a colonizadora polonesa estava administrando que posteriormente passou a se chamar Campo Novo e atualmente Quedas do Iguaçu.
O casarão era o local onde os colonos recebiam assistência, pois havia nas suas dependências, farmácia vendas de alimentações e outros recursos para a necessidade dos moradores. Neste casarão de reuniões os administradores saiam dali com grandes idéias e decisões para melhor desenvolver a colonizadora polonesa.
Hoje no local não existe o casarão, foi construído o palanque oficial na administração do Prefeito Vitório Revers, no mesmo local havia um campo de aterrizagem de aviõe da empresa.
Na foto acima tirada em 1947, registrou a derrubada de pinheiros para fazer o plantio, a madeira na época não tinha valor.
Foto tirada em 1947. Hoje Bairro Sto. Antônio final da rua Palmeira direção da PR 473.
Igrejas.
Na foto acima tirada em 1949, casa do pioneiro Vitório Sokolowivcz uns dos primeiros habitantes de Jagoda.
Igreja Assembléia de Deus construída em 1968.
Hoje no local está construída uma bela casa de Deus,
Rua Marfim com a Acácia
Igreja Imaculada Coração de Maria
construída em maio de 1949
Antiga Igreja Matriz
Bem ao estilo Europeu vemos no alto a primeira Igreja na região das terras de Jagoda no mesmo lugar que hoje está á nova e atual Igreja, segundo conta o Sr. Eugenfuz, na frente da Igreja uma multidão ou “melhor” quase toda a população de Jagoda, 99%, dos poloneses e muito deles ainda vivem até hoje.
Esta Igreja foi construída em maio de 1949 pelas mãos dos heróis poloneses e de outras pouquíssimas raças que se misturavam na árdua missão, porém sagrada, pois era o templo sagrado para se reunirem com Deus. pedir proteção para serem prósperos na jornada de colonizar esta imensa floresta Jagoda, pois era o sonho de tantas pessoas em prosperar para dar sustento à sua família.
Capela já existente na chegada do Padre Sigismundo. Linha Tapui, Padre D D. Sigismundo
Atual Igreja Matriz construída em
1972 Linha Tapui. Padre Sigismundo;
1959
Síntese da Biografia do Pe. Segismundo Gdaniec
Pároco da Paróquia “Imaculado Coração de Maria” de Quedas do Iguaçu Monsenhor Sigismundo Gdaniec, nasceu aos 17 de novembro de 1912 no vilarejo de Jaroszewy, Câmara de Koscierzyna, estado de Gdansk (Danzig) Polônia. Filho de Clemente e Maria Gdaniec, tendo mais dez irmãos. O primeiro grau, durando 05 anos, cursou na localidade onde nasceu. O segundo grau com duração de 08 anos em Bydgoszcz (Bromberg). Prestando o exame final em 06 de maio de 1932. Curso superior: 03 anos de Filosofia, realizou no Seminário Diocesano
de Plock: 1º ano de Teologia no Seminário Arquidiocesano de Poznan: 02 anos no Seminário Diocesano em Pelplin e um ano no Instituto Filosófico
Teológico em Sankt Pólten, na Áustria. Foi ordenado sacerdote aos 08 de Junho de 1941 em Sankt Pólten, pelo Bispo Michael Meme; como sacerdote peliencente à Diocese de Chelmo (Culm), cuja sede episcopal era em Pelplin.
Devido a proibição das autoridades nazistas de Gdánsk (Danzig) não conseguiu exercer o ministério sacerdotal em sua diocese Chelmo (Culm). Permaneceu durante um ano e oito meses ajudando o seu tio Pe. Jan Glowiski, pároco em Laziska Srednie, diocese de Katowice, Alta Silésia, Polônia.
Desde o dia 02 de fevereiro de 1943 até o fim de março de 1945, serviu incorporado forçosamente ao Exército Alemão como padioleiro, esteve na Grécia, Iugoslávia e Itália. Nesse período fora proibido de exercer seu ministério sacerdotal, mas como recebeu a jurisdição do Bispo Castrasse do Exército Alemão e com licença de seus superiores imediatos celebrava ocasionalmente a Santa Missa, confessava, administrava a Unção dos Enfermos e encomendava corpos dos falecidos.
No começo de abril de 1945 ao chegar com o Exército Alemão à cidade de Trento, se refugiou no convento dos frades Franciscanos. E se apresentou ao Decano do 2° Corpo Polonês em San Pietro, perto de Imola (Itália) e foi por ele (o Decano) nomeado capelão dos acampamentos (reféns de guerra) organizados pelos aliados em Ronco perto de Forli, Polio Riccione e Trani, para atender os poloneses dos campos de concentração e dos trabalhos forçados na Alemanha. Após um ano é meio foi transferido para a Inglaterra para ser desmobilizado do Exército. No período de 20 de novembro de 1946 a 22 de junho de 1948 foi capelão dos ex-combatentes poloneses, com suas respectivas famílias em Merion Camp e Withybush, Camp Near Haverfordwest (Pembrokeshire) e Adderley Hall Camp Near Market Drayton (Salop-Shropehi) Inglaterra. Da Inglaterra emigrou para Argentina exercendo a função de vigário paroquial de Canadá Gomes diocese de Rosário, no período de 03 de setembro de 1948 à 03 de janeiro de 1949, a partir desta data exerceu a mesma função na paróquia de San José em Rosário até 03 de julho de 1954. No dia 04 de agosto de 1954 chegou visitar a futura paróquia de Campo Novo, atual Quedas do Iguaçu que tinha 3 a 4 mil habitantes.
Dia 20 de agosto de 1954 retomou para Rosário - Argentina. Em outubro do mesmo ano veio definitivamente para Quedas do Iguaçu, já nomeado Pároco.
No dia 06 de março de 1979 João Paulo II nomeou o Pe. Sigismundo como Monsenhor em reconhecimento pelos trabalhos realizados na Igreja Universal, especialmente em Quedas do Iguaçu. Batalhou junto com os posseiros para legalização das terras e hoje cada um tem a sua escritura.
Lutou pelo progresso e desenvolvimento do lugarejo, tornando-o distrito e com o crescimento e avanço da população de distrito passou a ser município e Comarca de Quedas do Iguaçu. O Monsenhor é considerado o pioneiro fundador de Quedas do Iguaçu. Em 1955 ampliou a primeira matriz e com o passar do tempo, surgiu necessidade de construir em 1964 outra maior de madeira. Em 1975 demoliu a casa paroquial de madeira e construiu nova de alvenaria,
benzida no dia 17 de agosto do mesmo ano pelo Dom. Frederico Helmel. Em 1981 foi construída a atual Igreja matriz com a ajuda do Pe. Bruno (Bronislau) Chmiel.
Com o aumento da população que de 3 a 4 mil habitantes, hoje sendo estimada de 30 mil, houve a necessidade de formar novas comunidades. Foram construídas 17 capelas de alvenaria e 11 de madeira. Além destas tem mais 32 comunidades (escolas) com a mesma pastoral das capelas.
O Monsenhor preocupou-se construir a igreja material, mas também animou, incentivou, organizando a igreja viva com os movimentos: Coroinhas, Catequistas, Liturgia, Ministros da Eucaristia, do Batismo, da Esperança e Palavra; Pastoral da Juventude, Vocacional, Capelinhas, Apostolado da Oração, Conferência dos Vicentinos, Cursilho, Renovação Carismática, Círculos Bíblicos, Dízimo, Cursos para Noivos. No momento estão sendo implantadas: Pastoral da Criança, Pastoral Operária e Legião de Maria.
Para auxiliar os trabalhos pastorais, o Monsenhor em março de 1970 trouxe as irmãs Franciscanas da Sagrada Família de Maria. Depois de concluir minhas obrigações com a Diocese de Rosário, a qual me sentia ligado. os planos de Deus me trouxeram definitivamente para este lugar onde fui nomeado o 1º Pároco, no dia 1º de outubro de 1954 e com a graça de Deus apesar de ter enfrentado as maiores dificuldades, em todos os sentidos, e para o qual dedico todas as minhas forças e todo o meu ser, por amor Aquele a quem consagrei a minha existência”! Monsenhor Segismundo GnaniecCasas antigas
A foto está retratando duas casas, o primeiro hospital - Cristo Rei, de propriedade do Dr. Remberto Rojas Balderrama e de e de Pedro Stormoski em 1967 e, a próxima casa a construção do Colégio das Irmãs.
Esta foto foi tirada em 1967 em um desfile do dia 7 de Setembro com alunos de 1ª a 4ª séries, que destilavam junto com os professores e autoridades, tendo como guia um militar. Soldado Correia
A foto abaixo foi tirada no mesmo ângulo após 36 anos.
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AVINIDA PINHERAIS.
Vista parcial da Avenida Pinheirais em 1968, á direita temos o prédio da família Czarneski, após temos a propriedade da família Potulski, Kulesza, Sobczak, Jacuboski e no alto a segunda Igreja de Campo Novo (hoje Quedas do Iguaçu).
Na foto abaixo vemos mais uma parcial da Avenida Pinheirais, em 16/12/71.
Desfile de 7 de Setembro de 1974.
Iguaçu Futebol Clube da Cia. Agrícola e Industrial do
Iguaçu Campo Novo. Da esquerda para a
Direita: Brau1io Correia; Darci Nascimento; Carlos Belinski; Lauzinho Goulalth; Altair F. Branco (Tataco); Darci Censi; Henrique Golon; da esquerda para a direita agachados: Sebastião; José R. de Oliveira (Zé do Pinho); Lúcio Machado; Pedro A. Giraldi,e Dias.
Primeira Prefeitura de Quedas do Iguaçu, onde hoje temos o prédio do Lamir Casagrande na frente do Bando do Brasil, foto tirada em 1968.
Vista parcial da cidade de Campo Novo - 1972, mostrando a Praça Pedro Alzides Giraldi, os quais podemos observar muitas casas que hoje não existem mais, lá no alto a segunda Igreja Sagrado Coração de Maria, construída em 1964, que deu lugar para a tão bela Igreja com estilo moderno, o qual foi construída em 1981, um sonho que se realizou para o Monsenhor Sigismundo Gdaniec, que antes de morrer queria integrar para os irmãos de Quedas do Iguaçu o templo moderno. O Monsenhor iniciou a evangelização em Campo Novo em 04 de agosto de 1954 na época tinha 3000 habitantes. Logo abaixo vista parcial da Praça São Pedro 2002.
Prédios públicos Prédio da Antiga Prefeitura Municipal de Campo Novo, 1970.
Hoje no local está construído a Sede da Câmara de Vereadores de Quedas do Iguaçu, próximo da Nova Prefeitura Municipal, construída na gestão do Prefeito Vitória Revers E da presidência da câmara municipal de vereadores, Erandi A.B. Dutra popular Carnerinho; O novo Paço municipal, construído em 1994 na gestão do Prefeito Vitório Revers. E considerada a mais bela prefeitura da região. Esta obra teve a participação do Prefeito Rudi Schaedler.

ESPORTE
O primeiro time de futebol de salão (era a Seleção da Época). Da esquerda para direita temos em pé Sidinei Monteiro, Sérgio Babinski, Irineu Simão Potulksi, Milton Rupp o técnico, agachados Antonio Monteiro, Eduardo Potulski e Luiz Carlos. Esta foto foi tirada na Praça São Pedro em 1972.
Vista parcial de Quedas do Iguaçu em 1997, com aproximadamente 7751 casas e no perímetro rural 2469 casas.

JULIANO COSTA BICAMPEÃO BRASILEIRO DE JIU JITSU.
Título conquistado no Rio de Janeiro nos dias 16 e17 de maio de 2009.
Mais uma vez Quedas do Iguaçu esteve na ponta do pódio, através do grande atleta Juliano Costa, Parabéns Juliano por ter nos dado esta alegria.

ÁREA DE LAZER A NOSSA PRAINHA.

Vista parcial do Parque Aquático Municipal, o “cartão de visita” de Quedas do Iguaçu, construído na gestão de Vitório Revers, em 1995.
Todos que visitaram o Parque ficam abismados de tanta beleza, é um recanto onde Deus preparou os recursos naturais para oferecer aos visitantes.
Temos também a Hidrelétrica de Salto Osório, o qual foi solenemente inaugurado na República de Ernesto Geisel em 19/03/76.
Usina de Salto Osório antes da construção está situada no curso principal do rio Iguaçu, em nosso município, à 385 km a Oeste de Curitiba e a 45 Km da Usina Hidrelétrica de Salto Santiago.
A obra foi conduzi da em duas etapas. Na primeira, concluída em 1976, foram executadas todas as obras civis e a implantação de quatro unidades O desvio do leito original do rio deu-se em julho/70 e o fechamento das comportas para enchimento do reservatório, em 75. A Segunda etapa, que compreendeu a instalação das unidades geradoras de 5 e 6, foi concluída em meados de 1981.

CLUBE JAGOD Grupo Dançarino Jagoda, o qual já se apresentou em vários lugares, inclusive no
Teatro Guaira em Curitiba. Fundado em 19 de julho de 1985, sendo o primeiro presidente Mariano Siejka e o atual o Sr. Floriano Perszel.
Membros do Grupo Folclórico Polonês Jagoda:
Jair Fontanella Wiera Sokolowicz Marian Siejka
Denominação do elenco da foto:
Mulheres - Começando da mulher subindo a
escada:
1ª. - Luci Terezinha Potulski
2ª. - Danuta Siejka
3ª. - Clara Siejka
4ª. - Marines P. Siejka
5ª. - Valdete Kuffel da Silva 6ª. - Fabíola
7ª. - Denise Josiane Siejka
8ª. - Marli Tania Casagrande

Homens - Começando de baixo para cima:
1° - “Sem chapéu” - Jeferson Kuffner
2°. - Flavio Cesar Siejka
3°. - Eglison Kuffner
4°. - Paulo Sérgio Spacki - Logo atrás da Clara
5°. - Paulo Sérgio Vicensi -Logo atrás do 1 ° Paulo
6°. - Hipolito Siejka
7º. - Walter K. da Silva 8°. - Edson Krawczyk
Este grupo tem 99% dos membros de origem polonesa. Sede do Grupo é uma das mais bonitas.
Todos os prefeitos de Quedas do Iguaçu na medida do possível deram sua contribuição para sua construção que é merecida, o qual faz Quedas lembrar o pioneirismo heróico dos poloneses, que bravamente souberam impunhar a bandeira, que continua a ser erguida nas mãos de seus habitantes.
Obrigado, pela parte que me toca a todos os poloneses e a outras raças, que de uma forma ou outra proporcionaram tanta alegria de ter como caserna o chão e o céu de Quedas do Iguaçu, para morarmos e criarmos nossos filhos.
Esta obra foi construída na gestão da Sra. Apolônia Faremczik, presidente do Grupo Folclórico Polonês Jagoda.
O atual presidente é Floriano Perzel - 2002

PARA FINS DE ENRRIQUECIMENTO

D. Pedro II, Imperador do Brasil, nasceu no Palácio de Quitanda da Boa Vista, Rio de Janeiro, em 2 de dezembro de 1825 e morreu em 5 de dezembro de 1891 com 64 anos.
D. Pedro II tinha 62 anos de idade quando assinou o Decreto de concessão 10432 de 09 de novembro de 1889, consolidado pelo Decreto 305 de abril de 1890 do Governo Provisório da República, concedeu as terras a Companhia de Estrada de Ferro São Paulo - ¬Rio Grande.
D. Pedro II tornou-se Imperador do Brasil aos 15 anos, sendo seu titular José Bonifácio de Andrade e Silva.
D. Pedro II foi Imperador do Brasil durante 50 anos, casou-se em 30 de maio de 1843 com Teresa Cristina Maria de Barbosa.
D. Pedro II durante o seu reinado, o Brasil teve uma fase de grande progresso, registrando-se importantes acontecimentos sociais, como a supressão do tráfico de escravos e a abolição da escravatura, e foram estendidas as primeiras linhas telegráficas e construídas as primeiras linhas ferroviárias.
Coube ao Brasil a inauguração da primeira estrada de ferro da América do sul.
O seu maior conflito foi a Guerra do Paraguai. Finalmente em 15 de novembro de 1889 foi proclamada a República, 389 anos após o descobrimento do Brasil, pelo navegante Pedro Álvares Cabral.
Pedro Álvares Cabral nasceu no ano de 1467 e morreu em 1520, a sua morte aconteceu 20 anos após ter descoberto o Brasil.
Pedro Álvares Cabral tinha 27 anos de idade quando descobriu o Brasil.
Segundo o mapa geopolítico do Paraná distribuído pelo Jornal Gazeta do Povo encartado na sua edição de 14 de julho, a região CENTRO-OESTE, da qual fazia parte Quedas do Iguaçu, foi extendida e substituída pela região CENTRO-SUL PARANAENSE, que começa em Pitanga, abrange os municípios de Mato Rico, Laranjal, Palmital, Santa Maria do Oeste, Boaventura de São Roque, Marquinho, NOVA LARANJEIRAS, LARANJEIRAS DO SUL, Cantagalo, Goioxim, Campina do Simão, Turvo, Virmond, ESPIGAO ALTO DO IGUAÇU, QUEDAS DO IGUAÇU, Rio Bonito do Iguaçu, Porto Barreiro, Candói, GUARAPUA V A, Foz do Jordão, Pinhão, Inácio Martins, Reserva do Iguaçu, Mangueirinha, Honório Serpa, Coronel Domingos Soares e Clevelândia, e termina onde o município de PALMAS faz divisa com o Estado de Santa Catarina.
A região tem 29 municípios, 533.317 Km2 e 324.571 habitantes. Os municípios com maior número de habitantes, são Guarapuava (154.990), Pitanga. (35.841), Palmas (34.783), Laranjeiras do Sul (29.958), Pinhão (28.350), Quedas do Iguaçu (27.365) e Clevelândia (18.296). O menor é Virmond, com apenas 3.941 habitantes. A população de Espigão Alto do Iguaçu é de 5.387 pessoas.

O LEVANTE DOS POSSEIROS DE FRANCISCO BELTÃO
Francusco Beltr]ão - 1967
A região, onde hoje se situa o município de Francisco Beltrão, em outros tempos chamavam-se marrecas. Para homenagear o engenheiro civil Francisco Trevizan Beltrão que na qualidade de diretor do departamento no Oeste, foi iniciador do povoamento do atual município.
Francisco Beltrão originou-se em 14/11/1951 de Clevelândia que se emancipou em 28/06/1892 de Palmas que se desmembrou em 1304. 1877 de Guarapuava, que se originou em 1707. De 1852 de Castro, que se emancipou em 24/09/1788 de Curitiba, que em 29/03/1693 se originou de Paranaguá, que foi criado por carta régia em29/07/1648. Teve como seus primeiros habitantes umas populações indígenas que habitavam as extensas matas, os guapuas, cheripas, chavas e caiurucrês estas raças indígenas usufruíram da natureza existente nessa região. Depois vieram os exploradores de erva mate os primeiros exploradores tiveram desabores com tribos indígenas.
Nesta época foi movimentado por conta dos ciclos ervateiro e madeireiro, sendo este último, responsável pelo movimento de legalização das terras, que foi conduzido te tal modo que criou grande instabilidade social na região sudoeste do estado do Paraná.
O povoamento de Francisco Beltrão iniciou-se no ano de 1922, mas somente na década de quarenta foi efetivado.
Em 1944 surgiu a maior imigração de pessoas na região, estimulada por integrantes do departamento de terra do estado, muito incentivou a colonização das terras fazendo intensa propaganda da fertilidade das terras do sudoeste, atraída também pela abundancia e facilidade da aquisição de terras.
No ano que a revolta dos colonos completa 50 anos, nos faz lembrar um pouco da historia de um tempo, em que a briga pelas terras do sudoeste, não somente o poder político, mas o homem de bem, mulheres e até crianças, isto durou até a expulsão das Companhias de terras em 1957.
As pessoas do sudoeste viveram momentos de agonia e de pânico, lamentações das percas trágicas de seus familiares, assassinados barbaramente por sanguinários jagunços.
A Cango (Colônia Agrícola Nacional General Osório) criado pelo presidente Getúlio Vargas em 1943 isto no governo de Eurico Gaspar Dutra (1945-1950). A Cango foi de certa forma esquecida, o presidente Getulio Vargas era a favor da internacionalização do Estado, contrario a vontade do povo.
Conseqüentemente abandona a região, incentivada pelo governador do Paraná Moisés Cupion. A revolta só foi possível, pelo processo de intervenção do estado. Na região do sudoeste, o poder político interferiu muito nos conflitos da região, as facções políticas do P.T.B. e do U.D.N. lideravam os meios ideológicos da população do sudoeste do Paraná.
A função da Cango, foi muito importante no lugar onde a Cango foi estrelada, teve inicio um povoado, a que denominava Santa Rosa; Em 1944 chegaram às primeiras famílias.
Os colonos recebiam tratamento medico, ganhavam ferramentas e sementes, além de todo o material para a construção de suas casas.
A única coisa que a Cango não ofereceu para os milhares de pessoas que conseguiram se fixar na região foi à documentação definitiva das terras, o que geraria problemas futuros.
A Cango foi muito importante na região, até a chegada das companhias de terras vinda de fora.
Na época diversas companhias colonizadoras se embrenharam na imensa mata da região do sudoeste, objetivando medir e demarcar terras a revelia da lei, não respeitando os antigos posseiros das terras, estas empresas se valeram de negociatas políticas para conseguirem a concessão de algumas glebas. Na época os meios de comunicação vinham de uma radio de Pato Branco, radio Colméia, que na voz do brilhante radialista Ivo Tomazzoni, orientava e transmitias aos posseiros. Que não caísse no golpe das companhias.
Nesta época não tinha estradas não tinha energia elétrica e também não tinha telefone, o único meio de comunicação era a radio colméia, os jornais chegavam na região com uma semana de atraso, as noticias era só aquelas que o radialista ivo tomazoni anunciava retransmitindo o que o jornal nacional comunicava, as os rádios eram a válvulas a energia que fazia a rádio funcionar era a bateria.
A região de Francisco Beltrão era a mais afetada, e desejada pelos especuladores da SITRA, a SITRA tornou-se uma empresa com ramificações em diversos municípios do sudoeste, proprietária da extensa área de terras adquirida sem transação imobiliárias no fim do governo de Marechal Eurico Gaspar Dutra. Os colonos tinham informações que a companhia SITRA, umas das colonizadoras tinham adquirido uma área de 500 mil hectares mais de 20 municípios hoje habitado.
A SITRA vendia as terras, mas não fornecia documentos.
Esta empresa provocou também problemas fundiários que via de regras, eram resolvidas a bala. Sucessivas questões de terras envolvendo diversas companhias colonizadoras ocasionaram o levante dos posseiros, em 1957 com tristes desdobramentos.
Mariopolis tornou-se a sede da SITRA e foi beneficiada com algumas concessões.
Um dos sócios da SITRA tinha idéia de instalar no sudoeste do Paraná uma indústria de papel, e celulose, a maior da América Latina, porque existiam na região de Francisco Beltrão, de 8 a 10 milhões de pinheiros em situações de corte. Muitas famílias de colonos tiveram dissabores, sofrimentos, massacres, mortes, torturas, perseguições era um tempo de terra de ninguém. Os colonos sofreram agruras nas mãos de jagunços, por questões de litígio agrários, patrocinados pelas companhias. O levante dos colonos teve como ponto culminante a cidade de Francisco Beltrão no dia 10 de outubro de 1957 data que marcou a expulsão das companhias de terras, até então as pessoas viviam em situação de insegurança, pois o governo reagia contra o povo, muitas vezes de maneira violenta. No dia 26 de junho de 1963 os agricultores reuniram-se novamente em Francisco Beltrão para receber o grupo executivo de terra do sudoeste do Paraná a “GETSOP” e os primeiros títulos de terra transformando enfim, os chamados posseiros em verdadeiros proprietários.
Foi um movimento justo. Dizem que há processos tramitando na justiça até hoje. Uma passagem que deveria ter até hoje, repercussão nacional, pois se trata de um dos três grandes conflitos agrários do país, junto com canudos e o contestado. No período de 31 de março de 1959 o 1º do 13º companhia de infantaria foi instalado em Francisco Beltrão para recrutar combatentes para segurança da população. Um dos motivos do ministério da guerra, instalar esta guarnição militar em Francisco Beltrão, foi primeiro pelos conflitos regionais, segundo por se tratar de faixa de fronteira.
A partir de 2000 a 1ª do 13º companhia de infantaria mudou para 16º escalão de cavalaria mecanizada. No período de 1957 até 1962 verificou-se espetacular destruição da mata de araucária e para regulamentar a situação, foi criada a GETSOP Grupo executivo de terra pra o sudoeste, através do decreto nº. 51.431 do dia 19 de março de 1962 com o objetivo específico de titular as terras da região do sudoeste do Paraná.
Graças a esta providencia, a região de Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná poderá festejar seus aniversários com paz e prosperidade.
Com a revolta dos posseiros de Francisco Beltrão em 1957, os jagunços guilheros de terras expulsos pelos colonos e pelas autoridades militares e civis, se embrenharam nas matas, para não serem mortos pelos legitimos proprietários de terras.
Estes sanguinários guilheiros alguns deles atravessaram o Rio Iguaçu, e se acamparam nas terras de Campo Novo hoje Quedas do Iguaçu.
Tão logo instalados colocaram o seu instito assasino em prática.
Entre os anos de 196 até 1967 muitos ataques e mortes aconteceram na região, os colonos principalmente de Mirim, Flor da Serra, Fazendinha, Tapui, forão os locais que mais aconteceram ataques aos colonos pelos jagunços.
Os pioneiros mais atingidos de Quedas do Iguaçu vivenciaram estes acontecimentos trágicos.
O pioneiro senhor Stanislau Vieczdrek com 66 anos de idade me relatou com sinal de tristeza o abuso dos jagunços com ele e com os seus vizinhos.
Mas os nossos colonos foram mais valentes, defenderam as suas terras, mandando os sanguinários jagunços para outro espaço.

PATRONO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO PARANÁ JOAQUIM ANTONIO DE MORAIS SARMENTO

A região de Quedas do Iguaçu, em meados de 1924 em plena revolta, acolheu os mais nobres militares da Polícia Militar do Estado do Paraná.
O fantástico militar e escritor João Alves da Rosa Filho comandante de forças militares nos anos de 1924, diz.
Os anos se sucedem uns após os outros e, à medida que passa, o tempo apagam de nossas lembranças muitos feitos valiosos que, arrastados pela voragem impiedosa do esquecimento, vão sucumbir no abismo do passado. Contudo, quis a nossa vida de caserna que nos acostumássemos ao eterno culto da história da polícia militar do Paraná a fim, de mais fácil podermos transmitir, as gerações futuras o incentivo de tudo aquilo que a corporação produziu de belo e grandioso, desde os mais modestos exemplos de renúncia e obnegação, até ao extremo sacrifício que as circunstâncias de seu labor, por vezes, exigem. A polícia militar do estado do Paraná teve uma participação importante na região de Quedas do Iguaçu, o heroísmo destes valentes militares nos proporcionáro esta terra, rica e próspera, bem longe dos fora da Lei. Alguns acontecimentos que, marcou a presença destes heróis em nossa região em 1924 em plena revolução.

BELARMINO

Um batalhão da polícia militar estava concentrado na Serra da União, a margem esquerda e a direita da rodovia Guarapuava – Foz do Iguaçu. Nesse local, estava localizada uma estação telefônica de campanha, exatamente na embocadura da antiga picada feita por Juca Tigre, na revolta de 1894.
Havíamos regressado do passo do Borman, retaguarda da Serra dos Medeiros, onde combatemos na madrugada do dia 15 de Novembro. Os rebeldes recuaram e intrincheiraram-se em um lugar denominado Belarmino, à margem da mesma estrada, a fim de interceptar a progressão das forças legais.
Uma companhia da polícia recebeu ordem de tomar parte no ataque ao reduto revolucionário. A primeira companhia segue sob o comando do tenente Garrett, mais tarde substituído por outro tenente por circunstâncias várias e, finalmente, pelo 1° Sgt Benedito Evangelista dos Santos, promovido dias depois por ter substituído os comandos primitivos.
A parte de combate desse dia diz em resumo o seguinte:
A companhia, nas proximidades das posições inimigas, inicia lentamente a progressão pela picada telegráfica por volta das 7 horas da manhã acompanhado a barragem da artilharia do 4° R.A.M. A 500 metros, entrou em contato com os rebeldes fortemente abrigados na mata; as vanguardas trocaram os primeiros tiros, e durante mais de 6 horas da tarde, os fuzis e metralhadouras matracaram sem cessar, ceifando preciosas vidas, não só dos nossos como da força do exército.
É determinada finalmente a ordem de retirada e, assim, recuam os legais conduzidos os seus mortos e feridos. Trilhando silenciosamente a picada, voltam eles convictos de que mantiveram intactas as gloriosas tradições da corporação. Em numa encosta de um pequeno cerro, à margem do rio Borman, em um singelo cemitério, plantamos a primeira cruz para indicar o lugar onde ficaria para sempre assinalado, o lugar onde repousará o nosso caro amigo cabo Felix Alves da Conceição.
Nesse combate, outros camaradas derramaram o seu sangue para conservar impoluta a honra e a dignidade de nosso batalhão. As ambulâncias passaram, nesse dia, conduzindo o cabo Palmiro Gomes de Oliveira, e os soldados Arnaldo Rodrigues, Aníbal Maurício Domingues e Antonio Lopes, os quais foram incontinentes para o hospital de Sangue de Emergência, de onde, mais tarde, seriam transferidos para o hospital de Sangue da Coluna, na cidade de Guarapuava.
A atestar a violência da luta, o lugar denominado Belarmino ficou assinalado por uma extensa roçada causada pela violência do fogo dos beligerantes.
Nesse combate, faleceu também, bravamente, o tenente Alípio Dias, que comandava uma secção de metralhadoras no mesmo setor; esse oficial pertencia ao Exército.

PICADAS DOS VALÉRIOS

Ao descrever esta jornada em um capítulo especial, o faço em homenagem ao estoicismo, coragem o obnegação dos nossos soldados. Só quem conheceu a densa floresta do Paraná, pode avaliar o que significa conduzir uma força com mais de 400 homens, através de picadas.
Essa pequena coluna, sob o comando do capitão Sarmento, estava assim constituída: 3 companhias de infantaria e uma secção de metralhadouras pesadas do nosso batalhão, um secção de artilharia de montanha (1° Grupo) sob comando do 1° tenente Ramiro Correia Junior e um pelotão de cavalaria patriótico vaqueanos tropeiros – e uma tropa de muares (cargueiros).
O estreito trilho por que marchamos agora, quase abandonados, há trinta anos passados serviu aos revolucionários de 1894, que atravessaram o sertão sob o comando do célebre caudilho Juca Tigre, conforme nos informam os mais velhos moradores das redondezas.
Dia 23, nesse dia, vemos os primeiros elementos da coluna sumirem-se pela estrada da picada, marchando em fila indiana: fechavam a marcha os muares que conduziam cargueiros de víveres e munição.
No dia seguinte, interna-se pelo túnel verde da mata o restante da coluna. Fica na margem da estrada apenas o posto de abastecimento e respectivo armazém.
Seguimos a pé e progredimos lentamente. Experimentamos, a princípio, uma sensação desagradável que a vegetação nos transmite. Sentímo-nos como que sufocados \á sombra do estreito trilho, sem sol. Sentimos, também, nas primeiras horas de marchas uma estranha nostalgia e profunda tristeza ante o silêncio da selva incomensurável que nos rodeia.
Já não vemos mais os caminhos nem as carroças coloniais do nosso comboio. A fila interminável de homens e cargueiros continuam a marcha, conduzindo mais víveres, munição e artilharia.
Dia 24. Na tarde desse dia, acampamos ao longo da picada, em um lugar que os vaqueiros informaram ser a encruzilhada do tigre.
Ao anoitecer, as patrulhas de vigilância aprisionaram um índio este nos informo que, que no dia anterior, uma patrulha de reconhecimento do nosso batalhão foi surpreendida por um grupo de rebeldes, composto quase que exclusivamente de paraguaios mercenários, integrados na força revolucionários. Na emboscada, foi assassinado o sargento Pedro Higino dos Santos.
Na tarde do dia seguinte, foi procurado pelo tenente Francisco Ferreira de Souza (mais tarde assassinado em Curitiba, que determinou fosse organizada uma escolta a fim de conduzir o prisioneiro para ser interrogado pelo mesmo oficial). Esse silvícola foi, pouco adiante, abatido a tiro pela escolta; erroneamente supunha-se que o mesmo pretendia fugir.
Infelizmente, assisti a essa lamentável tragédia, tendo sido, como inferior de dia no acampamento, designado para acompanhar a escolta e o fiz até a hora do desenlace. De regresso ao acampamento, relatei a ocorrência ao comandante Sarmento, e ainda sob forte impressão. Fui encarregado de proceder ao sepultamento da infeliz vítima. Retornando ao local, encontramos o mestiço estendido no solo com o crânio esfacelado pelas balas.
Aberta a cova na encosta de um terreno acidentado e pedregoso, ali sepultamos o pobre homem, à cabeceira da sepultura, plantamos uma cruz improvisada com galhos e ligada com cipó. O tenente Joaquim Taborda Ribas nos havia dado uma vela, que acendemos. Quem vislumbrasse, ao anoitecer, três homens ajoelhados na mata, ao pé de uma humilde sepultura, fazendo, em profundo recolhimento, uma prece, sentiria no coração o desejo de comungar conosco dessa piedosa profissão da fé cristã.
Não seria esta a primeira nem a última cruz que deveriamos semear nas sombrias veredas do Paraná.
Nessa noite, foi-nos impossível conciliar o sono. Parecia-nos ouvir constantemente o eco dos gritos lancinantes de dor da inocente vítima dessa trágica luta fratricida.
Dia 28 Marchamos, novamente, com destino a Boa Vista do São Roque, hoje destrito da cidade de Espigão Alto que não distatemente se mancipou desligando do município mãe de Quedas do Iguaçu, onde deveríamos permanecer por mais de uma semana vigiando o possível ataque dos revoltosos a esta região. Alguns revoltosos aprisionados são enviados escoltados para a região de Guarapuava.
A vida no acampamento permanece normal por muitos dias, a não serem as dificuldades do abastecimento de gêneros alimetícios em conseguência das prolongadas chuvas dos últimos dias, que impediam a passagem dos cargueiros nos riachos transbordantes e caminhos alagados.
Dia 9 A Marcha continua mais para o interior da mata. Nesse dia, atingimos Lajeado Liso de São Roque. Foi aí que o sargento Higino e o cabo Malan foram atacados em uma emboscada preparada pelos rebeldes.
No dia seguinte, conseguimos descobrir o corpo do sargento, enterrado, nos fundos de um paiol, ao lado de um chiqueiro de porcos. Procedemos à exumação e vimos, horrorizados, o corpo mutilado a facão e quase nu.
Á margem do trilho principal abrimos uma sepultura decente e, novamente ajoelhada, fizemos nossas preces. A assinalar mais essa vítima, ficou ali plantada outra cruz tosca feita de cedro.
A noite, recolhido ao silêncio das nossas barracas, dorme, confiantes na vigilância das guardas e sentinelas, atentas à escuridão das picadas.
Repentinamente, rompe de uma das guardas um cerrado tiroteio e, incontinente, o batalhão toma posição para combate. Porém, para nossa tranqüilidade, o alarme durou apenas alguns minutos. Um soldado de sentinela perdida, ouvindo ruídos estranhos nas picadas e não recebendo a senha regulamentar, disparou o fuzil acompanhado por toda a guarda avançada. Mais tarde tudo serenou, o acampamento voltou à calma e nós dormimos novamente, despreocupados.
Dezembro. 10. O Batalhão se deslocou para o lugar denominado Campo Novo Hoje Quedas do Iguaçu, onde deveríamos permanecer por 3 longas semanas. Provavelmente, ficaríamos como guardas vigilantes do franco esquerdo das tropas em operações ao longo do eixo da estrada a caminho a foz do Iguaçu.
Durante esses longos dias de inatividade enervante, passamos matando o tempo nos serviços obrigatórios de patrulha, reconhecimentos, guardas e sentinelas Diárias. A vigilância á tanto mais necessária porque cada estreita passagem das florestas pode trazer-nos uma bala do inimigo, oculto em emboscada.
Os dias chuvosos nos prendiam durante intermináveis horas dentro da pequenina barraca de campanha. Triste e absortos ficávamos sentados ou de cócoras, vendo os fios dáguas escorrerem e ouvindo incessantemente a chuva tamborilar na lona da barraca.
Aproxima-se o Natal. A tristeza nos invade mais profundamente o coração. Desde o oficial ao mais modesto soldado, todos sentem apossar-se de si uma angustiosa saudade dos lares distantes. Revêem, imaginariamente, os dias felizes das festas de Natal, no aconchego carinhoso da esposa, filhos, pais, irmãos... VÉSPERA DE NATA: Polícia Militar do Estado do Paraná
Dia 24 surge um novo dia radiante de sol e a natureza parece exalar uma alegria festiva. A passarada silvestre anuncia o alvorecer, trinando alegremente. Os soldados resolvem comemorar esse dia, erguendo o tradicional pinherinho que nos nossos lares alegra o coração meigo das crianças. Assim o fizemos, e mais tarde, o vimos condignamente enfeitados de frutos multicolores, bolachas, caixinhas fazias. A simbolizar a neve, o serviço de saúde nos forneceu o algodão necessário. Depois vimos soldados contemplarem ingenuamente a pitoresca e exótica árvore de Natal, símbolo da nossa homenagem e devoção ao nascimento do menino Jesus, Redentor da humanidade, que se propaga eternamente, ao seu redor não vimos, nem ouvimos o riso inocente e a alegre das crianças.
Erigimos esse altar de fé cristã entre as duas peças de artilharia da coluna. Viam-se em derredor, espalhadas, peças de metralhadouras nossa secção. Tudo isso forma um contraste chocante e inédito para nós. Quando o crepúsculo vem descendo, cai um aguaceiro inoportuno que quase desfaz por completo o nosso pinherinho.
À noite, sentado nos velhos pinheiros caídos, meditamos entristecidos e contreplamos o céu estrelado, angustiados de saudades. O pinherinho, como que solidário com a nossa dor, parece triste também, e com seus galhos alçados para o firmamento, deixa cair de quando em vez uma gota cristalina de chuva, simbolizando, talvez, lágrimas de piedade que rolam ao chão; lágrimas implorando perdão a Deus por nós. Lágrimas de saudades das mãos, esposas e filhos ausentes.
Ainda nessa noite, uma notícia vinda da frente informa que um grupo de rebeldes depôs as armas. Dia 27. A coluna se move novamente depois de longos dias em campo Novo Hoje Quedas do Iguaçu, some outra vez na escuridão verde das selvas, rumo ao próximo lugarejo da localidade do Tapui conhecido por Tapui dos índios. Tapui é apenas uma pequena clareira na mata, com uma única choça indígena. Ao seu derredor armamos nossas barracas de lona cáqui.
É interessante observar a original arquitetura da cabana construída pelos silvícolas. Ramos e galhos habilidosdamente trançados e estocados de barro; como cobertura um compacto entrelaçado de folhas de taquara, impermeabilizados internamente pela ação contínua da fumaça de nó de pinho, dando-lhe um verniz preto e resistente. A cabana, que tem uma única porta, sem janelas, foi escolhida para o armazém de víveres e munição da tropa. Em todos os trilhos e carreiros da mata, encontramos, infalivelmente, uma sentinela vigilante, ao redor da clareira, nos protege um denso e impenetrável taquaral.
Dia 31. O fim do ano nos encontra ainda na localidade do Tapui. A vida é normal no acampamento. O comandante Sarmento anuncia que, em regozijo á passagem do ano, mandará servir, à meia noite, um café com bolacha à tropa. Isso constitui uma concessão especial, dada se circunstância da extrema exigüidade de víveres dispõe a coluna.
Novas recordações nos açodam à memória novamente, ao lembrarmo-no de que, nas cidades onde moramos, essa hora tem uma especial significação para todos e é anunciada com festivos repiques de sinos, prolongados apitos e foguetes em profusão.
No acampamento, é tudo triste silêncio, ainda porque isso se torna indispenável à nossa propia segurança. O comandante consentiu apenas que acendêssemos uma grande fogueira.
À meia noite, recebemos o café prometido. Os oficiais brindam-se mutuamente, e como por encanto surgem não se sabe de onde, umas misteriosas garrafas que tem a importante faculdade de alegrar o estado-maior da coluna. Aqui e ali, ouvem-se cantos em surdina, declamações, recitativos, e, aos poucos, finaliza-se a comemoração.
De fogueira quase apagada desprendem-se fagulhas que desaparecem entre as altaneiras árvores da floresta. Ao apagar-se, fazem desvanecer em nossos corações as ilusões e vaidades humanas, lembrando a fragilidade dos nossos destinos que, como as fagulhas, podem apagar-se a qualquer momento.
Dia 1°. O novo ano marcará uma época de amargas recordações para todos nós. Passaríamos um período de sofrimento e dores, deixando em nosso caminho um rastro de sangue e cruzes, a assinalar, da li em diante, a nossa passagem pelo sertão.
Marchamos novamente, numa peregrinação interminável. Os machadeiros e foiceiros à frente, rasgando a picada, em quanto os soldados na vanguarda iam reconhecendo e batendo as matas. Com os pés descalços a sangrar nos espinhos de inhapindá e unha de gato, progredindo lentamente. Trepando e agarrando-nos nas encostas da serra quase a pique, vamos escorregando aqui e caindo acolá, sem parar durante todo o dia. Os soldados, confundidos com os cargueiros, parecem modernos bandeirantes ou audazes guerrilheiros, marchando pelas selvas numa longa e interminável fileira. Atravessamos rios, muitas vezes com água pela cintura; galgamos morros e atravessamos terrenos alagados e lamacentos, onde a unidade era sufocante. Suados, maltrapilhos e barbudos, palmilhamos a picada sob o sol inclemente e constantes chuvas. Tropa da Polícia Militar marchando para frente sem parar.
Muitas vezes, sentimos o coração bater desordenadamente de cansaço ao atingir o alto da serra, e ali sentamos para nos refazer e continuar a jornada. ( deve ser a serra do Rio Guarani) Os malditos mosquitos e abelhas nos perseguem num contínuo zumbido, impertinenete, capaz de nos ensurdecer. É indispenável conduzir um ramo na mão para enxotá-los. A mochila, com as correias de couro mal ajustadas, fere os ombros, e até o fuzil é incômodo para se conduzir pelo cipoal da mata.
Dia 3. Acampamos a margem do Arroio Guarani.
O sargento Palmêndio de Camargo, com 2 praças e 2 vaqueanos, ao amanhasser, vão fazer o último e mais perigoso reconhecimento realizado nessa picada e, já noite fechado, regressam trazendo bons resultados.
No dia seguinte, prosseguimos novamente. O acidentado caminho é aberto penosamente a facão e foice. Há quase dois meses que marchamos dias e dias patinhando, sem descanso, para frente. A lama suga o nosso ingente esforço na marcha; as feridas dos arranhões ulceram rapidamente. Muitas vezes, exaustos, olhamos os pesados cargueiros de munição e artilharia, pulando aos galões, subindo com sacrifício as encostas da serra. Quase no alto, despenca com as preciosas cargas, morro abaixo, espalhando tudo na mata ao som dos lamentos e pragas dos soldados, acompanhados das gargalhadas de cachota dos companheiros de luta.
Muitas vezes, as peças de artilharia do tenente Garret foram tiradas a custa de cordas de dentro dos rios, depois de terem feito o trajeto do alto da serra ao rio, no lombo dos pobres muares. Muito deles foram abandonados mais tarde por estarem inúteis.
Dia 4. Chegamos, nesse dia, à margem do rio Medeiros.
No dia seguinte, novamente, a nossa coluna está marchando para a etapa final da picada dos Valério e os infatigáveis soldados vão furando decididamente a mata. Estamos próximos novamente da estrada real. Nosso abastecimento de víveres já chegou ao fim. Estamos ha mais de 40 dias distante do ponto de partida da serra União.
Finalmente, chegamos ao lugar denominado Januário, quase ao anoitecer. Uma rês abatida é devorada sem sal pelos soldados famintos. Como sobremesa, comemos algumas espigas de milhos verdes assada.
Dia 6. Dia de Reis. Chegamos ao lugar denominado Guaranizinho no dia de Reis. Para nós, esse dia foi na realidade, um dia de reis. Conseguimos atingir novamente a larga estrada de rodagem Guarapuava-Foz do Iguaçu. É um consolo conteplar-se um caminho aberto e cheio de sol, depois de mais de 40 dias internados em escuras e acidentadas picadas. Recordamos agora, sem saudades, os sofrimentos e martírios porque passamos nesses longos dias.
Conforta-nos, agora, a convicção de que trilhemos um caminho plano, cheio de ar e de vida. Também nos anima a perspectiva de um abastecimento mais farto e seguro. Vemos soldados soltarem ingenuamente uma exclamação de alegria e satisfação, ao avistarem caminhões e carroças que passam célebre e continuamente, conduzindo víveres, armas e munições para os combatentes de Catanduvas.
Durante quatro dias, ouvimos, ao longe, o ruído ritmado das armas automáticas e o som grave, solene, dos canhões atirando sem cessar.
Dia 10. Ao anoitecer desse dia, montamos um movimento intensivo e anormal de caminhões e carroças que continuadamente passam para a frente de combate, em Catanduvas, onde os rebeldes do general Izidoro Dias Lopes instalaram seus mais importante baluarte defensivo desta memorável campanha.CATANDUVAS: Correio - 1925
Dia 11. Na madrugada desse dia de infausta memória, o nosso Batalhão está novamente formado em coluna de marcha e se acha pronto para enfrentar os rebeldes em luta.
Às 5 horas, recebemos o café e iniciamos a marcha. Aos primeiros alvores do dia, a natureza acorda ao trinar alegre da passarada silvestre. O contraste é chocante; enquanto na natureza tudo são alegria e festa, no coração dos homens, só há ódio, tristezas e rancores.
Prosseguimos a pé em direção ao surdo crepitar da fuzilaria, na frente de combate. Quase ao meio dia alcançamos a localidade de Roncador, a 2 quilômetros do front. Recebemos uma substancial ração de café e bolachas. A marcha continua mais lenta, porem sem interrupção. Estamos cansados, pó isso o comandante Sarmento manda fazer alto exatamente no centro da estrada, à retaguarda donde está empenhado em combate o 7° Regimento de Infantaria do Rio Grande do Sul. Eram precisamente 12,20 horas e estávamos no quilômetro 230 da estrada que liga Guarapuava a Foz do Iguaçu. A missão do Batalhão foi atacar os rebeldes por uma picada no franco esquerdo. Balas passavam continuadamente em forma, aguardando ordens, quando um gemido acusa um ferido; um projétil em ricochete atinge o soldado Silvio Cordeiro Matoso, quando ainda em forma. O comandante ordenou para se aproximar-se de sua montada e o conduz fora das vista da tropa.
A artilharia estava iniciando uma barragem quando atravessamos a picada telegráfica e nos internamos em uma outra picada. Logo adiante, encontramos uma companhia de guerra do 3° Batalhão da Policia Paulista, que repousava depois do combate do dia anterior; Essa unidade estava estendida ao longo da picada como guarda de franco dos combatentes.
Continuamos marchando, deixando estes numa muda despedida, e alcançamos um tosco paiol de madeira que foi escolhido para hospital de sangue de emergência. Os clientes eram os mesmos homens que ali passavam cheios de vida e de esperança. Muitos voltariam dentro de poucos momentos com os corpos estraçalhados pela metralha. Era, porém, preciso escolher antecipadamente o lugar em que deveriam ser convenientemente atendidos. Muitos, também, iriam ficar ao lado de uma singela cruz, formando um pequeno cemitério a marcar a trajetória do nosso Batalhão.
um trem saindo de Santo Ângelo levando os soldados da Coluna Prestes ao combate no Paraná.
Ás 20,20horas alcançamos pequena clareira numa encosta em declível, donde avistamos os revoltosos do lado oposto. O Rio Medeiros corre marulhando, indiferente aos propósitos sanguinários dos homens. Um avião de reconhecimento passa alto, sobranceiramente, indiferente também à cerrada fizilaria dos revoltosos. Espreitamos cautelosamente a despreocupação do inimigo, perfeitamente à vontade do outro lado do rio, inconscientes do perigo a morte paira no ar sobraçando sua afiada foice, aguardando o momento de entrar em cena.
O Batalhão, cautelosamente, toma posição para o ataque, estendendo-se na encosta do plano inclinado da serra; as metralhadoras pesadas, com as respectivas guarnições, estão apostos. Subtamente, a gargalhada tétrica das metralhadoras quebra o silêncio e, em consecutivas rajadas, vai ceifando do lado oposto.
Os revoltosos, estonteados, fogem apavorados em toda a direção a procura de abrigos e, logo depois, refeitos, respondem com um vivíssimo fogo. Na mata, já ouvimos os primeiros gritos da raiva e de dor; gemidos acompanhados de roucas blafêmias.
A artilharia de montanha, sob o comando do 1° tenente Ramiro Correia Junior, faz intermitentes disparos contra as posições rebeldes, porém, de início, uma peça é inutilizada.
A noite desce completamente, envolvendo na escuridão os remanescentes do nosso fatigado Batalhão. Recebemos ordens de recuar, molhado, enlameados, silenciosos e tristes, retornamos novamente pelas picadas até o Riachinho que passamos pela manhã. E assim foi morrendo soldados, mas por uma causa justa, manter a ordem e honrar a farda da polícia Militar do Paraná.

A FORÇA DA LEI

Está terminada a luta com a completa derrota dos rebeldes. Esses maus brasileiros, vergonhosamente aliados mercenários estrangeiros, não conseguiram a derrocada da terra que os criou e hospedou com carinho.
Está de parabéns a Nação brasileira. E não podia ser de outro modo.
Uma rebelião que se caracteriza pela traição, pelo saque e pelo mercenarismo dos seus combatentes, não podia vingar nesta terra habitada por gente leal, tão honesta e tão brasileira. Ao iniciarem a luta em São Paulo, só conseguiram com traição, com embustes, com dinheiro e com saques os seus primeiros combatentes.
Não havia ideal nesse agrupamento mesclado. Engrossaram suas fileiras, aliciando adeptos nas baixas camadas dos aventureiros internacionais. Repelidos das fronteiras de Mato Grosso, após aniquilamento dos seus tão decantados batalhões de estrangeiros, vieram para os sertões do Paraná e aí, apoiados na ferocidade de novos mercenários semi-bárbaros, continuaram a fazer correr sangue brasileiro com a insensatez de desvairados.
Os fuzilamentos que fizeram dos seus própios companheiros, atestam o desequelíbrio mental da horda mercenária.
Devemo-nos regozijar pela Vitória porque sentimos que, durantes longos meses de lutas e de tentativas de novas rebeldias, a nação inteira conservou-se firme ao lado da constituição, prestigiando o Supremo Magistrado da Pátria na sua ação calma e valorosa de homem superior.
Agora resta castigar os tresloucados para que fique o exemplo para as gerações futuras. É preciso que os crimes contra a Pátria não fiquem impunes. Congratulo-me com as tropas legais! Abraços de imorredouro reconhecimento aos camaradas da 5° Abraços de imorredouro reconhecimento aos camaradas da 5° Região Militar que souberam cumprir com nobreza e estoicismo o seu dever de patriota. Uma eterna saudade no túmulo dos heróis que tombaram na defesa da Pátria querida. Durante o período revulucionário, foram promovidos vários oficiais e praças por critérios diversos, de acordo com as leis n° 232e2334, de 3 e 23 de março de 1925, respectivamente.
A reportagem de O Estado do Paraná, (edição de 15 de Novembro de 1998), pesquisou e obteve depoimento de moradores da região de Catanduvas e encontrou vestígios de um cemitério localizado em Roncador, que ainda não foi engolido pela mecanização agrícola ou à falta de memória do País.

DIZ A REPORTAGEM EM REFERÊNCIA:

São aproximadamente dezoito quilômetros de estrada de chão cortando lavouras de milho até o cemitério de Roncador, em Catanduvas. O local fica próximo do antigo traçado da rodovia federal, que mais tarde seria batizado de BR-277. O cemitério fica na propriedade do agricultor Isimundo Kovaleski, está tomado pelo mato. As cruzes de metal, apagadas pelo tempo, são as únicas lembranças daquela época. São cruzes de metal e outras de madeiras danificadas pelo tempo, onde estão escritos os nomes dos soldados mortos. Todos eles pertencem a Força Pública (hoje Polícia Militar) e da 7° Região de Infantaria de São Paulo. Segundo depoimento dos moradores da época, os soldados eram enterrados em valas comuns porque muitos não tinham registro. Os nomes indentificados são dos soldados Francisco Vicente, Argemiro Benevides Ramos, Cristalino Alves da Rosa e Laudelino de Sousa Bueno. Já o cemitério de Formiga era destinado aos oficiais das tropas governistas. Dona Gema tem buscado o apoio da Prefeitura para preservar os cemitérios. Muitas cruzes de metal sumiram.
Nas fazendas existem ainda armamentos e munições utilizadas por soldados da revolução de 1924.
Vibrante narrativa dos feitos do lendário, 1° Batalhão de Infantaria da Polícia Militar do Paraná, sob o comando do intrépido capitão Joaquim Antonio de Morais Sarmento, hoje Patrono da PMPR, no combate aos revolucionários de 1924, em defesa da ordem e da legalidade.
O texto contém o impressionante Diário de Campanha do sargento Floriano Napoleão do Brasil Miranda, relatando, sob a ótica do combatente, as agruras da campanha, o ambiente inóspito e insalubre das marchas e trincheiras, e a dramacidade dos combates. Antecede a narrativa uma interessante retrospectiva altamente resumida dos fatos mais marcantes vividos pela milícia paranaense entre os anos de 1915 e 1924. Alguns anexos complementam a obra, entre eles a biografia de Sarmento que se-encontram no livro escrito por ele: Revolução de 1924 Volumes V.
Ao Aguerrido Capitão Renato Marquete comandante do 3ª Companhia da polícia Militar cediada em Quedas do Iguaçu as nossas mais sinceras homenagens. Quedas do Iguaçu se orgulha de ter em nosso meio um comandante digno do cargo que tem, essas homenagens vale também aos seus comandados também se estendem a polícia civil, tão bem representada pelo delegado de polícia de Quedas do Iguaçu.

NAS BARRANCAS DO RIO PARANÁ

“Nos lindes acidentes do Paraná alguns milhares de compatriotas vão selando com o seu sangue o protesto contra a tirania!”
Etores da sociedade, provocara uma crise sem precedentes.
Os tenentes sonhavam com um Brasil renovado pelo voto secreto, educação pública, moralidade administrativa, erradicação da miséria. Para isso era necessário libertá-lo dos grilhões da monocultura cafeeira.

Introdução

À 1h15 do dia 5 de julho de 1922, os canhões do Forte Copacabana, no Rio de Janeiro, anunciavam a primeira de uma sucessão de rebeliões que culminariam com a liquidação do domínio exercido pela oligarquia cafeeira sobre a vida nacional.
A submissão aos interesses do imperialismo inglês, e a conseqüente renúncia à industrialização do país, empurraram a oligarquia a um beco sem saída. Sua insistência na valorização artificial do café, à custas do empobrecimento dos demais.
A segunda onda revolucionária teria início em 1924, também na mesma data, 5 de julho. As guarnições do Exército da capital paulista e parte do contingente da Polícia Militar se insurgem. Com o apoio da população civil, assumem o controle da cidade, depois de quatro dias de combates. À frente do levante estão o capitão Joaquim Távora, veterano de 1922; o major Miguel Costa, do Regimento de Cavalaria da Polícia Militar; o coronel João Francisco Pereira de Sousa; o general reformado Isidoro Dias Lopes; e diversos tenentes e ex-alunos da Escola Militar de Realengo, que tiveram seu batismo de fogo na Revolução de 1922.
A 13 de julho levanta-se a guarnição federal de Sergipe, sob o comando do tenente Maynard Gomes. Dez dias depois, subleva-se o 27º Batalhão de Caçadores, sediado em Manaus. Os tenentes Alfredo Augusto Ribeiro Júnior e Magalhães Barata destituem os representantes do clã Rego Monteiro, e instituem um governo revolucionário. Em 26 de agosto é a vez da guarnição de Belém derrubar o governo estadual.
As rebeliões no Nordeste e Norte são dominadas pelo governo central, ainda no mês de agosto. Porém a revolução iniciada em São Paulo se estenderá por um período de quase três anos, marcando profundamente a vida política do país, preparando o advento da terceira e decisiva ofensiva revolucionária, em 1930. Sertões Paulistas
Durante os primeiros dias em que a luta era travada na cidade de São Paulo, os insurretos assumiram o controle de Rio Claro, Jundiaí e Campinas, através do 5º Batalhão de Caçadores e do 2º Grupo de Artilharia de Montanha, unidades respectivamente sediadas na primeira e segunda localidades.
A partir do dia 18 de julho, três destacamentos revolucionários foram lançados sobre os principais eixos ferroviários do estado. Sob o comando do capitão Otávio Guimarães, o primeiro destacamento seguiria pelas ferrovias Paulista e Mogiana, na direção Oeste, com o objetivo de neutralizar as penetrações governamentais vindas de Mato Grosso. O segundo, comandado pelo tenente João Cabanas, tomaria o rumo Norte, através da Mogiana, visando conter infiltrações procedentes do sul de Minas. O outro, chefiado pelo capitão Paulo Francisco Bastos, marcharia na direção Sul, pela Sorocabana, para impedir ou retardar a progressão de forças provindas do Paraná.
Essas providências foram decisivas para evitar o cerco da capital e manter aberto o caminho para a retirada das tropas revolucionárias – opção que, naquele momento, começava a afigurar-se como único meio de salvar São Paulo da destruição provocada pelo criminoso bombardeio levado a cabo pelas forças governistas. Apesar de não produzir baixas significativas entre as forças revolucionárias, o bombardeio, iniciado em 12 de julho, espalhava o pânico e a morte entre a população civil. Em dezesseis dias, mais de 1.800 edificações foram arrasadas, entre as quais uma centena de fábricas e estabelecimentos comerciais.
O destacamento de Otávio Guimarães – tenente do Exército, comissionado na função de capitão – dirigiu-se para a estratégica cidade de Bauru, ponto de convergência de três estradas de ferro, onde havia uma forte oposição disposta a prestar integral apoio aos revolucionários.
O inquérito realizado pela Polícia Militar de São Paulo atesta que a missão foi realizada com êxito. Diz o documento:
“Fazendo de Bauru o centro de suas proezas... mandara ocupar, desde logo, Agudos, Dois Córregos, Jaú e Bocaina, o que foi realizado com felizes incursões pelo civil dr. José Giraldes Filho, comissionado tenente... Determinou o delegado militar de Jaú a ocupação de Mineiros do Tietê e Bica de Pedra... Tomaram a Estrada de Ferro Douradense, cujos empregados, levados pela propaganda revolucionária, aderiram francamente ao levante, passando a obedecer o delegado militar de Jaú”.
A ameaça de infiltração de tropas paranaenses não se efetivou. Poucos dias depois o destacamento do capitão Paulo Francisco Bastos retornava a São Paulo. 3. A Coluna da Morte. O tenente João Cabanas, do Regimento de Cavalaria da Polícia Militar – denominada, na época, Força Pública Paulista – tinha um problema difícil de ser resolvido através dos meios convencionais de combate. À frente de um destacamento composto de 95 homens, sua missão era bloquear o general Martins Pereira, vindo de Minas ocupara Mogi-Mirim, Jaguari e Itapira com 800 soldados que compunham a vanguarda de sua tropa. Dispunha ainda a força invasora de 1.000 homens estacionados em Ribeirão Preto, e 1.200 que haviam atingido as cidades mineiras de Jacutinga e Pouso Alegre. O general tencionava atacar Campinas, fechando o cerco aos revolucionários na capital. que
Dispondo de poucos elementos para desestabilizar e fazer recuar uma tropa cujos efetivos totais chegavam a 3.000 homens, o tenente Cabanas deslocava-se com estudado espalhafato, tendo chegado a se valer de um trem especialmente preparado para parecer armado dos mais mortíferos engenhos militares da época. Na verdade, o veículo era uma réplica cenográfica do trem blindado utilizado semanas antes pelas forças revolucionária no ataque à estação de Vila Matilde, na cidade de São Paulo. No vagão da frente, um imponente e temível canhão de 155 mm. Só observando-o bem de perto se perceberia o logro. Segundo afiança o tenente, o artefato fora fabricado “com a melhor peroba produzida no solo paulista, enegrecida com algumas pinceladas de piche”. Assim, antes mesmo de ser atingido pelos disparos dos comandados de Cabanas em seus desconcertantes ataques, o general Martins Pereira era fustigado pela nascente lenda da Coluna da Morte.
Antecedido pela fama que começara a granjear, o batalhão do tenente Cabanas, em sua marcha para Mogi-Mirim, surpreendeu os ocupantes da cidade com arrasador telegrama endereçado a uma cidade vizinha: “Seguimos madrugada, mil homens, seis peças de artilharia, vinte metralhadoras. Providêncie, urgente, alojamentos para tropa”.
Incontinenti a Coluna da Morte atacou e dominou as posições mais fracas do inimigo, em Jaguari e Itapira. Foi o suficiente para que o general governista ordenasse a desocupação de Mogi-Mirim, aliviando a pressão sobre Campinas.
Perdendo o respeito pelo adversário, Cabanas decidiu persegui-lo, marchando sobre Ribeirão Preto, onde conseguiu dispersar a força inimiga valendo-se dos mesmos métodos.
Contida a ameaça de infiltração das tropas de Minas, o tenente solicitou autorização para ampliar o raio de ação da Coluna da Morte. Pretendia acossar e dispersar as quatro brigadas formadas pelos próceres do PRP – Partido Republicano Paulista. Concentradas em Itapetininga e Sorocaba, essas forças irregulares, compostas de jagunços e peões capturados a laço, levavam o nome de seus ilustres organizadores: Washington Luís, Fernando Prestes, Júlio Prestes e Ataliba Leonel – respectivamente, o ex-governador, o vice-governador, o futuro governador e um senador estadual.
A autorização não foi concedida. Já a essa altura contando com 200 combatentes, a Coluna da Morte voltou-se então para Espírito Santo do Pinhal, onde o general Martins Pereira procurava reorganizar suas forças. Derrotado mais uma vez, o general abandonou no campo de batalha 1.200 fuzis, 14 caixas de munição de artilharia, duas metralhadoras pesadas e farta munição de infantaria.
O Papel da Imprensa Sob o impacto das investidas de Otávio Guimarães e João Cabanas, as autoridades revolucionárias comandaram também a ocupação de São Carlos, Araraquara, Jaboticabal, Limeira, Araras, Pirassununga e Descalçado. Batida no campo de batalha por modestos tenentes, a oligarquia cafeeira empenhou-se em estigmatizá-los através da imprensa.
Otávio Guimarães era apresentado como um celerado que saqueava, em proveito próprio, os cofres das estações ferroviárias, prefeituras e câmaras municipais. De Miguel Costa diziam que desviava produtos requisitados para suprimento das forças revolucionárias. Sob o título “Busca e apreensão na casa da irmã de um dos chefes dos bandoleiros”, o Correio Paulistano forjava, em 31 de julho, a prova do crime:
“O sr. dr. Edgard Botelho, delegado da 1ª circunscrição da capital... realizou ontem, às 13h, uma busca na casa da rua Tabatingüera, 84-A, residência da irmã do major Miguel Costa, chefe dos elementos sublevados da Força Pública Estadual, o ‘remodelador da moral republicana brasileira‘, onde apreendeu as seguintes mercadorias: 1 caixão de latas de sardinhas, 2 caixões de cebolas, 1 saco de milho, 2 caixões de sabão, 3 sacos de sal... 1 pneumático, 5 réstias de alho, 16 galinhas, 1 peru, 2 leitões, 15 latas de atum, 2 latas de pescada, 4 latas de leite condensado, 1 lata de vaselina... Um verdadeiro armazém!”. Já o tenente Cabono foi contemplado com pérolas do seguinte quilate:
“Na torva galeria dos malfeitores que a revolta engendrou destaca-se, num fundo rubro-negro, ora a rir como jogral num circo, ora a gesticular como epilético em paroxismo trágico, a figura do tenente Cabanas, da Força Pública de São Paulo”...Cabanas surgiu no ambiente lôbrego da revolta como seu mais perfeito símbolo. No cérebro onde se fluidificam vapores de insânia e de delírio perpassam-lhes como relâmpagos visões trágicas e grotescas... Para a execução dos planos sinistros e instantâneos que idealiza todos os meios lhe servem”.A síntese desses juízos foi expressa pelo Correio Paulistano, através do seguinte epíteto: “O famigerado João Cabanas, a alma danada da revolução”. Empenhavam-se os escribas em compor o perfil de um ser maligno, sanguinário ao extremo, que se comprazia em torturar prisioneiros cortando-lhes a língua e arrancando-lhes os olhos a ponta de espada. Em breve estariam circulando histórias de que Cabanas protegia-se das balas cobrindo-se com uma invulnerável capa negra que lhe fora presenteada pelo próprio Satanás. Alheio às maledicências, o tenente ultimava os preparativos para a realização de um plano de invadir o triângulo mineiro e marchar sobre Belo Horizonte, quando foi informado que os revolucionários começavam a retirar-se de São Paulo, devendo a Coluna da Morte tomar o rumo de Campinas, para alcançar o grosso da força revolucionária em deslocamento para Bauru. 5. Reorganização em Bauru. Às 22h do dia 28, as forças revolucionárias iniciaram a retirada estratégica pelo eixo ferroviário São Paulo-Campinas-Bauru. São treze composições ferroviárias, com quatorze a dezesseis vagões, cada uma delas, conduzindo homens e material bélico. Toda a tropa, seis baterias de artilharia com seus acessórios e munição, duzentos cavalos, metralhadoras pesadas, equipamento de infantaria e cavalaria, viaturas, tudo foi embarcado com incrível rapidez, sem dar chance ao inimigo de perceber o que estava acontecendo. Os trens correram com um sincronismo tal que não houve embaraço nas linhas, ao longo de vinte e quatro horas. Os dias seguintes são dedicados à reorganização da tropa e à definição do plano de campanha para as novas condições de luta.
Os 3.000 homens, originários das unidades do Exército, Polícia Militar e Batalhões Patrióticos – formados por voluntários civis – são organizados em três brigadas, um regimento de cavalaria, um regimento misto de artilharia, escolta do QG e Estado-Maior.
O contingente militar do estado era de pouco mais de 11.000 homens, dos quais 7.538 da Polícia Militar e 3.700 do Exército. Cerca de um terço integravam agora as fileiras revolucionárias. Nos quartéis, pelo menos outro terço simpatizava abertamente com a revolução.
A 1ª Brigada, sob o comando do general Bernardo de Araújo Padilha, é composta pelo 1º e 2º Batalhão de Caçadores, chefiados pelos majores Luís França de Albuquerque e Tolentino de Freiras Marques. Padilha era coronel e comandava o 5º Batalhão de Caçadores, de Rio Claro.
O comandante do 2º Grupo de Artilharia de Montanha, de Jundiaí, tenente-coronel Olinto Mesquita de Vasconcelos, assume, no posto de general, a chefia da 2ª Brigada, integrada pelo 3º e 4º Batalhão de Caçadores, comandados pelos majores Juarez Távora e Nelson de Mello.
A 3ª Brigada, tendo à frente o general Miguel Costa, é composta pelo 5º, 6º e 7º Batalhão de Caçadores, respectivamente comandados pelos majores Coriolano de Almeida, João Cabanas e Arlindo de Oliveira.
O Regimento de Cavalaria tem no comando o general João Francisco. O Regimento Misto de Artilharia segue as ordens do tenente-coronel Newton Estilac Leal. O chefe do Estado-Maior do general Isidoro é o coronel Mendes Teixeira. Todos os oficiais investidos nas novas funções de comando foram promovidos a postos superiores aos que ocupavam quando o levante teve início. 6. Plano de Campanha. O plano de campanha previa o deslocamento da Divisão São Paulo para Porto Tibiriçá, última estação da Sorocabana, situada na margem esquerda do rio Paraná, divisa com o estado de Mato Grosso. Dali, a opção preferencial do general Isidoro, comandante da Divisão, era a de subir o rio e penetrar no Mato Grosso, através de Três Lagoas. A adesão da guarnição de Campo Grande, previamente comprometida com a revolução, propiciaria a ocupação de toda a região que corresponde hoje ao estado do Mato Grosso do Sul. O general João Francisco tinha uma opinião diferente. Acreditava que de Porto Tibiriçá as forças revolucionárias não deveriam subir o rio, mas descê-lo, invadindo os sertões paranaenses e ocupando a faixa que vai de Guaíra a Foz do Iguaçu, zona produtora de sólida situação estratégica. A razão principal da escolha se devia ao fato dessa posição favorecer uma futura junção com as forças revolucionárias do Rio Grande do Sul, em cuja insurreição o general depositava suas maiores certezas e esperanças. Em seu modo de ver, a abertura da nova frente renovaria e ampliaria as forças revolucionárias, criando as condições para que elas retomassem a ofensiva. Sem que isso ocorresse, o movimento, condenado à defensiva, acabaria por definhar. Prevaleceu, no entanto, nesse primeiro momento, a opção por Mato Grosso. Foram então mobilizadas as unidades que deveriam dar cobertura ao deslocamento da coluna. 7. Porto Tibiriçá
Otávio Guimarães dirigiu-se para Araçatuba, com 150 homens. Sua missão era fixar no terreno as forças do general governista Nepomuceno Costa, até que fosse completada a entrada de toda a tropa em Mato Grosso. Para a realização da marcha de Bauru até Porto Tibiriçá, era preciso dar uma volta, recuando para Botucatu, até Rubião Júnior, e depois avançando pelo ramal da Sorocabana que passa por Avaré, Ourinhos, Presidente Prudente e Presidente Epitácio.
O Batalhão Cabanas toma então posição em São Manoel e nos arraiais de Toledo, Redenção e Igualdade – na direção de Dois Córregos. O Batalhão Távora segue para Botucatu. A missão de ambos é impedir que as forças do general Azevedo Costa embaracem a progressão da Divisão.
No dia 31 de julho inicia-se o deslocamento, na seguinte ordem: Brigada Padilha, Brigada Mesquita, Cavalaria do general João Francisco, QG, Brigada Miguel Costa. Às 22h do dia seguinte estava terminado o escoamento de todas as unidades em Rubião Júnior. Às 23h, embarcam na esteira do grosso o Batalhão Távora, seguido pelo Batalhão Cabanas, designado para fazer a retaguarda.
Através da longa travessia os revolucionários são estimulados pelo entusiasmo da população. Avaré, Cerqueira César, Ourinhos, Salto Grande vibram com a sua passagem.
Em 5 de agosto chegam a Assis. São recebidos com festas e missa campal – naquele dia se comemorava um mês de luta revolucionária. Foi realizado um comício e editado o primeiro número do jornal O Libertador, que teria mais quatro edições produzidas naquela cidade.
A 6 de agosto, a vanguarda da Divisão, composta pela Companhia Gwyer, do 1º Batalhão de Caçadores, reforçada por uma seção de metralhadoras, atinge Porto Tibiriçá. Num ataque relâmpago aprisiona os vapores Guaíra, Paraná, Rio Pardo, Brilhante e Conde de Frontim.
Na retaguarda, comandando um batalhão composto de 380 praças, bem armados e municiados, quatro metralhadoras pesadas e uma peça de artilharia, o major Cabanas dinamita pontes e provoca obstruções na via férrea, para retardar a marcha das forças que vêm no encalço da coluna. Em seu relato, ele considera que esse trabalho foi facilitado pela “anarquia nas tropas governistas”. Uma das razões que aponta é a seguinte: “Na minha estadia em Mandurí, recebia informações detalhadas do que se passava em Avaré. Nesta cidade pararam os comboios que conduziam a vanguarda da perseguição,,, cujos oficiais faziam preceder os respectivos trens de alguns vagões repletos de prostitutas, requisitadas a 100 mil-réis, diários e por cabeça, recrutadas nos bordéis de Sorocaba e Botucatu”.
Vencendo duas escaramuças, em Salto Grande e Indiana, e dois combates de maior vulto, em Santo Anastácio e Cayuã, o Batalhão Cabanas atinge Porto Tibiriçá, no dia 13 de setembro.
Nos 38 dias decorridos entre a chegada da vanguarda da Divisão e de sua retaguarda ao rio Paraná, a marcha dos acontecimentos ditou a alteração dos planos revolucionários. Fracassara a invasão do Mato Grosso. Todas as esperanças voltavam-se para a conquista de Guaíra.
A Conquista de Guairá
O Batalhão Távora fora batido, em 18 de agosto, na margem mato-grossense do rio Paraná, quando tentava ocupar Porto Independência, passo preliminar para a conquista da cidade de Três Lagoas.
Conta o seu comandante que o batalhão fora “reforçado pela Companhia Gwyer e Companhia Azhaury, ambas do 1º Batalhão de Caçadores, e uma seção de artilharia comandada pelo capitão Felinto Muller, somando um efetivo global de 570 homens”.
A tropa era numerosa e experiente. No entanto, sofreu um grave revés, conforme relata o major Távora:
“Deixava o Batalhão, no campo de combate, entre mortos, feridos e prisioneiros, um terço de seu efetivo, aí incluídas as duas seções de metralhadoras pesadas”.
Uma semana depois da trágica investida, começa a descida do rio Paraná. O plano é escoar a Divisão em escalões sucessivos, em direção à Guaíra.
A vanguarda, sob o comando do general João Francisco, é composta pelo 3º e 4º Batalhão de Caçadores, da Brigada Mesquita de Vasconcelos, reforçada por uma seção de artilharia montada e um piquete de cavalaria. O 3º Batalhão de Caçadores, debilitado pelas baixas sofridas em Mato Grosso, fora reorganizado, absorvendo a Companhia Azhaury que antes integrava o 1º Batalhão.
Embarcada em três navios e um pontão, a expedição aprisiona, no dia 26 de agosto, a lancha Iguatemi, da Companhia Mate Laranjeira, que conduzia uma patrulha governista.
Os prisioneiros informam que o capitão Dilermando Cândido de Assis, responsável pela defesa de Guairá, mantinha 200 homens em Porto São José, na margem paranaense do rio, três léguas abaixo da foz do Paranapanema - divisa do estado de São Paulo. Na outra margem, o grileiro Quincas Nogueira dominava Porto São João. Nogueira era um homicida disputado pela Justiça do Rio Grande do Sul, de Rosário – Argentina – e Santa Rosa – Uruguai. Fugira da cadeia de Corrientes, em outubro de 1913, instalando-se nos ervais mato-grossenses. O governo, em seu esforço de guerra, concedera-lhe a patente de tenente-coronel da reserva do Exército.
A força revolucionária dividiu-se para enfrentar a nova ameaça – um destacamento continuaria pela via fluvial, outros seguiriam por terra, para surpreender os elementos governistas entrincheirados nas duas margens do rio Paraná.
A iniciativa valeu a conquista de Porto São João, em 30 de agosto, e Porto São José, no dia seguinte.
Em 14 de setembro, após um confronto com as forças do capitão Dilermando, na ilha do Pacu, os revolucionários conquistam Guaíra. Haviam descido 200 km do rio Paraná, em 20 dias. Percorreriam outros tantos, nas duas semanas seguintes.
Preparando a Frente Sul
A cidade era uma sólida cabeça-de-ponte para a concentração do grosso revolucionário no sudoeste paranaense. O escalão de vanguarda tratou logo de alargá-la, ocupando Porto Mendes, situado 60 km abaixo de Guaíra – nesse mesmo trecho, paralela ao rio corria a estrada de ferro da empresa Mate Laranjeira. No dia 15 de setembro, a Companhia Azhaury ocupou também Porto São Francisco, 20 km ao sul de Porto Mendes.
Acometido de pneumonia dupla, o capitão Azhaury de Sá Brito morreria poucos dias depois. Azhaury era tenente, no 5º Regimento de Infantaria, de Lorena. Enviado para combater a rebelião na capital paulista, levantara sua companhia integrando-a as hostes revolucionárias.
A 26 de setembro, depois de haver ocupado Porto Britânia, o 3º Batalhão de Caçadores chega a Foz do Iguaçu, fazendo o percurso através de picadas que margeiam o rio Paraná. Nessa cidade se realiza, em 5 de outubro, o encontro longamente esperado pelo general João Francisco. Emissários estabeleciam contato com a Divisão, a fim de coordenar os esforços para promoverem um levante de grande envergadura no estado do Rio Grande do Sul.
Para a abertura da nova frente, o general João Francisco acreditava poder contar com diversas unidades do Exército situadas nas fronteiras sul e oeste daquele estado. Além disso, esperava também a adesão dos generais maragatos e seus lendários cavaleiros. Embora agindo cada qual por conta própria, os chamados caudilhos manifestavam especial consideração pelas opiniões do Dr. Assis Brasil, chefe da Aliança Libertadora. João Francisco nascera e se formara nas lides da fronteira gaúcha. A adaga da qual não se afastava, sempre visível entre o cinturão e a túnica, não deixava dúvida quanto às suas origens. Sobrevivente da Guerra Federalista de 1893, cavalgara com os chefes maragatos.
A delegação que acabara de chegar para a reunião confirmava as suas expectativas. Ao lado do tenente Siqueira Campos, herói do Forte Copacabana, sentavam-se os majores maragatos Alfredo Canabarro e Anacleto Firpo, representando os generais Honório Lemes, Zeca Neto e o Dr. Assis Brasil. A situação, segundo eles, estava madura. A rebelião poderia ser iniciada em menos de um mês. Esperavam apenas a manifestação da Divisão Paulista sobre a oportunidade de deflagrá-la. Chimangos e Maragatos
No final do século 19, uma profunda divisão entre os gaúchos dera origem a sangrentas disputas.
Os chimangos detinham o controle do governo do estado, desde a proclamação da República, com Júlio de Castilhos e, em seguida, Borges de Medeiros.
Nas eleições presidenciais de 1922, o chefe do Partido Republicano Rio-Grandense marchara contra a candidatura oficial, sustentada pela oligarquia paulista. Visando enfraquecê-lo, os maragatos apoiaram o candidato oficial, Artur Bernardes, e lançaram Assis Brasil ao governo do Rio Grande do Sul.
Contestando o resultado das eleições ao governo do estado, iniciaram os maragatos, em janeiro de 1923, uma rebelião armada para derrubar Borges de Medeiros.
O governo federal escusou-se de intervir na contenda, permitindo que ela se aprofundasse. Em seguida, passou a costurar um pacto segundo o qual os partidários de Assis Brasil aceitariam que Borges concluísse o mandato, em troca de não mais poder submeter sua candidatura à reeleição.
O Pacto de Pedras Altas, celebrado em dezembro de 1923, no entanto, não pacificou o Rio Grande.
Acreditando que a oligarquia paulista havia estimulado sua rebelião com o intuito de utilizá-la em benefício próprio, como instrumento para submeter Borges de Medeiros, os maragatos estavam dispostos a voltar suas armas contra ela.
Isidoro desautoriza João Francisco
O general João Francisco não perde tempo. No dia 8 de outubro, os emissários estão de volta. Em sua companhia viaja o major Távora. O general Mesquita, que havia transferido o comando da 2ª Brigada ao tenente-coronel Estilac Leal, assumindo a função de superintendente-geral do Serviço de Transporte, também foi mobilizado para uma operação delicada: a de transportar os recursos financeiros para a aquisição de armas e munições necessárias aos revolucionários gaúchos.
Dias depois as providências tomadas por João Francisco dão origem a um sério desentendimento entre ele e o general Isidoro.
O grosso da Divisão ficara sitiado por vários dias nas ilhas situadas pouco acima de Porto São José, perdendo o contato com a vanguarda. Os combates travados produziram muitas baixas – a principal delas foi a perda completa do 7º Batalhão de Caçadores.
Além de defrontar-se com o inimigo tradicional, os revolucionários eram castigados por um novo adversário ao qual não estavam ainda adaptados, e que assim foi descrito pelo tenente Cabanas:
Dormir alguém em uma ilha, embora respirando a fragrância de flores desconhecidos ou embalado pelo rumorejar das águas é quase um sacrifício; nuvens de mosquitos em formação aérea de combate nos atacam aos grupos... Depois os carrapatos de diversos físicos... Além, a infantaria das formigas, num desfilar incessante, ferrão em riste... as urtigas, a unha de gato, a tiririca, o agulheiro de taquaruçu, o vespeiro que aprece ao quebrar-se um galho, as aranhas monstruosas, a taturana, a manada furiosa de queixadas e caetetus, o bicho do pé que aos milhares irrompem dos excrementos do tapir.
Em razão desses percalços, só em 20 de outubro o general Isidoro consegue chegar a Guairá e Porto Mendes, onde se-encontrou com João Francisco, pela primeira vez, desde que este partira de Porto Tibiriçá. A discussão foi áspera. João Francisco argumenta que a situação do Rio Grande do Sul exigira uma decisão rápida. Isidoro contesta, considera especialmente absurdo o fato de ele haver utilizado três quartas partes dos recursos financeiros da revolução numa “aventura”.
Isidoro envia depois uma carta a João Francisco informando que vai desautorizar suas iniciativas junto aos revolucionários gaúchos. Ele diz:
Vou agir e deliberar de acordo com o meu modo de ver e vou também entender-me diretamente com os amigos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande, a fim de combinarmos uma ação conjunta.
Antes que João Francisco possa ler a missiva, estoura o levante no Rio Grande do Sul.
Insurreição no Rio Grande do Sul
No dia 29 de outubro, o primeiro manifesto das forças revolucionárias anunciava a eclosão da revolução no estado: “Hoje... levantam-se todas as tropas do Exército das guarnições de Santo Ângelo, São Luís, São Borja, Itaqui, Uruguaiana, Alegrete, Santana, Dom Pedrito; Jaguarão e Bagé; hoje, irmanados pela mesma causa e pelos mesmos ideais, levantam-se as forças revolucionárias gaúchas de Palmeira, de Nova Wuertemburg, Ijuí, Santo Ângelo, e de toda a fronteira até Pelotas. E hoje entram em nosso estado os chefes revolucionários Honório Lemes e Zeca Neto, tudo de acordo com o grande plano organizado”.
O plano previa o levante simultâneo das unidades do Exército e dos chefes maragatos. O objetivo era formar duas colunas, a do Sul e a do Oeste, que marchariam, respectivamente, sobre Santa Maria e Cruz Alta. Realizadas essas operações, as forças revolucionárias se deslocariam para o Norte, visando a capital da República, batendo de passagem as tropas que pressionavam a Divisão São Paulo, no Iguaçu. A movimentação dentro do Rio Grande do Sul deveria realizar-se com a máxima rapidez, para reduzir ao mínimo o contato com as forças de Borges de Medeiros, a fim de concentrar o esforço revolucionário contra o governo federal e seu sustentáculo, a oligarquia cafeeira.
Nem tudo correu conforme o esperado.
Na zona oeste, o capitão Luís Carlos Prestes e o tenente Mário Portela Fagundes sublevaram o Batalhão Ferroviário de Santo Ângelo. O tenente João Pedro Gay levantou o 3º Regimento de Cavalaria Independente, de São Luís Gonzaga das Missões. Os tenentes Siqueira Campos e Aníbal Benévolo assumiram o controle de São Borja, levantando o 2º Regimento de Cavalaria Independente. Porém a guarnição de Itaqui, situada entre São Borja e Uruguaiana, não aderiu à revolução. A ofensiva sobre Itaqui, para consolidar o controle sobre o Oeste, desarticulou parte importante das forças revolucionárias de São Borja, custando a vida do tenente Benévolo.
Na fronteira sul, apenas Uruguaiana cerrou fileiras com a revolução. O major Távora e o tenente Edgard Dutra foram os responsáveis pelo levante do 5º Regimento de Cavalaria Independente, que guarnecia a cidade. Violentos combates, na faixa da fronteira uruguaia, arrastaram-se durante dois meses. As forças revolucionárias, compostas pelos gaúchos dos generais Honório Lemes e Zeca Neto, pelo 5º Regimento de Cavalaria, de Uruguaiana, e uma seção do Regimento de Artilharia a Cavalo, de Alegrete, acabaram se chocando pesadamente contra os corpos provisórios que constituíam a nata da força militar chimanga. Reunindo cerca de 10.000 homens, agrupados em cinco brigadas, essas unidades tinham entre seus principais organizadores Flores da Cunha, Osvaldo Aranha, Paim Filho, Claudino Nunes Pereira e Getúlio Vargas. As forças que marcharam unidas, a partir do Rio Grande do Sul, seis anos mais tarde, para promover a Revolução de 30, se defrontavam, naquele momento, no campo de batalha.
A Revolta do Encouraçado São Paul A insurreição no Rio Grande do Sul foi um chamamento para que outras ações revolucionárias fossem desencadeadas.
No dia 5 de novembro, o encouraçado São Paulo se revolta seguido pelo contratorpedeiro Goiás. Atacados pelos canhões das fortalezas de Santa Cruz e Copacabana, o Goiás se rende. O São Paulo contra-ataca e silencia as duas fortalezas. Os 600 marinheiros revolucionários comandados pelo tenente Hercolino Cascardo, apoiado por seis tenentes, haviam tido grande dificuldade para dominar o navio, em razão da resistência oferecida por parte da tripulação que navega, agora, devidamente trancafiada: praças e sargentos no paiol, os oficiais em seus respectivos camarotes.
O São Paulo e o Minas Gerais, duas das mais potentes belonaves da época, eram o orgulho da Marinha. Para o povo, constituíam-se num importante símbolo das nossas potencialidades. Por seis dias, o encouraçado rebelado navegou seguido da esquadra capitaneada pelas Minas Gerais. Ambos evitaram o duelo que poderia pô-los a pique. A 11 de novembro o São Paulo fundeou em Montevidéu. Metade dos marinheiros sublevados por Cascardo decidem juntar-se às forças revolucionárias em luta no Rio Grande do Sul. Poucos dias depois, a 15 de novembro, na residência do major Martins Gouveia de Feijó, rua Cabuçu, número 58, a polícia apreendeu grande número de bombas de 10 e 15 kg fabricadas com dinamite. Foram detidos também o Capitão Costa Leite e o farmacêutico João Ferreira Chaves. A rede revolucionária, na capital da República, era extensa, possuindo bases sólidas no 15º Regimento de Cavalaria, 1º Batalhão de Engenharia, Regimento de Artilharia de Montanha, Companhia de Carros de Assalto e Escola Militar de Realengo.
A 4 de janeiro dezenas de prisões desarticularam, em São Paulo, a execução do plano revolucionário de atacar o edifício da Imigração, transformado em cárcere político. Lá se encontravam presos o general Ximeno de Villeroy e o major Arlindo de Oliveira - genro do general João Francisco e comandante do 7º Batalhão de Caçadores da Brigada Miguel Costa. O plano previa o ataque simultâneo ao Comando Geral da Polícia Militar, Polícia Central, QG do Corpo de Bombeiros, por ex-oficiais de Itu, membros da Polícia Militar e civis. Até o final de 1926, as tentativas de promover novos levantes em apoio à ação do exército revolucionário não cessaram, lotando as cadeias com milhares de presos políticos, dos quais 1.200 foram enviados para a Colônia Agrícola da Clevelândia, situada no Oiapoque, divisa com a Guiana Francesa. Só 179 saíram de lá com vida.
Nas Trincheiras de Catanduvas Desde a ocupação de Guairá, o general João Francisco promovia o alargamento da cabeça-de-ponte conquistada não só em direção à Foz de Iguaçu. Logo nos primeiros dias um pelotão de cavalaria era lançado, rumo leste, pela estrada carroçável que liga Porto São Francisco à Catanduva. O arraial encravado no alto da serra, única via de penetração direta do planalto para o cânion do médio Paraná, estava situado sobre a estratégica rodovia que liga Guarapuava a Foz do Iguaçu.
Progredindo por essa rodovia, em direção à Guarapuava, o pelotão ocupou a localidade de Lopeí, a 90 km da barranca do rio Paraná.
Posteriormente, o 4º Batalhão de Caçadores, comandado pelo major Nelson de Mello, estendeu o domínio sobre a rodovia, atacando as forças governistas em Formigas. Estas recuaram, indo entrincheirar-se na Serra do Medeiros, defronte à localidade de Belarmino.
Em Belarmino foi fixada a 2ª Brigada, com dois batalhões de Infantaria, reforçados pelo regimento de cavalaria e uma seção de artilharia. O posto de comando foi instalado em Isolina, na estrada Iguaçu-Cascavel. Também na mesma carroçável, situada atrás das linhas revolucionárias, duas seções de artilharia, enfermaria, intendência e oficina mecânica reforçavam as unidades sob comando de Estilac Leal. A localidade era conhecida pelo nome de Depósito Central.
Em Foz do Iguaçu instalou-se o QG da Divisão. Em Guaíra, a Brigada Padilha. Entre Porto Mendes, Porto São Francisco e Santa Helena, a Brigada Miguel Costa.
Uma picada que vinha em curva de Guarapuava até Porto Mendes, cruzando o rio Piquiri e deixando Catanduvas à sua esquerda, expunha o flanco revolucionário. A 23 de outubro, o Batalhão Cabanas foi incumbido de guarnecê-lo. O ponto em que a picada cruzava o Piquiri, situado 32 léguas a leste da margem do Paraná, ficava dentro dos ervais do latifundiário argentino Júlio Allica. Em regime de trabalho escravo, cerca de 1.000 mensus - paraguaios contratados como mensalistas - eram ali violentamente explorados. Cabanas libertou-os depois de aplicar uma “surra de espada” no capataz Santa Cruz, cunhado de Allica. O capataz e os jagunços foram expulsos do local. Cerca de 200 trabalhadores incorporaram-se ao 6º Batalhão de Caçadores – esses homens, afeitos ao serviço de abertura de picadas, seriam de grande importância nas futuras ações do batalhão. A partir desse episódio a Companhia Mate Laranjeira, concorrente de Allica na região, redobrou a deferência que passara a dispensar aos revolucionários desde que estes haviam ocupado localidades e portos vitais para a companhia.
A região sob domínio das forças revolucionárias no sudoeste paranaense possuía área equivalente ao território da Suíça. A produção interna e a fronteira com dois países, Paraguai e Argentina, tornava viável as possibilidades de abastecimento.
A única mudança significativa nas posições ocupadas pela Divisão São Paulo foi o recuo da linha avançada, de Belarmino para Catanduvas, no início do mês de janeiro, após combates iniciados em 15 de novembro.
A Guerra de Posição O general Cândido Rondon, comandante da guarnição militar dos estados de Santa Catarina e Paraná, assumira o comando geral dos 12.000 homens das forças governistas mobilizadas para combater os revoltosos.
Nos seus 43 anos de vida militar, o general havia obtido respeito e admiração de seus patrícios pelo trabalho pioneiro que desenvolvera como pacificador de indígenas e desbravador de uma imensa área do território nacional, enquanto cumpria a extenuante missão de estender 2.270 km de linhas telegráficas através da região amazônica.
Em 1922, Rondon havia apoiado Nilo Peçanha contra Bernardes, nas eleições para presidente da República, tendo inclusive chegado a participar das articulações que visavam impedir a posse do segundo por meios insurrecionais, conforme relata o general Flores da Cunha:
“Posso depor quanto à participação ativa dos republicanos rio-grandenses para articular um movimento violento contra o governo da República e o candidato por ele sustentado. Dentre outros recebi em Uruguaiana visitas alternadas dos generais Cândido Rondon, Ximeno de Villeroy e o tenente Adalberto Moreira, recomendados pelo dr. Borges de Medeiros... Dos visitantes era o general Rondon o mais reservado, sem ocultar entretanto a mais formal repulsa aos processos de compressão praticados com flagrante desvirtuamento do regime republicano”.
Assim como Borges de Medeiros, Rondon recuara dessa posição. Os insurretos, porém, mantinham a expectativa de que o general não se deixaria usar pela oligarquia cafeeira a ponto de assumir o comando da ação repressiva. Foi com pesar que eles viram essa esperança se desvanecer.
O plano de Rondon para enfrentá-los era aumentar gradativamente a pressão sobre as linhas revolucionárias, acumulando o maior número possível de homens e armamento, a fim de forçá-los a retroceder, passo a passo, em direção às fronteiras da Argentina e Paraguai, onde pretendia encurralá-los e obrigá-los a escolher entre a rendição e o exílio. Punha em prática a doutrina da guerra de posição, adotada amplamente na 1ª Guerra Mundial. Desde 1920, a Missão Militar Francesa, comandada pelo general Maurice Gamelin, repassava aos militares brasileiros sua comprovada experiência nessa matéria.
Reveses em Alegrete e Itaqui em 29 de outubro, quando estourava a rebelião nos quartéis do Rio Grande, o tenente João Alberto, servindo no 3º Regimento de Artilharia a Cavalo, de Alegrete, estranhou que o comandante de sua unidade, ao invés de dominar a força policial e assumir imediatamente o controle da cidade, tenha ordenado o seu deslocamento, com uma seção do regimento, até a ponte sobre o rio Capivari. O objetivo era guarnecer a posição até a chegada do trem que viria transportando forças do 5º Regimento de Cavalaria Independente de Uruguaiana, mobilizadas pelo major Távora para promover a ocupação de Alegrete.
Chegando às imediações cidade, na madrugada do dia 31, com 300 homens, o tenente João Alberto e o major Távora são surpreendidos pela violenta reação de uma tropa composta de 1.000 homens, comandados pelo dr. Osvaldo Aranha. Vindos de Santa Maria e Quarai, esses integrantes dos corpos provisórios, haviam ocupado Alegrete.
Depois de renhido combate, a força atacante recua, dividida em duas metades que perdem contato entre si. Separadamente, João Alberto e Távora conseguem chegar a Uruguaiana depois de diversas peripécias – o primeiro na noite do dia 31, o segundo dois dias depois.
Mal acabara de repousar, uma ligação telefônica informa ao major Távora que Siqueira Campos e Aníbal Benévolo iam atacar Itaqui, na madrugada do dia 4, e pediam o seu apoio. Acompanhado dos tenentes Edgard Dutra e João Alberto, ele parte para a região, com um destacamento de 200 homens. Porém as duas forças não conseguiram estabelecer contato. Diz ele:
“Como na manhã seguinte nenhum indício do ataque anunciado fosse observado, resolvi retornar a Uruguaiana, onde a situação não me parecia muito segura”. O desencontro foi fatal. Vindo de São Borja, com um esquadrão de 140 homens do 2º Regimento de Cavalaria Independente, Siqueira Campos estava nas proximidades de Itaqui, aguardando reforços para desfechar o ataque. A defesa da cidade, que sediava o 4º Grupo de Artilharia a Cavalo, fora acrescida de 400 provisórios comandados por Osvaldo Aranha, que rapidamente se deslocara de Alegrete e pela segunda vez se interpunha no caminho de seus futuros aliados. De Santiago, marchava outro contingente de provisórios, para imprensar a força atacante entre dois fogos. As unidades do Batalhão Ferroviário, mobilizadas de São Luís em seu socorro, pelo tenente Mário Portela Fagundes, não puderam evitar o desastre.
O tenente Benévolo, que cobria a retaguarda de Siqueira, com 70 combatentes, resiste por três horas ao ataque do adversário, até tombar sem vida. Siqueira e Portela retiram-se para o rio Ibicuí, 30 km ao sul. Na iminência de serem cercados, dispersam a tropa em pequenos grupos que retornam cavalgando para São Borja ou se internam nas matas do rio Uruguai, visando atravessá-lo, para chegar à Argentina. Ao atingir a margem, o grupo de 54 homens que seguia com Siqueira não encontra embarcação disponível. O tenente Mário Portela Fagundes, relata o desfecho do episódio:
“Siqueira estava, porém disposto a salvar as suas tropas...E resolveu então praticar um gesto que o deixou altamente dignificado perante os companheiros que já se haviam habituado a admirar-lhe a valentia... tomou um pneumático, amarrou-o ao peito e atirou-se sozinho às águas do Uruguai, frias e revoltas... Após duas horas e meia de natação entre piranhas e jacarés, Siqueira atingiu a margem e trouxe uma chalana que fez várias viagens, até que todos os homens alcançassem a margem portenha” O Leão de Caverá
O general Honório Lemes chegara a Uruguaiana no dia 30 de setembro, pouco antes de o major Távora haver partido para a frustrada missão em Alegrete. Veio acompanhado de 550 cavaleiros gaúchos, agrupados em três corpos. Poucos dias depois, um emissário de Santana do Livramento transmitiu-lhe o pedido de oficiais do 7º Regimento de Cavalaria Independente, ali sediado, para que aproximasse sua tropa da cidade, pois a presença da 2ª Regimento da Brigada Militar, impedia que eles assumissem o controle da localidade, sem o reforço solicitado.
O 5º Regimento de Cavalaria Independente, comandado pelo tenente Ambirre Cavalcanti, comissionado tenente-coronel, foi integrado à tropa chefiada pelo general Honório Lemes. O major Távora tornou-se o chefe de seu Estado-Maior. A coluna iniciou a sua marcha no dia 5, com 1.000 cavaleiros e 2.000 cavalos de remonta. Na manhã do dia 8, quando se preparava para deixar o acampamento de Guaçu-Boi, 10 léguas a leste de Alegrete, os corpos provisórios, sob o comando de Flores da Cunha, atacaram. A marcha noturna realizada pelo general Honório por atalhos desconhecidos, para encobrir a posição da coluna, fora detectada pela força atacante. Colhidas de surpresa, as tropas não conseguem organizar-se para o confronto. Conta o tenente João Alberto:
“O chão estava coberto de objetos diversos que caíam das carroças viradas. Instrumentos de música, bombos, sanfonas, cornetas, misturavam-se a lanças barracas e panelas... Honório galopava de um lado para o outro, no meio das balas, gritando: ‘estende linha, estende linha’ “.
A derrota foi dura. Restaram da antiga coluna menos de 200 homens. A maioria havia se dispersado para evitar o massacre, inclusive o tenente João Alberto, que retorna com um grupo para Uruguaiana e atravessa a fronteira argentina.
Mas Honório Lemes dá uma prova de porque merecera o título de Leão de Caverá. Penetrando naquela região, se reabastece e recompõe o seu exército, em menos de uma semana.
No dia 15, a coluna, com 800 homens, já está em marcha para a Estação de Remonta do Exército, em Saíça. Depois de dominar a guarnição, o general Honório armou uma emboscada contra o reforço de 300 provisórios que se deslocara de Rosário para o posto de remonta.
No dia 18, a coluna chega a Cacequi e destrói a estação telegráfica local. Honório Lemes manobrava para atrair em sua perseguição o 2º Regimento de Cavalaria da Brigada Militar, estacionado em Santana do Livramento. O coronel Januário Correia aceita o desafio. As duas colunas manobram, cada qual procurando despistar e envolver a oponente.
No dia 22, o general Honório envia o major Távora a Santana do Livramento, com a missão de alertar o 7º Regimento de Cavalaria de que atacaria a cidade no dia 24. Mas, no último momento, decide emboscar o coronel Januário, no desfiladeiro da Conceição. Na manhã de 23 de novembro, travou-se ali um sangrento combate, do qual saíra ferido o coronel Januário Correia, perdendo Honório seus dois melhores comandantes de corpo – os coronéis Catinho Pinto e Teodoro de Meneses.
Desfalcado de seus efetivos, o general maragato, rumando para Caçapava e depois para Camaquã, reuniu suas forças às do general Zeca Neto. Após muitas correrias, marchas e contramarchas destituídas de objetividade estratégica, sem munição e acossados pelos provisórios, emigram ambos, com os remanescentes de suas forças, para o Uruguai.
Protetor de Chimango Isolado em Santana do Livramento, o major Távora decide atravessar a rua que separa aquela cidade de Rivera, sua vizinha no Uruguai. Considerando esgotado seu papel na Frente Sul, o major prepara-se para retornar ao oeste paranaense. Antes, porém, faz uma visita à octogenária mãe de seu comandante de Brigada, durante a descida do Rio Paraná, o general João Francisco.
Ao apresentar-se, conta ele, foi “brindado com a seguinte declaração”:
- Já conheço a sua fama de protetor dos chimangos.
Perguntei-lhe meio perplexo porque me atribuía tal fama.
- Porque o senhor acha que os chimangos podem degolar os soldados maragatos, mas nossos maragatos não podem degolar os chimangos...
O major Távora lembrou-se então que após a emboscada contra os provisórios em Saicã, percorrendo o campo de batalha, ele verificara, com tristeza, que alguns adversários vencidos haviam sido degolados pelos vencedores. Protestara junto ao general Honório e dissera que não se sentiria à vontade como chefe do Estado-Maior de sua coluna se ele não fixasse uma proibição terminante àquele tipo de prática. Evidentemente, sua reprovação era extensiva aos atos de mesmo teor praticados pelas tropas adversárias, como o perpetrado em Los Galpones, ali nas proximidades de Rivera, quando sete marinheiros do encouraçado São Paulo, entre os quais um sobrinho do dr. Assis Brasil, haviam sido degolados ainda em território uruguaio. O desfecho de seu relato porém mostra que a velhinha era dura na queda:
“Meu esclarecimento não pareceu demover a senhora Pereira de Sousa de seus pontos de vista, pois treplicou-me, sem pestanejar: - Aí é que está o seu engano. O senhor pode fazer chegar o seu pito aos nossos soldados, por intermédio do general Honório. Mas não pode fazer o mesmo aos chimangos por intermédio de sinhô Cunha e outros de seus comandantes de degolas. Achei mais prudente calar-me para pôr termo ao incidente”. A Guerra de Movimento as derrotas em Itaqui e na fronteira uruguaia levaram as forças revolucionárias a concentrar-se na região de São Luís Gonzaga das Missões, distante 150 km da estrada de ferro mais próxima. Acampadas ali, duas unidades do Exército e centenas de gaúchos aguardavam a chegada dos remanescentes dos destacamentos que, abaixo do rio Ibicuí, haviam cometido a imprudência de reeditar aquilo que se pretendia evitar: as velhas peleas entre chimangos e maragatos.
João Alberto retornara da Argentina por São Borja. Permanecera fora do país apenas o tempo necessário para embarcar num trem e descer na cidade fronteiriça de São Tomé. De São Borja parte para São Luís, com 200 combatentes, originários do 2º Regimento de Cavalaria Independente, que iriam constituir-se no núcleo do 2º Destacamento, a força que estaria sob seu comando, na marcha da Divisão Rio Grande para o Paraná. Poucos dias depois chegava Siqueira Campos. O grande desafio, segundo relata João Alberto, era “transformar os insucesso e malogros de grupos desordenados em organização militar disciplinada, eficiente...”. A maior dificuldade era convencer os coronéis, majores e capitães maragatos a se enquadrarem numa estrutura militar única, combatendo de acordo com um plano estratégico geral, dentro do qual cada unidade tinha o seu papel determinado a cumprir.
Aos poucos os jovens tenentes foram superando os obstáculos, ajudados por figuras como o major Nestor Veríssimo, que aceitou o encargo de subcomandante do 2º Destacamento.
Outro dos gaúchos que mais contribuíram para o êxito dessa empreitada foi o coronel Luís Carreteiro, do qual João Alberto apresenta um significativo retrato: Era aproximadamente da minha altura (1,80), mas cheio de corpo. Bigode e barba. Cabelos abundantes e grisalhos. Tez escura, denotando mestiçagem... Trajava espetacularmente. Prendia as suas amplas bombachas de pano riscado um cinto largo, cheio de medalhas e enfeites de prata, que lhe caíam sobre as botas pretas, novas e altas, de sanfona. Esporas de prata com correntes e grandes rosetas tilintastes anunciadoras de seus movimentos. Ainda seguros ao cinto, dois revólveres calibre 38 e uma quantidade de balas. Circundava-lhe o pescoço um grande lenço vermelho... Do chapéu de abas largas, também novo, cinza escuro, pendia-lhe uma fita vermelha, onde se podia ler a frase: ‘não dou nem pido ventaje’”. Toda a tropa foi distribuída em três destacamentos sob comando do coronel Luís Carlos Prestes, com o tenente Siqueira Campos na chefia do Estado-Maior. Prestes recebera a promoção das mãos do general João Francisco, no início do mês de novembro, em São Borja. Foi o último ato do general, antes de seguir para o exílio.
O 1º Destacamento da Divisão Rio Grande foi confiado ao tenente Mário Portela Fagundes, o 2º Destacamento a João Alberto. O comando do 3º Destacamento coube ao tenente João Pedro Gay. Eram 2.000 homens. O bastante para refutar a afirmação de Isidoro na carta que provocara o afastamento do general João Francisco da Divisão São Paulo:
“Não creio nos três ou quatro mil homens que o senhor ficou de nos mandar para voltarmos pelo Paraná a São Paulo”.Renovaram-se as esperanças. A estratégia adotada seria a da guerra de movimento, enunciada por Prestes em carta ao general Isidoro com as seguintes palavras:
“Com a minha coluna armada e municiada, sem exagero julgo não ser otimismo afirmar que conseguirei marchar para o Norte, dentro de pouco tempo atravessar o Paraná e São Paulo, dirigindo-me ao Rio de Janeiro, talvez por Minas Gerais. Se a Divisão São Paulo igualmente movimentar-se, em vez de aceitar a guerra de trincheiras, e se marchar conosco em ligação estratégica, e talvez, em algumas circunstâncias, mesmo tática, impossível será ao governo obstar a nossa marcha”.
Siqueira Campos, João Alberto e Prestes eram revolucionários desde o levante que abalara a capital da Republica em 1922. Siqueira comandara a lendária marcha dos 18 do Forte. Exilado na Argentina, logo estabelecera contato com os quartéis da fronteira gaúcha. João Alberto fora preso em razão do malogro do levante da Vila Militar, onde servia na 2ª Bateria do 1º Regimento de Artilharia Montada. Passara cinco meses na prisão, antes de ser transferido para Alegrete. Prestes contraíra tifo, às vésperas do 5 de julho, ficando impossibilitado de promover a sublevação do 1º Batalhão Ferroviário. Desta feita, porém, tomara todo o cuidado para que a saúde não lhe pregasse outra peça.
Marcha para o Norte na véspera do Natal, a coluna se pôs em marcha. Depois de organizada, aguardara ainda algumas semanas, em São Luís, pelas armas que viriam através da Argentina - enviadas pela Divisão São Paulo. Metade da tropa estava bem armada, outra metade não.
Constatada a impossibilidade da remessa dos armamentos, os revolucionários decidem atacar Tupanciretã – 100 km a leste de São Luís. O 7º Regimento de Infantaria de a Brigada Militar recém chegado à cidade repele o ataque. A 27 de dezembro, evitando uma manobra de envolvimento realizada por sete colunas governistas, a Divisão Rio Grande toma a ponte sobre o rio Ijuí e embrenha-se na zona da mata, marchando por antigas picadas abertas pelos colonos alemães. Ultrapassando a região agreste, retornam ao campo aberto. No dia 3 de janeiro são alcançados pelas forças perseguidoras de Claudino Nunes Pereira, no Boqueirão de Ramada. O combate é feroz. As baixas nas fileiras revolucionárias são de 50 mortos e 100 feridos. Mas o adversário bate em retirada para Palmeiras. No dia 4, os revolucionários alcançam as matas marginais ao rio Uruguai, pelas quais prosseguem em direção à Santa Catarina. Prestes assinala que:
“As matas dos rios Uruguai e Iguaçu são talvez as mais densas do Brasil, não se podendo marchar a não ser através de picadas abertas a facão... Era difícil fazer com que os homens andassem pela mata mais de três ou quatro quilômetros por dia”. As condições da marcha são penosas, particularmente para os gaúchos acostumados a desmontar apenas para comer churrasco e beber chimarrão ao redor do fogo. A carne de panela tomou o lugar do churrasco. A cavalhada foi se enfraquecendo com a falta de pasto, e o terreno úmido embaraçavam a caminhada. Com seus ponchos transformados pela chuva constante em verdadeiras “cangalhas”, os gaúchos patinam e atolam na lama suas botas sanfonadas. Trazem o cavalo pelas rédeas e se obrigados a desfazer-se dele carregam a sela nas costas.
Sofrendo na própria carne as conseqüências desse tipo de marcha, o pernambucano João Alberto revelou que em certos momentos de maior dificuldade, chegara mesmo “a concordar com o preconceito gaúcho contra a infantaria”. Em seguida, afirma: “Marchar a pé não requer valentia, Mas tenacidade, estoicismo, dureza de fibra. São outras qualidades de caráter”.
No final de janeiro, a vanguarda da Divisão, composta pelo 2º Destacamento, atravessa o rio Uruguai e chega a Porto Feliz, em Santa Catarina. A travessia do grosso é lenta, feita em dezenas de canoas e leva vários dias. A medida que as tropas vão chegando, providenciam abastecimento e descansam. Tinham ainda um longo caminho pela frente: Mais de 30 léguas, pela densa mataria, até atingirem o estradão que serve de divisa entre os estados do Paraná e Santa Catarina e de ligação entre as cidades de Barracão e Palmas. Deserção do Tenente Gay A dureza da marcha produziu uma diferenciação entre os participantes. Temperou o ânimo da maioria. Mas abateu o de considerável número de combatentes. Ao longo de três semanas, desde que abandonaram o campo aberto, após o combate no Boqueirão de Ramada, diversas deserções aconteceram. Na Colônia Militar do Alto Uruguai, pouco antes da transposição do rio, mais de 200 gaúchos solicitaram permissão - e receberam - para abandonarem a tropa e passarem à Argentina.
Mais grave porém foi a atitude do tenente João Pedro Gay, até aquele momento comandante do 3º Destacamento da Divisão Rio Grande.
No dia 3 de fevereiro ele foi preso, a fim de ser submetido a um Conselho de Guerra. Dias antes de sua prisão, Prestes havia convocado uma reunião com os oficiais em função de denúncias que circularam sobre os maus propósitos do tenente. Ele foi advertido de que poderia ir embora, esse era um direito que, naquele momento, estava facultado a todo e qualquer combatente. Não poderia, no entanto, levar o armamento e a munição, por serem indispensáveis àqueles que optaram por prosseguir na luta. A reação do tenente foi chorar, dizendo estar sendo vítima de uma infâmia.
Mais tarde, interrogados por Prestes os soldados confirmaram que Gay, valendo-se da posição de comandante do Destacamento, estava procurando organizar uma deserção em massa.
A decisão do Conselho de Guerra foi a condenação do oficial à morte, por fuzilamento. A sentença não foi executada. Dois dias antes da data marcada, o tenente Gay fugiu. Prestes contou à sua filha, Anita Leocádia, que anos depois tomara conhecimento de que João Alberto se apiedara daquela alma e facilitara a sua fuga. Mas não há outros testemunhos que referendem a exatidão da assertiva.
O comando do 3º Destacamento foi assumido pelo tenente Siqueira Campos.
Ataque a Formigas no dia 6 de janeiro, o major Cabanas participa de uma reunião com os oficiais que respondem pela defesa de Catanduvas. O front havia sido recuado de Belarmino para aquela localidade. Embora a posição fosse mais segura, seus 600 defensores estavam sob pressão das tropas do coronel Álvaro Mariante, compostas de 2.200 homens. A conferência avalia a conveniência de um ataque a Formigas, atrás das linhas das forças sitiantes. O plano previa também uma incursão simultânea, a partir de Formigas e de Catanduvas, sobre as linhas do coronel Mariante, com o intuito de desorganizá-las. Como o general Rondon passava grande parte do tempo no acampamento de Formigas, acompanhando de perto a evolução da situação na frente de batalha, a possibilidade de capturá-lo dava novo alento às forças revolucionárias.
A única possibilidade de execução dessas ousada ofensiva estava na exploração do elemento surpresa. Seria, portanto, indispensável a abertura de uma picada de 30 km, na mata, partindo do rancho de Sapucaí nas proximidades de Santa Cruz, até o acampamento inimigo..
Cabanas iniciaram a marcha no dia 11, com duas companhias do seu batalhão, a terceira seguiria dois dias depois. Eram ao todo 280 homens. O restante do 6º Batalhão de Caçadores continuaria a guarnecer a antiga posição, no rio Piquiri. No dia 18, haviam rasgado 25 km de mata e construído quatro pontes, uma das quais com 16 metros, sobre o rio Ano Novo. O ataque ocorreu na madrugada do dia 21. Surpreendida, a guarnição não pode fazer valer o peso de sua superioridade numérica.
O comandante geral das forças governistas, porém, não foi encontrado. Conta o major Cabanas:
“O primeiro prisioneiro que fiz deu-me a informação que o general Rondon, devido ao desconcerto de sua limusine, retardou a chegada a Formigas onde já deveria estar”.
Embora espetacular, a investida não surtiu o efeito desejado. Nas imediações do acampamento, o comando governista já havia concentrado forças de efetivo muito superior ao esperado pelos revolucionários.. Em pouco tempo, 600 homens do 2º Batalhão de Caçadores e 1.200 do coronel Varella convergem sobre ele. Durante toda a tarde, Cabanas resistiu ao assédio. À noite conseguiu escoar suas forças para a mata. Nem o general Rondon fora aprisionado, nem pode Cabanas atacar as linhas do coronel Mariante. E encontrou muitas dificuldades para retornar a Santa Cruz, o que só ocorreu em 1º de fevereiro.
Conversações de Paz
O deputado Batista Luzardo chegou a Foz do Iguaçu em 13 de fevereiro. Veio acompanhado de um capitão do Exército que trazia carta do general Eurico de Andrade Neves, comandante da 3ª Região Militar, sediada no Rio Grande do Sul. A carta propunha a abertura de conversações de paz, na cidade argentina de Posadas, onde já se encontrava o deputado João Simplício de Carvalho.
Luzardo e Simplício representavam o Rio Grande na Câmara Federal. Mas seguiam orientações políticas distintas. O deputado Luzardo fora, até recentemente, um dos principais coronéis da força militar que combatia sob a bandeira do general Honório Lemes.
Em Posadas, para onde se desloca o general Isidoro, a conferência se estende nas preliminares sem chegar a um acordo.
Ainda que as conversações não tenham chegado a estabelecer um cessar-fogo, na prática ele vai se impondo no front de Catanduvas. No dia 24 de fevereiro, os 300 metros que separam as trincheiras inimigas são atravessados por soldados desarmados, de ambos os lados, dando início a uma grande confraternização que se prolonga por mais de quatorze horas. Não é sem dificuldade que os oficiais revolucionários e os governistas trazem seus comandados de volta às posições originais.
No dia 6 de março recomeçam as negociações, em Passo de los Libres. Simplício apresenta a proposta que recebera diretamente do presidente da República.
Pelas condições estabelecidas, os insurretos deveriam entregar todo o armamento em seu poder. O governo se comprometia a “deixar cair no esquecimento esse período de sacrifício e de luto”, empenhando-se para que o Congresso Nacional formulasse uma lei de anistia. Enquanto ela não fosse aprovada, os rebeldes deveriam entregar-se nas cidades indicadas pelo governo. O acordo de paz deveria ser assinado na cidade de Uruguaiana.
Os revolucionários consideraram inconsistentes as garantias oferecidas pelo governo. Firma em documento a posição de que não baixariam as armas enquanto não fosse revogada a Lei de Imprensa e adotados o voto secreto e o ensino público obrigatório.
Os negociadores solicitam tempo para novas consultas. Porém não voltariam mais a reunir-se formalmente. Operação Clevelândia
A 7 de março a Divisão Rio Grande chega a Barracão, no estado do Paraná, fazendo junção com as forças do coronel Fidêncio de Mello. Estabelecido como fazendeiro na região, o coronel era amigo do general João Francisco. Comandando uma força de 78 homens, havia providenciado a abertura de uma picada de Santo Antônio, em Santa Catarina, até a vila paranaense de Benjamin Constant, situada do outro lado do rio Iguaçu, de modo a permitir a ligação das duas divisões.
Barracão fica na antiga região do Contestado. De lá, até Foz do Iguaçu, onde estava instalado o Estado-Maior da Divisão São Paulo, a distância era de 90 km. Uma picada entre as duas localidades, aberta na mata por uma turma do Batalhão Cabanas, dirigida pelo tenente Gastão Maitre Pinheiro, estava em fase final de conclusão.
Mas a última coisa que passava pela cabeça de Prestes era atravessar o Iguaçu, conduzindo suas tropas ao interior do cerco montado pelo general Rondon à Divisão São Paulo.
Os destacamentos de Siqueira Campos e João Alberto foram lançados sobre Clevelândia e Palmas, na direção Leste, buscando uma junção com os 170 homens das forças paulistas que, dois dias antes da chegada da Divisão Rio Grande à região,haviam dispersado e perseguido o contingente governista que guarnecia Santo Antônio, Barracão e Campoerê. O objetivo da manobra era prosseguir até a Colônia Mallet e golpear a retaguarda de Rondon, de modo a forçar a abertura de uma brecha que permitisse o escoamento da Divisão São Paulo. Conta o tenente João Alberto:
“Durante” cinco ou seis dias, Siqueira e eu... marchamos juntos. Ao fim da semana, quando já nos aproximávamos do campo de Clevelândia,,, escalamos nossa tropa e coube-me a vanguarda. No mesmo dia, o 2º Destacamento chocou-se com uma coluna inimiga que... marchava em sentido oposto ao nosso. “Daí por diante foi um continuar de pequenos combates...”
Impossibilitados de cumprir a missão, Siqueira e João Alberto tratavam agora de retardar a progressão da tropa governista em direção a Barracão, fazendo uma “guerra de emboscadas” ao longo de “180 quilômetros”.
Frustrada a tentativa de efetuar a junção com o grosso da Divisão São Paulo fora do cerco estratégico, a Divisão Rio Grande prepara-se para iniciar a marcha para o Norte em direção ao rio Iguaçu. Siqueira e João Alberto são avisados para evitar o contato com o inimigo e rumar também para o Norte.
Em Barracão a situação é delicada. Convergem sobre o 1º Destacamento duas fortes colunas governistas. A primeira vem seguindo os revolucionários, através da mata, desde Porto Feliz. Na luta para retardá-la, ainda em Santa Catarina, tombara em combate, no dia 27 de janeiro, seu comandante, o tenente Mario Portela Fagundes. A outra, vinda do leste, é a que acabara de fazer abortar o ataque à retaguarda de Rondon. Prestes aguarda até o último instante. Ao anoitecer do dia 24 de março, simula um avanço do 1º Destacamento, sobre a coluna que vinha do Sul, obrigando-a a fixar-se à espera do ataque, na localidade denominada Maria Preta. Em seguida retira-se, sem permitir que a manobra seja detectada. Na escuridão da noite, as duas colunas governistas acabaram por se chocar, passando a trocar tiros entre si. Só na madrugada puderam verificar que o fogo amigo provocara 200 baixas.
Três dias depois, visando anteciparem-se à junção das duas divisões revolucionárias, as forças governistas desencadeiam uma violenta ofensiva contra a cidadela de Catanduvas.
A cada 20 segundos uma granada de artilharia explode nas trincheiras revolucionárias. Os combatentes que as defendem são assediados por 4.000 soldados comandados por 17 generais.
O major Cabano assim descreveu os últimos dias de Catanduvas:
“A artilharia inimiga rompeu vivíssimo fogo, contra nossas posições, ao mesmo tempo em que a infantaria caía com violenta carga de baionetas em todas as trincheiras e destacamentos isolados. Ao primeiro embate foi tomada, na ala direita, nossa posição denominada Cajati... no dia seguinte, o inimigo enveredou pelas matas, abrindo picadas contornou as trincheiras da ala (esquerda) e foi sátira a 2.500 metros, na retaguarda... interceptando completamente nossa ligação entre Catanduvas, minha coluna em Floresta e o posto de comando do general Costa... A noite avançava; os nossos soldados detonavam seus últimos cartuchos e a situação era gravíssima... Assim reuniu-se a oficialidade em conferência e tomaram a única solução viável no caso: a entrega da praça, devendo pôr-se imediatamente a salvo como pudessem o coronel Estilac Leal e o capitão Felinto Müller... Ao amanhecer de 30, o inimigo sabendo não existir mais um cartucho, dá o sinal de carga de infantaria, e na nossa trincheira principal, da frente, agita-se tristemente uma bandeira branca”.
A notícia do desastre colheu João Alberto em plena transposição do rio Iguaçu. Prestes, que já completara a travessia, movimenta o 1º Destacamento em marcha forçada para proteger o cruzamento da estrada Catanduvas-Cascavel- Benjamin-Iguaçu pelos destacamentos de Siqueira Campos e João Alberto. As tropas governistas, no entanto, não progrediram pela estrada, estacionando na posição conquistada. Sobre a rodovia foi então organizada uma nova frente de cobertura às forças revolucionárias que se concentrou em Santa Helena, porto fluvial sobre o rio Paraná, entre Porto Mendes e Foz do Iguaçu.
Logo após a travessia do rio Iguaçu, ainda em Benjamin Constant, no dia 3 de abril, o coronel Prestes e o general Miguel Costa mantiveram um encontro, no qual firmaram o compromisso de prosseguirem na luta, levando as tropas das duas divisões a movimentarem-se continuamente através do território nacional, até reunirem as forças necessárias à derrubada do governo. Para isso, seria necessário romperem imediatamente o cerco, passando ao estado do Mato Grosso.
O Encontro das Divisões.
No dia 12 de abril, em Foz do Iguaçu, realiza-se o encontro decisivo entre diversos oficiais da Divisão São Paulo e o comandante da Divisão Rio Grande. A reunião contou com a presença do marechal Isidoro, que retornara da Argentina dois dias depois da queda de Catanduvas. O comando das forças paulistas que fora transferido ao general Padilha, na ocasião em que Isidoro recebera a promoção, estava agora sob a responsabilidade do general Miguel Costa.
Miguel Costa e Prestes sustentaram a posição do deslocamento imediato para o Mato Grosso. Mas a tarefa não era simples. Guaíra, posição revolucionária mais avançada ao norte e porta de acesso àquele estado, fora evacuada. A ordem, da qual Miguel Costa só tomou conhecimento após a execução, partira do marechal, que considerara inútil manter a cidade, depois da rendição de Catanduvas e de sufocados os levantes das guarnições mato-grossenses de Campo Grande e Ponta-Porã. As rebeliões do 17º Batalhão de Caçadores e do 11º Regimento de Cavalaria tinham sido deflagrados em 27 de março, dia do início da ofensiva governamental sobre Catanduvas.
A síntese das decisões é relatada por Juarez Távora nos seguintes termos:
“1. Considerar frustradas as tentativas de pacificação começadas, por iniciativa dos chefes do governista, em 16 de fevereiro”.
2. Prosseguir as operações de guerra de acordo com as diretrizes baixadas pelo general Miguel Costa.
3.” Grupar numa divisão, sob o comando do general Miguel Costa, os remanescentes das forças paulistas, sob comando do tenente-coronel Juarez Távora, e os elementos chegados do Rio Grande do Sul, sob o comando do coronel Luís Carlos Prestes”.
O tenente-coronel Cabano acrescenta:
“... sendo o plano da nova campanha de grande movimentação, acordaram os oficiais superiores, atendendo à idade e ao abatimento físico do marechal Isidoro, do general Padilha e bem assim ao delicado estado de saúde do coronel Estilac Leal, pedir aos três que ficassem no estrangeiro até que fosse possível retornarem ao exercício revolucionário”.
Estilac havia sofrido um ferimento, por estilhaço de granada, no pescoço.
Concentradas em Santa Helena, as forças revolucionárias escoaram suas tropas por uma picada de 30 km, passando por Porto Artaza até Porto Mendes, correndo a 5 km da margem do Paraná para evitar os cânions dos rios São Francisco Falso e São Francisco. A abertura dessa picada havia sido ordenada pelo general Miguel Costa ainda na primeira semana do mês de abril.
Constatada a impossibilidade da retomada de Guairá, ao norte, Miguel Costa e Prestes decidiram atingir o Mato Grosso, passando através do território paraguaio. Para que a travessia do rio Paraná não fosse embaraçada pelas forças governistas que se aproximavam perigosamente de Porto Artazas, através da carroçável que partia de Lopeí, a leste, as forças revolucionárias desferiram um contra-ataque que as fez recuar 10 km. O Comandante Paraguaio João Alberto foi encarregado de apresentar ao comandante da guarnição paraguaia de Puerto Adela uma carta na quais os revolucionários expunham as suas razões:
“Por circunstâncias excepcionais e inapeláveis entramos armados no território de vossa Pátria”. Não nos move, neste passo extremo a que nos impelem as vicissitudes de uma luta leal, porém intransigente, pela salvação das liberdades brasileiras, nenhuma idéia de violência contra nossos irmãos da República do Paraguai. Datado de 26 de abril, o documento levava as assinaturas do general Miguel Costa; coronel Luís Carlos Prestes; tenentes-coronéis João Alberto, Juarez Távora, Cordeiro de Farias, João Cabanas; majores Coriolano de Almeida, Paulo Kruger da Cunha Cruz, Virgílio Ribeiro dos Santos; capitães Djalma Dutra, Ricardo Holl, Ary Salgado Freire, Lourenço Moreira Lima e Emídio Costa Miranda. Deixaram de assiná-lo, o tenente-coronel Siqueira Campos e outros oficiais que se achavam empenhados em ações de cobertura do grosso revolucionário. O comandante da guarnição paraguaia, porém, não era homem de muita conversa, conforme relata o próprio portador da carta:
“Os motores” fracos do Assis Brasil demoraram muito para vencer os 400 metros que nos separavam da margem oposta. Isso bastou para que o capitão paraguaio, comandante da tropa (50 homens) que vigiava e defendia a fronteira da república vizinha, pressentindo nossas intenções de invadir seu território, tomasse posição para repelir o nosso desembarque.
Eu não tinha nenhuma alternativa... desembarquei com o Nestor e uns poucos homens. O resto da tropa ficou detido a bordo... Confabulamos a igual distância de nossas tropas. Ele exigia que eu depusesse armas ou regressasse para o Brasil... Por duas vezes ele abandonou as negociações e voltou para junto de seus homens, dizendo que iria reagir... Pensei então em entrar em luta corporal com o capitão paraguaio a fim de evitar que ele me fuzilasse.
Afinal o capitão acedeu ao pleito revolucionário. Mas só depois de João Alberto assinar um documento no qual reconhecia que a anuência do comandante se devia à inferioridade numérica em que ele se encontrava frente às tropas brasileiras.
A travessia foi realizada em dois vapores: o Assis Brasil, recondicionado, meses antes, pelos revolucionários, em Porto Mendes, e o Bell, requisitado por eles em Puerto Adela. O deslocamento de toda a Divisão - 700 homens da Brigada São Paulo, 800 da Brigada Rio Grande, 600 animais de carga, sela e tração, todo o material bélico, inclusive uma bateria de artilharia - levou setenta e duas horas.
No dia 30 de abril, depois de marcharem 125 km, em território paraguaio, penetravam no estado de Mato Grosso pelos campos de Amambaí.
Epílogo Iniciava assim, sob o comando do general Miguel Costa, a terceira fase da Revolução de 1924: a Grande Marcha de 25 mil quilômetros, através de dez estados brasileiros, ao longo de quase dois anos.
As forças revolucionárias não conseguiram reunir o apoio necessário para derrotar a oligarquia cafeeira. Esta, porém, também não teve força para impor-lhes uma derrota estratégica.
Em 1927, candidato ao governo do Rio Grande do Sul, Getúlio Vargas, realiza a proeza de unificar chimangos e maragatos. Aí começa a gestação da nova onda revolucionária, que, em meados de 1929, se materializaria no amplo leque de forças que se aglutinou em torno de sua candidatura à presidência da República. Nele estariam reunidos os revolucionários de 22 e 24 e alguns de seus mais duros oponentes, no passado. Isolada, a oligarquia paulista não hesita em apelar mais uma vez para a fraude eleitoral. A resposta será a Revolução de 3 de outubro de 1930.
REVOLUÇÃO FEDERALISTA
Em fevereiro de 1893 irrompeu, no Rio Grande do Sul, o levante federalista á sua frente dois simpatizantes do Regime Imperial: Gaspar da Silveira Martins e Silva Tavares. Junto com eles um caudilho à Bento Gonçalves, voz grossa, esporas e poncho. Gumercindo Saraiva. Atrás de Gumercindo, dezenas e dezenas de caudilhos menores.
A caudilhada estava descontente com a república. Não exatamente com o regime, mas com seu representante lá, Julio de Castilho e seus copinchas, os “pica-paus”. Era uma disputa entre grandes estancieiros. Antiga e espalhafatosa, que vinha desabar agora contra Floriano Peixoto. Na verdade a revolução de 1893 foi motivada pelo extremado presidencialismo de Julio de Castilho, em favor do parlamentarismo (republicano ou mesmo monárquico) defendido por Silveira Martins.
Com apoio da Marinha, a revolta toma proporções em nível nacional, sendo que no Paraná, contava com vários simpatizantes, embora o governo local fosse Florianista e tencionava impedir o avanço das tropas de Gumercindo que já havia tomado, Santa Catarina (onde os federalistas encontravam apoio do lado do governo), onde se instalou a sede de um governo provisório.
Em janeiro de 1894, o território paranaense foi invadido pelas tropas revolucionárias federalistas vindas do Rio Grande do Sul, em três frentes distintas; Paranaguá, Tijucas e Lapa, quase que simultaneamente.
Paranaguá foi tomada pelos revolucionários no dia 15 de janeiro de 1894 que eram comandados pelo almirante Custódio de Melo, segundo Romário Martins, “A defesas de Paranaguá apenas contava com seis canhões de campanha e 400 homens sem adestramento militar: Contingente do Batalhão Patriótico 23 de novembro e da Guarda Nacional local. Afora essa gente, apenas meia dúzia de artilheiros do exército”. Nem mesmo o efetivo do general Pegam Junior (a quem cabia a defesa da cidade), foi suficiente para deter a determinação de Custódio de Melo, que em 20 de janeiro entrava em Curitiba totalmente abandonada tanto pelas tropas quanto pelo governador do Estado, Vicente Machado.
Tijuca do sul sofreu o primeiro ataque no dia 11 de janeiro de1894, tendo os federalistas no comando Gumercindo Saraiva, um dos principais líderes do movimento.
Os combates foram diários e estenderan-se até o dia 19 de janeiro, sendo as tropas legalistas pelo coronel Honorário Adriano Pimentel (veterano de guerra do Paraguai), que defendeu a guarnição heroicamente, infligindo pesadas baixas aos federalistas. Destes fratricidas combates resultaram 17 mortos, 41 feridos e 750 capitulados. Dentre os quais um coronel, 12 capitães, 16 tenentes, 27 alferes e dois médicos militares.
A Lapa foi tomada e sitiada a partir do dia 15 de janeiro de 1894. O comando militar da Lapa estava em mãos do general Gomes Carneiro desde o dia 26 de novembro do ano anterior. O primeiro combate deu-se no dia 17 de janeiro, ocasião em que á cavalaria federalista circuncidou a cidade, impedindo qualquer tipo de acesso ao lugar além do que, cortou as comunicações telegráficas. Com o sítio efetivo, iniciam-se permanentes combates, com muitas baixas, que só findou com a morte do próprio comandante da guarnição, Gomes Carneiro. A capitulação da Lapa ocorreu no dia 11 de fevereiro com todas as honras de guerra. Em 20 Janeiros de 1894, quando se instalaram numa Curitiba abandonada, os chefes federalistas criaram com João de Meneses Dória um Governo Revolucionário Provisório. Posteriormente foi formada uma comissão, integrada por homens ligados ao comércio, sendo presidida por Ildefonso Pereira Correia - o Barão de Serro Azul. Posteriormente foi criada nova comissão e seus integrantes foram encarregados de levantar empréstimos de guerra ordenados pelos revolucionários.
Diante do sucesso da empreitada Gumercindo Saraiva pôs-se em marcha em direção a São Paulo, via Itararé, mas tiveram que retroceder dispersando-se as tropas em direção aos campos de Palmas. O motivo da manobra foi o avanço de numerosa tropa legalista, bem como a dissensões entre os chefes revolucionários.
A legalidade volta ao poder, com Vicente Machado novamente em Curitiba, apesar de condenado pela opinião publica. Inicia-se então o período de caça aos vencidos, do degolamento revolucionário ao fuzilamento legalista. Ildefonso Pereira Correia – O Barão do Serro Azul é fuzilado no quilometro 65, por suspeição de ajuda aos revolucionários, igual sorte teve Francisco Braga em Curitiba e José Antonio Colona e Pedro Nolasco em Paranaguá.

A QUESTÃO LIMÍTROFE ENTRE PARANÁ E SANTA CATARINA

Ao ser criada a província do Paraná em 1853, o governo provincial herdou um antigo litígio fronteiriço da Província de são Paulo com a de Santa Catarina, nas proximidades dos Campos de Palmas. Na verdade a disputas pelo direito de área contestada vem desde o século XVIII.
No período imperial a questão sempre foi discutida, no entanto, nunca resolvida. Santa Catarina reivindicava a áreas compreendidas entre o rio Negro, Iguaçu e Uruguai, indo até a fronteira com a Argentina. Por sua vez o Paraná herdou de São Paulo as mesmas fronteiras meridionais, fazendo fronteira com o Rio Grande do Sul através do rio Uruguai. O Paraná detinha o “uti possidetis”com a povoações de União da Vitória, Palmas e Timbó e Santa Catarina expunha suas razões baseadas na carta Régia de 1749.
Com a questão de limites pendentes, novas frentes migratórias se lançavam nos ervais nativos e nos campos da região contestada, surgindo povoações que não era reconhecidas nem paranaenses e nem catarinense, pelo menos oficialmente.
Em 1895 o Brasil resolve por arbítrio do presidente americano Cleveland, a questão internacional da região de palmas, em detrimento da Argentina, que também reivindicava para si grande parte desta porção territorial meridional.
Rio Iguaçu em 1907, nas proximidades de porto União da Vitória, que nesta época se constituía em um só município. Posteriormente com demarcação da chamada “Linha Wenceslau”, esta cidade foi dividida em duas, de lado paranaense ficou União da vitória e do catarinense Porto União (acervo Casa da memória, Curitiba) Esta imensa área era habitada exclusivamente por paranaense, isto de certa forma tranqüilizada as autoridades do estado, que achava absurda pretensa reivindicação Argentina sobre a zona.
Por duas vezes grupos armados invadiram terras paranaenses, em defesa de interesse do estado de Santa Catarina. A primeira foi em 1905, por Demetrio Ramos à frente de 600 homens e a segunda foi em 1909, quando 500 homens liderados por Aleixo Gonçalves de Lima, provocaram a desordem e a ira paranaense.
A questão ganhou os tapetes da justiça federal, que apesar de todos os argumentos serem favoráveis ao Paraná, o veredicto final foi a favor de Santa Catarina por decisão do supremo federal em 1904. O estado do Paraná ainda tentaria o embargo através de ações, nos anos de 1909 e 1910, todas infrutífera. Segundo o historiador Ruy Cristovam wachowicz “um dos ministros do supremo teve, em conversa particular, a seguinte frase: o Paraná tem todo o direito na questão, mas o estado de Santa Catarina é um estado menor, por isso votei contra a sua terra”.
Em 20 de outubro de 1916, sob a mediação do presidente da republica Wenceslau Braz foi conduzido a um acordo entre as partes, partilhando-se a região contestada. Da área contestada inicial de 48 mil quilômetros quadrados, o Paraná ficou com 20 mil e Santa Catarina com 28 mil. Nesta época era governo do Paraná Affonso Alves de Camargo, que ao assinar o acordo que pôs fim ao litígio, foi duramente criticado. No entanto, não era diretamente o responsável pelo ocorrido, simplesmente herdara a causa de seus antecessores.
A decisão favorecendo Santa Catarina causou um reboliço nas autoridades da região contestada. Os lideres políticos temiam o abandono pela administração catarinense. E se no bojo das especulações surgiu à idéia de criar um estado federado independente, já que nasceu com nome e bandeira. Estado das Missões. Formou-se então uma Junta Governativa Provisória e foi escolhida a capital do novo estado, União da Vitória. O deputado José Cleto da Silva chegou apresentar na assembléia Legislativa do estado um projeto que criava o Estado das Missões, cujas divisas eram: Ao norte o rio Negro e a leste os contrafortes da Serra do mar, à oeste os rios Peperi Guaçu e Santo Antonio e ao sul o rio Uruguai.
O estado das Missões não passou de um sonho, pois ao perceberem que o sudoeste paranaense não passaria a jurisdição catarinense, os principais líderes políticos da margem direita do rio Iguaçu aquietaram-se restando os remanescentes do fracassado movimento do exílio nos pampas argentinos.
Monge João Maria de AGOSTINHO
Este terceiro “monge” aproveitou-se da tensão político social, existente no Contestado Paranaense. Na verdade Miguel Lucena. Aliciou ao seu redor os descontentes, os injustiçados, os perseguidos, os desajustados, os desamparados, os bandidos e os facínoras e deu-lhes instrução militar, armando-os com espadas, facões, pica-paus e garruchas. Denominou-se irmão do falecido primeiro Monge. Usava as qualidades de persuasão do primeiro e realizava milagres e rezas, em comum com os caboclos. Criou os chamados quadros santos que eram redutos de resistência. Ao mesmo tempo, compôs uma guarda pessoal, de 24 sertanejos, a quem chamou de doze pares de França, por influência de um livro que lera. Morreu num combate com o comandante João Gualberto, nos campos do Irani (hoje território de Santa Catarina).
Apesar de serem três, o povo, através de suas lendas e folclore, uniu-os em um único, popularmente conhecido como São João Maria, que era considerado, na época, o “monge dos excluídos”. Os dois estão historicamente unidos de tal forma, que muitas vezes se torna difícil separar os feitos e a vida de cada um. Os três tinham em comum o fato de terem vivido em épocas de grandes mudanças sociais, em que a assistência médica e o conhecimento tinham pouca penetração no interior do país, em que o aconselhamento embasado na religião, a cura através de ervas e águas, e os milagres eram os únicos recursos acessíveis a uma população carente e pouco assistida. A população humilde encontrava neles apoio e soluções para enfrentar a penúria e a desesperança.
Ainda que seja improvável que tratava-se de mesma pessoa, devido à questão temporal e geográfica, no caso particular do estado do Rio Grande do Sul existe a tese que de sobreviventes fugitivos, e em especial, seus descendentes, foram divulgando e adequando suas crenças e reivindicações. Assim, encontramos o monge João Maria, do movimento do Monges do Pinheirinho (cidade de Encantado), com as mesmas características (do qual inclusive existe registro fotográfico) 35 anos depois e com o mesmo nome, na luta dos Monges Barbudos (Soledade, RS). Ele seria um discípulo de Jacobina Mentz Maurer, dos Muckers, cujos descendentes teriam se localizado no município de Estrela. Historiadores mostram no mapa do Rio Grande do Sul a região dos três acontecimentos, unindo um caminho provável que teriam percorrido os Muckers sobreviventes para influir nos acontecimentos do interior de Encantado (1902) e Soledade (1935-1938). João Maria D’Agostini O primeiro deles, o monge João Maria d’Agostinho, era imigrante italiano, e residiu um tempo em Sorocaba (SP), mudando-se em seguida para o Rio Grande do Sul, onde viveu entre os anos de 1844 e 1848, nas cidades de Candelária, no morro do Botucaraí, e Santa Maria, no Campestre. Introduziu nessa região o culto a Santo Antão, que é considerado o “pai de todos os monges”, cuja festa continua até os dias atuais, comemorada em 17 de janeiro. A região do Campestre passou a ser chamada, desde então, de Campestre de Santo Antão. Sua prisão foi decretada em 1848, pelo General Francisco José d’Andréa (Barão de Caçapava), mediante o temor de levantes e concentrações populares que começavam a ser comuns naquela região, e o monge foi proibido de voltar ao Rio Grande do Sul. Refugiou-se na Ilha do Arvoredo (SC), depois na Lapa (PR), na serra do Monge, e em Lages (SC), desaparecendo em seguida, misteriosamente. Os historiadores defendem que o monge João Maria morreu em Sorocaba, em 1870. João Maria de Jesus. O segundo monge, João Maria de Jesus, surgiu também misteriosamente, no Paraná e Santa Catarina, tendo vivido entre os anos de 1886 e 1908, havendo, na ocasião, uma identificação com o primeiro, de quem utilizava os mesmos métodos, com curas através de ervas, conselhos e águas de fontes. Acredita-se que seu verdadeiro nome seria Atanás Marcaf. Em 1897, diria: “Eu nasci no mar, criei-me em Buenos Aires, e faz onze anos que tive um sonho, percebendo nele claramente que devia caminhar pelo mundo durante quatorze anos, sem comer carne nas quartas-feiras, sextas-feiras e sábados, e sem pousar na casa de ninguem. Vi-o claramente[1]”. Há controvérsias sobre seu desaparecimento, segundo alguns historiadores por volta de 1900, e segundo outros por volta de 1907 ou 1908. A semelhança entre os dois primeiros monges é tão grande, que o povo os considerava um só. Num dos retratos da época, considerado como sendo do santo, há a legenda “João Maria de Jesus, profeta com 188 anos[2]” José Maria. O terceiro monge, José Maria, surgiu em 1911, em Campos Novos (SC), e foi, segundo alguns historiadores, um ex-militar. Segundo um laudo da polícia de Vila de Palmas, no Paraná, seu verdadeiro nome era Miguel Lucena de Boaventura, e era um soldado desertor condenado por estupro. Dizia ser irmão do primeiro monge e adotou o nome de João Maria de Santo Agostinho. Utilizava, também, os mesmos métodos de cura dos primeiros, com ervas e água, mas, ao contrário do isolamento de seus antecessores, organizava agrupamentos, fundando os “Quadros Santos”, acampamentos com vida própria, e os “Pares de França”, uma guarda especial formada por 24 homens que o acompanhavam. A região onde atuava era palco de disputas por limites e, sob a alegação de que o monge queria a volta da monarquia, foi pedida a intervenção do Governo Estadual de Santa Catarina, o que foi entendido como uma afronta pelo Governo do Paraná, que enviou uma força militar para a região. A força militar chefiada pelo coronel João Gualberto Gomes de Sá invadiu o “Quadro Santo” de Irani (SC), e morreram no combate tanto o monge João Maria quanto o coronel, o que determinou o fim do ciclo dos monges e a eclosão franca da Guerra do Contestado. Lendas. Há muitas histórias sobre a origem do monge, todas de tradição popular. Uma delas refere que sua cidade de origem teria sido Belém, na Galiléia, e que abandonara a religião para se casar com uma moura e para combater o exército expedicionário francês. Sendo feito prisioneiro, após a morte de sua esposa fugiu e teve a visão do apóstolo Paulo, que o mandou peregrinar durante 14 anos (ou 40 anos, em outra versão) pelo mundo, retornando assim ao cristianismo.
Outra lenda refere que o monge teria sido um criminoso, que teria seduzido uma religiosa, a qual falecera na viagem para a América, e sua penitência seria vagar solitário pelos sertões.
Outra lenda defende que o monge era um apátrida, nascido no mar, de pais franceses, tendo sido criado no Uruguai. Contam-se lendas, também, de que podia estar em dois lugares diferentes, podia estar orando em sua gruta e ao lado de um doente que invocava por ele; que podia ficar invisível aos seus perseguidores; que podia atravessar a pé sobre as águas dos rios; que suas cruzes cresciam 40 dias após o monge tê-las levantado; que o monge era imune aos índios e feras; que fazia surgir nascentes nos lugares onde dormia.
As curas são constantes em suas lendas. Teria feito muitas curas com infusões de uma planta chamada vassourinha e com rezas. Há uma lenda de que João Maria teria debelado uma epidemia de varíola na cidade de Mafra, na ocasião ainda um bairro pertencente ao município de Rio Negro, afastando a doença com rezas e com 19 cruzes plantadas como Via Sacra pela cidade. O monge João Maria teria chegado em Mafra em 1851 e encontrara a população sob o sofrimento da Guerra dos Farrapos e da epidemia de varíola. Recomendou que 19 cruzes (alguns historiadores defendem que seriam 14 cruzes) fossem erguidas entre a Capela Curada e a Balsa - Ponte Metálica. As tropas vindas do sul foram derrubando essas cruzes e, a única que sobrou foi a da Praça Hercílio Luz, cuja fixação foi em 30 de Junho de 1851 e representa a fé do catolicismo rústico do homem simples da região. Ainda hoje existe essa cruz na praça de Mafra, conhecida popularmente como a “Cruz de São João Maria”, e que, segundo a lenda, não pode ser retirada, com o risco de causar a enchente do rio Negro, o qual separa as cidades vizinhas de Rio Negro e Mafra.
Há lendas de que o monge teria feito, também, diversas previsões, inclusive sobre os futuros trens e aviões: “Linhas de burros pretos, de ferro, carregarão o pessoal” e “gafanhotos de asas de ferro, e estes seriam os mais perigosos porque deitariam as cidades por terra”.
Há também diversas lendas sobre seu desaparecimento. Conta uma delas que ele terminou sua missão no morro do Taió (SC), outra que morreu de velhice em Araraquara (SP), ou que foi encontrado agonizante próximo aos trilhos da estrada de ferro perto de Ponta Grossa.
A crença mais difundida é, no entanto, que não teria morrido. Após jejuar por 48 horas no morro do Taió, o monge teria sido levado por dois anjos para o céu. Em outra hipótese, seu corpo teria se envolvido em luz tão forte que o fez desaparecer, deixando o povoamento do planalto serrano foi diferente da do litoral catarinense na sua composição de recursos humanos. As escarpas serranas, densamente cobertas pela Mata Atlântica, junto com os povos indígenas, representavam sérios obstáculos para o povoamento da região. A ocupação se deu de através do comércio de gado entre o Rio Grande do Sul e São Paulo já no século XVIII, fazendo surgir os primeiros locais de pouso. A Revolução Farroupilha e Federalista também contribuíram para o aumento de contigente humano, que buscavam fugir dessas situações beligerantes.

UM GRANDE PIONEIRO SEBASTIÃO S. BARRETO

Pioneiro: Sebastião S. Barreto. Esta fotografia foi feita em 1957 durante o período que prestou serviço militar em Foz do Iguaçu. No estado do Paraná.Um Relato impressionante, narrado pelo pioneiro Sebastião Barreto, residente em Quedas do Iguaçu há 70 anos. Nesta entrevista, o pioneiro Sebastião, contou com detalhes importantes, da revolta de 1924, onde cominou com muitas mortes durante os combates armado das frentes legalistas e revoltosos. Apesar de seus já avançados anos, a sua memória narrou com riqueza de detalhes a triste tragédia presenciada pelos moradores da região de Catanduvas precisamente em Medeiros onde o seu avô tinha propiedades e morava com toda a sua família. Talvez seja a conversa que ele teve com o avô, e com o seu pai senhor João Maria Barreto, na época o pai do Sr. Barreto tinha 9 (nove) anos de idade, ambos conviveram este trágico confronte armado que deflagrou chamas ardentes entre os povos, muito deles nada tinha haver com a situação. O avô do Sebastião Barreto Sr. Antonio Quirino de Sousa, não se cansava de contar para o seu pai e seus netos, as bravuras dos soldados que compunha o pelotão da polícia Militar do Paraná. Em números aproximadamente de 500 homens, contra tacados pelos revoltados sanguinários das colunas, composto por militares e civis, e que também, não faltava à presença de estrangeiros paraguaios no movimento. O Sr. Sebastião com firmeza, detalhava a estratégia que a força militar usou, para atacar os revoltosos pela retaguarda, usando o poste amento da rede de Telégrafo, que saia de regiões distantes, e cortava as matas da região de Laranjeiras do Sul, consequentemente, inclui a nossa região de Quedas do Iguaçu. Seguindo os traços da rede para não se perder no matagal serrado da nossa região foi á maneira mais inteligente dos nossos heróis, surpreender os adversários pela retaguarda. Com os postes da rede telegráfica atravessou o Rio Guarani, seguindo até Catanduvas, onde se encontrava um posto de comunicação telegráfico, com esta estratégia usada pelos militares, deu condições para derrotar os revoltosos. Méritos do Comandante Antonio de Morais Sarmento hoje Patrono da polícia militar do Paraná, e de seus brilhantes combatentes.
Ao entrevistar o Sr. Sebastião Barreto, ele fez questão de dizer, que o seu avô, e todos os filhos dele, encluía também, o pai do Sr. Sebastião e sua mãe, por muitas ocasiões ficavam no meio do fogo cruzado, entre militares e revoltosos. Era bala de metralhadouras, mosquetões e de canhões, que rasgava os céus e roçava as matas de sua propiedade. A Revolta de 1924, muito comentada no Brasil e no mundo, acabou em frente às terras da família Barreto em Catanduvas. Mais precisamente na região de Medeiros. A bandeira da polícia Militar do Estado do Paraná tremulava nas mãos dos soldados, orgulhosos do dever comprido, liberdade para estarem novamente reunidos com os seus familiares, recebendo um abraço agora como heróis, título esse insignificante comparado pelo respeito à Constituição brasileira. Resolvido uma situação de grande repercussão em todo o território Nacional. Comentou ainda o Sr. Sebastião que o seu avô morreu com 104 anos e está sepultado no cemitério que do qual está enterrado alguns dos valentes Herói que defenderam a Pátria das garras dos maus intencionados malfeitores. Por este ato de brasilerismo foi devolvido a tranqüilidade e o respeito á Constituição brasileira e os bons costumes do povo e da corporação Militar.
Catanduvas terá Memorial sobre a Revolução de 1924.
O projeto do Memorial da Revolução de 1924 em Catanduvas será prioritário dentro da secretaria de Estado da Cultura. O pedido do governador Roberto Requião foi feito durante a Escola de Governo. O tema compôs a pauta da reunião de ontem de manhã (17), em Curitiba e esteve a cargo da secretária Vera Mussi que destacou que “o Paraná tem história. Uma história bonita que este governo está recuperando e mostrando aos paranaenses”.
Requião lembrou que a idéia da construção do Memorial surgiu no ano passado, durante a cavalgada que realizou em Catanduvas, a convite do deputado estadual Nereu Moura (PMDB), oportunidade em que a comitiva passou por locais percorridos pelos revolucionários, inclusive dois cemitérios. A partir daí, o governo constituiu uma comissão com a presença do Exército, Polícia Militar e Uni oeste para a revitalização da memória destes acontecimentos.
Este projeto é um antigo sonho de Nereu Moura que quer ver recuperada parte da história do nosso país que teve desfecho em Catanduvas, na região Oeste do Paraná. “A Revolução Tenentista é o epicentro da Revolução de 30 que levou Getúlio Vargas à presidência do Brasil”, lembrou ele, ao destacar a importância política deste fato.
O prefeito Aldoir Bernart. Presente na Escola de Governo, agradeceu ao governador Roberto Requião e ao deputado Nereu Moura pelo projeto do Memorial, “uma importante obra que resgata a história que aconteceu nos caminhos do Paraná, especificamente em Catanduvas”. Bernart disse “que além do ganho cultural que é inestimável, o município vai ganhar economicamente com o incremento do turismo”.
Esta mesma idéia é compartilhada por Nereu Moura que acredita que Catanduvas vai passar a fazer parte dos roteiros turísticos ecológicos e históricos do Paraná. “Esta indústria sem chaminés a ser instalada, será responsável por uma nova fase no desenvolvimento econômico do município”, destacou o deputado.
Na próxima reunião da Escola de Governo, dia 24, o tema Revolução Tenentista será novamente abordado pelo professor Aymoré Índio do Brasil Arantes e pelo jornalista e historiador Adelar Paganini. O arquiteto Edinei. Fraga fará a exposição do projeto do Memorial.
A revolução tenentista teve início no dia 05 de julho de 1924 em São Paulo, após ser combatida pelo governo de Arthur Bernardes, os revoltosos retiram-se para o Estado do Mato Grosso e posteriormente tomaram Guaira e Foz do Iguaçu no Paraná. A

REVOLTA DE 1924 DESFECHOS EM CATANDUVAS PARANÁ
Nome completo Joaquim Antônio de Moraes Sarmento
Nacionalidade - Brasil
Local de nascimento Ceará
Data de nascimento 17 de maio de 1882.
Local de falecimento - Paraná.
Data de falecimento 21 de abril de 1934.
A Intenção dos “tenentes” era chegar à capital Paranaense via estrada estratégica que, posteriormente, tornou-se a BR 277, nesse ínterim aguardavam a chegada de Luis Carlos Prestes que vinha do Rio Grande do Sul. Por sua parte o governo Federal organizou o Exército e as polícias estaduais com intuito de combater os revoltosos que se encontravam na localidade de Catanduvas e haviam se apoderado da estação telegráfica local.
Os combates foram intensos duraram seis meses e, em março de 19240, Marechal Candido Rondon à frente de 17 generais e 15 mil soldados fez o ataque final tomando Catanduvas e fazendo 407 cativos. Luis Carlos Prestes chegou atrasado ao Paraná, e não pode ajudar na contenda de Catanduvas, após o revés os revoltosos que, conseguiram escapar do cerco à Catanduvas se organizaram. Em Foz do Iguaçu, e cruzaram o Paraguai, entrando novamente no Estado do Mato Grosso, criando a Coluna Prestes, que ficou conhecida na história como a maior marcha de combate do mundo percorrendo mais de 25000 quilômetros em dois anos, vindo depor armas somente em 1927, na Bolívia.

JOSÉ MARIA O CHARLATÃO OU PROFÉTA?
A guerra do contestado por pouco não aconteceu aqui na região de Campo Novo hoje Quedas do Iguaçu. O religioso, pregador e curandeiro José Maria na época percorreu extensas regiões nos estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Nessas caminhadas passou por Laranjeiras do Sul, na qual Quedas do Iguaçu pertencia, o seu costume era estar entre humildes, à reza próxima a olhos d’água constantemente eram usados por ele, os antigos ainda é lembrado como olho d’água São João Maria.
Em 1910, surgiu em Laranjeiras do Sul um homem, seu nome era Miguel Lucena que aproveitando a fama deixada por João Maria assumiu o nome de José Maria.
José Maria dono de um carisma alucinante reuniu os sertanejos e anunciou que averia uma guerra do qual muito pouco escapariam e para se salvar era necessário se esconder no matagal e assim o fizeram, como nada aconteceu, anunciou que viria o fim do mundo, e para salvação de suas almas tinham que atravessar 50 vezes o Rio Iguaçu nadando como pinitência. Este fato aconteceu no dia 22de Outubro de 1910. Muitos como a maioria acreditou. Muitos com famílias carregando seus filhos às vezes nas costas e sobre lombos de cavalos cruzando o Rio Xagu e chegando ao Pinhal Ralo, de onde levavam há dias para chegar ao Rio Iguaçu.Pinhal Ralo era uma região que a Baronesa de Limeira possuía uma área de 6000 hectares de terras, hoje pertence à Araupel Quedas do Iguaçu.
Os sertanejos acamparam na margem do Rio das Cobras entre Salto Osório e salto Santiago. Aos poucos os sertanejos suspeitaram que o monge fosse um charlatão, os homens se revoltaram e decidiram acabar com ele. José Maria sentindo o perigo resolveu abandonar o acampamento e fugiu para Santa Catarina.
Após um ano de permanência no sertão, os sertanejos voltaram, nem todos, muitos morreram de fome e picadas de cobras, muitas crianças desnutridas morreram.
Miguel Lucena, que de nominava como José Maria, apareceu em Campos Novos, pregando e anunciado curas. Jose Maria atraiu nessa região, grande número de sertanejos, pois os mesmos estavam sendo escorraçados por jagunços armados da empresa Southern Brasil, com serrarias de grande porte, as maiores da América Latina. Jose Maria liderava milhares de sertanejos, na região central do contestado
(disputado pelo Paraná e Santa Catarina).
Numa batalha entre jagunços, soldados e fanáticos de Jose Maria constam a historia como Guerra do Contestado. Guardada as proporções, uma espécie de Guerra dos Canudos em 1897.
Alguns dados desta história foram fornecidos pelo senhor Miguel Beira Gonçalves, morador em Pindorama, atualmente com 80 anos, o seu pai Sr. João Gonçalves da Costa, natural de Laranjeiras do Sul participou da guerra do Paraguai, de 1870 acompanhou de perto a trajetórias do falso religioso José Maria.

A REVOLTA DO CONTESTADO:
Foi uma “guerra santa”, Travada entre 1912 e 1916, numa região pretendida pelos estados do Paraná e Santa Catarina e até pela Argentina. Duraram cinco anos e causou a morte de mais de 20 mil pessoas. No auge da rebelião, bandos armados chegaram a dominar uma área de 25 mil quilômetros quadrados no território que era contestado pelo Paraná e Santa Catarina.
O líder dos rebeldes era um monge chamado José Maria, que se dizia enviado por Deus. Pregava, curava, dava conselhos, acabou sendo padrinho de todos os sertanejos criou seu próprio ministério e, aclamado Imperador a Manoel Alves da Assunção Rocha – um velho fazendeiro analfabeto – “reimplantou” a monarquia no Brasil.
Nesta época a idéia separatista aflorava na região, explicita na “Carta aberta à nação” contendo 30 itens que o pretenso imperador emitiu em 05 de agosto de 1914, no reduto de Taquaral de Bom Sucesso. Segundo o historiador Osvaldo Cabral, esta carta foi redigida por Guilherme Gaetner, Comerciante alemão de Taquaruçu, por depoimento do coronel Cid Gonzaga, ex-deputado do estado de Santa Catarina, o que moveu este conflito foi, basicamente a luta pela posse dos ricos ervais da região, e a reação dos colonos contra os benefícios concedidos as companhias estrangeiras concessionárias de terra.
José Maria de Castro Agostinho, ou Miguel Lucena de Boa Ventura, o monge que deu origem a rebelião, Morreu no primeiro combate travado entre militares e jagunços. Porém a fanática campanha estava apenas iniciando. Em setembro de 1914, bandos de jagunços espalhavam o terror entre os camponeses da região dos contestado. Carregavam uma bandeira branca com cruz verde, atacando estações ferroviárias, vilas, povoações e matando quem encontrassem pela frente.
O homem que desencadeou todo este ódio e violência, que deu a si próprio o nome de José Maria Agostinho e dizendo irmão de São João Maria, o monge santo que percorrera há muitos anos aquela região, não passava de um soldado desertor que já cumprido pena por crime de sedução, sendo tirado da prisão pelo deputado e fazendeiro Domingos Soares.
Antes de seguir para a guerra o general setembrino de carvalho (o quarto da direita para a esquerda) posa, ao lado de seu estado maior. Na revolta do contestado o exercito utilizou um efetivo de sete mil homens, metralhadora, canhões, sendo que, pela primeira vez na historia da aviação brasileira foram utilizados aviões de reconhecimento e combate.(fonte:Editora três).
Invocando São João Maria, reuniu o povo e acampou em Taquaruçu, mais tarde perseguido, foi à região de Campos de Palmas. O governo do Paraná sentiu-se ameaçado pela presença de homens armados na região litigiosa, julgando ser uma tentativa catarinense, de ocupar a área. Sob o comando do João Gualberto, o governo paranaense enviou um deslocamento de 400 homens para a região do Irani (então território paranaense) na tentativa de coibir o suposto ato. Seguiu-se então um combate de pesadas baixas, das quais se sobressaíram as de monge José Maria e do coronel Gualberto, cumprindo dessa forma a primeira profecia emitida pelo falso profeta, que morreria para ressuscitar dentro de um ano.
Nesse contexto surge à figura de Teodora, uma das seguidoras de José Maria, que teve uma visão onde o líder esperava apenas a reunião dos “exércitos de São Sebastião” para poder voltar a terra. Diante disso, o avô de Teodora, Eusébio Ferreira dos Santos, reservou para a neta o cargo de comandante dos sertanejos.
Certa vez um destacamento militar catarinense tentou dispersar o grupo de sertanejos rebelados, no que foi repelido por bando de jagunços comandado por um garoto de apenas 11 anos. Numa segunda tentativa, o acampamento foi arrasado, matando mulheres e crianças que não conseguiram fugir. Até então os fanáticos estavam reticentes quanto à luta armada, mas passaram a ofensiva diante da carnificina ocorrida no acampamento.
Este movimento recebeu do povo a denominação de guerra dos pelados, porque no começo das hostilidades, um chefe político de curitibanos (SC), exigia que se repassase as cabeças dos seguidores do monge José Maria. Posteriormente, os homens do governo foram chamados de “peludos” pelos fanáticos religiosos. Ao final, para dominar os rebeldes foram necessários sete mil homens, metralhadoras e canhão e aviões (utilizado pela primeira vez em operação militar no País). Os sertanejos, sem alimento eram obrigados a comer pinhão e raízes, depois cozer arreios e selas; por fim matavam os que não combatiam para garantir as resistências dos homens em armas. Quanto o principal reduto caiu, em abril de 1916, os fanáticos não podiam oferecer nenhum tipo de resistência; a peste e a fome, muito mais que o exercito, venceram os fanáticos.
“Desde a época da Revolução Farroupilha e, depois, na Revolução Federalista, a política do Paraná, oscilava entre as rebeldias do extremo sul e a fidelidade ao poder central. A revolução de 30 seria mais um episódio nesse longo processo pendular” – (Samuel Guimarães da costa).
Registrou-se na década de 30 uma grande agitação políticas, marcadas por rebeliões militares de jovens militares conhecidas como “Revolta Tenentista” A cúpula militar não estava satisfeita com o governo central, mas era contraria com a intervenção das forças armadas na política. Vários fatos geraram insatisfação nos militares, principalmente o julgamento e a punição dos implicados no levante do Forte de Copacabana, que foram acusados de promover um golpe de estado. Agravaram-se as relações entre governo e militares.
Em junho de 1924 eclode uma rebelião militar em São Paulo, liderada pelo general Isidoro Dias Lopes, major Miguel Costa e pelo Tenente Joaquim Távora. Participaram da causa os tenentes Eduardo Gomes, João Cabanas, Newton Estillac Leal e o mato-grossense Filinto Muller, que mais tarde seria expulso do governo revolucionário.
O movimento encontrou resistência de tropas legalistas, obrigando os revolucionários a abandonarem São Paulo, não sem antes Dissimilarem nacionalmente a rebelião tenentista. Em outubro de 1924, os paulistas combatiam em território paranaense, contemporaneamente, tropas sediadas do Rio Grande do Sul se rebelavam, respaldados por lideranças gauchas que se opunha a situação estadual.
As forças revolucionárias gaúchas e paulistas se encontraram em Foz do Iguaçu em abril de 1925, surgindo então à lendária coluna Miguel Costa - Preste.
Após permear o solo paranaense. A coluna cruzou o rio Paraná, segui ruma ao Mato grosso e dali para outros estados, numa marcha que durou quase dois anos e cerca de 30 mil quilometro percorrido. A revolução eclodiu no Rio Grande do sul e minas Gerais às cinco e meia da tarde do dia 03 de outubro, horário escolhido por Osvaldo Aranha em função do fim do expediente nos quartéis, o que facilitava a ação militar e a prisão dos oficiais em suas casas.
Grupo de revolucionário liderado por Luis Carlos Prestes, em torno de uma peça de artilharia, apos um dos combates travados na região de Medeiros –PR. entre novembro de1924 e janeiro de 1925.
Fonte CPDOC – fundação Getulio Vargas. Coleção Ítalo Landucci.
O Rio Grande do Sul foi imediatamente dominado e grandes contingentes ultrapassaram as barreiras do estado. Em Curitiba, foi deflagrada na madrugada de 05 de outubro, pelos oficiais da 5º região militar, liderados pelo Major Plínio Tourinho, que indicou o tenente – coronel Mario Monteiro Tourinho para assumir o governo do estado, fato consuma na tarde do mesmo dia. No Paraná, sublevaram-se quase todas as unidades militares, enquanto se preparavam para o ataque a São Paulo, onde se encontravam boa parte da defesa governista. Miguel Costa estalou suas tropas em Sengés, enquanto o grande chefe da revolução, Getulio Dorneles Vargas, chegou ao Paraná no dia 17 de outubro, fixando seu QG na cidade de Ponta Grosa. Ao assumir o governo Revolucionário Provisório, Mario Tourinho encontra o estado em “situações de verdadeiro descalabro financeiro”, o que o leva a tentar sanear os problemas destacados. Um dos sérios estraves que Mario Tourino encontrou foi a respeito da concessão de terras devolutas, que não cumpriram as clausulas imposta, dentre as quais, a mais importante era a colonização de extensas áreas que se constituíam um imenso vazio demográfico. A este assunto Tourinho se refere desta maneira “... os inomináveis abusos, por parte do governo, decorrente de concessões, a titulo gratuito ou por preço reduzido de terras devolutas a empresas de construções de estradas e de colonizações , bem como as legitimações de grandes áreas que se foram processando, deram em resultado, a formação de latifúndios prejudiciais aos supremos interesses da nação”.
Getulio Vargas, entretanto triunfante em ponta grossa. A sua direita, o tenente-coronel Galdino Luis Esteves, e a esquerda, Aristides Krauser do Carmo, em 17 de outubro de 1930. Foi no governo de Vargas que se criou em 13 de setembro de 1943, o Território Federal do Iguaçu.
(fotografia de Ewaldo Weiss. Acervo Fundação Getulio Vargas, doação: Maria Mercedes de Almeida).
O decreto lei nº 300, de Mario Tourinho, anulou todas as concessões feitas à companhia Brasileira de Viação e Comércio (BRAVIACO), subsidiaria da São Paulo - Rio Grande (controlada por Brasil Railway co.) e a companhia Matte-laranjeiras. Além de que nomeou como prefeito de Foz do Iguaçu, Othon Mäeder, que procedeu a imediata nacionalização da região.
Em dezembro de 1931, Mario Tourinho exonera do cargo de interventor federal, passando-o a João David Perneta, que o repassou o Manoel Ribas, Ponta - grossense que governou o estado por 13 anos consecutivos.
Manoel Ribas havia estado ausente do Paraná, radicado em Santa Maria no Rio Grande do Sul, onde havia dirigido á cooperativa dos ferroviários daquela cidade e sido prefeito municipal. Em 1939, o inventor Ribas relatava o seguinte ao presidente Vargas “... não é uma decorrência da criação ou majoração de imposto, mas sim expressivo índice de crescimento econômico do estado, resultante das numerosas obras realizada, notadamente ao que diz respeito ao plano rodoviário, pondo em contato fácil e rápido os centros de produção com o mercado de consumo”.
O governo Ribas iniciou ousado projeto de colonização, rescindindo antigos contratos de empresas colonizadoras, excentuando-se a Companhia de Terras Norte do Paraná (fundada por ingleses) e a empresa de Francisco Gutierrez Beltrão.
Segundo a maioria dos historiadores, o maior erro de Manoel Ribas foi permitir a criação do Território Federal do Iguaçu, com área desmembrada do estado do Paraná. A atenuante foi à velada fidelidade ao presidente Vargas.

CRÔNICAS, HISTÓRIAS, E LENDAS DE NOSSA TERRA:
109 CRÔNICAS, LENDAS EHISTÓRIAS 437
110 UMA SUPERTIÇÃO DIABÓLICA 447
113 A FÚRIA 449
114 QUEM FAZ O BEM RECEBE O DOBRO 452
115 MILAGRE OU CAUSALIDADE 456
116 O VIGILANTE 460
117 A MORTE DOS ANIMAIS 467
118 A RETIRADA DOS PORCOS 470
119 O AÇOUGUEIRO MAL INTENCIONADO 474
120 IVASÃO DE DOMICÍLIO 477
121 TRAGÉDIA DA BALSA NO RIO IGUAÇU 480
122 AS LUVAS DE BOXE DE S. JOÃO MARIA 484
123 MUITOS CAPÕES – VALE APENA LÊR 491
124 AS AVENTURAS DE UM MENINO 506
125 A HIGIENE NA CASA 513
126 A CASA E A FAMÍLIA 514
127 SAÚDE É O MAIOR PATRIMONIO 514
128 O DEZEJO DE DEUS NA SAÚDE 518
129 TUDO PELO SOCIAL 520
130 O DIA DA FUGA 523
131 NO LIMITE DA VIDA 529
132 UM GRANDE GOLPE 533
133 ISSO ACONTECEU COMIGO 537
133 POLARIZAÇÃO CONDUZ AO GOLPE 541
134 DE FILHO PARA PAI 546
135 UM SONHO QUE SE PARTIU 547
136 UMA HISTÓRIA DE AMOR 548
137 PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU 555
138 O NASCIMENTO DE UMA PRINCESA 557
139 AS LEMBRANÇAS DO PASSADO 561
140 UM SINAL QUE DEIXOU MARCAS 581
141 A FORÇA DA FÉ 592
142 VIDA DESMANTELADA 598
143 A MAIS BELA IDADE 608
144 ENTRE LÁGRIMAS E SANGUE 609
145 A HISTORIA DE UM BABEIRO 613
146 AS MAÕS DE DEUS 614
147 CORRENDO ATRAZ DO VENTO 617
148 MOTIVOS PARA SER ELEGANTE 619
149 ECLESIÁTICO 622
150 FALANDO COM A SERINGUEIRA 624
151 CIDADE PERDID C. CANTO DO BRASIL 626
151 EXEMPLO JÁ VIVIDO E ALCANÇADO 628
152 UMA IMAGEM MISTERIOSA 633
152 PRESTAÇÃO DE CONTA DE UM EX VEREADO 638
153 ESTAR VIVO OU SERÁ QUE MORREU 612
153 AS LEMBRANÇAS DO VELHO TONICO 636
154 HOMANAGEM AS FAMILIAS POLONESAS 640
155 HOMENAGEM A FAMÍLIA - BRASÃO 646
156 AS MAIS FACINANTES HISTORIAS 649

A DEBUTANTE:
Esta história que passo a contar também aconteceu de verdade, mas o fato é que dela participei somente como observador, e também por esse motivo somente poderei contá-la mudando o nome dos personagens para que se possa preservar a privacidade que lhes é por direito sagrada.
Isso aconteceu numa cidade de porte médio do oeste do Paraná, onde vivia a família de meu amigo Ricardo, casado com Carlota. Ambos trabalhavam no serviço público há muito tempo. Tinham quatro filhos que muito os deixavam orgulhosos, dos quais três eram rapazes e uma era uma linda mocinha que era também o motivo de maior orgulho desse casal. Estes sempre gostaram de participar dos eventos da comunidade em que viviam e devido ao fato de ser sua filha Vera de uma beleza muito acima da média, estavam também muito envolvidos com desfiles de moda e de beleza.
Além de se dedicarem muitas atividades sociais, tinham os membros dessa família o gosto pelo teatro e representações de maneira geral, fato demonstrado várias vezes quando nos festivais da região os filhos de Ricardo cantavam os versos compostos por este.
Mas, como deixei transparecer no início desse texto todo o mundo desse casal parecia girar em torno da sua filha mulher, Verinha que além de ser de uma beleza invulgar, como já disse antes, tinha um magnetismo pessoal muito grande, um charme tão diferente e encantador, que agradavam a qualquer um dos seus conhecidos que tivesse a oportunidade de compartilhá-los, motivos pelos quais a menina estava sempre no centro das atenções. E que me perdoem os leitores que pensarem que estou exagerando porque eu a conheci, e devo ainda dizer que todos esses predicados eram acompanhados de uma meiguice e humildade raras em seres humanos de tanta beleza física.
E a menina viveu sua vida de idílios nas graças tanto de seus pais quanto de seus conhecidos. Até debutar.
Muita gente esquece, geralmente, de associar a palavra que emite ao seu real significado, porque quando falamos de debutantes, temos a visão de uma festa linda onde a menina é apresentada para a sociedade onde vive como estando apta para a vida social nesse grupo. É isso mesmo, de maneira geral, mas devemos ter em mente que esse costume também pressupõe que a garota está preparada para assumir um papel ativo em sua nova vida. E esse papel ativo quer dizer também poder manter relacionamentos amorosos. O tão aclamado ato de se tornar mulher. O que gostaria de ressaltar aqui porque isso tem muito a ver com os fatos que se sucederam na vida de nossa pequena e adorável garotinha, é que ela encontrou todos esses significados para esta noite mágica na vida de qualquer menina-mulher.
Obviamente, sendo e merecendo ser motivo de tanto orgulho para seus pais, estes prepararam uma festa maravilhosa para os quinze anos da adorada filha, onde compareceria toda a gente que mantinha relações com essa bem amada família. E apareceriam também pessoas que não estavam previstas. Isso acontece sempre em festas, mas quase nunca os clandestinos têm papel de relevância no acontecimento. Para Verinha a coisa não foi bem assim.
Na noite de seu baile, conheceu e se apaixonou por um rapaz que somente depois se veio a conhecer. O clima da noite aspirando a sonhos deve ter dado certa mãozinha aos acontecimentos, mas o que mudou realmente o rumo de sua história foi o fato de que o objeto dos desejos dela correspondeu aos seus anseios; e Verinha se enamorou pela primeira vez. Como nos diz o legado popular essa é a ocasião em que a menina-mulher ama, ou pensa amar com mais intensidade quando pela primeira vez. Mais intenso do que o que, não sabemos, já que supomos que ela não teria parâmetros para julgar essa intensidade. Para Verinha foi assim, amou pela primeira vez como se estivesse condenada a esta ser sua última. E como mais adiante veremos esta poderia ser a última mesmo!
Depois se soube que o nome do rapaz era Anderson. E também que era filho de pessoas muito ricas de outra cidade da região, onde residia com seus pais. Depois do dia do baile o rapaz começou a se achegar mais e mais na casa de Ricardo e o namoro estava decolando. Motivo pelo este jovem resolveu se mudar para a cidade de Verinha, morando em uma pensão que ficava perto da casa desta. O que tornou mais constantes suas visitas à casa da namorada.
O relacionamento ia ficando sempre mais sério e o pai de Verinha estava inquieto, com a impressão negativa que sempre tivera para com o seu agora quase futuro genro. Impressão que não tinha nenhuma razão de ser, ao menos racionalmente, mas não para Ricardo que amava tanto a sua filha que lhe bastara sua impressão para não conseguisse gostar do rapaz, que só cativava as pessoas com quem se relacionava, sendo sempre muito doce e gentil com quem lhe cruzasse o caminho ou dirigisse a palavra. Creditou estar certo nessa impressão ao fato de ter sido sempre um homem bom em julgar o caráter de seus semelhantes já que se considerava experiente em matéria de relações sociais. Bem, para ele isso bastava e agora que sabia que não gostava de Anderson, somente precisaria descobrir um motivo para continuar não gostando. E quando descobrisse o tal motivo estaria sendo justo, que ele sempre gostou das coisas justas, como costumava dizer.
Naquele tempo era muito importante para uma moça de bem estar consciente com relação ao perigo de se engravidar antes do casamento, e embora nunca tivesse tido razão para não confiar em sua filha, Carlota sempre advertia Verinha para o fato. Esse temor tinha fundamento no fato de que eles não conheciam o rapaz. Mas, a menina sempre deixou bem claro que concordava com esse tabu, mesmo antes de conhecer Anderson, e dizia que somente se entregaria ao seu amado, que para ela seria eternamente o rapaz por quem estava apaixonada, após o casamento. Consagrando assim, o amor dos dois.
Talvez pelo fato de que não aprovava o rapaz, talvez por destino, o pai de Verinha veio a descobrir, eu não sei de que maneira, que o futuro genro tomava vários remédios todos os dias, e que mantinha escondidos esses remédios. Por isso, achando que estava agora confirmando seu suspeito, em relação ao suposto mau caráter de Anderson, Ricardo sentiu-se tentado a saber que tipo de remédios estaria usando o rapaz. Certamente pensou se tratar de remédios para curar doenças que se teria pegado, em lugar não muito aceitável que seja freqüentado por um genro. Ou seja, deve ter pensado que o consorte estaria se tratando por causa do que se chamava, por medo de se pronunciar os nomes feios, de doenças da rua. É claro que tinha motivos para crer nisso, já que o doente aparentemente fazia muita questão de manter segredo de seu tratamento. Foi sendo tomado de uma curiosidade cada vez maior com relação a isso, mas para saber que tipo de medicamentos era teria que ver as embalagens que não se queria mostrar. Teria que penetrar no quarto do rapaz às escondidas para saber. Plano sórdido que a um homem de sua conduta só era perdoável, e mesmo assim depois de muito remorso, pelo grande amor que tinha por sua filha. Esperou que Anderson saísse para que pudesse perpetrar seu plano de invasão. O destino novamente interveio, quando o rapaz esqueceu-se de fechar as janelas ao sair. Ricardo entrou e foi com um misto de alegria e angústia que procurou até encontrar os tais remédios. Como não teria como saber o que significavam aquele nome, e não confiaria que pudesse lembrá-los, anotou-os um por um.
Saiu apressado como apressados sempre estão aqueles que se encontra em flagrante delito, e se dirigiu diretamente à casa do médico que era amigo da família e seu Ricardo havia sido seu padrinho de casamento, pois como disse antes toda essa família era muito bem quista na região. Não contou, pois não teria coragem para tal, o motivo porque desejava e necessitava muito saber para que servissem aqueles remédios.
O médico que, como já disse era seu amigo, depois de ler os nomes fechou o semblante em uma expressão muito preocupada com relação à saúde de Ricardo, e contou-lhe a terrível verdade. Os remédios eram recomendados à pacientes com perturbações mentais graves. Ou seja, a pessoa que precisasse tomar aqueles remédios era um psicopata em potencial. Ainda pôs-se a explicar o que seria a psicopatia, como havia uma disfunção no funcionamento do cérebro do portador, notadamente no dizia respeito às regras de convivência em sociedade. E que uma pessoa definida como psicopata não tinha, nunca, parâmetros regulares para suas ações e que, por esse motivo tanto podiam jurar amor como atentar contra a vida de pessoas que conhecesse.
Diante dessa situação, talvez para confirmar que estava certo em desconfiar do rapaz, ou ainda porque não pôde agüentar o peso da revelação seu Ricardo contou ao amigo médico quem estava se medicando com aqueles remédios. Como ele disse na época, mais tarde com muito mais amargura, o coração de pai que batia em seu peito não se enganaria com relação ao futuro de Verinha, seu maior tesouro na vida.
Então o médico teve que, devido às circunstâncias, ser sincero com o desafortunado pai. Sua querida filhinha estaria correndo perigo caso se casasse com esse rapaz, e mais, caso viesse a ter filhos com ele, eram grandes as chances de que estes desenvolvessem esse mesmo mal, que segundo o médico em muitos casos era transmitido hereditariamente.
Ricardo agradeceu e se retirou da casa do médico com o peso maior que o mundo contido naquela revelação. Agora tinha realmente motivos para a angústia que vinha sentindo, até então sem razão, e vários motivos: não poderia contar de que maneira conseguiu saber tais coisas, não via como evitar os acontecimentos desagradáveis que esperavam sua filha, e não tinha nenhum argumento sólido para se opor ao relacionamento. O desespero invadiu sua alma e ele se pôs a meditar um meio de não ter que passar pelo parecia agora inevitável.
Apoiou todas as suas esperanças na argumentação da idade do noivo ser maior que a de Verinha para começar desse dia em diante uma campanha ferrenha contra o rapaz. Argumento muito fraco, é verdade, mas não via outra possibilidade. Apelava para seus pressentimentos de que a menina seria infeliz com um casamento assim, com uma pessoa que era quase um desconhecido. Sabe-se lá quantos outros argumentos vãos tentou essa atormentada criatura para demover a filha.
Aconteceu justamente o contrário. Quanto mais tentava convencer a criança que tanto amava de que estava certo em relação às coisas que dizia, mais e mais esta menina se obstinava em declarar a quem quisesse ouvir seu amor por aquele que, em seus sonhos já era seu esposo.
E um dia, cansada de tanto desgastar a relação com seu pai, Verinha chamou-o aos eu quarto fez-lhe o que lhe pareceu ser o certo para endireitar a situação, pôs seu pai na berlinda. Assegurou-lhe que se, realmente fosse da vontade dessa ela se disporia a deixar Anderson, mas que seu pai ficaria, em contrapartida implicado em caso de que ela vindo depois a se casar com outro ser infeliz. Fato que não perdoaria nunca porque acreditava que deveria ter o direito de escolher o que lhe parecia melhor para a sua felicidade. E que se a felicidade discutida ali era a sua, ela estava perfeitamente convencida de que essa felicidade estava ao lado de Anderson.
Como não nos é dado saber o futuro de antemão, salvo quando mentimos Ricardo não pôde garantir à sua filha que o próximo relacionamento lhe seria melhor. E por essa razão aliada ao respeito que sempre tivera para com a opinião dos seus entes queridos, se viu obrigado a concordar com o fato de que sua filha casaria com o rapaz de quem ele tinha motivos para não aprovar, mas que desgraçadamente, contra qual não tinha como apresentar provas. Enfim, a vida seguiu seu curso de acordo com seu destino, e Ricardo só pôde rezar pela felicidade de sua filha a despeito de tudo o que sabia e sentia.
Para aumentar seu tormento, como teve ceder à idéia do matrimônio, parou de procurar dissuadir sua filha, que estranhou o fato e veio questionara o motivo de tão brusca mudança de atitudes. Ele pôs-se a desfiar razões para tal, principalmente devido ao seu caráter apesar do delito cometido ser bastante justo, e se concordara com a filha não iria mais se interpor entre o casal, e coisa e tal. Foi nessa conversa que ele sentiu o seu sangue gelar, quando animada com o fato, sua filha exclamou com toda a certeza de seu coração enamorado que ela, contrariando todos os prognósticos sombrios de seu pai, iria ser muito feliz com seu amado, e dariam a seus pais, muitos e lindos netos. Toda a explanação de seu amigo médico lhe voltou à mente; aterrorizando-o.
O casamento foi marcado para dali a poucos meses. Poucos mas, agonizantes para Ricardo com sua dor.
Apesar de tudo o que sentia Ricardo deu à sua filha uma festa digna da menina que esta sempre fora para a família. Depois de casados, os felizes jovens vieram a morar na casa em frente à dos pais da noiva. E muito embora isso possa parecer conveniência demais, atesta os personagens que isso foi mesmo uma coincidência. Feliz coincidência que o destino preparou.
Mesmo depois de sua filha haver se casado a mãe de Verinha, dona Carlota insistia na idéia de que sua filha não tivesse filhos, com argumentos muito elaborados de que o casal precisa antes de um tempo para se conhecer bem na intimidade, e que o casamento que inicia, embora nunca se queira isso, pode vir a ser o casamento que se finda. A tudo isso Verinha ouvia com atenção e respeito, mas estranhando a atitude da mãeAté que um dia enquanto Carlota lhe passava esse tipo de conselhos a menina, agora esposa desabafou algo a respeito de que se continuasse assim ela acabaria seus dias ainda virgem. Carlota disfarçou, achando graça da reação de sua filha aos seus conselhos. Ela interpretara errado o desabafo da filha, crendo que esta se referia à sua insistência naquele assunto.
Só mais tarde, quase muito tarde, é que se soube a verdade.
O tempo passava e as atitudes e aparência de Verinha não condiziam com as de uma moça que se casara a menos de dois meses. Ela emagrecera uns cinco quilos nesse período. Perdera a alegria que lhe era tão característica. E o que era mais estranho ainda: mal aparecia na casa de seus pais que tanto havia amado, mesmo tendo que para isso somente atravessar a rua.
Os pais preocupados lutaram para saber o que estava acontecendo até descobrir que Verinha vinha sendo surrada pelo marido constantemente, principalmente devido ao fato a que Carlota deu tão pouca importância quando sua filha quisera lhe contar. O marido da moça, em conseqüência do tipo de remédio que usava era sexualmente impotente. E descontava esta frustração na pobre e agora também frustrada garota. E embora isso lhes tenha provocado á justa revolta, o destino novamente riu deles, trouxe também com essa notícia a alegria de que o perigo previsto pelo médico de que nascesse um psicopata deixava de existir pela não consumação do casamento. E a não consumação carnal do casamento era dado que oferecia a possibilidade de uma separação legal.
Nesse período a vida de Ricardo e Carlota se resumia a rezar por sua filha adorada e tentar encontrar uma maneira de livrá-la do suplício.
Estavam eles nesse dilema de todo dia, tomando chimarrão na varanda, com Ricardo tentando consolar sem grande sucesso sua esposa, quando da casa em frente se ouviram barulhos que até suspenderam as batidas do coração dos atormentados pais.
É bom que se ressalte que a jovem, herdando o caráter do pai se recusava a reclamar da situação a que estava submetida por sua escolha infeliz.
Dessa vez a cena que havia se tornado banal na vida do jovem casal foi pela primeira vez presenciada pelos pais de Verinha, e por quem mais quisesse ver. Anderson ergueu Verinha nos braços e jogou para fora de casa. Ricardo e Carlota se puseram em socorro à filha que havia perdido os sentidos na queda e o pai teve erguer, e meio que arrastando a filha ir tirando-a do alcance de Anderson, enquanto se defendia com um só braço dos ataques que esse lhe desferia no intento de lhe arrebatar a jovem. Foi salvo pela chegada de vizinhos que acudiram à tão cruel cena. E então com a ajuda dessas pessoas o agressor foi dominado e Verinha levada para a casa de seus pais de onde, agora ela sabia, não deveria ter saído para acompanhar tão amorosamente seu cruel algoz.
Após três longos meses em que se tratou das feridas em seu espírito com o amor que ela merecia agora mais que ninguém tramitava os papéis da separação, Verinha pôde enfim recomeçar a feliz vida que tivera, antes que a catástrofe viesse vestida em sonho de amor e carícias lhe visitar, roubando-lhe as ilusões que tinha até então sobre a vida.
Depois com gosto o pai de Verinha comentava, aquele era o dinheiro que melhor gastara mal, pois nem havia terminado de pagar a festa de casamento e já estava pagando à custa do processo de separação.
Com muito gosto mesmo.
Providenciou-se para que Verinha fosse levada para uma cidade no estado do Mato Grosso do Sul, onde uma tia sua era proprietária de um posto de gasolina, para trabalhar, ficar longe do alcance de Anderson e tentar, merecidamente recomeçar sua vida.
Então o destino, apiedado ou enfadado com a triste história de Verinha começou a lhe sorrir. No novo mundo em que se refugiou conheceu seu real amor, em pouco tempo com a coragem que sempre soube ter, conheceu, enamorou-se e casou-se com Marcos, que por ironia de adivinhe quem tinha os pais morando vizinhos aos de Anderson, de quem não tive mais notícia.
O atual marido de Verinha se mostrou uma pessoa excepcional, com caráter bastante compreensivo... Em resumo, o homem que ela merecia desde o início. Têm três filhos maravilhosos que é uma alegria muito grande para os avôs, que sonharam tanto com isso.
O destino de Verinha no final lhe foi bondoso.
Ou apenas justo, depois de tudo o que ela passou.
E pelo menos eu aprendi que, nunca será tarde para buscar num recomeço o que teremos o direito de possuir, se tivermos equilíbrio para enfrentar as situações adversas que certamente existirão em nossas vidas.
SUPERTIÇÃO DIABÓLICA:
Acredito existirem acontecimentos que ocorrem unicamente para ensinar a todos que possam com ele aprender qualquer coisa de útil para suas vidas, razão pela qual me proponho a contar esta história que aconteceu comigo a muitos anos e que sempre me acompanhou, nunca me deixando esquecer coisas que nos são básicas para se viver o dia-a-dia com mais serenidade e sabedoria.
Paulo e Joana eram casados e vivia uma vida sossegada com seus filhos que eram 6, dos quais o mais novo contava 8 meses e o mais velho 16 anos.
Era uma família perfeita, tanto quanto pode ser perfeita uma família, se não eram ricos também não passavam necessidades materiais, já que ambos trabalhavam. Paulo em uma empresa madeireira que funcionou em nosso município por muitos anos; a Solidor. E Joana revendendo perfumes e produtos de beleza para uma empresa de Santa Catarina. Vivia ele com seus filhos em uma casa de propriedade no bairro Altos Recreio, casa esta que ainda existe apesar de já ter se passado mais de 20 anos e de a família já ter ido embora de nossa cidade.
Eu era muito amigo dessa família, e essa amizade ficou ainda mais forte depois que eu ajudei no parto de Joana quando do nascimento de um de seus filhos.
Paulo era um homem extremamente correto, motivo pelo qual era muito, estimado pelos vizinhos a quem não se cansava de ajudar sempre que, fosse necessário, enquanto que Joana tinha seu trabalho, seus filhos e seu marido para cuidar e mesmo assim arrumava sempre um tempinho para cultivar sua amizade com todas as pessoas que cruzavam seu caminho.
O fato é que a querida mulher começou a sentir-se cansada, sem vontade para o trabalho e desanimada para a vida. Tinha muitos pesadelos que não a deixavam dormir direito durante a noite, enquanto seus dias se arrastavam com o peso desses sonhos maus.
Por isso ela foi procurar o médico, várias vezes, sem que o seu problema se resolvesse.
Como era bastante supersticiosa, ao contrário de seu marido que teimava em não acreditar nessas coisas, ela foi procurar uma curandeira que moradora próxima para se consultar.
A mulher que se apresentava como curandeira - era assim que ela queria ser chamada- se dizia capaz de fazer barbaridades dentro se suas funções: era espírita, fazia simpatias para achar perdidos, previa acontecimentos, lia a sorte, arrumava casamentos, enfim, não milagre que ela não operasse dentro de sua área: a superstição.
Joana, uma pessoa impressionável, se deixou envolver e confidenciou à mulher tudo pelo que estava passando, ao que a mesma ouvia com muita atenção antes de dar-lhe o terrível diagnóstico. Sabendo que Joana era bastante suscetível a senhora não teve dificuldade nenhuma em convencê-la de seu horrível estado de saúde. O fato é que a mesma curandeira estava fazendo um “trabalho”- que é como se costuma chamar esses sortilégios – “trabalho” este que fora encomendado por outra mulher a fim de fazer com que Paulo se apaixonasse por esta outra. Para a curandeira era uma questão de honra realizar o que havia prometido para a tal mulher, além de ser muito compensador financeiramente, já que a cliente tinha muito dinheiro. Mas, o que complicava a história era o fato de que a esposa de Paulo era muito mais bonita que a sua estimada e endinheirada cliente.
Com certeza, a curandeira sentiu-se comodamente instalada na situação em que estava a pobre Joana, para começar a concretizar seu plano diabólico, já que a superstição de Joana a deixava à sua mercê. E pôs-se a “trabalhar”.Olhou firme e profundamente para dentro dos olhos de Joana e começou a lhe dizer com a voz mais rouca e teatral que podia coisas como o fato de que a pobre mulher estaria possuída e que se não quisesse ir para o inferno deveria seguir suas instruções; instruções que obrigavam Joana a ir para a casa e se entregar à morte encomendando sua alma a Deus, se não quisesse que o Demônio viesse buscar todos os seus filhos e seu marido, caso em que somente ela sobreviveria para sofrer tudo isto e espiar suas culpas que Deus estava castigando dessa maneira. A única solução para o problema, segundo a curandeira era que Joana fosse para casa, se deitasse na cama e esperasse a morte chegar para levá-la, caso em que seu marido e filhos sobreviveriam e seriam felizes.
Joana obviamente ficou arrasada com essa revelação, pois acreditava muito nessas revelações, foi para sua casa e se atirou em sua cama, não mais comendo ou bebendo, desejando realmente morrer para acabar com aquele tormento em sua alma.

A FÚRIA:
Antes de contar esta história singela, mas de grande valia para o enriquecimento humano, segundo minha modesta opinião; gostaria de deixar bem claro que como eu sempre fui um homem de fé e sempre gostei de ter esse fato respeitado pelos meus semelhantes, sempre procuro respeitar a fé de todo ser humano que cruza meu caminho. Então, eu não gostaria que a mensagem da minha história fosse deturpada por discussões ideológicas a respeito da crenças individuais de cada um, que como afirmei respeito muito.
Aconteceu comigo enquanto estava trabalhando na Casa de Saúde do doutor Kit Abdala, um fato que se não é corriqueiro e banal, ao menos não me chamou tanta atenção no período em que ocorreu como o chamaram alguns pares de anos depois.
Era minha noite no plantão do hospital e tudo corria perfeitamente dentro do que era esperado até algo em torno das duas horas da madrugada, quando ouvi uma movimentação diferente do que se costuma ter nessas cidades, ao menos nesse horário adiantado. Ouvi também, logo a seguir gritos por socorro, fato a que acudi rapidamente, e ao sair para a janela vi muitas pessoas ao redor de uma loja que estava incendiando. Peguei o extintor de incêndios que ficava no corredor e sai para a rua, chegando logo à loja de calçados em chamas, chamas que estavam já muito altas para que eu pudesse realmente ajudar com o meu extintor; mas mesmo assim eu tentei. E foram chegando mais pessoas, algumas para ajudar e outras para bisbilhotar mesmo.A coisa começou a ficar realmente dramática quando o fogo se propagou para a loja que ficava vizinha, e que trabalhava com artigos de caça e pesca, já que dentre estes materiais havia alguns que eram explosivos. Inclusive o nosso maior motivo de aflição no momento; as munições. E quando o fogo chegou á esse ponto o que se viu foi um grande número de pessoas procurando desesperadamente se proteger dos projéteis que voavam em todas as direções.
E não demorou muito para que as duas lojas fossem consumidas pelas chamas.
Restando-me somente a tarefa de consolar os donos das lojas, pois éramos amigos, principalmente com os donos da loja de sapatos onde o fogo começara. Tarefa bastante árdua, já que meus amigos estavam inconsoláveis com a tragédia que se abatia sobre os negócios da família, de onde inclusive tiravam seu sustento.Depois eu soube que a loja estava no seguro e fiquei bastante feliz pelo fato de que estes amigos poderiam ter a chance de tentar se reerguer.
E não fiquei sabendo do que lhes aconteceu posteriormente a isso porque nesse período fiquei afastado dessa cidade por alguns anos, foi nesse período que me casei e até que vivi algumas outras aventuras por ai.
Depois de casado, vim para Quedas do Iguaçu trabalhar com um amigo que eu conhecera no mesmo período de trabalhos na enfermagem e que agora fora eleito prefeito nesta linda cidade. Viemos eu e minha esposa, recém casados.
O destino dá seu jeito para que se torne um ciclo eterno a nossa vivência na terra. Eu estava morando na região da cidade em que houve o tal incêndio. E se o fato que marcou meu retorno para ela foi triste, mais triste ainda foram os acontecimentos que presenciei nela posteriormente.
Depois de doze anos morando em Quedas do Iguaçu, minha esposa foi acometida de uma grave crise de depressão e após tentarmos muitos tratamentos, soubemos que na cidade anteriormente referida havia um médico que estava se saindo muito bem nesse tipo de tratamentos. E nos pusemos na companhia de um amigo para a consulta com o médico.
O fato pelo qual adverti anteriormente com relação ao debate ideológico de religiosidade apresenta nesse ponto sua razão de ser.
O médico era um espírita convicto, razão pela qual insistia em que a consulta fosse à presença de espíritos que lhe guiavam no diagnóstico. Esse, segundo ele era o motivo pelo qual estaria indo tão bem em seu ofício. Como já disse antes, sou bastante católico e apesar de respeitar a crença dos outros, não me vi tentado a abdicar da minha. Mas, como tínhamos estado em muitos outros médicos sem resultados satisfatórios resolvemos que poderíamos tentar para ver o que dava.
Então a senhora que estava encarregada de conduzir-nos até a casa onde se daria a consulta nos levou, a mim, minha esposa e meu amigo para o lugar, nos deixou em um porão escuro e pediu que nos sentássemos para esperar.
Esperamos e algum tempo depois, chegaram o médico e o casal de espíritas que o guiavam todos vestidos em túnica branca, e estes espíritas se puseram a dizer coisas estranhas e algumas mais ou menos genéricas que até que casavam bem com a realidade vivida por mim e minha esposa. Falaram mais ou menos por uma hora e depois que a consulta foi dada por encerrada, as luzes foram acesas e o casal nos foi apresentado.
A minha surpresa não teve tamanho ao reconhecer neles o casal de amigos que há doze anos havia posto fogo na própria loja para receber o seguro. Mas que antes tiraram de dentro das caixas os sapatos e que por isso haviam sido presos e condenados a doze anos de cadeia. Depois soube destes detalhes, e me senti bastante tolo ao relembrar como eu tentava consolá-los na ocasião. E como pareciam inconsoláveis!
Desonestos por completo, acharam outro jeito de continuar enganando os seus semelhantes.
E eu quis contar essa história não como motivo de descrédito para os espíritas que realmente levam sua religiosidade a sério e sim para dizer que; mesmo quando estamos em situação difícil devemos ter o cuidado de procurar saber com quem estamos buscando ajuda.
E meus inconsoláveis amigos de doze anos atrás que nem sequer me reconheceram!

QUEM FAZ O BEM RECEBE O DOBRO:
Os nomes das personagens desta história não são verdadeiros, para não constranger as personagens reais.
Lá por 1969, quando eu trabalhava no posto de saúde, como vigilante sanitário, fui chamado para atender uma ocorrência de uns cidadãos que estavam vendendo carnes clandestinas. Matavam a criação debaixo de árvores e vendiam para os moradores da cidade sem qualquer cuidado higiênico.
O Sr. Sebastião falou-me para eu pedir a um soldado da polícia que me acompanhasse até a residência do seu Joaquim para fazer apreensão da carne. Fui até a delegacia, contei ao delegado o que estava acontecendo e ele ordenou que um dos soldados fosse comigo.
O soldado pegou o jipe, único veículo disponível para fazer diligências, e embarcamos para a dita diligência. Antes de sairmos, o soldado ao conferir o tambor do seu revólver, percebeu que estava vazio e então fomos até o subdelegado de polícia para conseguir balas, ele tinha apenas duas, mas mesmo assim nos forneceu as balas. O soldado colocou-as no cilindro do seu revólver e finalmente partimos para a nossa missão. Tínhamos ordem de fazer apreensão de toda a carne, mesmo a que encontrássemos nas mãos dos consumidores na estrada.
Analisando a situação, sugeri ao soldado que fizéssemos apenas uma visita ao local onde estava sendo vendida a carne e déssemos uma orientação ao vendedor, para que ele se regulamentasse. Achei que seria melhor dar uma oportunidade antes de dar um castigo.
Durante o trajeto encontramos várias pessoas trazendo pacotes de carne nas mãos. Ao chegarmos ao local, onde estavam carneando os animais encontramos muita gente e alguns açougueiros. Fomos recebidos pelo proprietário, que não nos conhecia, pois fazia pouco tempo que eu e o soldado morávamos no município. Deu-nos um banco para sentarmos e nos trouxeram uns torresminhos para comermos até que ele pudesse atender-nos.
Acabada a venda de carne, o proprietário sentou-¬se ao nosso lado e nós nos apresentamos a ele e dissemos-lhe o motivo da nossa visita. Ele até que compreendeu, mas a sua esposa que estava dentro de casa perguntou o que nós estávamos fazendo ali. Ele respondeu-lhe em polonês que eu não entendi. Mas deve ter-lhe falado que estávamos ali para apreensão da carne a mando do Sr. Sebastião que era o maior inimigo político e pessoal deles.
Então a mulher salta porta fora, falando em polonês e com uma arma de grosso calibre apontada para nós. O seu Ricardo, o dono da casa e do gado que estava sendo carneado e vendido agarrou sua esposa antes que ela puxasse o gatilho. Ela desmaia e os açougueiros ao perceber o que estava se passando foram se aproximando, todos com uma faca na mão e falando em polonês. Eu e o soldado sem saber o que estavam falando, mas boa coisa não era, pois me olhavam de forma ameaçadora e gesticulavam com as facas na mão. O soldado não sabia o que fazer e tentava proteger-me com os braços.
Enquanto isso a mulher que havia desmaiado estava sendo colocada num caminhão para ser levada ao médico. Ao mesmo tempo um menino em disparada corre pelo potreiro, para avisar ao pai da mulher desmaiada o que estava acontecendo. Não sei o que o menino contou para o avô dele, porque de repente surge um homem enorme, no potreiro, com um 32 niquelado, correndo em nossa direção. Aí eu falei para o soldado que ligasse o jipe para irmos embora, pois a situação estava perigosa. Subimos no jipe, mas ele não funcionou, não tinha motor de arranque, tentamos empurrar e nada, enquanto isso o homenzarrão chegou perto de nós e apontou o revólver para a minha cabeça. O soldado pedia pelo amor de Deus para ele se acalmar, até que com muito jeito eu fui explicando a ele o que realmente se passara e depois de alguns minutos que pareceram horas para mim o homem tirou a arma da minha cabeça. Informado da situação, mas inconformado parou um pouco para pensar e aproveitando esse momento de distração dele, empurramos desesperadamente o jipe. Nunca fiz tanta força como naquele momento, mas valeu porque o jipe finalmente funcionou e fomos embora pelo meio da capoeira, correndo o mais que podíamos.
Ao contar para algumas pessoas sobre o que aconteceram, essas pessoas disseram-me que eu havia me metido no meio de uma intriga muito feia entre quem havia me mandado fazer a apreensão da carne e o dono da carne. Aí que eu percebi o perigo que eu havia corrido.
Depois de algum tempo ainda corria o boato que o homem que apontara o revólver para mim, queria acertar as contas comigo e com o Sr. Sebastião a quem eu era subordinado e que havia me mandado fazer a apreensão da carne. Eu me cuidava e tinha medo de uma represália, mas o tempo foi passando e não aconteceu nada, parecia que eram apenas comentários. Eu já estava conseguindo trabalhar mais tranqüilo, atendendo às pessoas normalmente. Só ficava mais apreensivo quando precisava atender algum parto à noite, no interior, para pessoas estranhas.
Em uma noite de chuva levei um susto muito grande, acordei com buzinas e logo em seguida ouvi pancadas fortes à porta. Meio temeroso fui atender e percebi que era uma pessoa simples que me pedia para eu socorrer sua esposa, que estava para ganhar nenê e passava muito mal. Peguei a minha maleta, entrei no jipe e partimos. Depois de duas horas de viagem por estradas e picadas, chegamos a um ranchinho no meio do mato. Entramos e já comecei a trabalhar com a parturiente que eu percebi ser uma índia que estava com muitas dores e assustada. Era meia noite quando cheguei lá e seis horas da manhã quando saí, deixando a índia medicada e com o seu indiozinho nos braços. O índio levou-me de volta para casa e ao chegarmos, perguntou-me quanto me devia e eu perguntei-lhe quem ia pagar o parto, ao que ele respondeu que seria a índia que iria derrubar mato para poder me pagar. Então eu falei que não ia cobrar nada, pois fiquei com pena do casal de índios. Ele agradeceu-me e foi embora.
Passado algum tempo, eu estava trabalhando no posto de saúde quando entra um senhor na minha sala. Ao olhar para ele tentando saber quem era, reconheci¬-o como o homem que havia me apontado o revólver no episódio da apreensão da carne. Levei um choque, senti meus cabelos em pé, mas não disse nada, nem sequer o cumprimentei. Fiquei paralisado. Ele veio até a mim, deu-me a mão e falou que tinha vindo pedir-me desculpas, que havia cometido um erro e falou uma porção de coisas que nem podem ser comentadas.
Espantado com tudo aquilo lhe - perguntei por que estava se desculpando e ele responde-me que a índia que eu havia socorrido e o marido dela eram seus agregados e por isso ele estava se desculpando comigo. Graças a isso acabamos ficando grandes amigos da família dele e o casal de índios, e o que havia acontecido antes não passara de um mal entendido.

MILAGRE OU CAUSALIDADE?
A história que passo a relatar aconteceu comigo, e com os meus colegas de trabalho. No dia 01 de setembro de 1976, e tem como objetivo engrandecer o nome do nosso Pai das alturas (Deus) Senhor grandioso e misericordioso a quem adoramos, além de exaltar o fato de que Ele continua realizando milagres espetaculares em nossas vidas, ainda hoje, assim como realizara no passado e nos revelara, através da Bíblia Sagrada.
Todas as vezes que eu lembro dste acontecimento eu sinto um arripiu em todoo meu corpo. Para melhor compreenção me permitam em esclarecer a todos que eu atualmente sou uma infermeira aposentada. Eu Zelinda trabalhei junto com o meu esposo Antonio na ária da saúde, preventiva e curativa, mas dos trinta e cinco anos que trabalhei como enfermeira e outra atividades relacionada com a medicina, o fato que mais me marcou e que por mais que o tempo passe eu ainda lembro como se tudo tivesse acontecido há apenas um mês, foi o seguinte: foi em meados de 1974, eu, a Sebastiana de Oliveira, a Maria Verig, e o Antoninho trabalhávamos todos no mesmo hospital.
Certo dia estava trabalhando normalmente quando foi internada uma gestante com fortes dores de parto, com um agravante. Cada vez que sentia uma contração entrava em convulsão, aproximadamente umas dez vezes cada hora. Apesar de ser muito pobre a mulher estava internada particularmente, pois na época não havia na cidade um Sindicato e nem INPS (nome antigo do atual SUS) para que pudesse ser atendida gratuitamente.
Três dias se passaram e a gestante continuava com o mesmo sofrimento com uma convulsão atrás da outra. E o médico já havia constatado que o feto estava morto há uns dois dias, e nós também achávamos o mesmo, inclusive o enfermeiro Antoninho, com sua grande experiência em partos. Todos estavam muito preocupados com a situação da pobre mulher, ela estava correndo um grande risco, porque não podia ser operada, pois segundo o médico a pressão dela às vezes caia para zero e sendo assim se lhe fosse aplicada anestesia ela morria. Tirar o feto pelo caminho normal também não era possível porque o útero estava fechado, as contrações não eram suficientemente fortes para empurrar o feto devido às convulsões. E as convulsões ocorriam pelo fato que o feto estava comprimindo algum músculo ou órgão da mãe. Quando eu e o Antoninho entrávamos no quarto da gestante e ela estava sofrendo uma convulsão, ficávamos arrepiados ao ver a pobre mulher que se encolhia toda na cama e ficava parecendo uma bola toda enrolada e era preciso que umas quatro pessoas a segurassem para que ela não caísse. A única maneira de salvar a mãe era tirando o feto do seu útero, mas isso era praticamente impossível.
O médico chamou os parentes da mulher e explicou que a paciente estava desenganada e como não havia nada que pudesse ser feito, mandou que eles a levassem para casa. Eles não se conformaram e pediram ao Antoninho que convencesse o médico para que ele deixasse a mulher morrer no hospital, seria muito triste para ela morrer perto das crianças. Eles queriam também que o Antoninho examinasse a gestante e tentasse tirar a criança que já estava morta, para ver se pelo menos a mãe se salvasse. Antoninho penalizado com a situação concordou em falar com o médico, que só depois de muita conversa concordou que Antoninho fizesse o que os parentes da gestante estavam pedindo. E com eles também foi conversado muito, explicando todas as implicações da atitude que ia ser tomada.
Depois de tudo resolvido levamos a gestante para a sala de parto e os parentes foram também para ajudar a segurá-la, pois quando tinha as convulsões ela reagia de forma violenta. Na sala estava também mais uma enfermeira, além de mim. Colocamos a mulher em posição ginecológica, o enfermeiro colocou suas mãos nas partes genitais da paciente para alcançar o útero e tentar abri-lo. Concentrado não desistia de sua tarefa, mesmo quando a paciente entrava em convulsão.
A família chegou a pedir para a outra enfermeira uma vela para colocar na mão da paciente, eles não queriam que ela morresse sem uma vela na mão. A vela foi colocada e retirada várias vezes, pois a mulher parecia que morria e ressuscitava, e o enfermeiro não desistia da luta, falava com a voz calma que mesmo que o feto saísse aos pedaços salvaríamos a mãe. Era tão difícil, mas o enfermeiro parece que sabia que ia acontecer um milagre. Já havia se passado quatro horas desde que tínhamos levado a mulher para a sala de partos. O enfermeiro continuava sua luta e o seu rosto e o seu jaleco estava encharcado de suor, um pouco devido ao calor e outro tanto devido a sua luta para dilatar o útero e tirar o feto do corpo da mãe.
De repente, o enfermeiro falou que o útero já estava com cinco dedos de dilatação, porém muito alto. Pediu-me então o fórceps (aparelho usado em último caso). Este aparelho tem a finalidade de arrancar à força o feto de dentro do útero. E uma operação muito delicada, pois não se tem visão do campo de trabalho e corre-se o risco de junto com o feto arrancar o útero, provocando um quadro muito feio e perigoso. O enfermeiro colocou então, na vagina da paciente uma haste do fórceps, depois a outra, com força fixaram o cabo e começou a puxar, enfrentando as contrações e convulsões e logo percebemos que o feto estava preso no fórceps e estava descendo, a expectativa era grande, além de haver a possibilidade de o útero vir junto, ainda havia o risco de se ter causado lesões irreversíveis, ou afundamento do crânio do bebê, o que pode causar morte. Mas nesse caso não estávamos tão preocupados com isso, pois era certo que o bebê estivesse morto e mesmo que não estivesse ainda seria quase impossível de ele se salvar devido ao método agressivo que foi usado e ainda que se salvasse poderia haver seqüelas.
Aos poucos foi aparecendo uma bola que não dava para saber se era a cabeça do bebê ou o útero. O enfermeiro desprendeu o aparelho e nos disse entre lágrimas e sorrisos, que a mãe estava salva e foi puxando a cabeça da criança sem muito cuidado, pois se tratava de uma criança que há dias já estava morta. Numa contração forte o bebê foi expelido e ouvimos atônito um choro forte como nunca havíamos escutado de um recém nascido, como daquele bebê que todos consideravam morto. O mais incrível é que o bebê não tinha nenhuma lesão no corpo e nem no rosto.
Quando o enfermeiro viu a criança viva e perfeita levantou-a para o alto e disse que Deus havia escutado nossas preces, havíamos salvado a mãe e o seu bebê e todos que estavam no quarto se abraçavam, choravam e riam ao mesmo tempo. Eu saí pelos corredores do hospital correndo, tentando encontrar o médico para dar-lhe a boa notícia. Quando ele entrou no quarto e viu o Antoninho amarrando o cordão umbilical do bebê, não disse uma palavra e todos ficaram em silêncio também. Naquela hora o silêncio era a melhor resposta disse o enfermeiro Antoninho quando tudo já estava acabado.
Três dias depois, observávamos mãe e filho saírem do hospital e não podíamos conter as lágrimas, pois só nós mesmos sabíamos o que havia acontecido com aqueles dois seres. Foram estas as palavras do enfermeiro: “Não acredito em milagres, mas só Deus poderá nos dar uma resposta”.
Esse caso pode ser confirmado por quem o presenciou, pois todos estão vivos.
O que o enfermeiro fez foi ilegal por não conhecer direito as leis médicas e por desespero de causa. E apesar de ter salvado duas vidas poderia ter sido processado por exercício ilegal da medicina. Hoje ele sabe o risco que correu e jamais terá coragem de repetir tal procedimento.
Mas todos sabem no fundo de seus corações, que Antoninho foi levado a tomar aquela atitude unicamente por altruísmo e compaixão pelo ser humano.

O VIGILANTE:
Vamos falar do duelo entre a razão e a emoção. Seja na vida sentimental ou profissional lá está ela: a razão em combate com a emoção.
A emoção é algo que nos faz agir por impulso, pensando exclusivamente no bem estar, na alegria momentânea. Esta mesma emoção nos faz chorar, sorrir, enfim, é o sentimento que aflora sem que sejamos racionais.
Por outro lado temos a razão. Agir com a razão é pensar no amanhã, nas conseqüências de uma decisão. A razão nos coloca um freio e diz:”É melhor arriscar com cautela e medir as conseqüências dos seus atos”.
E você? É razão ou emoção? Quantas vezes você viveu este conflito no trabalho ou na vida pessoal? Quantas vezes você já perdeu o sono tendo que escolher entre esses dois sentimentos?
A vida é feita de escolhas e em cada uma delas sempre há este duelo entre razão e emoção, consciência e coração, e você muitas vezes precisa abrir mão de um deles. As escolhas não são nada fáceis. Muitas vezes adiamos esta decisão por medo de sofrer ou se arrepender.
Imagine a cena. Você recebe proposta para trabalhar em uma grande empresa e seguir a carreira dos seus sonhos, porém você está empregado e possui um cargo público há dez anos. Você sabe que a nova empreitada será acompanhada de muitos riscos, mas seu coração bate mais forte a cada vez que você pensa nesta nova oportunidade. “Esta é a emoção falando mais alto”
Voltando para a mesma cena, você para e pensa na sua estabilidade de 10 anos no mesmo emprego e sendo concursado a decisão pesa mais ainda. Ai você pensa que pode não dar certo e você pode ficar desempregado e não conseguir quitar seus compromissos financeiros. “Neste momento você optou pela razão”Independente da escolha a ser feita, saiba que somente você poderá decidir. Então me diga: Razão ou Emoção?
Em todos os cantos desse mundo de meu Deus, existem histórias que quando contadas servem para exemplo a milhares de pessoas, em se havendo em seus conteúdos a essência do nobre fazer, que quase sempre está associada ao se fazer de sua rotina uma coisa nobre, e por isso grandiosa para a sua aposentadoria.
O que eu passo a relatar agora pode parecer exibicionismo de minha parte, mas não me importo em definitivo. Porque o que quero é poder contar o que aconteceu na vida profissional de milhares de seres humanos em todo o mundo, que mesmo que sejam mal remunerados mais e mais se fazem dedicados ao seu labutar incessante dia após dia. Pessoas que passam a vida a se dedicar aos outros sem se dar conta que estão realizando uma boa ação, e que somente verão os efeitos desses atos quando virem o reflexo de seus cabelos brancos e sua resistência física está por demais debilitada.
Mas quando olha para as suas realizações do passado, vê que valeu a pena e se orgulha de tê-lo feito. Construído um castelo do qual se orgulha e quer admirar nos mínimos detalhes e mostrar sua arte. E ergue isso num pedestal.
Conta-se isso é para que fique claro que vale a pena ter metas a se atingir, mesmo que as mesmas possam parecer impossíveis a princípio.
Eu tive o privilégio de ver isso acontecer muitas vezes e a sorte de poder me espelhar em alguns desses exemplos para construir o meu próprio castelo. Que eu não sei como ficará no final, mas que sei que conseguirei construir.
A história começa de maneira despretensiosa, quando em um dia de trabalho absolutamente comum eu estava andando, a pé como gosto de fazer, carregando o peso de minha maleta de serviços com tudo o que ela representa em termos de reclamações, tanto as que cabem nos papéis a que se destinam quanto as que não posso registrar nos referidos, mas que pesam bastante, em minha mente, chegando a parecer que estão alojadas no estômago.
Estava passando por uma rua qualquer de uma dessas localidades que mais carecem de atenção no município, quando percebi duas senhoras conversando a respeito de ir a um velório. Não por curiosidade, e até nem mesmo por ato de caridade cristã, mais por força da profissão me aproximei e perguntei quem havia morrido.
Quando me disseram que havia sido uma criança e que estava sendo velado naquele barraco logo em frente me apontando o tal com o dedo, eu me dirigi para o mesmo, porque como já disse faz parte do meu trabalho saber que mal ataca a nossa população.
Em cima da mesa havia um pequeno corpo sendo velado à luz das velas que quase chegava a tocar a lona do barraco, e quando perguntei à senhora que estava ao seu lado chorando muito, de que havia morrido o pobre inocente fui informado de que o fato se deu durante a tempestade da noite passada, quando o vento descobriu o barraco deixando o recém-nascido a descoberto pegando toda aquela chuva. Segundo o médico que atendeu à criança, ela fora vitimada por forte pneumonia.
Mas, o que mais me tocou nessa cena foi ver a pequena irmã do defuntinho chorando como se fossa a própria mãe do mesmo. Aproximei-me e perguntei se ela gostava muito do irmãozinho que morrera e ela disse que estava chorando porque sentia fome, então a levei para fora da triste moradia, e perguntei o que ela gostaria de ganhar do Papai Noel, e para confirmar minhas suspeitas, ela me falou que o que queria era um pedaço de pão.
Aquilo me tocou demais, não que eu não soubesse que existam pessoas no mundo que passam fome, ou que acreditasse que na nossa cidade fosse diferente do resto do mundo. O que me tocou foi o fato de que mesmo velando o seu pequeno irmão, a criança não podia esquecer a fome. Mesmo a dor de perder um ente querido não tinha o poder de amenizar aquela necessidade tão básica.
Dirigi-me ao colégio que ficava mais perto dali, e mesmo fazendo algo que seria julgado como errado, me reportei à diretora do estabelecimento e lhe contei todo o acontecido e o que eu tencionava fazer a respeito. Mesmo porque o que eu tencionava fazer dizia respeito à diretora, ao menos à sua colaboração. E nós dois, eu e a diretora da escola fizemos algo que não segundo os estatutos do funcionalismo não se deve fazer nunca, desviamos a merenda escolar. E eu sei que isso é coisa que não se deve fazer nunca, em hipótese alguma segundo os senhores que elaboraram a tal lei; mas o que eu gostaria de ver é eles praticando estas regras quando um pequeno ser chora diante deles, desesperadamente faminto para sequer conseguir realizar que o seu irmão morreu e que nunca mais irá voltar para seu convívio.
E com esse pequeno ato de bom senso eu a abençoada professora que dirigia a escola conseguimos pôr no rosto daqueles pobres sofredores a sombra de um sorriso talvez uma ponta de esperança no futuro.
Quando estava me afastando da casa, encontrei um senhor que reconheci rapidamente porque conheci de maneira bastante peculiar.
Esse senhor havia me procurado alguns dias atrás, chorando muito e reclamando de sua vida e suas desventuras, o que mais chamava a atenção era o fato de que ele carregava uma faca na cintura e se dizia desesperado a ponto de cometer qualquer loucura, assaltar ou até mesmo matar alguém. Isso porque, segundo ele, toda vez que voltava para casa e seu filho vinha lhe pedir se ele trouxera algo para se comer, ele tinha que admitir que nada conseguira, vendo seu filho ficar para trás choramingando de fome.
De maneira que ele me pedia desesperadamente que eu lhe ajudasse da maneira que pudesse. Eu como pai de família compreendi o que se passava com aquele filho de Deus, porque sinceramente eu também seria capaz de fazer qualquer coisa para ver os meus em situação melhor que a que se encontrava a família dele. Fato que se podia ver perfeitamente pelo desespero daquele senhor, mas mesmo assim eu consegui convencê-lo de que por pior que fosse a sua família precisava dele em liberdade para continuar tentando, e que só assim se teria uma chance de melhorar. Consegui algumas coisas para que ele levasse para a família naquele dia e me despedi confiante em que, pelo menos por um pequeno espaço de tempo, aquela família teria paz de espírito para continuar lutando por uma melhora.
E eis que reencontro o mesmo homem naquele momento tão duro para mim, e pior ainda para ele, porque como vim, a saber, ele era o pai da criança morta e da quase morta de fome.
Como faltava pouco para o horário de parar o trabalho do dia, fato lembrado por minha úlcera que reclamava seu remédio me dirigiu ao meu posto de trabalho para encerrar o expediente.
O fato é que quando cheguei lá estava mais cansado do que era de se esperar mesmo levando em conta que a distância era um pouco grande e eu percorri o trajeto a pé. Mas, conclui que isso não deveria ser usado como explicação para o fato porque eu estava acostumado a fazer maiores trajetos e que se aquilo acontecia devia ser decorrência do fato de eu estar ficando velho. E se não fosse o peso dos anos, seria o peso de se ver tanto sofrimento nessa terra.
Não quis dizer nada para minha esposa devido ao fato de que, como todos os homens quando amam uma mulher queria mais é me sentir o seu protetor, não me revelando fraco nunca diante dela, o que agora sei que é um erro. Quando a idade chega em conjunto para um casal isso deve ser encarado como uma benção, e mais abençoado ainda deve ser o fato de um poder apoiar o outro em suas fraquezas cotidianas.
O fato é que naquela noite, jantei tão normalmente quando pude devido ao fato de me lembrar do que ocorreu durante o dia, a fome daquelas pessoas fez com que, no mínimo eu abençoasse ainda mais o alimento de que dispunha para mim e para oferecer para os meus. E como de costume, depois de jantar e ver o jornal fui me deitar, porque a canseira não queria passar, e eu me sentia ainda mais cansado.
Logo depois minha esposa veio se deitar também, tudo como acontecia todos os dias. Os fatos começaram a ficar estranhos quando eu tive necessidade de ir ao banheiro durante a noite, isso sim um fato atípico.
O que realmente aconteceu, eu só pude supor depois. O que sei é que senti algo frio em minha cama, e acordando descobri que estava dormindo no piso do banheiro. Levantei e me dispus a ir novamente para a cama me achando mais velho ainda, e confesso que me assustei com isso. Porque embora todo homem saiba que um dia ira envelhecer, espera que esse dia, realmente não venha e se vier que seja o mais tarde possível. Enquanto me dirigia ao quarto me bati em algumas cadeiras e quando cheguei a ele voltei a desmaiar na frente dela, foi só devido ao fato de ela ter me visto desmaiar que eu soube depois que o que aconteceu no banheiro foi que eu também havia desmaiado lá. E ela quando viu o que acontecia, ficou desesperada e chamou os nossos filhos, os quais me levaram ao hospital, onde fui atendido pelo mesmo médico que tratava de minha úlcera, fato que facilitou o diagnóstico; eu havia tido um rompimento no estômago, devido à mesma úlcera e isso estava fazendo com que eu perdesse sangue.
Fui encaminhado para Cascavel e lá tratado por especialista que queria me operar, o que eu não queria de maneira nenhuma, e isso depois se firmou como sendo boa coisa, porque os medicamentos conseguiram estancara sangramento.
E se eu conto essa história tão pessoal, é para dizer que muitas vezes os funcionários são afetados pelas situações que vi venciam no seu dia a dia.
Por mais que as autoridades que elaboram as leis possam ter a capacidade de pensar, elas jamais poderão prever o quanto suas decisões afetarão as pessoas a que se destinam. Tanto as pessoas que seriam alvo dessas políticas, muitas vezes paternalistas e eleitoreiras que nada resolvem, quanto às pessoas que trabalham na linha de frente de sua implementação prática. E esses funcionários dedicados e muitas vezes incompreendidos, tanto quanto não podem opinar na formulação dessas leis, também estão impedidos de criticar as mesmas, ou seja, a eles somente sobra o executar, sem questionar.
Quero com esse relato homenagear essas pessoas e sua grandeza de espírito para que pelo menos tenham um reconhecimento. Do único lugar de onde ele pode vir de um colega que sente o mesmo na pele.
Aconteceu no dia 12 de dezembro de 1985, nas margens do rio dos imigrantes Alto Recreio.

A MORTE DOS ANIMAIS:
Muito embora estes fatos que agora vou narrar possam parecer meio estranhos, devo assegurar que realmente aconteceram e que sou testemunha disso, pois estava presente quando ela ocorreu.
Aconteceu na cidade de Passo Fundo, no estado do Rio Grande do Sul, onde moravam estas pessoas, um casal de idade já avançada, mas que tinha um filho de 16 anos. Sobrevivia toda a família de um pequeno comércio que tinham na cidade, sendo que este funcionava num lugar que não era tan1bém o de sua moradia, como é comum acontecer em casos de comércios geridos pela família.
Geralmente o dono o fechava por volta das 22 horas e só retomava ali pela manhã do outro dia, nunca havendo nisso qualquer problema exceto no dia em que ao chegar encontrou seu estabelecimento arrombado e constatou que suas mercadorias haviam sido roubadas durante a noite.
Claro que o senhor ficou arrasado com o que lhe aconteceu, já que não tinha condições de remontar seu negócio, pois isso demandaria capital que ele não tinha de onde tirar no momento.
O que pôde fazer foi vender sua casa para com esse dinheiro comprar um sítio onde passaria a morar com sua família. Esse sítio ficava na localidade de Água do Meio, e junto com o sítio nosso personagem adquiriu um cavalo muito bom de arado e que muito deveria lhe ajudar em sua nova vida de sitiante.
E apesar de ter tentado com muito afinco, teve que dar o braço a torcer, quando depois de nada conseguir devido à sua falta de prática nas lides do campo, concluiu que o melhor a fazer seria buscar uma outra atividade que pudesse prover a subsistência familiar com menos apertos. E de comum acordo com sua esposa decidiu viajar para o Paraná onde tencionava encontrar atividade para a qual estivesse mais qualificado. Antes de viajar fizeram ao filho uma série de recomendações sobre como esse deveria cuidar de suas terras e principalmente dos animais enquanto estes tentavan1 melhor a sorte e o destino da família. Ao que seu filho respondeu garantindo que já era grande o suficiente para assumir as responsabilidades e que estes poderiam viajar sossegados.
O grande problema nisso tudo está no fato de que o rapaz tencionava realmente demonstrar que isso era verdade e para provar que podia assumir as responsabilidades, se pôs a trabalhar com o tal cavalo no arado durante o dia todo, esquecendo-se, porém que deveria alimentar e dar água ao animal. Trabalhou o dia todo e recolheu o pobre animal, deixando atado longe da comida e de qualquer fonte de água.
Aconteceu o previsível, quando foi pegar o cavalo para continuar o trabalho no outro dia, este se encontrava deitado e não se dispunha a levantar de maneira nenhuma. Foi nesse momento que o rapaz teve a inspiração de esquentar água e jogar sobre o lombo do animal, escapando rapidamente de perto deste prevendo uma reação mais ou menos violenta do animal; reação que não houve porque a bem da verdade não houve reação nenhuma.
O jovem tentou ainda durante um tempo conseguir com que o animal se dispusesse a levantar e nada conseguindo, concluiu que o melhor a se fazer seria ele também voltar a se deitar mais um pouco, esperando para ver no que daria aquela situação. Uma hora o cavalo teria que desistir e levantar.
E já era quase meio-dia quando o rapaz voltou a ir onde o cavalo estava para conferir como estava a sua situação, e teve uma grande surpresa ao perceber que o animal estava morto.
A situação não estava muito boa para ele agora.
Morrera o cavalo que seu pai pediu tanto que ele cuidasse, porque esse era o animal que mais servia ao sítio e certamente isto o deixaria encrencado, mas ainda havia os outros animais e estes ele iria cuidar direito, se prometia solenemente nesse momento.
Infelizmente nosso jovem teve outra de suas idéias, iria tratar do cachorro, dos porcos e do gato com a carne do cavalo, e isso faria com que quando seus pais retomassem ficassem felizes ao encontrar os outros animais bem de saúde e ainda mais gordos do que quando viajou, talvez até esquecesse da história da morte do cavalo.
Mas, o cachorro se recusou a comer a carne do animal que morrera de fome e sede, fato que gerou com o rapaz uma disputa acirrada de egos. E resumindo o jovem acabou por enforcar o pobre animal na árvore em que este estava amarrado. Claro que isso só aconteceu devido ao fato de que o rapaz estava muito nervoso com a teimosia do cão em não querer morder a carne do cavalo morto, e ainda por cima querer morder sua mão, seu braço, sua perna e tudo o mais que pudesse alcançar.
Como sempre na vida nem tudo eram desgraça para o jovem, os outros animais: os porcos e o gato aceitaram comer a carne da vítima de seu descuido; é bem verdade que somente aceitaram depois que ele cozeu a carne durante UI11 bom par de horas. Mesmo assim, haveria motivos para que seu pai e sua mãe pudessem ser acalmados depois da notícia que teria que lhes dar; a dupla morte no sítio. Um pouco pelo menos. Acontece que se nem tudo vai mal, nem tudo vai bem para sempre e depois de dois dias comendo a tal carne os outros animais também vieram a, digamos assim: “inexplicavelmente entrar em óbito”. O que o deixou em desespero completo, pois agora não teria nem o atenuante para a morte do cavalo e do cachorro. Ficou assustado e até mesmo assombrado com o fato de estarem ocorrendo tantas mortes ali e resolveu que iria se mudar para a casa de seu cunhado na cidade e esperar o retomo de seus pais e tentar então arcar com a conseqüência de seus atos.
Assim o fez, e novamente teve uma de suas idéias enquanto esperava seus pais. Resolveu escrever a seus pais contando o que havia acontecido e o tamanho de seu espanto com o sucedido. Dessa forma acreditava que pelo menos conseguiria abreviar os momentos de angústia pelo castigo que certamente estava porvir.
Quando seu pai recebeu a carta não conseguiu parar de rir durante um bom tempo das hilariantes confusões que seu filho pretensamente responsável conseguiu armar em tão pouco tempo. Resolveu então que iria adiar sua ida à cidade buscar o jovem, pois isto já estava planejado porque ele encontrara trabalho em uma fábrica de papel no Paraná. Então assim que pôde viajou para buscar o filho e vender o terreno.
Salvo pelo sacrifício dos pobres animais que nada deviam esta história serviu para que o pai do jovem o gastasse durante muito tempo em conversas com amigos. Não perdia uma oportunidade de lembrar a mal fadada aventura de seu filho.

A RETIRADA DOS PORCOS:
No dia 14 de agosto de 1969, na cidade de Cascavel, dei início ao meu curso de Auxiliar de Saneamento; curso que conclui no dia 14 de dezembro desse mesmo ano. E hoje já se passaram mais de trinta anos que eu continuo a atuar nessa área.
O município de Quedas do Iguaçu foi criado nesse mesmo ano e eu tenho orgulho em dizer que trabalho na área de saúde da cidade desde esse tempo. Quando comecei a atuar, nosso município era muito pobre em arrecadação, apesar de ter tido sempre grande fonte de riqueza em suas florestas de pinho nativo. Nesse período a povoação era de mais ou menos setenta casas, e hoje tem mais de cinco mil, e eu era o Único funcionário responsável pelos trabalhos de saneamento. E meu chefe direto era o doutor Auri Antônio Sanson, que era o responsável por toda a área de saúde do município nessa época em que pertencíamos ao quinto distrito sanitário de Guarapuava.
No total nossa prefeitura contava com cinco funcionários somente; eu, Antônio Monteiro da Silva, e os senhores Valério Piaseski, Elizeu Mirman de Camargo, Ervino Lins e o doutor Auri Antônio Sanson. Estes dois últimos, hoje falecidos e sempre muito lembrados.
Como a arrecadação tributária e fiscal do município era muito baixa para permitir a contratação de mais pessoas, e tínhamos que nos desdobrar, muitas vezes fora do horário regulamentar, para atender à população.
Hoje somos mais de quatrocentos funcionários no serviço público municipal e eu tenho muito orgulho em ser atualmente, o funcionário mais antigo em atividade na minha querida Quedas do Iguaçu.
Sempre que se trabalha com o público, seja ele de que espécie for sempre se encontram algumas dificuldades para se fazer entender os pontos de vistas, que às vezes, as pessoas defendem. Existem muitas pessoas que não querem compreender o fato de que quando o Agente Sanitário lhe indica erros ou defeitos em seus hábitos de higiene, não está querendo ofendê-lo e sim melhorar o seu nível de vida.
Assim sendo, nós temos que cultivar eternamente um jogo de cintura que muitas vezes nem sabíamos ter, antes de precisar fazer uso disto. Sempre tive alguns problemas como conciliar a atividade de servidor público com minha outra grande inclinação e decorrente incursão na política. Mas, sempre trabalhei tanto em um quanto em outro setor baseado na confiança que sempre soube só se consegue com credibilidade junto à seus semelhantes.
Como a cidade tinha poucas casas quando iniciei, eu cadastrei todas elas, em fichas que continham campos para indicar o nome de todos na família, onde trabalhavam, estudavam e qualquer outro dado que achasse que precisaria para me tomar realmente conhecedor dessa família. De maneira que, quando chegasse a casa eu poderiam chamar a todos os seus ocupantes pelo nome. Mantinha ainda um histórico de seus problemas para que pudesse me mostrar interessado toda vez que nos encontrávamos, sempre tentando encontrar um motivo para elogiá-los, e cedo percebi que isso me rendia bons frutos, ficava bem mais fácil chegar até elas e conseqüentemente conseguir sua atenção para meu trabalho. Mesmo quando isso se referia a alguma mudança necessária com relação a seus hábitos, sempre visando é claro, sua melhoria social, física e mental. Adotava também outra estratégia que se mostrou muito eficaz, quanto ao andar por alguma rua da cidade identificava algum problema em uma de suas casas, chegava primeiramente com a desculpa de pedir água ou alguma informação a respeito de qualquer outra coisa. Com isso conseguia travar o conhecimento com a família e saber coisas a respeito deles que indicavam a melhor estratégia a se adotar na próxima visita quando eu teria já a intimidade suficiente para indicar os problemas e eventuais soluções.
Lembro-me de um caso assim.
Numa residência estavam sendo criados dois porcos. O que é alarmante perigoso para a situação sanitária, tanto dos moradores da casa, quanto para a de seus vizinhos, motivo pelo qual eu teria de convencer nosso amigo suinocultor a se livrar dos animais. Fui chegando com quem não quer nada além de jogar conversa fora, c comecei a conversar com a dona de casa.
Enquanto falávamos de assuntos banais como a temperatura e a possibilidade de chuvas eu buscava ao redor um motivo qualquer para elogiá-la e assim conseguir sua simpatia. O danado é que a senhora não apresentava motivo algum para ser elogiada.
Até que eu reparei que um de seus filhos apresentava alguns sintomas clássicos das conseqüências de se criar tais animais sem os cuidados adequados necessários. Pedi licença à mãe e com o dedo baixei a pálpebra do menino, confirmando o prognóstico de anemia por verminose. Expus o fato à senhora e ela concordou que o menino estava anêmico e que rangia os dentes durante o sono, o que seria mais um indicativo de que estava doente.
Ela, obviamente ficou preocupada com a situação de seu menino e quis saber se os remédios para tal serian1 muito caros, eu então lhe disse que primeiran1ente deveria se levar o menino para uma consulta médica e que o doutor é que saberiam ao certo quais deveriam ser os medicamentos necessários.
Notem que, apesar de saber com certeza que a verminose do menino era provocada pela presença dos animais, eu nada disse a esse respeito.
Providenciei a consulta com o médico, e todo o necessário para a recuperação da criança. Isso fez com que todas as famílias ficassem me conhecendo e melhor ainda que confiassem em mim.
Então ficou fácil, depois de uns três dias do acontecimento voltei a casa para saber como estava indo o tratamento e fiz um a longa e esclarecedora exposição a respeito da verminose e como eles estavam sendo prejudicados pelo fato de criarem os animais; e depois foi só sugerir que eles retirassem os suínos e demolissem o chiqueiro para que as coisas ficassem bem.
Sete dias depois disso, quando passava “casualmente” pelo local pude ver que o chiqueiro havia sido demolido.

O AÇOUGUEIRO MAL INTENCIONADO:
Esta história que eu vou narrar agora é mais uma das muitas que recolhi ao longo da vida no exercício de minha função.
Fatos a se considerar no cotidiano dos seres, e que por vezes assume características fantásticas, quando se tenta levar a vida cotidiana de maneira a desempenhar, suas funções da melhor maneira possível.
Eu havia recentemente chegado a Quedas do Iguaçu, que ainda se chamava Campo Novo, e logo que consegui pôr minha nova vida em ordem, procurei-me matricular para concluir o curso ginasial. A escola da cidade era um espaço cedido pelas freiras para as salas de aulas em seu próprio estabelecimento.
Lembro-me muito bem que as irmãs eram 6 e que todas moravam neste mesmo local.
E tudo corria bem. Até que um dia todas as irmãs tiveram uma surpresa desagradável. Um distúrbio intestinal tirou-as, todas, de suas costumeiras rotinas.
E mesmo tendo sido elas medicadas apropriadamente os dias iam se passando sem que houvesse melhora do quadro clínico.
Nesse período todos os alunos estavam sem aulas, não só por respeito às bondosas irmãs que havia cedido seus espaços, mas até porque muitas de nossas disciplinas eram ministradas pelas mesmas.
Aqui entra em cena o meu instinto investigatório que me faz ter um grande interesse pelo caso, não só porque eu era aluno do estabelecimento, mas também por que eu exercia uma função na vigilância de saneamento.
Todas as 6 irmãs estavam apresentando os mesmos sintomas, o que caracterizava um quadro de intoxicação alimentar, e isso seria um caso de Saúde Pública. Como nesse tempo eu era único funcionário da saúde no município, era da minha responsabilidade investigá-lo.
No passo seguinte, a investigação propriamente dita, descobri que a única excepcionalidade na dieta das freiras foi à carne que elas receberam como doação de um açougueiro da cidade.
Fato que até elas acharam excepcionais, já que a doação foi de 10 quilos, e o açougueiro não tinha tanto assim. Mas enfim o samaritarismo não previa desconfiança por parte do agraciado.
Esse dado era pista valiosa se o único fato estranho na rotina alimentar das religiosas havia sido carne, então a carne era a suspeita de ter provocado a intoxicação.
Conversando com o proprietário do açougue este me garantiu que fez doações pelo fato de serem ele e toda sua família pessoas religiosas que estavam retribuindo dessa maneira o quanto Deus havia apiedado-os. Isso é um motivo completamente plausível para uma doação. Por mais exagerado que ela possa parecer. Agora o que eu deveria procurar saber é a procedência da carne e tentar avaliar sua qualidade para consumo. Como havia se passado uma semana desde a doação, não teríamos amostra para analisar, então expus ao açougueiro a minha suspeita de que a carne que teria provocado a doença das irmãs.
Ele ficou indignado com minha suspeita e garantiu que comprou o boi do Sr. Otávio e que este sempre lhe fornecia bois de ótima qualidade e que nunca tinha tido qualquer problema dessa natureza então.
Eu tentei acalmá-la dizendo que se ele havia comprado um boi doente sem saber não tinha culpa e que provavelmente, o senhor Otávio também não teria culpa, mas que era bom à gente avisá-la para que pudesse tratar suas criações, no caso de o boi ter sido abatido doente sem que se soubesse.
Perguntei o endereço do Senhor Otávio para poder avisá-lo e dar uma olhada em suas criações, só para prevenir. Foi a partir daí que comecei a notar algo de estranho no ar.
O açougueiro começou a ficar nervoso e queria me convencer a não realizar a visita, o que era uma obrigação minha nesse caso.
Para não despertar mais instintos negativos no homem eu fingi ceder, deixando-o me convencer a não fazer a visita que segundo ele seria perda de tempo já que lê, o açougueiro garantia a saúde do boi, e que o senhor Otávio mora muito longe. Logo que sai do açougue comecei a investigar para descobrir o endereço real do vendedor do boi.
Mas o objetivo era chegar logo até ele e evitar que o açougueiro o prevenisse de minha possível visita.
Não demorou muito para descobrir o endereço e quando cheguei a casa fui recebido pela esposa do senhor Otávio.
Como eu era novo na cidade e ainda pouco conhecido usei deste artifício para não assustar a mulher me apresentei como sapateiro que estava se estabelecendo na cidade e que estaria negociando com o açougueiro o couro do boi que este havia comprado do marido dela.
Expliquei que eu precisava saber a procedência do couro para poder trabalhar, se o boi estava sadio quando foi morto o couro serviria para fazer solado de sapatos, já se estivesse doente só valeria ser aproveitado para fazer tambor de pandeiro.
Convenci-a de que eu precisava realmente saber a procedência do couro, ou seja, o estado de saúde do boi quando ele foi abatido.
Para meu espanto, a mulher passou a narrar as desventuras do boi que havia estado meio adoentado e que se atolou no banhado durante a noite e amanheceu morto de tanto esforço que fez para sair do atoleiro.
A sorte dela e do marido é que o açougueiro havia se encarregado de consumir com carcaça a troco de ficar com o couro para vender.
Este fato esclareceu a gravidade da situação das pobres irmãs. Depois de levar o caso às autoridades a quem eram de direito saber, não me restou, alternativa a não se fechar o estabelecimento, o que era a pena mínima a se aplicar. Cabia ainda um processo e multas, mas decidimos não aplicar devido ao fato de que a situação econômica do açougueiro não lhe permitiria pagar. Então nos contentamos em impedir que o desonesto e desequilibrado açougueiro.
Continuasse a atuar num ramo em que prejudicar seus semelhantes. Mesmo que o prejuízo fosse causado somente por seu despreparo.
É por isso que eu acredito que todos nós devemos nos preocupar em desempenhar nossas funções da melhor maneira possível. Sempre.
Temos o dever de prestar conta nossos atos e atitudes aos nossos semelhantes. Não importa se somos comandantes ou comandados, somos sempre responsáveis por tudo o que acontece no nosso redor. Principalmente se isso ou desvia a rotina harmoniosa dos nossos semelhantes.
E mesmo que o procedimento do açougueiro não tivesse intenção de prejudicar, outras pessoas, nunca é demais lembrar que nosso organismo é uma máquina perfeitamente regulada por Deus para seu melhor desempenho e funcionamento, mas a manutenção dessa máquina cabe a nós, é por isso que devemos ter certeza da procedência do alimento que estamos ingerindo.

A INVASÃO DE DOMICÍLIO

Na metade da década de 80 me aconteceu a curiosa história que venho lhes contar agora. Ocorreu nessa época algo quase que inusitado na vida de um Agente de Saneamento; quase a metade de um bairro na cidade não queria permitir a entrada de agentes em seus domicílios. Fato que se parece estranho tem sua explicação: muitas casas nesse bairro pertenciam à uma única pessoa que as alugava a terceiros. O fato é que quando fazemos estas vistorias nas casas, estamos procurando melhorar a vida das pessoas que a ocupam, pesquisando e orientando-as quanto aos seus hábitos de higiene e, tan1bém o quanto à estrutura da moradia está ou não adequada a isso.
Toda vez que ia até lá, eu prestava este serviço de orientação e pedia as melhorias que eram sempre muito necessárias, e essas melhorias deveriam estar a cargo do senhorio, que por esse motivo promoveu junto aos seus inquilinos e vizinhos uma ferrenha campanha para impedir nossa entrada nessas residências.
Isso por si só não nos acarretaria problemas insolúveis já que segundo o Código Sanitário do Estado poderíamos intimar oficialmente a família que estivesse ocupando a residência e assim realizar o trabalho de sanean1ento sempre tão importante para o país todo. Mas, eu sempre gostei de não ter que chegar a esse ponto, tentando resolver as questões que surgiam com base na argumentação amigável e respeitosa com o morador. Então intimar seria a última coisa que faria.
Só que eu não pretendia desistir de efetuar o trabalho para o qual vinha sendo pago à custa do dinheiro de impostos, dinheiro que em última análise vinha também desses moradores que não queriam permitir a visita.
Então, me pus a tentar imaginar uma solução pacífica para o impasse.
Ocorreu-me uma idéia que me pareceu muito boa.
E eu a pus em prática da seguinte maneira: nesse bairro tínhamos acesso à escola, onde estudavam os filhos dos moradores.
Nas escolas costumamos desenvolver, como partem de nosso trabalho, campanhas de conscientização com as crianças. E eu pedi a autorização da diretoria para fazer isso.
Nesta palestra que ministrava, geralmente dava conselhos de como as crianças deveriam agir em suas casas com relação às normas de higiene que eu apresentava a elas. Falava sobre transmissores de doenças, como insetos, por exemplo, e pedia a colaboração deles para que atuassem junto a seus pais como se fossem fiscais destas regras que eles agora apresentarian1 em suas casas. Desta vez fui ainda mais longe pedindo às crianças que escrevesse em seus cadernos qual era a real situação de seus lares, que era o que eu deveria saber, mas estava impossibilitado de levantar os dados pessoalmente.
Propus ainda a eles que cada aluno faria um trabalho sobre as normas de higiene que eu havia ensinado e que desses trabalhos seriam premiados os dez melhores.
Aqui é que estava o “pulo do gato”. Eu já tinha de antemão previsto que iria premiar todos eles, isso era parte de minha estratégia, mas nem por isso deixei de me surpreender com a qualidade dos quase trezentos trabalhos apresentados quando chegou a data marcada para isso. Nesse dia eu já havia conseguido com uma empresa do município as mudas de pinos que tencionava dar de prêmio a esses alunos.
Para a entrega dos prêmios foram convocadas as presenças dos pais das crianças e de autoridade entre os quais compareceram inclusive o próprio prefeito, na época o senhor Rudi Schaedler e sua secretária de educação, alguns vereadores e os professores dos alunos.
A essa altura eu já tinha conseguido quase tudo que queria a mobilização das crianças, e o conseqüente envolvimento de seus pais, que ocasionaram por si só uma grande melhoria no estado das residências.
Mas, o plano só seria completo com a entrega dos prêmios.
O real objetivo de se premiar OS alunos com árvores era que com isso eu poderia dizer que queria acompanhar o desenvolvimento das plantas de perto. Conseguindo assim o que precisava; entrar na residência e, se não oficialmente pelo menos eu poderia ter o acesso antes negado. Isso ajudava muito, porque se o Agente de Saneamento vai a casa para verificar o crescimento da planta, os moradores dão uma caprichada no quesito normas de higiene para não fazer feio no dia da visita.
Ai só precisou tornar estas visitas bastante freqüentes de modo que os hábitos de higiene fossem fixados e assimilados com o tempo.
Sem dizer que com isso ajudamos a formar uma consciência ecológica nas crianças.
Visitei todas as casas pelo tempo que julguei necessário e ainda hoje me emociono ao lembrar como quando depois de ver a tal árvore, os alunos mostravam orgulhosos as melhoria que haviam proposto a seus pais no que dizia respeito à questão de higiene.
Eles levaram a sério o assunto se tomando realmente fiscais da higiene.
Mas ainda hoje, me orgulho muito mais de ter conseguido realizar meu trabalho de maneira satisfatória sem precisar criar atritos.
Pois acredito que raras vezes na vida de qualquer pessoa, ela não possa evitá-los; com um pequeno exercício de criatividade e uma boa dose de paciência para conseguir seus objetivos.

A TRAGÉDIA DA BALSA NO RIO IGUAÇU

19 de setembro de 1973, quarta-feira 18 horas, as águas do Iguaçu tingiram-se de sangue. Trabalhadores e viajantes foram vitimas de uma tragédia que abalou toda a região do oeste e sudoeste do Paraná, trabalhadores da construção da barragem de Salto Osório que usavam a balsa, com destino as suas casas, nas imediações de Cruzeiro do Iguaçu foram às vitimas com a tragédia do afundamento da balsa.
Não se sabe ao certo, mas segundo informação colhida de fontes confiáveis foram 40 (quarenta) mortos dos 70(setenta) que ocupavam a embarcação.
Como foi que tudo aconteceu? A construção da Usina Salto Osório, iniciava a construção em meados de 1970, com o desvio do leito original do Rio Iguaçu a movimentação de trabalhadores vindos de todo o lugar era grande.
Campo Novo na época hoje Quedas do Iguaçu vivia momentos de euforia, a movimentação de pessoas no município era alarmante, gente que veio de todas as partes do Brasil, misturava-se com os Quedenses, unindo forças e técnicas, para construir a Usina de Salto Osório no Rio Iguaçu.
A balsa que transportava 70 (setenta) pessoas, sendo duas caçambas e um ônibus da empresa Cattani, um taxi e um caminhão, por um erro humano mergulhou nas águas profundas e violentas do Rio Iguaçu, vitimando 40 (quarenta) pessoas, dada pelas fortes correntezas e agravada pela escuridão da noite. Eu e minha esposa Zelina, estávamos naquela quarta-feira do dia 19 de setembro entregando carteiras de saúde para os funcionários da Empreiteira Andrade e Gutierrez, nas proximidades do acidente, pois éramos funcionários da saúde de Quedas do Iguaçu, documento este prioritários na contratação de pessoal. Até então tudo parecia normal, homens trabalhando, alguns rindo das piadas contadas pelos amigos, a natureza seguia o ritmo no equilíbrio harmonioso da natureza.
Entre gritos desesperados essa tranqüilidade se quebrou, a balsa que fazia a travessia de pessoas de um lado para outro do rio Iguaçu havia afundado.
Pessoas corriam de um lado para outro sem saber o que realmente tinha acontecido, a notícia que corria entre as pessoas era alarmantes.
Eu e a Zelina estávamos a uns oito quilômetros do local do acidente, rapidamente nos dirigimos para lá, levando na carroceria da picap algumas pessoas. Chegando ao local do acidente vimos que era grande a tragédia, já havia vários corpos retirados das águas sem vida, retirados pelos sobreviventes amparados por pessoas que vieram atraídos pela tragédia.
Aos poucos iam se aglomerando gente nas barrancas do rio vindo de todos os lados, a maioria parentes e amigos das vitimas, era grande o desespero e a agonia dos que procuravam pelos parentes, a cada corpo retirado das águas, era um corre-corre, tentando identificá-los, alivio para alguns e tristezas para outros.
Eu e a Zelina ficamos muito tempo no local, prestando assistência psicológica aos parentes dos mortos e feridos atordoados pelo acidente no meio da escuridão da noite, pois o relógio marcava 20 horas quando aconteceu a tragédia naquela triste quarta-feira de 19 de setembro de 1973.
Segundo os informantes a balsa carregada de veículos e pessoas estava com Pech acima do limite, permitido, por um dos responsáveis da balsa, pediu para um dos motoristas para embarcar seu caminhão, e frear bruscamente os pneus sobre as pranchas da balsa, com objetivo da proa soltar-se da margem do rio.
Um erro de calculo fez a balsa inclinar demasiadamente, baixando a proa e deslizando todos os veículos e pessoas que se encontravam na embarcação as quais em pânico, foram empurradas pelos veículos, afundaram-se nas águas do rio que eram violentas não permitiam facilmente a salvação das pessoas somente os bons nadadores conseguiam salvar-se.
Capacete, bonés e chapéu boiavam sobre as águas, pareciam querer encontrar seus donos, o encontro era inevitável quando braçadas e cuspidas da água saiam da garganta das pessoas tentando desesperadamente atingir alguns obstáculos que lhe desse segurança, muitos no desespero de se salvar agarravam-se aos outros levando os também para a morte.
Eu e a Zelina voltamos para a cidade de Quedas do Iguaçu, quando chegávamos à cidade, havia uma comissão de pessoas lideradas pelo prefeito na época Pedro Alcides Giraldi, para dar assistência no resgate dos desaparecidos do acidente, e ajudar no que fosse possível, as vitimas e os parentes.
Vários caixões foram transportados para o local, pois entre os mortos, feridos havia muitos cujos familiares eram de Quedas do Iguaçu.
No local do acidente estava instalado um gigante guindaste de 65 toneladas, que fez o resgate de todos os veículos, balsa, lancha que se encontravam no fundo do rio.
Também homens rãs foram chamados para retirar os corpos, grande multidão observava o resgate nos dois lados do rio Iguaçu, sendo do lado do Cruzeiro na época distrito de Dois Visinhos, a maior concentração de gente, pois a maioria das vitimas morava naquela região, o senhor Generoso da Silva santo, quando motorista da Solidor, ao atravessar o rio Iguaçu dirigindo o caminhão da empresa Solidor, teve um grande susto, a barca que fazia a travessia transportando o seu caminhão carregado de madeiras repentinamente provocados pela turbulência das águas do rio Iguaçu, deixou os seus tripulantes em estado de pânico, ao arrebentar o cabo de aço que conduzia a embarcação, o esforço e a coragem de alguns dos tripulantes puxaram a balsa pelos cabos que margeavam a embarcação até o seu destino.
Não demorou muito tempo aconteceu à grande tragédia que vitimou as dezenas de pessoas.
O senhor Claudino Luis Dalbosco, morador há 40 anos em Quedas do Iguaçu, era proprietário de uma funerária na ocasião que ocorreu o acidente da balsa a Copel na época era a proprietária da Usina Salto Osório, com a morte de trinta funcionários da Usina a empresa deu total assistência inclusive a confecção dos caixões, o senhor Claudino foi o responsável do fornecimento dos funerais, ocasião triste também para ele de ver tanto sofrimento e dor. No dia 23 de outubro de 2004 o senhor Claudino me concedeu essa entrevista, e neste mesmo dia o senhor Claudino completou 82 anos.
Eu e a Zelinda e varias pessoas como, por exemplo, o senhor Arlindo Cirico com seus companheiros Alesio Lusitani e Darci Cence os dois últimos já falecidos presenciavam o resgate dos corpos, e presenciavam os relatos dos sobreviventes ainda em estado de choque, diziam os sobreviventes que quando estavam nadando para se salvar do acidente, passaram por vários corpos, muitos esmagados sobre as pedras ou imprensados entre os veículos.
Muitos corpos foram encontrados há vários dias apos o acidente, distante do local da tragédia, um dos mortos foi o jovem Jeremias Nunes Cabral, que só foi encontrado 6 (seis) dias após o acidente, deixou viúva a jovem senhora Diva Cabral, eles não tinham filhos eram recém casados. Assim foram vários corpos encontrados apos vários dias a quilômetros abaixo do rio.
O numero exato não sabemos só se sabe que funcionários da Represa foram 30(trinta) mortos. Esta tragédia abalou Quedas do Iguaçu e Cruzeiro do Iguaçu na época distrito de Dois vizinhos, hoje Cruzeiro do Iguaçu (município).
Até hoje os familiares não se esqueceram desta tragédia, e o povo que tomou conhecimento também lembram com tristeza.

O MISTÉRIO DAS LUVAS DE BOXE DE SÃO JOÃO MARIA:
Existe uma gruta de São João Maria perto da casa onde meus pais moravam isso foi La pelos meados de 1954, na cidade Lagoa Vermelha no Rio Grande do Sul. Eu ia freqüentemente à casa de meu amigo Pedrinho, mas para ir até lá, tinha que passar pela frente da gruta do milagreiro monge assim comentava o povo. Uma ocasião, eu já estava voltando da casa de meu amigo, lá pelas dez horas da noite, e cada vez que eu passava em frente à gruta, eu fazia o sinal da cruz, gesto religioso que aprendi com a minha mãe. Daquela vez não foi diferente, só que aconteceu um fato que até hoje não encontrei explicação, preciso que o amigo leitor (a) preste bem atenção e faça as suas conclusões, isso se tiver explicação. Quando eu estava passando pela gruta escondida pela escuridão, tendo como luz, uma vela, eu vi um par de luvas de boxe dependurado ali na gruta, juntamente com outros objetos que as pessoas deixavam, por ter acreditado em ter recebido um milagre do Monge João Maria. Apanhei as luvas e as levei as para minha casa. Ao chegar, fui direto para meu quarto, calcei as luvas e senti que dentro havia alguma coisa. Era um bilhete que tinha sido escrito com carvão e dizia o seguinte: Você que achou este bilhete, dentro das luvas destrua o bilhete com fogo, e as luvas após 10 minutos queime as também, inale a fumaça, um milagre vai acontecer em tua vida em um lugar bem longe daqui, você vai encontrar quem você ama. No bilhete estava escrito tambem, Estas luvas de boxe é para você, uma proteção e nunca para agredir, a vida vai te explicar o significado deste objeto. Comentei o caso com o meu amigo Pedrinho e ele insistiu muito para que eu fizesse o que mandava a mensagem do bilhete, e eu a fiz.
Foi aí que eu tive a idéia de convidar alguns amigos para abrir uma escola de boxe. A idéia pegou e vendemos as nossas bicicletas, compramos dois pares de luvas de boxe e ali começava uma trajetória que só fui entender dez anos mais tarde. Amigo leito veja bem o que aconteceu não desista continue lendo, você não vai se arrepender.
Na época que aconteceu este fato, eu tinha uns doze anos, e meus amigos eram mais ou menos da mesma idade. Na cidade de Lagoa Vermelha havia um soldado da polícia militar, nosso amigo, morava perto de nossa casa, este soldado era muito bom na luta de boxe e nós fomos à sua casa para pedir-lhe que nos ensinasse alguns golpes e técnicas da luta de boxe. Ele prontificou-se a nos ajudar, mas que fosse sigiloso, porque o comandante dele não podia saber, pois o fato de ele nos ajudar era uma transgressão disciplinar e um incentivo à violência e para complicar todos os interessados eram menores de idade.
Após uma semana de treino, estávamos prontos para iniciar as aulas de boxe. Estabelecemos algumas normas e abrimos as inscrições, mas depois de trinta dias só havia dois inscritos. Porém não desanimamos e não perdemos tempo, passávamos todo o tempo treinando entre nós mesmos, e aos poucos foram aumentando os interessados e já estávamos podendo pagar o que havíamos gasto com a escola. Houve um agravante no sucesso de nossa tão nova carreira, existia um juiz de paz na cidade muito atuante no seu trabalho, apesar de ser surdo, nada lhe em pediria de mostrar que era competente em sua função. O juiz de paz sabendo desta escola de boxe e acima de tudo administrada por um grupo de menores repreendeu o dono do Clube que nos cedeu à peça e nos deu uns bons puxões de orelha, bem mais fraca das que ganhemos dos nossos pais.
Anos mais tarde, fui bem sucedido num fato da minha vida graças à escolinha de boxe. Quando fui para Francisco Beltrão historia esta contada em outro trecho, e comecei a trabalhar no hospital do Dr. Kit Abdala, percebi que seria mais fácil atingir meus objetivos que eu tinha em mentes voltando aos bancos escolares. Então fiz o curso de Admissão para o ginásio no Colégio La Salle e depois de prestar um exame, entrei para a primeira série do ginásio que corresponde à atual quinta série do ensino fundamental. Como eu trabalhava de enfermeiro, só podia estudar à noite. As tarefas escolares eu as fazia durante o recreio, pois não podia prejudicar meu trabalho no hospital, na época era legal os auxiliares de infermagem ajudar os médicos operar, só para o caro leitor ter uma Idea, eu nas operações, instrumentava, auxiliava no campo operatório e exercia a função de anestesista, hoje totalmente ilegal só médico pode exercer tal procedimento. Voltei a estudar, recebi o maior apoio do Dr. Kit, o meu patrão, que, aliás, incentivava muito seus funcionários a estudar.
Foi nesse tempo que o Grêmio Estudantil da Escola que eu estudava, resolveu promover uma competição de luta de boxe no cinema da cidade, na qual participaria uma dupla representante do comércio, uma do exército e uma do grêmio. Essa competição foi organizada pelo presidente do grêmio Estudantil da Escola com o intuito de recadar fundos para ajudar a manter o Colégio, e também ser ele o campeão, o presidente era imbatível relativo a sua idade e categoria, pois era muito bom de boxe e o prêmio seria de um milhão, mil reais hoje.
O nome do presidente do grêmio era Amauri, um rapaz muito elegante, o preferido das garotas. Trabalhava no hospital do Dr. Arizona Mendes de Araújo, eu era seu colega de escola e de profissão, os hospitais que trabalhava-mos era bem pertinho um do outro, que conhece Francisco Beltrão sabe o que eu estou falando, mudara de nomes mas continuam perto. Eu não me simpatisava muito com o Amauri, não gostava muito dele porque ele namorava todas as garotas bonitas e não sobrava nada para mim, além disso, dava em cima da Zelinda, minha amiga, e colega de tralho do mesmo hospital que eu trabalhava, e ainda por cima falava que seria um mico se não passasse a perna na Zelinda, hoje esta intenção tem outras palavras. Quando ele falava isso meu coração disparava, porque eu só não namorava a Zelinda porque ela não queria, talvez por isso eu ficasse mais revoltado quando ele tocava no nome dela.
Mas o dia da competição de boxe estava chegando e o Amauri ainda não havia encontrado o adversário dele. Não por que não houvesse alguém à sua altura. E que ele queria lutar com alguém que ele tivesse a certeza que iria derrotar, porque precisava muito do prêmio e queria se engrandecer perante as garotas e aos espectadores da luta.
Foi aí que, num dos intervalos escolares, estava eu tranqüilamente fazendo minhas tarefas, costume que eu adquirir, pois no hospital não sobraria tempo devido o meu trabalho Nesta ocasião foi quando fui interrompido pelo Amauri e umas dez garotas da diretoria do grêmio, que me surpreenderam com o convite para lutar com ele. De cara, recusei o convite, pois eu jamais teria chance de vencê-lo, por ser bem mais franzino e não ter a experiência que ele tinha.
Percebi logo que fui escolhido para ser a vítima o bode expiatório do Amauri, pois sempre fui quieto e não me exibia em qualquer tipo de luta ou brincadeiras de mau gosto. Eu era o tipo ideal para ele derrotar. Se alguém estiver pensando que esta historia vai acabar só na luta esta enganado, continue, não desista de continuar lendo esta historia você vai se surpreender com o desfecho. Muito bem vamos continuar. As meninas que o acompanhavam continuaram a insistir para que eu aceitasse o convite e eu por vergonha, acabei concordando em lutar com ele. Mas a luta não me saía da cabeça e cada vez que eu lembrava, sentia um frio na barriga. Não comentei com ninguém, nem com a Zelinda que eu ia lutar com medo que ela fosse assistir e me visse sendo massacrado pelo Amauri. Aí sim eu ia perdê-la para sempre, na época os homens tinham que ser valentes muitos casamentos eram disputado no tapa ganhavam que ganhasse a luta, graças a evolução do ser humano tudo mudou e mudou para melhor.
Finalmente chegou o dia da luta. O nosso confronto seria o último da noite. Para aumentar a minha agonia, o cinema estava superlotado. Havia umas oitocentas pessoas.
O Amauri estava com um uniforme de seda vermelha com uma capa, com toda a panca de um campeão. Eu estava com um uniforme muito simples, pois com meu salário nem dava para pensar um uniforme melhor e eu nem imaginava que o meu adversário fosse apresentar-se tão elegante.
Quando chegou a hora da nossa luta, o narrador chamou o Amauri para o ringue e o apresentou ao público que o recebeu com muitos aplausos e gritos da sua torcida e de suas tas. Ele então jogava beijos para o público e tomou conta do espetáculo.
Em seguida fui chamado. Enchi meus pulmões e enfrentei o público, apreensivo, porém confiante de terminar a luta sem muito vexame. O silêncio era total, só quebrado por algumas vaias e uns poucos aplausos de meus amigos que apostaram duas barras de chocolate em mim, só para me incentivar um pouco, pois ninguém acreditava que eu pudesse vencê-lo.
Quando eu dava a volta de apresentação no ringue saudando o povo, vi dois homens em pé no encosto das cadeiras batendo palmas para mim, ao olhar melhor pude ver que eram o meu patrão Dr. Kit e o Dr. Arizona, o patrão do meu adversário.
O Dr. Kit me fez sinal que eu ia ser massacrado, ele nunca tinha me visto participar de qualquer tipo de luta. Isso foi mais um motivo para eu tentar não fazer feio e amenizar o massacre. De repente, ouvi uma voz que vinha do corredor. Era a Zelinda minha colega de trabalho da qual eu era apaixonado, mas ela não sabia Zelinda lá do meio do público me acenava com um saquinho de pipocas vazio e me avisando que estava ali para me ver ganhar, desmostração com o movimento do dedo polegar sinal de positivo para nós brasileiros.
Enquanto eu aguardava a minha vez me veio na memória a lembrança do Monge João Maria, me confundiu com voz e lembras, fiz o sinal da Cruz e orei para Jesus que me ajudasse naquela confusão que se passava em minha mente.
Foi ai que escutei o juiz da luta me chamar, deu as instruções e autorizou o início da luta. Não havia limite de rounds. Já de imediato, fui atacado por uma enxurrada de golpes de direita e de esquerda. Parecia que o Amauri queria acabar a luta já no primeiro round. Eu me plantei no chão, fiz a proteção de guarda, procurando defender-me dos golpes e ao mesmo tempo estudando a forma de ataque dele e conseqüentemente, procurando a melhor forma de atacá-lo. A luta continuou assim no segundo round. No terceiro ele já dava sinais de cansaço, pois parecia um dançarino, batendo e saltitando à minha volta. Eu não estava muito cansado, pois só fazia girar em volta e manter a guarda fechada.
No quarto round, o Amauri se aproximava de mim, com as mãos debaixo do queixo, completamente protegido, mas como não encontrou perigo, descuidou-se um pouco e eu vendo a sua guarnição aberta, juntei todas as minhas forças e esmurrei-o com um soco de esquerda na altura da cabeça. Amauri atônito cambaleou e foi para as cordas que o empurram de volta e eu vendo que ele continuava desprotegido, larguei um soco de direita com toda a força, tentando acabar logo a luta. Foi tão direto o soco que o Amauri pediu ao juiz que parasse a luta, que ele não queria mais lutar.
O juiz levantou o meu braço como vitorioso e eu procurávamos a Zelinda no meio da multidão, pois foi pensando nela que juntei a energia necessária para vencer. Senti que alguém me abraçava por trás entre o juiz e eu. Era a Zelinda me dando os parabéns com seus olhos cheios de lágrimas. Ao olhar para sua boca, deu-me uma vontade louca de beijá-la, mas a vergonha não deixou, pois éramos amigos, quase irmãos.
Já se passaram tanto tempo desde aquela luta, porém até hoje eu continuo lutando, não uma luta de boxe, mas sim a luta para vencer os obstáculos da vida. E assim como me encorajou naquela luta, a Zelinda continua encorajando-me, dando forças para vencer mais uma luta. Já foram tantas, e sei que muitas virão e não sei quem serão meus adversários, mas tenho a plena convicção de que se tiver a Zelinda ao meu lado eu as vencerei.
Até hoje o meu esporte preferido é o boxe, principalmente, porque foi numa luta que fui abraçado pela primeira vez pela Zelinda que nunca me dava muitas esperanças, mas a partir dali meu coração aqueceu-se com a esperança de um dia poder me casar com ela.
E como você já sabe, foi o que realmente aconteceu e eu continuo tão apaixonado por ela como antes, pois ela só me dá motivos para eu continuar amando-a para sempre. Porem hoje como leitor assíduo da Bíblia eu tenho outro conceito sobre esta história, encontrei a resposta no Livro Sagrado, apesar de entender que muitos mistérios Sagrados e Divinos para o futuro será explicado, não somos inteligente o suficiente para compreender muitas mensagens vindo do Criador do Céu da terra e de tudo que nela existe.

MUITOS CAPÕES (RIO GRANDE DO SUL)
HISTÓRIA DA CIDADE ONDE NASCI:
Muitos Capões, a pequena localidade fica às margens da BR 285, entre Vacaria e Lagoa Vermelha. Município recém-instaurado, formada por campos e pinheirais, na área preserva muitos papagaios e outros animais em seu habitat natural. É um traço marcante do cenário a força das tradições gaúchas. É uma cidade que as crianças brincam nas ruas sem perigo e o chimarrão é tomado despreocupadamente nas calçadas sem ter o cuidado com marginais ou assaltantes. Muitos Capões chamava-se, primitivamente, Raia da Capoeira. A Capela de Santo Antônio dos Muitos Capões foi inaugurada no dia 13 de junho de 1901, pelo Vigário PE. Mário Deluy, por cuja iniciativa foi construída, tendo o fazendeiro Manuel Martins de Barros e sua esposa Polidora Barros feito doação do terreno para a capela, praça e povoado. Nesse mesmo ano de 1901, foi construída uma casinha, no início da raia e, nela, funcionou a 15ª Escola Pública de Vacaria. Nesta escola tive o privilégio de me matricular pela primeira vez ao completar os meus sete anos, a minha professora lembro ainda o seu nome, professora Cloer, só não tenho lembrança se era o seu nome ou sobrenome e teve como regente o professor José Rodrigues Padilha. Entre os primitivos povoadores do Distrito de Muitos Capões, destacam-se os fazendeiros: Manuel Galvão dos Santos, falecido em 1923; Anastácio Antônio da Costa, falecido em 1922, pai de D. Adelaide Moreira Nery, esposa do Sr. Dinarte Nery dos Santos; Antônio Maria do Sacramento; Manuel Cabral; Pedro de Sousa Godinho; Vilardo Moreira a Senhora Seluta, viúva proprietária de uma fazenda próxima a Muitos Capões aproximadamente 6 (seis) Kilometros em direção da localidade de Extrema, o meu pai Belarmino Monteiro da Silva administrou a sua fazenda de sua mão a fazenda de sua propiedade que era da senhora Seluta. Por muito tempo foi nesta fazenda que o meu pai perdeu um dedo arrancado por uma armadilha do laço, na ocasião ele apartava um boi para levar para a cidade de Muitos Capões na época um vilarejo, solicitação da proprietária da fazenda Sra. Seluta. O meu pai foi atendido no hospital de Vacarias, na ocasião só tinha uma farmácia em muitos Capões na frente da igreja no outro lado da rua. Anos depois o meu pai vendeu uma fazenda de sua propriedade para a família Roveda por 600 contos de reis
Em 1908, Muitos Capões receberam a visita de Dom João Antônio Pimenta, Bispo Auxiliar de D. Cláudio José Ponce de Leão, Bispo de Porto Alegre. Outro Bispo, que visitou Muitos Capões, foi D. João Becker, em 19/03/1933, tendo como secretário o PE. Alfredo Vicente Scherer, seu sucessor e primeiro Cardeal de Porto Alegre. O meu pai nasceu em 25 de novembro de 1909 o meu avô Atanásio Monteiro da Silva Nasceu em 1879 ambos em Muitos Capões.
Em 1918, entrava, em Muitos Capões, o primeiro automóvel, de propriedade de Narciso Maccari, forte comerciante da Extrema. Em 1936, tendo à frente da comissão Ramiro Hoffmann Godinho e Pedro Guagnini, foi construída a nova capela, que serviu para o culto até 1960, quando foi inaugurado o novo templo, de alvenaria. Desde alguns anos, residem, na vila, as Irmãs de São José, que lecionam no Ginásio Santo Antônio, inaugurado, em 1968, e auxiliam no culto religioso, atendido pelos Padres da Paróquia da Catedral. O Distrito de Muitos Capões foi criado, em 18/10/1917, por ato nº 52, sendo intendente Severiano Borges Pereira. O Distrito possuía uma área de 400 Km2. Graças à rodovia BR 285 e ao Ginásio Santo Antônio, Muitos Capões era a única vila da região que progredia. A sede do atual Município está a 985 metros de altitude. Em 1939, Muitos Capões inauguravam a primeira usina hidrelétrica do Município, com grandes festejos, missa campal celebrada por D. Cândido Bampi, discurso do Prefeito Dr. Sátiro Dorneles de Oliveira Filho, estando presentes outras autoridades municipais. A usina de 18 quilo vates estava instalada no arroio da fazenda de Raimundo Nery dos Santos, a 1.300 metros da então vila. Em 1978, a vila passou a receber energia elétrica da Companhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE. As reuniões sociais realizam-se, no Clube União Capoense, que foi destruído por um incêndio, em 1976, sendo construído um novo prédio de alvenaria, sob a direção de Adelgides Teixeira Borges (falecido em 1977), Luiz Roveda, Osvaldo Hoffmann Nery e Alcides Moreira.
O Ofício Distrital de Muitos Capões foi criado, em 1917, tendo como escrivão Claro João Pereira, até 1938, seguido de Francisco José dos Santos, até 1944, de José Alves da Costa, até 1974 e daí, Rita E. Stoffel Mondadori. Em 1977, o Estado encampou o Ginásio Santo Antônio, que vinha sendo mantido pela comunidade. O Grupo Escolar Dom Frei Vital de Oliveira, que funcionava, no antigo prédio, passou a ser integrado ao Ginásio Santo Antônio. Por volta do mês de Março de 1993, numa tarde ensolarada, reuniram-se, nas dependências do Clube União Capoense, um grupo de amigos que residiam aqui na comunidade para tratar da ampliação dos telefones e formar a Comissão da Associação de Moradores de Muitos Capões. Depois da reunião, este grupo de amigos ficou jogando conversa fora, foi então que o Dr. Herculano Leoni Rahde teve uma brilhante idéia: Emancipar esta pequena e simples vila de Muitos Capões, alguns riram e ficou por isso mesmo. Depois de alguns dias, reuniram-se novamente e aquela idéia foi um pouco mais adiante, e já envolvia um número maior de pessoas.
Dr. Herculano Leoni Rahde juntamente com os demais amigos, Srs. Orestes Roveda, Wolnei Teodoro de Oliveira Tschoepke, Dr. Itamar Bento Neri Duarte, João Almir de Oliveira, Valdir Xavier Bilhar, Telmo Borges Rossi, Osmar Oliveira, Mara Lúcia do Amarante Padilha e outros foram se organizando. Esta idéia foi se concretizando, pois foram realizadas reuniões em todas as localidades que faziam parte ou queriam ser emancipadas. O município de Muitos Capões que conquistou sua independência político-administrativa, independência econômica, vem agora conquistar uma identidade cultural própria através da Festa do Pinhão. A festa tem ainda o objetivo de fortalecer economicamente o município além de proporcionar lazer à comunidade de Muitos Capões e aos visitantes. A partir de 1996, Muitos Capões começou a escrever uma nova história. Uma história que está sendo escrita com muito trabalho, seriedade e comprometimento.
- Aproveitei as histórias contada nesta página da internet escrita pelos gaúchos de Muitos Capões para da brilhantismo e inspiração a minha história, se o meu umbigo está enterrado nesta cidade, eu me sinto o dever de dizer com muito orgulho, que também fiz história em Muitos Capões.
O meu nome é Antonio \monteiro da Silva nascido nesta terra, dei inicio em minha vida respirando os ares destes pampas, não só eu, mas também cuaze toda a minha geração. A minha permanência nesta terra foi assim.
Até aos oito anos de idade meus lugares prediletos foi no campo onde moravamos na fazenda da Dona Seluta na cidade de Muitos Capões no Rio Grande do Sul, a nossa diverção era explorar os caminhos entre o as árvores e as planície verdejante dos campos. Uma vasta área em que papai cuidava do gado de corte e de produção de queijo e leite, durante uma boa parte do ano papai se dedicava em fazer laço e arriames para aperos de animais. Na fazenda existiam muitas criações, era lindo de se ver, o gado pastando, lambendo sal nas coxilhas.
Os animais deixavam trilhas por baixo daqueles arbustos e em alguns lugares formava-se uma clareira. As trilhas eram caminho com terra batida pela passagem dos animais assim como galinhas, pássaros, e demais animais domésticos, alguns animais selvagens como pequenos veados, gatos do mato, jaguatiricas, entre outros.
Aquelas trilhas eram cheias de encruzilhadas e sempre dava em alguma clareira lugares agradáveis para se brincar. Muitas vezes eu e meus irmãos Orlando e a Maria Olivia tinha-mos que nos abaixar para passar, pois as trilhas em forma de túneis eram baixas mas em boa parte nós podia-mos caminhar quase sempre de pé, mas sempre abaixando a cabeça. Nos bassorais fasía-mos casas enfeitadas com flores do campo e ali nós passava-mos horas brincando, ora observando os pássaros que ali vinham compartilhar daquela suave sombra ora explorando aqueles caminhos já prontos ou até mesmo construindo pelos cascos do gado. O tempo corria depressa até que nosso pais percebendo nossa ausência ao redor da casa chamavam por nós. Aos poucos fomos perdendo o receio e explorando os locais mais acidentados que ficava abaixo do curral, um verdadeiro precipício, nós depois de escalar os lugares mais alto gritávamos bem alto só para ouvir o eco de nossas vozes se perder nos ares.
Havia dois trechos um antes do penhasco mais profundo e outro que ficava abaixo da casa em que morava e este era mais perigoso, margeado de bastante árvores e vegetação. Depois do despenhadeiro a campina se estendia até a casa onde morávamos. As grandes mangueiras era cercada de lascão de pinheiro lascas e com varas de bem grossa fechava os grandes portões onde papai levava o gado para as banheiras que ficava anexado aos mangueirões,as vezes ainda tinha outras serventia trenos de tiro de laços e tiros de revolve ao alvo muito usado naqueles tempos, mais la na sede da fazenda da viúva Da Seluta teve momentos que nunca esqueci, mesmo passando tanto tempo, pois já se foram cuaze 60 anos, os mandarovás que caíram no meu braço ao cortar uma vara em um pé goiabeira que ficava próximo a casa vara essa para atropelar o meu cavalo, um tombo que levei do cavalo ao se assustar de um tatu que saia da toca, dois dentes que quebrei ao me bater nas varas de porteira quando corria de uma porca que recém tinha criado, e do susto que levei quando uma pinha caiu no ombro de meu pai ao cutucar com uma taquara a pinha que se encontrava presa no galho e do acidente que meu pai sofreu quando o laço que ele usava no laçar um boi uma armadilha correu sobr o laço lhe arrancando o seu dedo minguinho em uma laçada traiçoeira, lembro também do perigo que eu passei ao me deparar com uma enorme cobra na ocasião que me banhava em um lago onde o gado tomava água,
essas águas em alguns trechos possuía a margem limpa e como suas águas eram claras me aventurava entrar onde não fosse profundo,o cachorro acostumado e treinado para a lida do campo nos
acompanhava e muitas vezes servia de alerta, seus latidos me avisavam da presença de serpentes as margens. Após nós refrescar na águas do riacho íamos a um capão de mato que por lá tinha muitos talvez também deu origem ao nome de Muitos Capões a essa cidade. Deslizavas-mos pelos capins do campo da fazenda da Dona Seluta passava-mos por galhos verdes e carregados de amoras das quais aproveitava pra deliciar-mos com aquelas frutinhas frescas e com os guamirins tingias-mos de azul os nossos lábios que mais parecia uns fantasmas do que gente normal.
As vezes íamos a cavalo engarupados para ficar na beira da estrada que ligava Extrema a Muitos Capões aproveitava o mormaço e tornavas-mos a nos refrescar com uma água límpida e fria sentavas-mos numa pedra e ficava a observar os pássaros e outros pequenos animais que por ali buscavam refúgio do sol quente. Não raro encontrava alguma serpente em busca de alimento, geralmente pequenos pássaros... Mas parece que ambos eu e meus irmãos e elas tomávamos sempre caminhos opostos e jamais procurávamos qualquer aproximação.
O local era exuberante em flora e animais por isso era muito bom estar ali, uma pena que não havia ninguém a compartilhar aqueles momentos a não ser nós e de longe os olhares de nossos pais.
Quando cansava de ali ficar adentrava no vasto pomar em busca de alguma fruta "temporona".
Dali ouvia-se toda a lida da fazenda, o som das galinhas cacarejando,um tiro de revolver disparado pelo revolve de Belarmino nosso pai ao alvejar uma carijó para aumentar o almoço, de vez em quando um latido do cão perdigueiro.
Belarmino o nosso papai, tinha como costume horar quando o ponteiro do relógio assinalasse seis horas ou 18 horas, neste momento, parece
Que toda a bicharada respeitava esta hora, até os pássaros pareciam silenciar em respeito a evocação da das palavras dirigida ao Deus criador e protetor da humanidade. Após as orações, que o nosso pai fazia questão de estarem todos reunidos,
Saiamos pelo pomar entre laranjeiras, macieiras, e outras espécies frutíferas em busca de alguma fruta madura, sempre que encontrava alguma fruta "temporão" nós colhíamos-mos com todo cuidado e corria a presentear mamãe e papai que estava lá na cozinha preparando o jantar.
- Mãe ! Olha que nós trouxemos para a senhora e para o papai?
Ah, gostava de subir a colina que no seu topo havia uma pedreira em forma de laje e de lá se avistava longe! Ficamos ali por muito tempo às vezes até o entardecer quando o sol começava a beijar o horizonte nós ouvia as vozes de nosso pai nos chama no para o jantar. Lá do alto da pedreira ouvia-se tudo, as vozes misturando-se aos outros sons, os pássaros já se preparando para seus aposentos. E o céu já numa transição de cor começava a mudar suas nuanças. Meu pai exigia que todos
estivéssemos junto a mesa na hora das refeições.
Acontece que nas minhas andanças pela fazenda as vezes era atraído pelo cheiro da comida de minha mãe lá na casa, então costumava me aproximar da casa e logo a minha mãe carinhosa que era uma peculiaridade dela chamava vem menino, come um pouco! Eu dizia não obrigado, mamãe nas esperava que ele me convidasse novamente ao mesmo tempo caminhando em direção da cozinha e discretamente me sentava a mesa . Eu em seguida era servido pelas mãos de minha querida mamãe. Eu não resistia a esta gula e assim freqüentemente eu repetia tal façanha.
Gostava muito de subir em árvores e havia muita árvore frondosa naquela época lá na fazenda da Mata. Aproveitava a ausência de papai, pois eles não gostavam de me ver arriscando subir nas maiores árvores.
Geralmente eu conseguia escalar os mais altos galhos, ah, mas a descida! Ai era uma coisa, eu ficava longo tempo lá no alto com medo de descer e não podia pedir ajuda
Mas sempre consegui subir e depois descer. É que os galhos eram grossos e as vezes longos e por ser ainda criança minhas pernas não alcançavam os galhos. Para subir era sempre mais fácil mas a descida era sempre mais preocupante.
Fim da década de cinqüenta, início da década de sessenta papai vendeu a nossa fazenda como já salientei para família Roveda e fomos morar na Capela Muitos Capões) na primeira casa ao chegar em Muitos Capões quem vem da Extrema, a Senhora Seluta que morava no canto da praça da Igreja nos fundos não ficou contente mesmo porque a intenção de papai era ir embora para Lagoa Vermelha , com a ida de meu pai a fazenda ficava sem capataz.Em meados de 1951 papai levou todos nós para a terra que ele comprou em fomos embora viver uma nova vida, vivência que poderia ser bem diferente e melhor se tivéssemos ficado em Muitos Capões.
Hoje nos meus 66 anos de vida bem vivido graças a Deus resolvi contar esta história que em toda a minha juventude sempre tinha alguém da família lembrando dessa passagem, de um homem que deu de tudo para honrar a sua família, e que a sorte não colaborou com ele. Meu pai hoje falecido, mas vivo na lembrança com um bom exemplo a ser seguido. Veja como foi o passado deste homem.
Belarmino meu pai começa sua história de maneira trágica quando perdeu sua mãe aos sete anos de idade.
Se começa triste mais triste ainda sempre foi a sina que o acompanhou por este mundo que não soube o quanto ele mereceu ser lembrado nessa pequena história.
Acontece que no período em que sua mãe estava doente, seu pai Atanásio (meu avô)o velho tropeiro assim conhecido popularmente, esse apelido que deram ao meu avô foi pelas grandes tropeadas que fazia e se deslocando do Distrito de Vacarias Muitos Capões cidade de Vacarias passando por Lagoa Vermelha com destino a cidade de Palmas no estado do Paraná se deslocando posteriormente até Clevelândia na época Clevelândia era um pequeno reduto dos tropeiros onde se encontrava com outros viajantes, nestes encontros de tropeiros muitos negócios era realizada, troca de produtos, aperos, laços, pelego tudo era cambiado, só dinheiro corriam pouco devidos os assaltos dos forasteiros assaltantes.
A ultima tropeada foi um dia antes da guerra do contestado. O tropeiro Atanásio por sinal é meu avô, era devoto do Monge João Maria, pois foi ele, que lhe recomendou que se retirasse daquele território o nome verdadeiro de João Maria segundo o meu avô era Atanaz Marcaf traduzindo em português Atanaz é o mesmo que Atanásio o nome de meu avô. A recomendação era que saísse o mais rápido possível daquele lugar, porque ali ia se desenrolar uma grande guerra, e como ele Jõao Maria tinha previsões recomendou o Sr. Atanásio que salvasse o seu couro enquanto era tempo, foram essas palavras que prevaleceu nos tempos e foi contada por muitos até que chegou a minha historia. O velho tropeiro Atanásio Monteiro gastou todo o dinheiro que a família possuía para que a esposa tivesse o melhor tratamento médico possível. Conta-se que esse dinheiro não foi pouco, mas o fato é que seu pai ficou sem condições para criar Belarmino o( meu pai) e seus irmãos; motivo pelo qual ele sendo o caçula e menos apto para o trabalho foi cedido para que servisse de companhia a um casal de velhos fazendeiros da região da cidade de Vacarias no Rio Grande do Sul.
meu pai Belarmino se deslocava de fazenda em fazenda prestando o seu trabalho, com o passar dos tempo se tornou um grande Vaqueiro. E sua realidade foi se deslocar de fazenda em fazenda, na região de muitos capões na época chamava-se Raia da Capoeira popularmente as pessoas chamava de Capela. Belarmino campeiro e bom de laço, maneira pela qual se criou. Interessando-se sempre pelo que ocorria ao seu redor, a cada ano que passava ele se tornava mais apto e afeito às lidas do campo, sendo muito bom no laço e principalmente num tipo de esporte muito praticado naquele tempo esporte que aprendeu com seu pai Atanásio o tiro ao alvo com revólver. Belarmino e o delegado Michael, que morava perto da praça da igreja eram os melhores atiradores. E aqui se apresenta o grande divisor de águas na vida de Belarmino, de tanto rolar de fazenda em fazenda acabou, aos vinte e dois anos indo trabalhar na fazenda de propriedade do casal Alexandre até pouco tempo morava em pedaço da fazenda que herdou João Alexandre propicio que ainda tem a propriedade em muitos Capões.
A família do senhor Paulo Alexandre tambem meu avô pai de minha mãem, era composta de sua esposa, dona Inês Alexandrina propicia e seus oito filhos, sendo três moças e cinco rapazes uma da filha ainda mora neste local, quem vai de Lagoa Vermelha fica a direita ao chegar à cidade, um dos filhos, que é neto de Paulo Alexandre também mora neste lugar. O Sr. João Alexandre propicio.
Demonstrando-se sempre muito trabalhador e honesto, Belarmino facilmente foi aceito no convívio com a família, principalmente com os rapazes que muito o admiravam. Era sempre convidado por estes para acompanhá-los às festas à que iam.
Numa destas festas em que compareceria o Alexandre é que tudo começou a dar errado para nosso herói.
A festa seria para comemorar o aniversário de um rapaz duma fazenda vizinha e os convidados haviam combinado fazer uma surpresa a este. Entrariam todos atirando para o alto com seus revólveres para suprir a falta dos fogos de artifício que só se podia comprar a uma distância de cinqüenta quilômetros dali.
Acontece que, apesar de ser muito bom com revólveres, ninguém sabe explicar como Belarmino acabou ferido no pé durante a salva de tiros. E teve que se tratar como era o costume naquela época em que por falta de recursos médicos tudo era feito à base de remédios caseiros.
O fazendeiro, por estimá-lo muito, designou a sua filha caçula para que cuidasse do ferido aplicando os curativos diários. E a caçula foi fazer o que lhe fora ordenado, com toda a bondade que sempre lhe foi característica. Chamava-se Sebastiana, e era uma menina muito meiga, fato que chamou a atenção tanto a Belarmino naqueles dias, quanto o faz hoje a todos com quem este ser divino convive. Então todos os dias ela fazia três curativos de remédio caseiro no acidentado pé dele.
E este, de tanto a ver começou a gostar dela.
Fato o deixou muito mais que apreensivo, pois sabia que não deveria jamais sequer pensar em ousar fazer qualquer coisa a respeito, pois mesmo os familiares da moça tendo muita afinidade com ele, certamente ninguém iria esquecer que ele era um empregado e nesse tempo quase esquecido no próprio temo, isso tomava qualquer romance quase que impossível.
E ardiam em seu ser sentimentos confusos e contraditórios como o desejo e o dever, ou o querer e o poder. Até que não agüentando mais teve que ao menos revelar à criatura que amava o quanto sonhava com ela. Em princípio a reação da moça foi de surpresa absoluta, já que ela nunca imaginara que isso fosse possível, seja por sua inocência, seja pela situação social em que estava imerso esse sentimento. E ambos sabiam que os irmãos da moça eram muito severos com relação aos relacionamentos das irmãs. Era uma família de alemães e tinham uma dificuldade muito grande em aceitar relacionamentos amorosos de pessoas que fossem de nacionalidades diferentes entre si.
Mas, o tempo foi passando e o sentimento quando é realmente verdadeiro tende sempre a aumentar com o passar do tempo, aumentando assim a aflição do jovem casal.
E Belarmino sabendo que não teria mais paz se não o fizesse, depois de muito penar por isso, convidou Sebastiana para fugir, o que era a única solução para o caso. Uma solução complicada, mas mesmo assim era uma solução. De tanto insistir acabou conseguindo convencer a jovem que tinha muito medo e sabia que isso era muito perigoso, não só pelo fato de ter que começar uma vida sem muitas perspectivas, mas também porque seu amado passaria a correr risco de vida.
Belarmino marcou o dia e o local, e nesse dia e local ambos se encontraram receosos e ansiosos por começar essa nova vida.
Quando os familiares da moça descobriram o que havia acontecido moveram céus e terra para encontrá-los; em vão porque o rapaz havia planejado muito bem o que sabia ser o passo mais importante de sua vida. Como acontece nesses casos, quando viram que não poderiam fazer nada para impedir um casamento que já se consumara, os pais dela acabaram tendo que aceitar o fato depois de algum tempo. E decidiram que deviam tentar fazer menos dura a vida de Sebastiana, dando-lhe um dote em terras. Decisão que nunca foi aprovada pelos irmãos da moça.
Destinaram setecentos e cinqüenta “milhões” de campos para o casal. Terreno onde estes construiriam sua casa e de onde tirariam seu sustento.
E onde vieram ao mundo seus primeiros filhos, Manoel Orlando, Maria Olívia, e Antônio que recebera este nome em homenagem ao único dos irmãos de Sebastiana que aceitava o casamento deles, mesmo tendo se passado doze anos de casamento quando do nascimento de Antônio. Então foi merecida a homenagem prestada ao rapaz que também foi o padrinho de batizado.
Mas, os outros irmãos além de não aprovar, mesmo depois de tanto tempo, pareciam ter um prazer quase mórbido em tomar o casamento dos dois um verdadeiro inferno.
Motivo pelo qual o casal resolveu que deveria vender sua propriedade e tentar a vida longe desses parentes que acreditavam estar com sua honra manchada pela presença do casal. A fazenda foi vendida para a família Roveda.
Foram para Lagoa Vermelha, onde se estabeleceram em uma área de pinheiro nativo. Se a área era menor pelo menos eles teriam um dinheiro para começar com a venda desses pinheiros. E Belarmino pôs à venda essa madeira, não demorando muito para aparecer um senhor querendo fazer negócio. Este ofereceu um bom preço e depois de ter ido com ele até sua serraria em Lagoa Vermelha, o agora feliz e sonhador Belarmino fechou o negócio, voltando da cidade com o contrato assinado.
Nesse contrato constava que o pagamento seria feito quando da retirada da última carga de madeira. Clausula que chegou a preocupar o vendedor, mas essa preocupação demonstrou-se infundada quando depois de retirar a última carga, como havia prometido o homem da serraria apareceu com uma mala cheia de dinheiro para efetuar o pagamento. E uma mala que não era nada pequena, pois foram quinze dias de trabalho quase ininterruptos onde quatro caminhões rodavam sem parar. Depois que Belarmino conferiu o dinheiro que estava certo, o comprador foi embora. E naquela noite ninguém dormiu, porque estavam alegres por ter feito tão bom negócio e também por ter tanto dinheiro em casa. Isso daria para comprar mais terras e ficar em Lagoa Vermelha com a mesma quantidade que possuíam quando estavam com os pais de Sebastiana em Vacarias.
No dia seguinte bem cedo toda a família já estava em atividade. Belarmino que era uma pessoa muito precavida com relação aos cuidados que se deve ter com o dinheiro ordenou a seu filho Manoel Orlando que enchesse uma carroça de lenha e colocando a tal mala de dinheiro por debaixo da lenha se dirigiu à cidade, onde depositaria este grande motivo para sonhar em um banco, e assim se garantir.
O gerente quando o viu com tanto dinheiro dedicou-lhe mil amabilidades. E sentado confortavelmente, Belarmino sonhava, conversando com o gerente enquanto esperava o recibo da transação bancária, foi quando entraram vários policiais de arma em punho ordenando-lhe que ficasse parado e informando-o que ele estava preso. Surpresa total para ele. O gerente havia chamado a polícia.
Só depois de preso é que soube o que estava acontecendo; o dinheiro que ele havia recebido e que tentava depositar era falso. E o delegado queria saber onde ele arranjara aquela quantidade enorme de notas falsas. Ele contou toda a história e para confirmar propôs que eles fossem à serraria para a qual vendera sua madeira. E nova surpresa chegando lá. O dono da serraria afirmou que não conhecia Belarmino, e que comprara a madeira de outra pessoa, mostrando o contrato de compra e venda para confirmar. Com efeito; o dono da serraria era outro senhor e comprara a madeira do homem que havia enganado o antes tolo e sonhador, agora desiludido e enrascada Belarmino.
E só conseguiu depois de muito explicar, ser solto porque os policiais acreditaram que ele fora mais uma vítima de uma quadrilha que estava agindo na região.
Com mais esta desventura em sua vida o infeliz se sentiu desorientado, seu terreno valia bem pouca coisa com todos aqueles tocos de pinheiro que teriam de ser retirados se quisesse plantar. E como ele não tinha nem dinheiro nem ânimo para tal tarefa, resolveu vender sua propriedade e se lançou numa série de atividades, também sem sucesso algum.
E eis que um dia chegou à vida do casal um jato de luz, contraditoriamente, com a morte da mãe de Sebastiana; fato que a fazia herdeira de uma quantia em dinheiro que daria novo alento à suas combalidas vidas. Enquanto estava na casa de sua família, para os funerais de sua querida mãe, a mulher recebeu a proposta de seu irmão mais novo Antônio.O seu irmão que sempre fora bondoso com o casal, de que se Sebastiana quisesse poderia assinar uma procuração em nome dele e este lhe resolveria a questão da herança, evitando assim mais desgastes com os outros irmãos que não a aceitavam na família. Ela ficaria esperando e quando ele tivesse acertado a questão da venda das terras lhe passaria o dinheiro.
Pobre e desafortunada Sebastiana, a fazenda foi vendida......?? Mais que querido irmão.
Para que ela se sentisse pior ainda, levou logo em seqüência outro grande choque.
Só que desta vez foi a vida que lhe aplicou o golpe. Perdeu seu companheiro em um acidente de trânsito, e este desafortunado como sempre fora, não deixou nada além de boas lembranças, seu bom e honesto nome, e nove filhos para criar.
Deixou também sua estimada lembrança e a certeza confortadora de que está junto ao criador zelando pelos seus. Um homem que em sua vida desfavorecida pela sorte, sempre viveu honestamente, nunca matou ninguém, jamais esteve em prisão alguma, não roubou nada, deixa certamente nos deixa também uma coisa muito valiosa: seu bom exemplo. A quem sempre procurou ser fiel. Obrigado, pai. Por tudo.
Fonte de informações:
Pagina da Internet de Muitos Capões e
De minha lembrança.
Clevelândia 21 de Fevereiro de 2010-02-21
Antonio Monteiro da Silva
HOTMAIL: antoniomonteirodavies@hotmail.com.

AS AVENTURAS DE UM MENINO

Peri Silva era meu primo, filho de um sargento aposentado, ele também se criou na minha região e sempre nos demos muito bem, apesar do que agora contarei ter acontecido quase que somente por iniciativa dele.
Esse meu primo era um desses artistas do interior, que nascem com a arte em seu sangue e muitas vezes passam a vida sem ter uma chance de expressa-la. Tocava muito bem seu velho violão e cantava, com a particularidade de que só sabia cantar as músicas de um cantor que, provavelmente hoje ninguém mais conheça, mas que no tempo em que essa história se passará era muito famoso. Somente alguns poucos viventes que viram passar o ano de 1954, saberão de quem estou falando, mas eu asseguro que o mexicano Miguel Asseves Micios, de quem meu primo era muito fã, foi muito famoso nesses anos que o tempo já tragou para dentro de nossas fracas memórias.
O caso é que, em algumas de suas apresentações artísticas, meu primo me levava para acompanhá-lo com meu pandeiro; e tínhamos além de muita amizade e planos dignos de nossa juventude.
Tudo começou a acontecer realmente, devido ao temerário espírito empreendedor desse meu primo que possuía como fruto de seu trabalho e investimento, uma máquina de exibir filmes, que já era antiga naquela época, mas que lhe rendiam alguns trocados por ser difícil ao povo daquelas paragens deslocar-se para centros maiores onde houvesse cinema, e que por ali não havia nem sequer a desconfiança de que algum dia viesse a existir a hoje tão difundida televisão.
Quase sempre esses filmes eram de Mazarope, e obviamente lotavam os pequenos recintos que meu primo conseguia alugar no interior. Fato que por si só já era para ele um feliz indicativo de que poderia expandir seu negócio. E nós, seus amigos entramos em seu plano.
Eu e alguns outros bons amigos; Elói, André, Pedrinho, Dande e Perna de pau entraríamos com quantidade de dinheiro igual ao que fora investido por meu primo e ficaríamos sócios no negócio que parecia ser muito compensador financeiramente porque dentro de seus planos de expansão estava realizar sessões de cinema nas localidades vizinhas e cada vez mais longe. Eis porque precisava de nós como seus sócios. O total do capital conseguido entre todos nós ainda nos obrigava a transportar todos os instrumentos em nossas bicicletas. E meu primo queria oferecer um espetáculo muito além da simples exibição do filme de Mazzarope. Queria que tivéssemos outras atrações, dentre as quais sua cantaria, uma comédia com palhaços e o que mais pudéssemos inventar para ir incrementando o espetáculo. Espetáculo que com o tempo chegaria a ser, segundo seus planos, muito grande devido ao quanto o povo daqueles lugares tinha dificuldade de encontrar diversão.
Obviamente, como empreendedor que sempre foi, meu primo Peri se encarregou dos preparativos para iniciar nossa nova atividade assim que concordamos com seu plano. Esses preparativos incluíam a confecção de grandes cartazes para nos anunciar, e conseguir o local para nossa grandiosa estréia. O lugar escolhido por meu primo foi Ibiararas, que era um lugarejo distante uns vinte quilômetros de Lagoa Vermelha, e desafortunadamente me lembro que entre um e outro ainda existia um terceiro lugarejo que se chamava Peso-Milho, local que já nesse tempo tinha grandes motivos para nunca mais esquecer, porque quando chegamos àquela região foi nossa primeira colocação, e ali ficou sepultado um de meus im1ãos quando tinha ainda um ano de idade. Coisa extremamente triste não só pelo fato de ele ter morrido, mas ainda pelo fato de que eu e meus outros im1ão, todos nós ainda crianças, tivemos que sepultar nosso im1ãozinho, enquanto meu pai ficou em casa cuidando de minha mãe que estava muito doente.
Isso somente seria motivo de sobra para eu não mais querer nem ver esse local, mas como o destino sempre está procurando um jeito de nos fazer viver o que não queremos, eu tive mais e mais motivos para guardar ainda mais lembranças de Peso-Milho, quando do sepultamento de meu desafortunado irmão, minha mãe que não pôde estar presente por esse motivo me fez prometer que eu acenderia uma vela com as intenções dela para com o falecido. Eu prometi, mas imagine como eu me sentia tendo a responsabilidade de providenciar um sepultamento sendo somente uma criança, queria mais era me ver livre da obrigação logo; e acabei esquecendo da promessa que havia feito à minha mãe.
Essa história da vela prometida e não acesa me acompanhava por todas as horas do dia causando remorsos, e à noite pesadelos. Até que eu pude reunir coragem e confessar para obter o perdão de minha doce e compreensiva mãe. Assim obtendo a paz que minha alma precisava há muito tempo.
O local que Peri nos conseguiu era um pavilhão, administrado pelo padre; colou os cartazes do espetáculo por toda parte e um dia antes do agendado, colocamos em nossas bicicletas os materiais que necessitávamos e partimos para Ibiararas, aonde chegaríamos depois de vinte quilômetros de estrada de chão empoeirada e mal cuidada. Naquele tempo não tínhamos veículos motorizados na região, o veículo usado pela maioria era mesmo a carroça, o que deixava a estrada difícil de transitar com bicicletas. Some-se a isso o fato de que eu era o mais franzino da turma e veremos que eu acabei ficando no fim da fila de bicicletas, o que me assustou um bocado quando estávamos passando pelo cemitério de tantas más impressões, mas com o fato de que eu fora perdoado pela minha mãe, me benzi e passei sem maiores problemas. Ao chegarmos à cidade em que apresentaríamos o espetáculo, fomos diretamente falar com o religioso para pegarmos as chaves do pavilhão e assim podermos descansar um pouco e aprontar o local para o espetáculo de logo mais à noite. Muito nos entusiasmou o fato de que como previra Peri, a população do lugar só falava na bendita apresentação. Estávamos a caminho de nos tomarmos grandes no ramo de espetáculos, ao menos foi o que pensamos naquelas horas agradáveis onde fizemos ainda mais e mais planos para nosso futuro que certamente seria brilhante.
Apesar de estarmos preparados e prevermos uma grande audiência, nos surpreendemos com a quantidade de pessoas que lotou o pavilhão até nos corredores, tínhamos até as pessoas ilustres do lugar, o padre e dois soldados, sentados na primeira fila. Fato que era muito bom, mas que depois foi motivo de mais preocupação. Segundo o programa a primeira parte do espetáculo seria a apresentação do filme e, enquanto meu primo operava a sua máquina das mil maravilhas eu estava encarregado de apresentar o grande acontecimento, e comecei a agradecer a acolhida das pessoas e coisas do tipo para estabelecer o primeiro contato. Até esse momento ainda éramos felizes, o problema começou realmente a partir de quando anunciei o grande filme, desliguei as luzes e o bendito filme não começou. Meu primo não estava conseguindo pôr para funcionar a máquina, fiel depositaria de nossos sonhos e agora, aparentemente também de nossas desgraças.
Enquanto meu primo lutava com o motivo de nosso infortúnio eu comecei a ouvir algumas vaias e percebi que os presentes estavam perdendo algo mais que seu tempo; sua paciência. Isso somado ao fato de que éramos iniciantes no ramo e que tínhamos feito tantos sonhos há poucas horas atrás estava me levando ao desespero total. Eu não sabia o que poderia fazer.
Então, depois de perceber que a situação estava realmente muito complicada, não só pelo fato de que a tal máquina não queria funcionar, mas também pelo fato de que as autoridades da primeira fila nos deram o benevolente prazo de dez minutos para iniciarmos nossos trabalhos, meu estimado primo que nos botou naquela situação, mas que também era o nosso homem da idéias, nos reuniu e comunicou que a máquina realmente estava difícil de pôr em ordem dentro do tempo de que dispúnhamos e que a saída que restava era fugirmos todos enquanto tínhamos saúde para fazer isso. Eu que sempre fui meio azarado com relação aos planos de Peri fiquei com a parte de distrair o adversário para efetuarmos a grande escapada. Enquanto eu falava com a platéia que me vaiava desbragadamente, anunciando uma pequena mudança no roteiro original, meus amigos estariam preparando nossas bicicletas. Anunciei que teríamos agora a comédia antes do filme, e que com certeza, ao fim da comédia a tal máquina estaria pronta para funcionar.
Anunciei e me retirei para os bastidores onde meus grandes amigos haviam deixado somente a minha bicicleta e quem sabe alguns poucos votos de felicidades para a fuga. Sozinho, no escuro, meio perdido me pus a procurar a estrada para Lagoa Vermelha quase que a rumo, enquanto nossos prezados espectadores aguardavam o início da nossa espetacular comédia. Numa escuridão que era muito mais na minha imaginação, hoje eu sei, mas naquela hora nem se me explicassem eu acreditaria, me parecia que a multidão vinha atrás de mim e eu redobrava meus esforços aos pedais para conseguir alcançar aqueles que se ainda fossem meus amigos, certamente nunca mais seriam meus sócios. Acontece que a escuridão não era tão imaginária assim e eu me vi em franco desespero quando cheguei ao cemitério de que já falei me trazer tantas recordações ruins e vi aquela coisa.
Havia uma caveira na beira da estrada e dela saia uma luminosidade pelos orifícios onde seriam os olhos, o nariz e a boca. Essa claridade fantasmagórica rodeava toda a caveira dando-lhe um aspecto que sinceramente me assusta ainda hoje em minhas lembranças, apesar do que posteriormente se sucedeu. Imaginei que certamente aquilo era uma manifestação do sobrenatural me cobrando a vela que eu prometera e não acendera. Pus-me a rezar de joelhos em desesperado estado de terror. E foi assim, rezando e chorando que passei pela caveira para continuar a fuga que estava empreendendo, mas não consegui tirar o terror daquela visão de minha mente, me virando de quando em vez para confirmar que eu não estava sendo seguido pela visagem, e mesmo assim tendo sempre a impressão de que estava realmente sendo seguido e mais, que nunca mais iria me livrar dela. Numa dessas olhadas para trás o destino novamente quis me divertir um pouco com um fantástico tombo dentro de um potreiro que ficava à beira da estrada. Maldizendo minha sorte, me levantei ainda meio tonto e no desespero duplo que sentia me pus a pedalar o mais rápido que pude para conseguir fugir ao menos das pessoas que certamente deviam estar quase me alcançando devido ao fato de que eu parei no cemitério e perdi nisso uma parte da vantagem que tinha ao iniciar a minha fuga. Agora sim, tudo estava se fazendo um sofrimento sem solução para a minha atormentada consciência. Eis que a visagem volta a aparecer em meu can1inho e eu sem nem ter como sentir desespero tive que arrumar forças dentro de mim e de minha religiosidade para enfrentar aquilo novamente. Com orações tinha dado certo antes, daria novamente. Mas, quando cheguei mais perto, percebi que a caveira agora estava do outro lado da estrada. Que raios de aparição se preocuparia com o lado da estrada para me assustar? Parei e me pus a analisar a situação da maneira mais racional que pude e cheguei à divertida conclusão de que devido ao meu tombo e a sua posterior confusão em meus sentidos eu tomara a estrada de volta para Ibiararas.
Quando finalmente cheguei à minha cidade, depois de muito acreditar que nunca o conseguiria, era já o nascer de um novo dia, que veio me trazer novas e desafortunadas revelações.
Chegando à cidade fui direto à casa de Peri para saber se eles tinham chegado e encontrei todos me esperando para me gozar pela brincadeira que haviam feito comigo. Os safados tiveram o extremado mau gosto de recortar a caveira numa melancia, roubar uma vela no cemitério e acendê-la dentro da tal melancia para me deixar de presente. E ainda riam disso. Achei aquilo muito sujo da parte deles e se enquanto fugia não queria mais saber de sociedades com eles, mas admitia continuar amigo, agora eu não queria nunca mais saber de amizade com esses grandes camaradas que, mesmo estando em fuga ainda arrumam um tempo para fazer uma brincadeira para divertir seu amigo também em fuga que está atrasado porque ficou lhes dando cobertura. Não aceitei minha parte no dinheiro do que considerei um golpe e saí dali muito descontente com meu primo e seus, agora somente seus, amigos.
Alguns dias depois me mudei para Francisco Beltrão, no Paraná e não queria nem saber notícia dos ex-amigos e ex-sócios.
Demorei-me todo um ano para regressar a passeio e ter uma outra grande surpresa da parte de meus amigos. Ao chegar, li num jornal de Vacarias o fato de que eles tinham sido castigados pelo golpe que aplicaram. Na matéria constava o nome de todos os envolvidos, menos o meu. Meus ex-amigos eram real e novamente meus amigos, pois não me envolveram na lamentável história. Experiência de vida que me
acompanha e muito tem me ajudado ao julgar as atitudes das pessoas com as quais Deus tem a bondade de permitir que eu me envolva desde então.

A HIGIENE DENTRO E FORA DE CASA

Os germes, bacilos ou bactérias nas águas ou nos alimentos são causadores de muitas doenças. Para evitar o ataque destes malfeitores de nossa saúde, o ideal é a limpeza. A grande preocupação dos órgãos responsáveis por este campo no que tange a conscientização sanitária é fazer com que a população menos esclarecida use a higiene para se prevenir dos inimigos de nossa saúde, germes, bacilos, bactérias, etc. Os insetos como: barata, rato, pulga, piolhos em contatos com animais são responsáveis por muitas doenças. Os alimentos mal preparados, conservados levam para dentro de nosso organismo germes e impurezas.
A água é um veículo que leva para o interior do nosso corpo, para o sangue, elemento da vida, se for limpa é saudável, ou de doença até de morte, se for poluída e contaminada. É um erro pensar que toda água, pelo simples fato de se apresentar aparentemente límpida, é pura. Ela pode conter germes, bacilos ou bactérias causadores de gastrenterites e, no entanto, apresentar-se relativamente límpida.
Uma outra, pode, ao contrário, encontra-se turva, pouco agradável à vista, mas isenta de elementos nocivos. A aparência, portanto, não é o que deve decidir da boa ou má qualidade da água.
De modo geral, supõe-se que a água de boa qualidade é aquela distribuída pelas autoridades competentes da cidade ou município. A autoridade pública é responsável pela água que distribui aos consumidores. Essa água apresenta freqüentemente um sabor de desinfetante e isto se deve à presença de cloro que é adicionada a água devido ao seu forte poder bactericida. No interior, nos pequenos núcleos rurais, onde não se dispõe de nenhum sistema público de abastecimento, muitas vezes não existem outras alternativas: a água prove de algum poço de um rio, de um lago, de uma fonte, ou das chuvas. De modo geral, por princípio, as águas superficiais são sempre suspeitas as águas de poços muito profundos, assim como as de chuvas, são mais dignas de se considerarem seguras, do ponto de vista higiênico, embora possam poluir-se, mediante uma captação inadequada. Não resta dúvida, portanto, que a água para consumo deve constituir um dos fatores mais importantes em casa, perante o perigo de contrair-se doenças pro contágio.

CASA E A FAMÍLIA

A casa deve ser o melhor lugar para vivermos. Quando dizemos que a casa é para a família, subentende-se que a casa deve poder permitir todas as funções domésticas.A sala deve ser realmente, o centro da casa, onde a família se reúne, para comer ou conviver.
Às vezes a cozinha e a sala tornam-se um só conjunto. A cozinha é também o local onde, em certas regiões, o dono da casa recebe seus amigos.
Os quartos devem obedecer às normas técnicas, tanto quanto possível, separados e com acesso independente, mas com possibilidade de acesso fácil aos quartos dos filhos. O banheiro deve ter acesso igualmente independente.
A cozinha deve ser espaçosa, clara, ventilada, e com os armários precisos para guardar os equipamentos ali usados. A distribuição de espaço para guardar os materiais de uso doméstico é muito importante. Espaço para guardar: carrinho de bebê, máquina de cortar grama, ferramentas, etc.
Nunca podemos esquecer do local de guardar objetos perigosos longe do alcance de crianças. O pai de família tem também suas exigências: se for um trabalhador rural, deve dispor de pequeno quarto suas ferramentas, sementes, etc. Se for um operário urbano, é provável que necessite também de um pequeno cômodo, ou pelo menos o espaço para um armário onde tenha suas ferramentas ou instrumentos de trabalho. Se for um intelectual, o ideal é que disponha ser um escritório para, longe do ruído próprio da casa, poder dedicar-se aos seus estudos e às suas leituras ou escrever.
Os jovens também devem ter espaço, mas sempre não esquecendo a sua faixa etária, se eles não tiverem este espaço certamente irão procurar nas ruas. Uma família disciplinada é o espelho do livro Sagrado a Bíblia, quem ora juntos permanecem juntos. Não existe família se não tiver harmonia entre o casal.
Medicina Preventiva Uma intensa viagem pelo dia-a-dia de uma estudante de Medicina e, além disso, algumas indicações sobre a importância da

SAÚDE É O MAIOR PATRIMÔNIO

Prevenir doenças é também obrigações nas relações humanas, pois deve vir do povo e crescer como um ideal. Nós como seres humanos, possuidores de um cérebro que segundo os estudiosos existe a mais de 350 milhões de anos, temos que saber que podemos prevenir doenças se usarmos o nosso cérebro.
Toda pessoa deve obedecer aos princípios básicos de higiene em sua casa, contribuindo, assim para o bem estar geral. Antes de reclamar os danos causados pelos vizinhos, o mau cheiro proveniente de seu lixo acumulado, o criadouro de insetos que representa a água empoça no seu quintal, Devemos verificar os estragos que podemos causar pelas nossas próprias atitudes e avaliar o risco verdadeiro causado pela água suja de nosso tanque de lavagem de roupa que escoa no terreno e muitas vezes na rua.
Prevenir doenças e promover a saúde, não é só missão do governo e sim de cada um de nós, deve vir do povo, e ser alimentado pelo saber e crescer como um ideal. É uma obrigação nas relações humanas, assim sendo, as campanhas de educação sanitárias, tem por objetivo fazer chegar a todos os escolares do Brasil, através de seus professores, e de nós profissionais da área, os benefícios do ensinamento para conservar e prevenir as doenças, através dos ensinamentos de higiene, limpeza, asseio, alimentação e bons hábitos, com isso estará evitando as doenças, proporcionando mais saúde não só física mais mental e social.
Deus colocou na própria natureza para o bem da humanidade sofredora, as ervas medicinais, os brutos, os cereais e vegetais. Sem pretender curar todas as doenças e sem querer dispensar a ciência, pois também é obra de Deus e graça a esta ciência muitas vidas foi salvas, se não estivermos fé em perfeita harmonia com Deus nada disso adianta, a natureza tem um poder incalculável e infinito com o bem estar do homem, basta saber usar e aproveitar o que a natureza nos oferece. A propósito leia na sagrada escritura, na visão de Ezequiel no exíli (EZ 47,12), referindo-se à reconstrução do templo em Jerusalém, estas palavras que encontram eco no apocalipse de São João (1022,2): (as árvores) produzirão novos frutos de mês em mês, porque suas águas provem do santuário, pelo que seus brutos servirão de alimento e suas folhas de remédio. 2 - A cura das nossas doenças está na natureza, assim com as doenças, se não respeitar a harmonia do mundo o homem poderá ser instinto da face da terra.
Se a natureza é uma imensa farmácia, porque não unir o que há de valido nos avanços da ciência para resultados eficientes nas prevenções e nas curas, basta educar o povo a se prevenir contra as doenças, ter como hábito a tomar seguidamente aqueles chás de ervas que sabem que lhe fazem bem, e ser moderado e cuidadoso nas alimentações, que às vezes só serve para prejudicar a nossa saúde, qualidade e quantidade alimentam e previnem doenças. Nós podemos e devemos ter uma boa horta em nossa casa, se tivermos espaço. As hortaliças na medicina doméstica têm um papel fundamental em nossas refeições. Só terá boa saúde aquele que se alimentar racionalmente. As hortaliças não são só recomendadas como valor alimentício, mas também pelo seu uso medicinal assim como as frutas têm também o seu papel importante, para fins nutritivos e terapêuticos. Para podermos desempenhar as nossas mais variadas atividades é necessária boa saúde, e para tê-la cabe a nós recolher o que é melhor, por sua vez depende da alimentação, uma boa saúde, alimentação correta nos proporciona, saúde física, saúde mental e moral.
Uma criança bem alimentada cresce com maior rapidez e aprende com maior facilidade. Sucesso do trabalhador depende de uma boa alimentação. O professor Alfrânio Peixoto, de saudosa memória, disse que “não fazemos nada de bom, porque estamos de dieta”. “A humanidade, com os dentes, cava a própria sepultura”. Diz um sábio “O homem não morre, mata-se”, escreve o Dr. Gustavo Armbrust “Uma das causas da morte prematura está na alimentação irracional”. 3 - Para o bem de todos, seria conveniente divulgar pelo rádio c pela imprensa, na escola e na igreja, toda a verdade a respeito da alimentação. As autoridades, que tem o poder de decidir sobre como transformar em felicidade, mas não o fazem, uns porque não lhes interessa, outras por ignorância, outros por falta de amor do próximo, querem somente tirar proveito do sofrimento do povo para se perpetuarem no poder, os poucos bons são a minoria não conseguem levar avante os seus ideais. O homem tem feito grandes progressos no campo das ciências. E constantemente nos surpreende, idoneidade moral, senso de justiça, amor ao próximo, espiritualidade, conhecimento de Deus. Um bom homem a cavalo disse a alguém: alguém vale mais que um mau homem de avião e por falar em bom homem isso vale para uma boa mulher também, a informação e a prevenção tem não só salvado muitas pessoas, mas também evitados danos irreversíveis, por estes motivos é recomendado que todas as pessoas tenham em local bem visível alguns números de telefones para qualquer eventualidade, ex: - Hospital;
- Polícia: 190;
- Corpo de bombeiros;
- Pronto Socorro;
- Ambulatório Municipal;
- Copel Sanepar
Obs.: Todo tipo de acidente domiciliar seja: quebradura, envenenamento, desmaio ou queimadura, não faça nada se não tiver conhecimento científico, ou seja, ter recebido treinamento por um profissional do ramo, um mal atendimento poderá agravar ou até matar o acidentado.

O DESEJO DE DEUS PARA A SAÚDE HUMANA

Leia o que diz os seguintes textos bíblicos: “Amado, desejo que te vá bem a todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma”. III João 2 “Eu vim para tenham vida, e a tenham com abundância”. João 10: 10 “... com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto”. Lucas 1: 17 “E servireis ao Senhor vosso Deus ...; e Eu tirarei do meio de ti as enfermidades”. Exo. 23: 25 Estes textos deixam claro o desejo de Deus de que tenhamos saúde, em especial, quando Jesus diz que veio para nós tenhamos vida com abundância, não uma vida de doenças. Note que no último texto Deus diz que tirará a enfermidade do nosso meio se nós O servirmos. Servir a Deus é fazer Sua vontade, seguir suas orientações e Suas leis, que são para nossa proteção. Nenhuma doença ocorre pela vontade de Deus, ao contrário, como um Pai de amor, Ele sofre com o nosso sofrimento.
Graças ao progresso da ciência física, mais propriamente da física, deu a nós a impressão de que, juntamente com o progresso da ciência mental, busca física, a verdadeira origem da vida. Vida é sem dúvida as vibrações de energia que dentro de uma partícula chamada átomo está condensada uma energia espantosa. Deus criou o homem e a mulher sua Última e mais nobre criação, a força criadora da luz divina, quando o homem realiza algo de bom, Deus projetou e o homem executou, e se o homem realiza algo de ruim as forças malignas projetaram e o homem concretizou.
O homem e a mulher obra de Deus aparelho tão perfeito que é capaz de realizar milagres se estivermos em sintonia exata com os mistérios da fé. Quando a medicina não tiver outra senão comunicar ao paciente a doenças incuráveis, valemo-nos dar mais poderosas e misteriosas lições da fé.
Você, Deus e todas as correntes positivas darão força infinita retirando este mal que te preenche de dor e agonia, usando o teu subconsciente mentalizando o teu organismo, concretiza o milagre da fé.
O ser humano só fica doente, quando abandona a vontade de ser feliz.
Meu irmão faça de tua casa o aconchego de tua família, lar doce lar, é assim que Deus quer, e é assim que venceremos os obstáculos da vida, a nossa vida está em nossas mãos, você faz acontecer para o bem e para o mal, a escolha é tua, ou não? Ou será que alguns foram enviados a este mundo para pagar o que os nossos antepassados ficaram devendo. A vida é um mistério difícil de entender, somente Deus através dos sinais que nos envia pode-se compreender. Existem pessoas que são receptíveis as mensagens de Deus, só não são divulgadas por que a descrença de alguns entre tanto irá chamá-los de loucos ou de charlatão, porém, estes cuidados têm que ter para não sermos tragado pelos incrédulos, burlando algo tão sagrado que é vocação infinita de Deus todo poderoso, entre os homens e mulheres.

TUDO PELO SOCIAL

Para ser um bom Agente de Saneamento precisamos primeiramente gostar do tipo de trabalho voltado para a coletividade, e nos contentamos em saber que esse trabalho é muito compensador por esse lado, e somente por esse lado. É um trabalho que não “aparece” porque a nossa produção é não permitir que apareçam moléstias que possam ser evitadas. Nossa recompensa maior é muitas vezes, não haver motivo para que nosso trabalho seja comentado, porque se ele o é, isto quer dizer que alguma coisa vai mal, ou seja, apareceu algo sempre indesejável, como um surto de alguma doença. Além disso, esse trabalho não se contenta com um esforço de nossa parte empreendido menor que o de corpo e alma.
Do Agente de Saúde é exigido ainda pela prática diária, um ‘jogo de cintura” muito grande para que se consiga atingir os objetivos e metas traçadas. Eu fiz vários cursos para facilitar minhas atividades; desde enfermagem, socorrista, parteiro, e todos os que tiveram acesso na área de saúde, até cursos bíblicos, e de psicologia, além de coisas aparentemente disparatadas como o de vendedor. Tudo isso, para poder prestar o melhor atendimento possível.
Há trinta e cinco anos atrás, quando fiz meu curso específico de Auxiliar de Saneamento não se exigia uma escolaridade mínima, e eu que tinha somente a quinta série, pude me sair bem. Mas, isso nunca me foi motivo para acomodação, sendo que quando tive a oportunidade me formei a nível médio no curso de Magistério; também visando o que o curso me daria em conhecimento para me ajudar na abordagem de meu público, e sua conscientização. Isso já aos quarenta e seis anos de idade.
Mas, certamente o que mais me ensinou foi às lições que a vida me aplicou ao longo de minha existência, no labor de todo dia. Para ilustrar melhor isso, vou contar brevemente o que me aconteceu há pouco tempo atrás, quando em 1996 abriram-se trinta vagas para o Paraná em um curso de Técnico de Vigilância Sanitária. Fomos em quatro pessoas de minha cidade para prestar os exames de admissão, ambos os quatro bem preparados para tal, e chegando lá a concorrência e a pressão aumentaram sensivelmente ao sabermos que enfrentaríamos concorrentes formados a nível de terceiro grau. Fizemos as provas que eram compostas de duas etapas; uma escrita e outra uma entrevista com dois psicólogos, e se conto agora que eu estava entre os trinta selecionados, faço isso para deixar bem claro que o que me valeu diante de concorrentes tão mais preparados academicamente, foram certamente os anos que dediquei ao meu trabalho. E se hoje, me proponho a querer passar algumas das coisas que aprendi, creiam-me que não o faço para me exibir e sim por que acredito que posso contribuir com alguma coisa para os profissionais da minha área. E acredito que essa contribuição não precise ser direta, já que sei que até os futuros profissionais dessa atividade, ao chegarem á minha idade de serviços certamente irão acumular tanto ou mais conhecimentos e experiências em suas vidas. Acredito sim, que com simples fato de se expor pequenos fragmentos de nosso trabalho diário, esse passe a ser mais conhecido, melhor entendido e até que isso possa ajudar na colaboração que os cidadãos precisam prestar; porque o nosso trabalho só tem razão de ser por eles, e depende de que eles colaborem. Sozinhos, nos Agentes Sanitários não conseguiríamos nada. Para as pessoas que estão de fora da realidade de meu trabalho, é até comum acreditarem que meu salário seja, alto devido à penetração que tenho na sociedade, mas eu garanto que isso eu consegui com a dedicação ao meu trabalho, coisa que realmente amo fazer; e garanto também que até gostaria de que o meu salário fosse o que algumas pessoas me creditam, pois depois de passarem dois exames vestibulares, a minha atual maior frustração é não ter podido pagar o curso.
Sempre me identifiquei com o quanto a questão cultural tem influência no sanitarismo, e por esse motivo cheguei a fazer algumas incursões na área de comunicação de massa para melhor difundir os esclarecimentos tão necessários à nossa população. Nessa tarefa, aparentemente a sorte me sorriu, pois criei um programa de rádio onde se faziam comparações entre o antes e o depois de se implantar as regras de: higiene no lar, a grosso modo uma comparação entre a civilidade e a ignorância. O que seria atrasado e o que seria esclarecido. E nunca, até hoje, tive notícia da existência de algo parecido. Quando falo em cultura, não estou necessariamente glorificando essa deusa a que se vai buscar em bancos de escolas, mas sim que ela está à nossa volta no nosso cotidiano; basta prestarmos atenção ao que acontece em nosso meio social e nos surpreenderemos com o quanto se pode aprender. Costumo dizer que a minha profissão é muito “espinhento”, mas que se a gente tiver paciência para achar o meio mais criativo e simpático de praticá-la, esta nos dará como colheita as mais belas flores.
Digo isso porque, baseado em meu trabalho obtive honrarias das quais acredito ser justo me orgulhar: fui por duas vezes vereador de minha cidade, e há pouco tempo o Poder Legislativo Municipal me honrou com a oferta de um título de Cidadão Honorário, pelos relevantes serviços prestados na área social. Confirmando assim minha crença de que, se fazemos nosso trabalho com entrega e amor, da melhor maneira que nos for possível, seja qual for esse trabalho, sempre haveremos de ter orgulho dele.

O DIA DA FUGA

Minha história inicia-se nos anos de 1943 no sétimo Distrito de Vacarias Muitos Capões, hoje município, no Estado do Rio Grande do Sul. Cresci livre correndo entre os verdes campos, nadando nos límpidos riachos e se alimentando com paçoca de charque de carne de gado, galinha e de frutas e legumes fresquinhos colhidos na horta e nos pomares que havia em todas as propriedades rurais, a minha infância foi de intensa felicidade, pois não conhecia o mal nem a malícia e a perversidade que assediam as crianças de hoje. Cresci ouvindo a voz do Brasil o Rodeio Farroupilha e ouvindo falar de Getulio Vargas e das grandes revoluções e guerras, guerra dos Farrapos, Guerra do Contestado, 1º e 2º Guerra Mundial, Guerra Fria, Guerra do Golfo e a Guerra do Vietnã. Papai nos explicou que houve uma época que era proibida falar mal do governo e só havia dois partidos o PTB que era dos pobres e o PSD que era do governo e dos patrões papai era do partido do PTB mas a gente não podia dizer isso na escola, nos dias de eleições no Ginásio. Nas ruas a gente via o medo estampado no rosto das pessoas e os eleitores não ousavam nem cochichar, pois era vigiado o tempo todo e ao final das eleições que foram regulamentadas pelo AI 15- este ato institucional impôs a data das eleições nos municípios para 15 de novembro de 1970. -quem vencia era sempre o candidato do governo.
Com apenas 14 anos de idade eu já acalentava grandes sonhos, tinha dois grandes sonhos: queria ser padre ou médico. Não sei de onde veio esta vocação, pois não havia em minha família padre ou médico. Às vezes eu sonhava que era padre e médico ao mesmo tempo. Quando acordava via que tudo não passava de um sonho. Um dia eu falei para minha mãe de minha vocação e ela me disse então: Meu filho para ser médico você precisa trabalhar em um hospital e ser padre, tem se coroinha ajudar o padre a resar missa meu filho?. Ela achava, assim como eu, que para ser um médico bastava trabalhar em um hospital. Na cidade onde eu morava havia dois hospitais. Fui procurar emprego, mas não consegui. Resolvi procurar em uma farmácia, porque também achava que trabalhando em uma farmácia eu poderia tomar-me um médico. E foi numa farmácia em Lagoa Vermelha no Rio Grande do Sul, que eu trabalhei dois anos com manipulação de remédios. Isto foi lá pelo ano de 1957.
Eu e meus pais éramos amigos de uma família vizinha nossa. Certo dia ouviu uma conversa que esta família ia mudar-se para Francisco Beltrão, uma pequena cidade longe uns 800 km de onde morávamos, e que lá estava sendo construído um hospital. Aí me ocorreu a idéia de ir com os nossos vizinhos para Beltrão, para poder estudar para médico no hospital que estava sendo construído naquela cidade. Fui até meus pais e pedi que me deixassem ir com a família vizinha ao Paraná. E claro que a resposta foi negativa, mas eu não desisti da idéia. Procurei saber a data da partida deles e me preparei para fugir. Pensava em me esconder na mudança, pois era o único jeito de eu ir com eles. No dia da viagem, arrumei minha pequena mala, e sem ser visto me escondi na mudança e o caminhão partiu. Depois de um dia de viagem o motorista percebeu algo estranho que se movimentava na carga, indo verificar, acabou por me descobrir. Eu fiquei sem jeito e a família muito preocupada sem saber o que fazer comigo, pois já estávamos muito longe e não havia meio de avisar meus pais. A única maneira era continuar a viagem. Depois de 10 dias chegamos em Francisco Beltrão. Deixaram-me lá e seguiram viagem, até hoje não sei para onde. E lá estava eu, às duas horas da tarde de um dia qualquer de 1958, em Francisco Beltrão, com fome e sem saber o que fazer. Resolvi procurar um hotel, onde pudesse comer. Sentei num banco em frente ao hotel, fazia frenye com o hospital do Dr. Valter era um hotel de madeiramuito humilde porem com muita freguesia. Enquanto admirava a quela cidade fantasma, pois há poucos anos atraz tinha acontecido a revolta dos colonos havia muitas casas queimadas e destruídas. E nesse instante cruzou por mim um homem magro com vários sacos nas costas, cheios de latas, a me ver perguntou se eu não queria ir com ele ajudá-lo a pintar um hospital e eu mais que depressa respondi que não sabia pintar, não me toquei estava desesperado, com fome e muito medo eu trimia, me senti abandonado e perdido no mundo, pensava eu que Francisco Beltrão fica ali pertinho se eu quesece podia voltar até mesmo apé. Ele virou-se o pintor e continuou seu caminho. Eu pensei? Se eu for trabalhar com aquele homem pintor, depois de terminada a pintura eu poderia ficar trabalhando no hospital e me tomar médico. Corri atrás do pintor que já tinha se distanciado umas duas quadras e aos gritos pedia que parasse, prontamente aquele homem parou e atentamente escutou o meu pedido que aceitaria trabalhar com ele. Ele, então me ordenou que eu fosse até o hotel onde eu me encontrava sentado e trouxesse umas latas de tinta que se encontravam lá nos fundo daquela casa de hospedagem, com algumas dificuldades encontrei a latas e tão rápido nas costas corri para alcançá-lo. Ao chegarmos ao local onde seria feita a pintura, percebi que era um velho hotel próximo o armazém do Osmar Brito ali ia ser transformado em um hospital. Perguntei ao velho pintor, cujo apelido era Kubicheque, como era o nome do dono do hospital e ele me disse que era o médico Dr. Kit Abdala. Médico do hospital Santo Antonio. Naquele mesmo dia, começamos a pintura do velho hotel. Mas como o pintor era alcoólatra, trabalhava quase bêbado e o doutor Kit Abdala não gostou do trabalho dele e acabou por dispensá-lo. Dos meus 14 anos, cheio de esperaça e ilusões característico de um jovem inexperiente e mal orientado pelos pais e amigos, não por maldades, mas por falta de conhecimentos como lidar com jovens, na época era normal, os meios culturais eram distantes e poucas pessoas tinham acesso á educação e estes poucos se valiam do seu poder aquisitivo para manter atualizados os seus conhecimentos que as universidades ofereciam, estaladas nos grandes centros de capitais. Uma das ocorrências que surgiu em nossas atividades se assim posso classificar, ocorreu no primeiro dia de trabalho com a pintura no hospital. “De tão dramática a situação que envolveu a dita pintura do velho casarão, onde funcionava um hotel e cujo estabelecimento ia se transformar em um hospital” Não desista caro leitor o pior esta para acontecer”.
A história começa assim; O hospital era de três andares o pintor, meu patrão, depois várias tentativas por onde começa a pintura resolveu começar pelas soleiras do prédio, não havia escada que alcançasse o local onde ia ser feita a pintura. O pintor construiu um andaime, como o referido não era suficiente para alcançar a soleira, ele colocou uma escada encima dos andaimes para atingir o local da pintura. Esta tarefa de pintar a soleira coube a mim, diante dos fatos o risco era bem menor de sofrer um acidente, devido a altura e a má construção dos andaimes. Para dar mais segurança, o meu patrão cujo pintor, amarrou-me uma corda na cintura e prendeu na perna de uma cama pelo lado de dentro do prédio, e o pintor depois de ter me alcançado a lata de tinta e uma brocha, na época não existia rolo de pintar, o pintor saiu e foi tomar uma pinga num boteco na frente da casa do colono perto do hotel onde estávamos pintando, do alto do andaime eu observava o dito pintor saboriar a caninha marca tatu. Confesso que até demorei em dar início na pintura, as minhas pernas tremiam, as rajadas de vento que não era tanto, mas diante da situação e da altura qualquer obstáculo era motivo de medo. À medida que eu me movimentava para pintar, a corda cedia, em um determinado momento percebi que não podia alcançar a ripa do degrau da escada, percebi que olhando pela vidraça do quarto onde a corda estava amarrada no pé da cama, aquele objeto de descanso não era pesado o suficiente para suportar o peso do meu corpo, mal calculado pelo meu patrão, reconhece que eu era magricela, mas não tanto para comparar com uma cama marca patente e assima de tudo sem os forros que poderia se houvesse dar mais peso. Após uma hora, fui socorrido pelo médico Dr. Kit Abdala que chegou ao momento que o Kubicheque se aproximou da corda para desamarrar, com certeza a minha queda era fatal, pois eu já estava somente com as pontas dos pés no degrau da escada sem apoio o espaço não permitia que eu alcançasse a escada. No mesmo dia quando pintávamos uma parede o Dr. Kit atropelou o pinguço, e mandou ele se internar em clinica para um tratamento de alcoolismo.
Então o pintor convidou-me para irmos pintar uma usina na seção Jacaré. Peguei a mochila do pintor e como estávamos no terceiro andar, fui descendo as escadarias, quando encontrei o Dr. Kit que ia subindo, parei por um instante com vontade de pedir um emprego a ele, mas faltou-me coragem, Continuei descendo pelas escadas abaixo, quando ouvi o uma voz do médico, perguntando-me se eu queria trabalhar com ele. Fiquei arrepiado de emoção, pois era tudo o que eu queria. O médico perguntou-me quanto eu ganhava como pintor e eu falei que trabalhava de graça para ele, pois eu queria aprender para ser médico. O médico vendo minha inocência, falou-me que eu teria que trabalhar por um ano em serviços gerais, pois havia muitas coisas a serem organizadas, para transformar aquele velho hotel em um belo hospital. Nesse instante eu pensei que estava começando a realizar o meu grande sonho de ser médico.
Eu dezempenhava os serviços mais sujo que havia no hospital, lidando com porcos e galinhas as vezes eu não conseguia comer, parecia que a comida era esterco de galinha ou de porcos. Depois de uns dois meses longe de casa foi que eu consegui dar notícias minhas aos meus pais que já estavam desesperados. Imaginavam que eu tinha ido embora para o Paraná com os vizinhos, mas não tinham certeza.
Depois de uns três meses, o hospital começou a funcionar e internar doentes e foi aí que aconteceu um fato interessante. Uma senhora foi operada lá no hospital e como não tinha dinheiro para pagar as despesas hospitalares, deixou uma filha de 11 anos como garantia até poder pagar o restante do tratamento. Confesso que fiquei com muita pena dessa menina. Ela era bonitinha e muito trabalhadeira. Ficamos amigos, e às vezes chorávamos a saudade que sentíamos de nossos pais. Eu levava remédio para ela quando ela ficava doente e também lhe comprava uns docinhos para conforta-¬la. Mais do que ninguém, eu sabia como era duro ficar longe dos pais. Eu estava com 14 anos e ela com 11.
Tornamo-nos grandes amigos. Amizade esta que mais tarde se consolidou em um grande amor.
O tempo foi passando, até que um dia os pais de Zelinda vieram para pagar a dívida deles no hospital e lavá-la embora. Mas o médico não deixou que a Zelinda fosse embora, pois ela havia conquistado o coração do médico assim como o meu. Ele falou para o pai dela, o Sr. Luiz, que queria fazer dela uma grande enfermeira. Seu Luiz concordou e ela ficou. Eu havia feito a maior torcida porque éramos muito amigos, quase irmãos. O tempo foi passando, eu e a Zelinda cada vez mais firmes na enfermagem. Depois de uns três anos já éramos bons enfermeiros e continuávamos grandes amigos. Ela tomou-se uma mocinha muito bonita e uma excelente auxiliar de cirurgia, e eu às vezes fazia anestesia, às vezes instrumentava as cirurgias. Infelizmente chegou o dia de nos separarmos.
Fui chamado para o exército, e tive que deixar lá a Zelinda e meu sonho de ser médico. Já havia me dado conta que para ser um médico, não bastava eu trabalhar em um hospital, mas sim estudar. E muito. E para isso havia que se ter condições que eu não tinha. Lembro muito bem de que no dia em que eu parti para me preparar para servir o exército, nós nos Abraçamos e choramos muito.

NO LIMITE DA VIDA

Na época em que eu comecei a trabalhar na Casa de Saúde do Dr. Kit Abdala, o acordo que firmei com ele foi de que eu trabalharia no hospital de graça durante um ano, a troco de cama, comida e da assistência médica que viesse a necessitar.
O meu trabalho seria cuidar do chiqueiro dos porcos, do galinheiro, conservar uma caixa d’água sempre cheia, bombeando água do poço, já que na época não havia água encanada e nem energia elétrica. Também era de minha responsabilidade pegar os pães da padaria todos os dias às 5 horas da manhã. Além disso, eu teria que rachar a lenha para o fogão do hospital e efetuar pequenos consertos que se fizessem necessários, pintar as paredes e os móveis, cortar a grama, conservar a horta do hospital e qualquer outra atividade que pudesse surgir.
O meu entusiasmo era tão grande em aprender enfermagem que eu não reclamava de nada, levantava às 5 horas da manhã e só deitava depois que tudo estivesse pronto, ou,,seja até a última tarefa do dia estar pronta, e esta tarefa era deixar a caixa d’água cheia. Isso era feito de noite, mil litros tirados através da manivelam levava geralmente umas 3 horas, além da lenha que deveria ficar empilhada atrás do fogão, que também era feito durante a noite, porque no dia não daria tempo, e era preciso que tudo estivesse pronto. Quando o hospital abrisse pela manhã. Após uns 6 meses que eu estava afastado de meus pais, recebi a visita de meu irmão Orlando, que veio mandado por para saber como eu estava.
Ao chegar ao hospital por minha procura, ele foi recebido por um senhor muito idoso que estava internado no hospital há uns 3 meses. Este senhor tinha uma doença muito grave e o Dr. Kit Abdala prestava o atendimento médico sem cobrar. Isto sempre foi uma particularidade do médico; prestava esses atendimentos gratuitos em certos casos em que o paciente não podia pagar, mas realmente necessitava de atendimento. Este senhor, ao conversar com meu irmão, recomendou que ele me levasse embora, falando que eu estava sofrendo muito ali, e que como ele estava internado há algum tempo, via meu sofrimento, e que aquilo era para ele, um crime. Meu irmão depois de conversar bastante comigo contou-me o que aquele senhor lhe havia dito e eu mais do que depressa inventei uma desculpa mentirosa de que este senhor vendo o meu futuro estaria pleiteando colocar um neto seu em meu lugar, e por esta razão estaria querendo me tirar dali. Meu irmão acreditou na minha mentira e, após uns dois dias ele despediu-se e foi embora levando para meus pais boas impressões. As melhores que pude inventar. Após algumas semanas ou meses, não sei bem o tempo em que decorreu, tinha apenas uma calça, uma camisa, um par de sapatos e um de meias. Nessa época o Dr. Abdala contratou um trator para fazer uma terraplanagem, no terreno do hospital, e eu tinha como incumbência ajudar o tratorista no que fosse preciso, então como eu tinha só um par de sapatos e um de meias eu tirei dos pés e coloquei em uma sombra para não estragar. Após umas 2 horas de trabalho da máquina já havia um grande volume de terra por toda a parte. Foi nesse momento que eu me eu me lembrei do meu sapato e ao olhar na direção em que havia deixado-o, vi somente um monte de terra, corri naquela direção e percebi que o meu único par de sapatos estava sob aquele imenso aterro, e confesso que chorei. Como é que eu ia fazer sem calçado? Eu não tinha o hábito de andar descalço, mas o jeito foi começar a me acostumar com a idéia de andar sem proteção nos pés, já que pedir calçado para alguém não me passou pela minha cabeça, pois eu sempre tive esta mania que conservo até hoje de não ser pedinchão, não por orgulho, e sim por não chatear as pessoas, pois sempre tive para mim que tudo o que a gente adquire é sempre mais gostoso dizer que foi com o nosso trabalho honrado que se conquistou.
Após uma semana o serviço de terraplanagem terminou, e meus pés estavam muito feridos, até com algumas inflamações, mas eu à noite lavava-os com água e sabão para retirar tudo que pudesse piorar seu estado e ao amanhecer do dia tinha a responsabilidade de ir a padaria buscar 4 sacos de pães. Naquele tempo eu tinha uma grande satisfação de que isso acontecesse de madrugada e que ninguém me visse na rua de pés descalços. Quando acabou o serviço de terraplanagem foi me dada a ordem pelo gerente do hospital, o Sr. Isaias Barbosa, de que eu teria que limpar um grande galinheiro, onde havia umas cem galinhas que não poderiam ser retiradas durante a limpeza. Eu lá dentro a as galinhas se empoleirando em mim, de quando em vez, me “cuspindo” do alto. Ao chegar perto do meio dia eu estava coberto de titica de galinha, o meu cabelo estava grudando, e muitas vezes tive ânsias de vômito só de pensar em almoçar. O jeito era mesmo terminar o trabalho primeiro, mas para isso eu precisaria ir até à tarde. A crosta de fezes envolvia o assoalho uns 5 centímetros. Quando terminei o trabalho, pedi a lavadeira do hospital que me fizesse um favor: lavar as minhas roupas enquanto eu esperava nu dentro de uma pipa. E ela teria que lavar e secar a roupa o mais depressa possível porque o lugar era meio incômodo. Não dava para ficar muito tempo, sei que parece ficção, mas Deus é testemunha de que estou falando a verdade.
Depois que eu estava novamente vestido, ofereci a lavadeira uma mala que era uma das poucas coisas que eu tinha, porque se ela pudesse me comprar a mala eu poderia comprar um par de sapatos - uma Conga. Ela ficou com a mala; pude novamente calçar meus pés e até hoje acredito que ela não queria realmente comprar aquela mala. O Sr. Isaias tomou conhecimento da minha situação através da lavadeira e levou o caso até a dona Marli Abdala, esposa do Dr. Kit e essa senhora por sua vez foi até o comércio para me comprar uma calça de brim-coringa e uma camisa. Eu fiquei tão emocionado que até chorei.
Embora eu nunca antes tivesse sido um chorão ultimamente andava muito sensível, principalmente quando recebia cartas de meus pais, demorava a lê-Ias de tanto chorar em sua leitura. Nunca antes tinha dado tanto valor a eles como naqueles meses em que eu estava fora de sua casa. Lembrava de muitas coisas que eram simples, mas que faziam muita falta agora que eu estava distante. Quantas vezes minha mãe, à noite vinha ver como eu estava, colocava mão em minha testa para ver se eu não estava com febre, agitava a coberta e, às vezes me dava um beijo na testa, fazendo isto também com todos os meus irmãos. O café da manhã sempre prontinho, a roupa limpa e a pasta arrumada para ir à escola, e palavras carinhosas nos abençoando. Caminho certo para darmos o real valor a nossos pais é passar pelo que eu passei, como eu passei. A dona Marli, quando me entregou as roupas foi áspera comigo dizendo que eu era muito orgulhoso e se eu não tinha boca para falar, deixando que a situação chegasse neste estado de miséria em que parecia escravidão. Comentando como, se seu marido ficasse sabendo, me daria bons puxões de orelha. Eu tentei explicar, mas não deu. As palavras não saiam pela emoção. O que eu queria dizer e não pude é que o trato com o doutor era de que eu trabalharia um ano sem salário, pela cama e comida, e que por isso não tinha o direito de exigir mais. E que quando se passasse o ano eu passaria a trabalhar na enfermagem e então teria salário. Desse mesmo dia em diante eu passei a ter um salário por mês, graças à interferência de meus colegas que levaram o caso até a dona Marli.
Após um ano de serviços externos, o Dr. Abdala ordenou à enfermeira Marika Oliboni que começasse a me ensinar enfermagem. E já se passaram 40 anos, sendo que eu continuo dentro da área da saúde, um pouco curativa, outra pouco preventiva, mas na área.
Não existem obstáculos que interrompam o caminho de alguém, quando este alguém tem um objetivo.

UM GRANDE GOLPE:
Quando jovem era meu desejo meu servir ao exército, e mesmo estando eu trabalhando na enfermagem, que era meu grande sonho, eu achei que existiam maneiras diversas de se conseguir o que se quer. E que mesmo que a estrada tenha muitas voltas, o que mais vale é termos a chance de chegar.
Motivo pelo qual eu abandonei o meu trabalho de enfermagem para seguir uma grande barca furada para uma aventura meio louca, mas que de repente até que foi válida, dependendo do ângulo que se olhe.
Acertei minhas contas no hospital e fui para o novo trabalho e minha vida nova. Minha vida nova; porque de trabalho eu não sei o que pensar até hoje. O caso é que eu deixaria tudo acertado com o proprietário, o Sr. Arlindo, segundo o qual eu começaria a trabalhar como vendedor em sua loja, tão logo chegasse à cidade. E tão logo cheguei à cidade me dirigi ao endereço que ele me havia dado, e fui ter com ele. Encontrei logo a loja que ficava bem em frente à estação de trens mas, qual não foi a minha surpresa quando ao chegar para contar-lhe que eu estava pronto para começar quando ele quisesse, ele me disse que eu estava sendo inconveniente e que ele sequer me conhecia e que muito menos me oferecera ou garantira emprego. O pior foi o jeito como ele me tratou dizendo que eu deveria sair de seu estabelecimento ou ele chamaria a polícia. E eu tive que fazer isso mesmo. Com todo o meu ódio daquele homem saí tentando imaginar que graça ele poderia achar em brincar com a vida de uma pessoa daquela maneira.
Pus-me à rua com toda a minha indignação. E sem um tostão.
E estava eu numa cidade que não era a minha, apenas com uma mala de roupas e sem ao menos dinheiro para voltar, pois já que eu acreditara que iria trabalhar em uma loja havia gasto todo o dinheiro que recebi no hospital para comprar as tais roupas, e assim me apresentar melhor para o trabalho. Estava desesperado com a situação sentado à beira do Rio do Peixe que divide as cidades de Joaçaba e Erval d’Oeste, quando percebi um grande letreiro que anunciava o Hotel Erval d’Oeste.
Talvez isso tenha acontecido pela inspiração divina, e muito provavelmente pela situação desesperadora em que eu me encontrava, o fato é que eu resolvi arriscar e me dirigi até o hotel. Apresentei¬-me ao senhor de óculos que estava lá e contei a história toda, oferecendo-lhe a título de penhora um termo de linho que eu havia trazido para meu maravilhoso trabalho de vendedor na loja do Sr. Arlindo. Ele me arrumaria um dinheiro ficando com o terno como garantia e eu usaria este dinheiro para me alimentar enquanto tentava dar um jeito na minha situação. Mas, eu me batia pelas ruas da cidade e nada de conseguir o bendito trabalho, enquanto isso ia ajudando como podia no hotel para que pelo menos o dono desses, que se mostrou tão bondoso, não ficasse irritado comigo. E depois de algum tempo a sorte me valeu mais uma vez na pessoa do dono do hotel, que me arrumou um trabalho com um genro que fabricava carrocerias. E eu fiquei muito agradecido, apesar de ter um salário que mal dava para me manter. Nada parecido com a maravilha que eu estava esperando quando fui para a cidade, mas pelo menos, já me dava dignidade de poder sobreviver através de meu próprio esforço. E o tempo foi passando até que faltavam apenas 10 dias para que eu me apresentasse no quartel e me aconteceu um acidente no trabalho.
Coisa engraçada quando contada para meus amigos hoje em dia, mas que naquele tempo não teve graça nenhuma. Imagine a situação: toda vez que as coisas pareciam estar entrando nos eixos acontecia alguma desgraça na minha vida. E dessa vez a desgraça se apresentou num dente quebrado, quando caí e bati a boca. Ora, mas um dente quebrado não deveria ser encarado como uma calamidade. Em situação comum, até que não. Mas, lembro-lhes que eu já citei anteriormente ser de meu desejo servir ao exército e com dente quebrado seria quase impossível que eu fosse aceito.
Motivo pelo qual decidi gastar minhas mirradas economias e o dinheiro que consegui vendendo mais alguns objetos dos poucos que ainda tinha, na reposição do dente perdido naquela verdadeira calamidade. E isso acabou me deixando sem o dinheiro para pagar a passagem. Calamitosa tragédia.
Quando chegou o dia da véspera da minha apresentação no quartel, eu me dirigi até a estação rodoviária para com o dinheiro que havia conseguido, comprar a tal passagem, mas, faltou um tanto que eu hoje não saberia precisar. E de nada adiantou o quanto eu expliquei meus infortúnios e pedi descontos, e até o fato de que eu tivesse compromisso com e exército não sensibilizou o senhor que vendia as passagens. Eu garantia que pagaria tudo quando chegasse a Francisco Beltrão, pois o dinheiro que faltava não era muito e eu tinha conhecidos naquela cidade que certamente não se negariam a emprestar-me o dinheiro.
Mas, como disse de nada adiantou. Aí, me veio uma nova inspiração, que nem era tão nova assim. Seria novamente uma penhora, só que agora com um detalhe que me deixa envergonhado até hoje. E que eu afirmo ter feito tal coisa somente porque minha situação não deixava antever uma única possibilidade.
Dirigi-me até um local que vendia bijuterias e comprei um bonito anel com uma pedra vermelha. Como já disse sobre a passagem eu não saberia dizer quanto paguei no tal anel, mas, me lembro muito bem que o dinheiro que eu tinha e que fora insuficiente para pagar a passagem daria para comprar 5 desses anéis. Dirigi-me ao motorista do ônibus e contei-lhe uma história bastante triste sobre o tal anel, que segundo a história passou a ter mais de 60 anos, e que teria sido presente de meu pai, tendo assim muito valor para mim; muito mais valor do que ouro de que era feito ou que o rubi que tinha incrustado. Dar-lhe-ia o anel para que pudesse viajar e quando chegasse à cidade eu emprestaria o dinheiro da passagem e o procuraria parar resgatar o anel de “tão grande valor”.
E é aqui que, em minha opinião esta história começa ficar realmente interessante. Eu afirmo e garanto que tinha a intenção de voltar para pagar a passagem e resgatar o anel, continuando a farsa e me mantendo íntegro, mas o que o destino nos ensina tem sempre um valor muito maior do que qualquer anel de ouro: verdadeiro ou falso.
O motorista era uma destas pessoas que se achavam muito espertas e quando viu a suposta chance que tinha na mão, tratou de aproveitar. Disse-me que eu somente poderia fazer da seguinte maneira: como ele não acreditava que eu fosse voltar para recuperar o anel, ele me daria um valor que julgava justo pelo anel e que poderia pagar a passagem, com dinheiro e ainda ficar com algum, mas que o anel era propriedade do motorista partir daquele momento. E me lembro com vergonha que apesar de a proposta dele ser melhor que a minha fiz uma grande choradeira que terminava com pesar que eu sentia em ter que lhe vender o anel já que não havia outro jeito.
E aquele senhor deve ter se sentido muito constrangido quando descobriu o tipo de ouro que era feito o anel. O tolo de ouro.
Eu não sei se dessa história pode se aprender algo mais do que eu já sabia antes de ela ter acontecido, e que me ensinaram meus pais desde minha mais tenra infância: não se devem enganar nossos semelhantes. Nem tentar se aproveitar deles, tomara que o motorista tenha aprendido.

ISSO ACONTECEU COMIGO:
1º Soldado Gambim – 2º Soldado Monteiro – 3º Soldado Amantino
Em meados de 1962 apresentei-me na 5ª Companhia de Infantaria em Francisco Beltrão.Nesse dia, compareceram muitos jovens para fazer a última seleção, onde seriam escolhidos os que iriam incorporar no exército brasileiro. Todos nós estávamos em um grande salão e nos foi ordenado que tirássemos á roupa, que seríamos examinados pelo Capitão Médico Dr. Arizona Mendes de Araújo, auxiliado por um sargento chamado Campos. Aquele que depois de examinado, recebesse a letra A no peito era aprovado e aquele que recebesse a letra R era reprovado.
Quando estávamos tirando a roupa, ouvi alguém me dizendo que não precisava tirar a roupa. Era um dos candidatos à seleção e ele disse com ares de gozação que o quartel não pegava criança para cuidar. Esse comentário foi feito porque eu, na verdade, pesava 45 quilos, era muito franzino. Fiquei encabulado, mas levei na brincadeira.
Ao entrar na sala de exames fui examinado pelo Capitão e fui aprovado. Recebi a letra A. Fiquei muito contente. Em seguida, o jovem que havia feito aquela gozação comigo, entrou na sala de exames e saiu de lá com a letra R, apesar de sua estrutura forte. Curioso, procurei saber o porquê da reprovação e descobri que ele tinha pé chato. Então, cheguei à frente dele e falei que o quartel pegou uma criança para cuidar, o que não pegou, foi um doente para curar. O rapaz veio para cima de mim para me surrar. Fui protegido por uns colegas, mas alguém falou para o Zibete, nome de guerra de um soldado, que íamos servir ao exército juntos e ele ia acertar o meu passo.
Depois de algum tempo incorporamos e seguimos as instruções militares, mas por incrível que pareça, eu vivia sendo perseguido pelos colegas e era sempre motivo de gozação da turma que se unia com o Zibete com o objetivo de me arruinar. Eu sempre conduzia a situação com paciência, mas às vezes, não conseguia.
Certo dia houve uma seleção de atletas, bons corredores, para participar de uma corrida de faixa, onde o exército teria que terem representantes. Fui escolhido e depois de muito preparo houve a disputa e nós fomos os campeões, nosso conceito melhorou e já éramos um pouco mais respeitados.
No dia 25 de agosto, dia do soldado, eu caminhava pelos corredores do quartel quando vi no assoalho uma nota de um milhão, isto na época era mais que o salário de um soldado que era 750 mil. Procurei o sargento do dia e entreguei o dinheiro a ele. Logo depois apareceu um soldado reclamando que havia perdido seu dinheiro. O sargento ouvindo o soldado entregou-lhe o dinheiro e mandou que ele fosse agradecer o soldado Monteiro (que era meu nome de guerra), e ele veio me agradecer, pois aquele dinheiro era para as despesas pessoais dele.
Passado algum tempo, um dia em que estávamos em forma, depois que o Capitão, nosso comandante, passou revista na tropa, ordenou que o soldado 173 (Monteiro) se apresentasse a ele com urgência. Saí de forma e me apresentei num salto até o palanque em frente à tropa. Eu não sabia por que estava ali e depois que o capitão me fez continência, começou a elogiar-me. Foram tão fortes os elogios que eu chorei copiosamente, principalmente quando ele falava de minha mãe. Os elogios eram devidos eu ter devolvido o dinheiro que eu havia encontrado
O meu conceito foi crescendo entre os meus superiores e entre os meus colegas e aqueles que viviam pegando no meu pé, foram aos poucos me deixando em paz que era o que eu mais queria.
Daí por diante parece que as coisas tornaram¬-se mais favoráveis para mim. Um tenente teve que se afastar do quartel para tratamento de saúde. Despediu-¬se da tropa e viajou, mas esqueceu de assinar um documento de dispensa. O Capitão ordenou que o sargento Campos escolhesse um soldado para ir até o Rio Grande do Sul para pegar a assinatura do Tenente. Porém eles não sabiam ao certo qual cidade para onde ele tinha ido. Ou era Porto Alegre, Passo Fundo ou Tapejara. Eu fui escolhido para encontrar o Tenente. Apresentei-me ao Capitão que já estava com as passagens compradas. Assim que fosse determinada a missão eu tinha sete dias para cumpri-Ia. Se eu conseguisse, teria elogios no boletim interno, mas se não conseguisse, seriam sete dias de cadeia. No dia marcado parti de Francisco Beltrão para Tapejara no Rio Grande do Sul. Depois de dois dias de viagem, cheguei ao meu destino.
Ao me aproximar da rodoviária, vi dois soldados encostados na parede da estação. Retirei da minha pasta a foto do Tenente para perguntar aos militares se eles não o tinham visto, mas quando eu estava bem em frente aos soldados, ouvi um barulho de um jipe, que parecia com o jipe do Tenente. E ao olhar para rua, vi que era mesmo o tenente que eu estava procurando. Corri desesperadamente atrás do jipe e os soldados correram atrás de mim, eles não sabiam o que eu estava procurando porque não deu tempo de explicar para eles o que eu pretendia com o Tenente. Ficaram desconfiados da minha atitude, e resolveram me pedir explicação sobre o que estava acontecendo. Consegui alcançar o jipe porque estava andando lentamente, e ao me apresentar para o tenente que me reconheceu, tudo foi explicado aos soldados.
O Tenente assinou os papéis e eu retornei a Beltrão com a missão cumprida e com três dias de vantagem. Apresentei-me ao Capitão, e com isso, no próximo boletim interno do Exército houve homenagens pela minha bem sucedida missão. A partir daí, a minha convivência no quartel melhorou e eu fiz um curso para Cabo e ia me engajar no Exército como cabo-enfermeiro. Todos deram baixa e eu fiquei no quartel. Mas uns 5 dias depois, um boletim interno anunciava a minha baixa. Meio decepcionado, acabei sabendo que o causador da minha baixa foi o Dr. Kit, que sabendo da minha decisão de engajar, ficou muito triste, pois tinha grande consideração comigo e ele pretendia me ajudar, e como ele era muito amigo do Capitão, eles ajeitaram a minha baixa. Outro motivo do médico não querer que eu continuasse no Exército, era que naquele tempo o Brasil estava a beira de uma guerra, durante todo o tempo em que eu servi o Exército tive o desprazer de ficar um bom tempo em pronidão não somente eu mas também todos os soldados encorporados. Abaixo relatarei alguns conflitos que perdurou durante o tempo que vesti a farda do Exécito brasileiro.Após esse período voltei para o hospital onde fui recepcionado muito bem, principalmente pela Zelinda que me beijou na boca, me deixando perturbado com seu jeito meigo e seus lábios quentes.
Retomei ao trabalho no hospital e à medida que o tempo passava, eu sentia que alguma coisa estava acontecendo comigo. Acabei percebendo que estava apaixonado pela Zelinda. Pedi-a em namoro e ela depois de pensar um pouco acabou por concordar. Eu não pensava em mais nada, a Zelinda era minha razão de viver. Não podia imaginá-la nos braços de outro. Era amor mesmo.
Polarização conduz ao golpe:
Renato Cancian*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Jango toma posse em 7 de setembro de 1961.
Com a renúncia de Jânio Quadros,
a presidência caberia ao vice João Goulart, popularmente conhecido como Jango. No momento da renúncia de Jânio Quadros, Jango se encontrava na Ásia, em visita a República Popular da China. O presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumiu o governo provisoriamente.
Porém, os grupos de oposição mais conservadores representantes das elites dominantes e de setores das Forças Armadas não aceitaram que Jango tomasse posse, sob a alegação de que ele tinha tendências políticas esquerdistas. Não obstante, setores sociais e políticos que apoiavam Jango iniciaram um movimento de resistência.

Campanha da legalidade e posse:
O governador do estado do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, destacou-se como principal líder da resistência ao promover a campanha legalista pela posse de Jango. O movimento de resistência, que se iniciou no Rio Grande do Sul e irradiou-se para outras regiões do país, dividiu as Forças Armadas impedindo uma ação militar conjunta contra os legalistas. No Congresso Nacional, os líderes políticos negociaram uma saída para a crise institucional.
A solução encontrada foi o estabelecimento do regime parlamentarista de governo que vigorou por dois anos (1961-1962) reduzindo enormemente os poderes constitucionais de Jango. Com essa medida, os três ministros militares aceitaram, enfim, o retorno e posse de Jango. Em 5 de setembro Jango retorna ao Brasil, e é empossado em 7 de setembro.
O retorno ao presidencialismo
Em janeiro de 1963 Jango convocou um plebiscito para decidir sobre a manutenção ou não do sistema parlamentarista. Cerca de 80 por cento dos eleitores votaram pelo restabelecimento do sistema presidencialista. A partir de então, Jango passou a governar o país como presidente, e com todos os poderes constitucionais a sua disposição. Porém, no breve período em que governou o país sob regime presidencialista, os conflitos políticos e as tensões sociais se tornaram tão graves que o mandato de Jango foi interrompido pelo Golpe Militar de março de 1964.
Desde o início de seu mandato, Jango não dispunha de base de apoio parlamentar para aprovar com facilidade seus projetos políticos, econômicos e sociais, por esse motivo a estabilidade governamental foi comprometida. Como saída para resolver os freqüentes impasses surgidos pela ausência de apoio político no Congresso Nacional, Jango adotou uma estratégia típica do período populista, recorreu a permanente mobilização das classes populares a fim de obter apoio social ao seu governo.
Foi uma forma precária de assegurar a governabilidade, pois limitava ou impedia a adoção por parte do governo de medidas antipopulares, ao mesmo tempo em que seria necessário o atendimento das demandas dos grupos sociais que o apoiavam. Um episódio que ilustra de forma notável esse tipo de estratégia política ocorreu quando o governo criou uma lei implantando o 13º salário. O Congresso não a aprovou. Em seguida, líderes sindicais ligados ao governo mobilizaram os trabalhadores que entraram em greve e pressionaram os parlamentares a aprovarem a lei.
As contradições da política econômica
As dificuldades de Jango na área da governabilidade se tornaram mais graves após o restabelecimento do regime presidencialista. A busca de apoio social junto às classes populares levou o governo a se aproximar do movimento sindical e dos setores que representavam as correntes e idéias nacional-reformistas.
Por esta perspectiva é possível entender as contradições na condução da política econômica do governo. Durante a fase parlamentarista, o Ministério do Planejamento e da Coordenação Econômica foi ocupado por Celso Furtado, que elaborou o chamado Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social. O objetivo do Plano Trienal era combater a inflação a partir de uma política de estabilização que demandava, entre outras coisas, a contenção salarial e o controle do déficit público.
Em 1963, o governo abandonou o programa de austeridade econômica, concedendo reajustes salariais para o funcionalismo público e aumentando o salário mínimo acima da taxa pré-fixada. Ao mesmo tempo, Jango tentava obter o apoio de setores da direita realizando sucessivas reformas ministeriais e oferecendo os cargos a pessoas com influência e respaldo junto ao empresariado nacional e os investidores estrangeiros.Polarização direita-esquerda
Ao longo do ano de 1963, o país foi palco de agitações sociais que polarizaram as correntes de pensamento de direita e esquerda em torno da condução da política governamental. Em 1964 a situação de instabilidade política agravou-se. O descontentamento do empresariado nacional e das classes dominantes como um todo se acentuou. Por outro lado, os movimentos sindicais e populares pressionavam para que o governo implementasse reformas sociais e econômicas que os beneficiassem.
Atos públicos e manifestações de apoio e oposição ao governo eclodem por todo o país. Em 13 de março, ocorreu o comício da estação da Estrada de Ferro Central do Brasil, no Rio de Janeiro, que reuniu 300 mil trabalhadores em apoio a Jango. Uma semana depois, as elites rurais, a burguesia industrial e setores conservadores da Igreja realizaram a “Marcha da Família com Deus e pela Liberdade”, considerada o ápice do movimento de oposição ao governo.
As Forças Armadas também foram influenciadas pela polarização ideológica vivenciada pela sociedade brasileira naquela conjuntura política, ocasionando rompimento da hierarquia devido à sublevação de setores subalternos. Os estudiosos do tema assinalam que, a quebra de hierarquia dentro das Forças Armadas foi o principal fator que ocasionou o afastamento dos militares legalistas que deixaram de apoiar o governo de Jango, facilitando o movimento golpista.
O Golpe militarEm 31 de março de 1964, tropas militares lideradas pelos generais Luís Carlos Guedes e Olímpio Mourão Filho desencadeiam o movimento golpista. Em pouco tempo, comandantes militares de outras regiões aderiram ao movimento de deposição de Jango. Em 1 de abril, João Goulart praticamente abandonou a presidência, e no dia 2 se exilou no Uruguai.
O movimento conspirador que depôs Jango da presidência da república reuniu os mais variados setores sociais, desde as elites industriais e agrárias (empresários e latifundiarios), banqueiros, Igreja Católica e os próprios militares, todos temiam que o Brasil caminhasse para um regime socialista. O golpe militar não encontrou grande resistência popular, apenas algumas manifestações que foram facilmente reprimidas.
Essa é uma questão importante, pois os pesquisadores do tema ainda não apresentaram explicações satisfatórias, no sentido de entender porque a sociedade brasileira, que na época atravessava um período de dinamismo com o surgimento de movimentos sociais de variados tipos, manteve-se paralisada sem oferecer resistência ao movimento golpista.Rumo à ditadura
Por razões óbvias, os militares chamam o movimento que depôs Jango de Revolução Redentora. Por outro lado, na historiografia brasileira, o movimento de março de 1964 é justificadamente denominado de Golpe Militar. O golpe pôs fim a primeira experiência de regime democrático no país e encerrou com a fase populista.O regime que se instaurou sobre a égide dos militares foi se radicalizando a ponto de se transformar numa ditadura altamente repressiva que avançou sobre as liberdades políticas e direitos individuais. Os generais se sucederam na presidência e governaram o país por 21 anos.

DE FILHO PARA PAI OU DE PAI PARA FILHO:
Quando dei baixa do exército e voltei a trabalhar no hospital do Dr. Kit, andava muito preocupado com os meus pais que estavam morando em Passo Fundo no Rio Grande do Sul. Meu pai tinha um pequeno armazém. Numa sexta-feira o armazém foi assaltado e os ladrões levaram todo o estoque em um caminhão e desapareceram. Meu pai foi à falência.
Meu irmão Orlando arrumou um serviço para meu pai na construção de uma barragem no Salto Lili no rio Jangada, onde mais tarde construíram uma fábrica de papel da firma Níquel Forte com sede em Porto União. Fui visitar meus pais e aproveitei para ver onde ele trabalhava e como era o seu trabalho. Ao chegar à pedreira, vi meu pai com sessenta anos carregando uma padiola cheia de pedras tendo como companheiro um homem escuro, forte e bem jovem. Ambos subiam e desciam andaimes para jogar as pedras no concreto para a barragem que ia represar as águas, vendo meu pai com o rosto e a camisa molhados de suor debaixo de um sol quente, eu não me contive e chorei.
Sem que ele me visse, fui para casa e no mesmo dia fui procurar o Sr. Ari, encarregado da obra e falei-¬lhe que queria trabalhar lá. Como estava faltando gente, ele contratou-me. Só que fiz um pedido a ele: queria ser companheiro de meu pai no transporte de pedras e ele concordou. Voltei a Francisco Beltrão, acertei minhas contas no’ hospital e fui assumir meu novo emprego. Com esta atitude, fiquei mais aliviado. Não teria paz de espírito, sabendo que meu pai estava trabalhando no pesado e eu no serviço leve.
Ele não aprovou minha idéia, mas acabou concordando, pois não havia outra solução e eu já havia decidido. Na obra havia um armazém que fornecia alimentos para os funcionários e todos os meses antes que meus pais fizessem o rancho, eu ia ao armazém e comprava tudo o que eles precisavam. Não deixava meus pais gastarem nada. E meu pai com seu salário compraram uma pequena colônia de terra a qual pagava um pouco por mês. Nosso trabalho era muito pesado, até hoje trago uma cicatriz na mão de um calo que inflamou e tive que operar em Porto União onde fiquei quinze dias internado. Quase perdi a mão.
Depois de um ano trabalhando com meu pai, vendo que ele já estava numa situação de vida melhor, voltei a trabalhar em Francisco Beltrão. Ele ainda trabalhou lá por sete anos, ajudou a construir a represa e depois foi trabalhar numa fábrica, onde se aposentou. Aí vendeu a colônia de terra e comprou uma casa em Curitiba perto dos outros filhos, pois o seu sonho era morar lá. Um sonho que eu indiretamente ajudei-o a realizar e me sinto feliz com isso.

UM SONHO QUE SE PARTIU:

Quando dei baixa do exército, tinha planos de preitear serviços no Canal de Suez. Naquela época, quem ia para lá voltava rico. Eu e meu amigo Ari Tártare, do Verê, que serviu comigo, combinamos e fomos nos apresentar no Quartel General de Curitiba.
Chegando lá, após uma série de entrevistas, fomos recebidos por um coronel, que olhando nossos exames físicos e psicológicos constatou que não estávamos com o peso ideal para sermos convocados. Tínhamos que engordar alguns quilos. Um nutricionista nos deu uma tabela de regime e o coronel nos ordenou que voltássemos no próximo ano. Pois o acordo com o Governo Federal e o Canal de Suez, era que todos os anos iriam ser mandadas tropas brasileiras para o canal, substituindo as que lá estavam.
Voltamos para casa e começamos o regime para aumentar o peso. Gastava todo o meu salário em alimentação, mas depois de um ano havíamos alcançado o peso estabelecido. Chegando o prazo para voltarmos, eu e o Luiz fomos para Curitiba, nos apresentamos, pois o prazo para o envio das novas tropas estava se esgotando. Mas ao chegarmos ao quartel, fomos informados que o Governo Federal havia dispensado o 3° exército ao qual pertencíamos e somente o 5° exército ia se alistar para ir para o Canal de Suez. Fomos informados também de que era para continuarmos o regime para o aumento de peso e voltar novamente no próximo ano que seria a nossa vez de se alistar. Voltamos desanimados, porém com o compromisso de voltar, os nossos nomes continuavam na lista de voluntários. Quando se aproximou a época de irmos novamente a Curitiba, ouvimos pelo rádio que um soldado brasileiro havia morri do no mar, vítima de um ataque terrorista e o Governo brasileiro ofendido com a falta de segurança para com nossos soldados rompeu o acordo com o Canal de Suez e depois daquele incidente nunca mais enviou soldados para lá.
E o nosso sonho de ir para o Canal de Suez, para ganhar dinheiro e ganhar o mundo foi por água abaixo.

Obviamente, algumas pessoas irão pensar que até mesmo devido ao título esse texto seja mais uma daquelas histórias romanescas que se vê aos montes pela vida afora. Não lhes tiro o direito de pensar assim, mas afirmo diante de Deus e de minha honra que os fatos são realmente verdadeiros. O ano de 1966 me encontrou realizando um de meus grandes sonhos na vida, e mal sabia eu, esse abençoado ano também me traria outro sonho bom e o que era melhor ainda a possibilidade de realização também desse.
Estava trabalhando na enfermagem em um hospital. Sonho há muito tempo acalentado e que agora eu vivia. Nesse mesmo hospital trabalhava uma enfermeira que me chamou a atenção e o fato é que eu estava enamorado e vou poupar a paciência de meus caridosos amigos leitores abstendo-me de contar em detalhes como ela era linda e perfeita e tudo o mais que a gente sente nesse momento de extrema realização que é estar amando.
Tanto maior se fez minha felicidade quando soube que era correspondido em meus sentimentos. Mas devido ao espírito da época ser muito conservador com relação à imagem de respeitabilidade do estabelecimento o diretor do hospital onde trabalhávamos e também morávamos proibia terminantemente o envolvimento amoroso entre seus funcionários, fossem esses quais fossem.
Então estávamos em situação realmente difícil porque éramos dependentes de nosso local de trabalho até mesmo em questão de moradia.
Mas como Deus deu à minha amada graça de ser bastante corajosa, entramos em acordo de que sairíamos do hospital para podermos casar, e ela voltou para a casa de seus pais e eu para a dos meus.
Já nesse tempo fazia parte das tradições de nosso país receber mal quando se trabalha na área de saúde e por esse motivo, tanto eu quanto ela não tinha muita coisa, na realidade nada já que nem para a roupa que seria usada para o casamento tínhamos dinheiro. Motivo que nos levou a nós socorrermos com nossos pais.
Decorridos uns trinta dias me pus a caminho da casa do pai de minha amada para pedir-lhe oficialmente em namoro diante de seus progenitores, como mandava o costume muito salutar que hoje já não se usa. E para aproveitar a ocasião e economizar outra viagem de trinta e cinco quilômetros que eu havia feito a pé pelo fato de estar caindo um temporal que impedia o tráfego de ônibus naquelas estradas de terra, acabei por pedir também sua mão em casamento. Com tudo acertado junto ao futuro sogro, fomos ao local chamado Cristo Rei onde providenciamos os trâmites necessários para a realização do casório que ficara acertado para o dia nove de maio no ano de 1966. Fomos de jipe que era o único meio de transporte que conseguia transitar naquele lamaçal, e para manter a escrita da boa sorte que parecia estar me sorrindo, aproveitei para deixar acertado com o condutor do veículo também o transporte no dia do casamento. Meu futuro sogro mantinha velhas e boas relações com uma família da localidade, e acertou junto a estes que minha futura esposa usaria sua casa para se aprontar no dia do casamento, já que viria de longe por uma via de tráfego difícil e seria muito desconfortável e até mesmo desaconselhável vir pronta de sua própria casa. Já quanto a mim não haveria problema devido ao fato de que naquele tempo existiam muitos matagais dos quais poderia perfeitamente me servir para a troca de roupas.
Tudo vinha se acertando maravilhosamente bem apesar de pesares e da situação em que entraríamos para a nossa vida de casados. Mas o destino sempre nos traz algumas lições que devemos aprender querendo ou não. Uma das maiores lições nesse período foi o surgimento de um sujeito que se dizia ex-namorado de minha querida e bela noiva. Namoro que ela garantia nunca ter existido a não ser na cabaça dele. E a cabeça dele aparentemente não funcionava direito porque esse sujeito achou que se amedrontasse minha noiva ela cederia se casando com ele. Ameaçou me matar caso tentássemos realizar o casamento. Coisa que tentou fazer disparando uma arma contra mim uma vez, mas que graças a Deus não chegou a me atingir. O tempo foi passando mesmo que se arrastando e estava chegando a tão esperada data do casamento. a trato é que eu me dirigiria à casa de meu sogro para partir daí até a comunidade em que nos casaríamos, e eu parti três dias antes da data, um tanto por pressa mesmo, mas outro tanto por necessidade. Eu morava em Santa Catarina e ela no Paraná naquele tempo. Quando cheguei a Capanema, que era distante uns trinta quilômetros da casa meu futuro sogro, para confirmar que a vida da gente era um eterno ciclo desandou um temporal que impedia o ônibus de transitar e eu me pus a caminhar novamente. Ainda assim acabei chegando dois dias antes da data, no dia 7 de maio de 1966.
No dia marcado, estávamos todos esperando o jipe para nos levar ao casamento quando para nossa surpresa apareceu o motorista sem o carro. Viera para nos avisar que não poderia fazer a viagem porque o temporal havia derrubado a ponte e com certeza estava muito forte para se passar.
Confesso que isso teve um efeito negativo no ânimo geral, já que a festa toda estava preparada e eu por meu gosto achava que a coisa estava se complicando demais. Mas, havia uma solução. Temerária, mas havia. Poderíamos seguir para a localidade de barco através do Rio Iguaçu que ficava a uns cinco quilômetros a pé e fazer dentro do rio um trajeto de mais doze quilômetros. Obviamente haveria fatores para complicar a empreitada, sempre há. O fato é que só existia um barco e os dois melhores marinheiros eram pai e filho, dos quais o pai era cego e o filho sofria de ataques de epilepsia. Mas, o coração que ama não sabe medir esforços e nos propusemos a fazer a viagem. Em cada ponta do barco pusemos um grande cabide em forma de cruz para transportar as roupas dos noivos o mais seco possível.
As cinco horas da manhã partimos sob uma forte neblina que dificultava a visão do caminho e tivemos que seguir com muito cuidado para não encalhar nas pedras e mesmo assim encalharíamos várias vezes até chegar, fora o fato que enfrentamos muitos perigos descendo quedas d’água e cascatas e também não foram poucas as vezes que tivemos que carregar o barco nas costas nos trechos em que não se podia navegar. Depois de todo o tipo de sacrifício e cansaço chegamos à beira do rio onde desembarcaríamos para enfrentar mais cinco quilômetros de estrada à pé até o local onde o juiz poria fim a minha angústia de esperar. Chegando, minha noiva foi correndo para a casa dos amigos de seus pais, com quem se acertou que ela ficaria para se arrumar, enquanto que eu me dirigi ao cartório para apresentar nossas desculpas pelo atraso que até o momento era de mais de uma hora. Para coroar ainda mais o rosário de minhas decepções, ao chegar ao cartório fiquei sabendo através da família do juiz que este achando que não viríamos mais, havia se deslocado para atender outro compromisso no interior da localidade.
E eis que tinha mais um motivo para me desesperar com aquele casamento que parecia se negar a acontecer. Mas como sempre que resolvíamos um problema surgia outro, também sempre que surgia outro surgia uma solução para ele, e surgiu uma solução também para este. Havia um ônibus velho que estava já fora de circulação, mas que me garantiram que funcionava, e eu o contratei para que fôssemos atrás do bendito juiz. E depois de vários quilômetros em que minha ansiedade e meu desespero só aumentavam, encontramos o meritíssimo no lombo de seu cavalo andar tranqüilamente, este quando nos viu até se surpreendeu porque já julgava que havíamos desistido e nos casar e ele desistiram de nos esperar devido a ter que atender este outro compromisso, para o qual estava se dirigindo agora.
Depois de alguns acertos ele finalmente aceitou amarrar seu cavalo no mato e nos acompanhar de volta deixando bem claro que a cerimônia deveria ser bem rápida porque ele tinha hora marcada com aquelas outras pessoas que estava indo ver e não poderia faltar. Mas, era isso que eu queria mesmo, uma cerimônia bem rápida para aquietar meu espírito depois de tantos sobressaltos. E é claro que eu concordei até em pagar para que o carro voltasse para levar o juiz ao seu compromisso.
E creiam ou não ao chegar ao povoado e me dirigir rapidamente a casa onde deveria estar já pronta a minha noiva, recebi a notícia de que ela teria saído para atender um parto difícil em que a gestante vinha sofrendo já há dois dias. Ambos a mãe e o bebê corriam riscos de vida e sendo minha futura esposa uma enfermeira e ainda por cima com grande experiência em partos, não poderia de maneira alguma se negar a prestar esse socorro. Obviamente essa notícia não teria um reflexo muito positivo no espírito do juiz a quem eu garantira a estar com tanta pressa quanto a ele mesmo. Certamente minha pressa era até maior. Mas, nesse caso não havia nada que pudesse ser feito. De um lado a pressa, mais que justa do juiz, e do outro o risco de vida de uma mãe e seu bebê. A opção era mais que óbvia para qualquer um. Meu casamento via seu futuro ameaçado novamente.
Depois de algumas horas quase explodi de felicidade ao ouvir o choro do recém nascido. Soltei um grito no nome de minha amada acompanhado de um soco no ar, bem ao estilo dos filmes sobre o velho oeste, vendo a seguir a beleza de mulher que eu esperava tanto e de tantas maneiras, aparecer desabotoando o avental que estivera preso sobre seu vestido de noiva. E corremos para os braços um do outro para logo a seguir descer correndo e de mãos dadas à rua que levava ao cartório, cinco quadras distante dali.
Só depois de chegar lá que eu percebi a mancha de sangue no vestido, bem à altura de seu ventre. Isso é claro intrigou o juiz e então, antes de nos casarmos, ainda tivemos que explicar tudo ao perplexo e bondoso senhor. Enfim, casados. Retornamos à casa dos senhores em que nos aprontamos para a cerimônia uma eternidade atrás. Voltaríamos a trocar de roupas para seguir para a casa de meu sogro aonde iríamos finalmente e com muita alegria festejar o acontecimento, que muitas vezes quase que deixou de realmente acontecer. Meu sogro providenciou algumas lingüiças para comermos na viagem de volta para sua casa onde a festa estava armada, e nos pusemos no caminho, pois agora depois de quase não conseguir se casar, só nos faltaria não poder festejar o acontecimento, que a esta altura já tinha motivos quase incontáveis para ser festejado. As tais lingüiças acabaram por nos dar ainda mais um susto. E que quando estávamos com muita fome e cansados, paramos à margem do rio Iguaçu no lado do Parque Nacional para descansar e aproveitaríamos para assar algumas delas e comermos. Não sei se foi o cheiro da lingüiça ou o nosso, o fato é que nossa presença atraiu um conviva que não fora convidado: um tigre que vinha se aproximando mais e mais e nos pôs em desabalada carreira em direção ao barco. Se sua intenção era nos comer se deu mal porque todos conseguimos escapar, agora se o que ele queria eram as tais lingüiças, se deu muito bem porque ninguém se importou em deixá-las para trás na fuga. Agora a solução seria comer na festa. Fato que poderia até ser contestado, do jeito que estávamos indo era bastante possível que nossa festa já tivesse acabado quando chegássemos cansados, mas de minha parte, mesmo assim, muito feliz. Depois de algumas horas chegamos quase ao nosso destino, ainda teríamos que andar um bom tanto até a casa, mas isso parecia agora de pouca importância; e fomos nos trocar novamente para chegarmos como recém casados mesmo. Quando estávamos nos dirigindo para a casa, tivemos mais surpresas, uma delas muito boa; do meio do mato que rodeava a estrada saíram os convidados a tocar em gaita e violão a valsa dos noivos, valsa mais que merecida em minha opinião. E fomos conduzidos até a casa em forma de cortejo. Tudo muito bonito. Mas, como eu já contei as surpresas eram duas, e a segunda era o fato de que entre os convidados estava o rapaz que jurara me matar e até atentara contra minha vida. Era ele que tocava a gaita me olhando de maneira muito estranha como quem tem algum plano que lhe parece muito bom. A coisa voltava se complicar e eu tinha de dar um jeito, novamente, e bolei um plano, poderia funcionar, fingi que não percebia suas atitudes com relação a mim e fiz-lhe um grande elogio a respeito de como ele tocava e cantava muito bem. Eu conhecia uma pessoa em uma gravadora que talvez pudesse ajudar-lhe a gravar um disco e que assim que eu estivesse com tudo acertado voltaria ali para buscá-lo. Não sei bem como, mas funcionou e ele ficou entusiasmado. O resto da festa transcorreu muito bem e em seguida viajamos em lua-de-mel. Após uns seis meses soubemos a notícia de que esse desafortunado rapaz havia sido assassinado barbaramente, com sessenta tiros e umas trinta facadas. Havia realmente muita gente querendo sua morte pelas mortes que ele teria feito. Comentava-se inclusive que a própria polícia era interessada em que ele morresse. Dentro de seu bolso encontraram uma foto ensangüentada de minha esposa. Passaram-se agora trinta e cinco anos de um feliz casamento que me deu quatro filhos e sete netos.
Tudo pelo que passei para conseguir realizar esse casamento, apesar dos sustos e atropelos valeu a pena e eu faria tudo de novo se preciso fosse. Porque Deus me concedeu a graça de ter como esposa uma criatura maravilhosa que vem fazendo parte da minha vida e de mim mesmo, também como minha mãe e amiga. Disso posso me orgulhar, tenho o privilégio de amar uma pessoa que viveu comigo todos os momentos de felicidade e também de dificuldades. Não me vejo sem ela ao meu lado e quero ficar sempre assim, junto dela. Motivo pelo qual posso dizer que meu casamento enfim deu certo.
Esta história é verdadeira, todos os seus personagens também o são e os que sobreviveram ao tempo podem confirmá-la.

PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU E SUAS CATARATAS:
O parque nacional do Iguaçu, onde eu me refiro na historia de amor, foi criado em 10 de janeiro de 1939 e tombado pela “UNESCO” como patrimônio da humanidade, o parque nacional do Iguaçu está localizado no extremo oeste do Paraná. Abrange cerca de 180.000 hectares, faz fronteira com a Argentina é uma das maiores reservas florestais da América do Sul. O tipo de vegetação predominante e a mata pluvial subtropical e a mata das araucárias.
Sua fauna é abundante e diversificada, em seu interior as exuberantes cataratas do Iguaçu que, a 15 quilômetros antes de juntar-se ao rio Paraná vence um desnível de terreno e se precipita em 275 quedas de 65 metros de altura, em média.
Sua vazão normal é de 1.800 m³ por segundo, numa largura de 4.000 metros dentre os saltos mais bonitos está à garganta do diabo, com 90 metros de altura. Um elevador panorâmico liga a base das quedas ao nível superior do rio, e várias passarelas e caminhos construídos junto às escarpas de basalto proporcionam aos turistas excelentes condições para admirar e registrar os inúmeros saltos. O rio Iguaçu nasce em Curitiba e deságua no rio Paraná, as águas percorrem 1.060 Quilômetros. Pelo franco fluvial, o território que hoje constitui alguns municípios do oeste do Paraná foi movimentado a partir do ano de 1769, neste período sulcou as águas turvas do rio Iguaçu. A bandeira exploradora do Capitão Antonio da Silveira Peixoto, que a mando do governador geral da Capitania de São Paulo, partiu da região de Curitiba a fim de explorar a porção Sul e Oeste da 5ª comarca de são Paulo.
Esta bandeira lançou os fundamentos de povoação de União da Vitória e prossegui viagem, chegando às águas do Rio Iguaçu, explorando suas margens até chegar a sua embocadura no Rio Paraná, pelo Planalto através dos campos de Guarapuava, a partir do segundo quartel do século passado. Período em que inúmeras Sesmarias foram distribuídas (quem se atrevesse a povoá-las) neste imenso quadrilátero, regional do oeste e sudoeste do Paraná.
Iguaçu nome dado pelos índios Iguaçu na língua indígena é rio grande pela sua grandeza deu de serem construídas cinco grandes usinas para gerar eletricidade.
A usina de salto Osório - Quedas do Iguaçu-19/03/76.
A usina de Foz da areia - União da vitória.
A usina de salto Santiago – Saudades do Iguaçu
A usina de salto Caxias – Capitão Leônidas Marques.
E a usina de Salto Segredo -
O parque municipal de Quedas do Iguaçu foi construído na represa das águas da usina de Salto Osório em 1995, na gestão do prefeito Vitório Revers.
O rio Iguaçu nasce numa altitude de 908 metros e deságua a 173 metros. Tudo funciona harmoniosamente graça a lei da gravidade criada por maior arquiteto até hoje conhecido “DEUS”.

O NASCIMENTO DE UMA PRINCESA

Quando eu a Zelinda casamos, nosso sonho era ter um filho. Tentamos por dois anos, mas não conseguíamos. Fomos consultar um médico que nos disse que o útero da Zelinda era infantil, esta foi a explicação que nos foi dada. Pode ser que hoje exista outra situação, pois com a evolução tão grande da medicina, tudo está sendo mais bem escla¬recido. Pois lá se vão trinta e três anos. Depois de uma série de tratamentos a minha esposa engravidou. Foi um dia de muita alegria para nós ao sabermos da gravidez.
Nós tínhamos uma pequena farmácia num bairro em Francisco Beltrão. Devido a circunstâncias legais e financeiras tivemos que fechar a farmácia, ficando com algumas dívidas. Nessas alturas a gravidez de minha esposa já estava no sétimo mês.
No tempo em que tínhamos a farmácia tivemos grandes amigos, mas sempre existe algum que se destaca mais. Foi o caso de um casal que veio transferido havia pouco tempo, de Curitiba e ao qual procuramos dar muito apoio, pois não conheciam ninguém na cidade. Ele era da Polícia Rodoviária e ela de um departamento de assistência social do estado. Foi a melhor coisa que fizemos, pois eram duas pessoas maravilhosas. Queríamos levá-los para batizar nossa filha que estava para nascer. Mas isso não foi possível porque eles voltaram a Curitiba antes do nascimento do bebê. Ficamos muito tristes com a partida deles. A nossa amizade era muito grande. O tempo foi passando e aguardávamos com ansiedade o nascimento daquela filha, e estávamos felizes, apesar da situação financeira estar difícil. Até que chegou o grande dia. A minha esposa estava sentindo fortes contrações, e eu a levei ao hospital do Dr. Kit. Como não tínhamos dinheiro para o táxi, fomos a pé. Para chegarmos ao hospital tínhamos que atravessar uma velha ponte e foi aí que a Zelinda quase teve a filha altas horas da noite. Depois de muito esforço, e sofrimento chegamos ao hospital onde fomos muito bem atendidos pelo Dr. Kit que não nos cobrou nada, pois ele e sua querida e saudosa esposa, a D. Marli foi como nossos segundos pais e tudo o que somos hoje, devemos a eles.
Ao nascer a nossa filha, a qual demos o nome de Lara Tatiana, tivemos uma notícia triste. Ela havia nascido com os pés voltados para dentro. Zelinda esperava ansiosa pelo bebê e eu tinha que contar a ela como Lara havia nascido. Peguei-a nos braços e levei¬-a para minha esposa com o coração apertado com medo da reação dela. Mas ao ver o rostinho lindo que parecia uma boneca, ela não deu muita importância ao que lhe contei, o que ela queria mesmo era acariciar aquele lindo bebê que se transformou numa linda mulher.
Dr. Kit nos falou que quando Lara fizesse um ano, tínhamos que levá-la para Curitiba para resolver o problema dos pezinhos dela.
Tivemos que voltar para a casa de meus sogros em Alto Faradai onde eles tinham uma chácara muito bonita. Certo dia eu e a Zelinda procuramos um lugar onde pudéssemos conversar sem interferência de ninguém. E foi na sombra de um mamoeiro do qual saboreamos uma gostosa fruta que chegamos a decisão que eu tinha que ir atrás de um emprego. A única coisa que tínhamos era um radinho portátil, à pilha do qual eu teria que me desfazer para conseguir algum dinheiro. Depois de conversar com o meu sogro, parti com destino certo de Alto Faradai para São Valério, longe uns trinta e cinco quilômetros dali. Saí a pé, só com uma sacola e o rádio. Meu cunhado, Alfredo Davies foi junto, pois ia visitar uns parentes em São Valério.
Chegamos lá, cansados, com fome e sem dinheiro. Não foi nada fácil. Ali, eu e o meu cunhado nos separamos. Ele ia fazer as suas visitas e eu tinha que viajar para Francisco Beltrão e de lá para a Secção do Jacaré uma região povoada por italianos gaúchos, a uns 10 Klms. De Beltrão, onde nós tíamos muitos amigos que conquistamos quando trabalhávamos com o Dr. Kit Abdala. Chegando lá fui procurar o meu amigo José Antonio Wereig esposo da Sra. Jandira Nesi Wereig, parente do grande empresário Sr. Olívio Cidadin proprietário do ponto a Ponto. Lá eu procurei os meus amigos que eram da família Nesi e família Cidadin e foi com eles que eu arrumei dinheiro para montar uma pequena farmácia no vilarejo.
Depois de Ter instalado a farmácia e arrumado uma casa para morarmos, fui buscar minha esposa e nossa filha para o nosso novo lar e nosso comércio, de onde pretendíamos conseguir o dinheiro para o tratamento da nossa filha. Depois de um ano de muito trabalho, eu na farmácia, a Zelinda atendendo partos, e para aumentarmos nossa renda, montamos uma estofaria no porão da casa onde fazíamos camas e sofás que muitas vezes eram trocados por gado e porcos dos quais fazíamos s
salame para vender no comércio, fizemos um balanço do que tínhamos ganhado e com todas as contas pagas, a casa mobiliada, ainda tínhamos seis milhões de estoque na farmácia, quantia que eu não sei o quanto valeria atualmente pois já se passaram muitos anos. Resolvemos então que com o que tínhamos dava para fazer o tratamento que Lara precisava.
Estávamos cientes da dura batalha que nos esperava, pois tínhamos que pagar tudo o tratamento levaria uns nove meses. Lara teria também que usar botas mecânicas e pelo o que nos disse um médico lá em Curitiba, iríamos gastar em tomo de quatro milhões. Com o que tínhamos dava para arriscar.
Começamos então o tratamento. Nos primeiros meses ia eu e a Zelinda para Curitiba, mas como cada vez que íamos tínhamos que ficar por lá uns sete dias e os gastos com passagens, pensões, comida e o tratamento se tomou demais para nós, decidimos nos dividir. Zelinda ficava atendendo a farmácia e eu ia com Lara para Curitiba. Com sete meses de tratamento Lara já havia passado por uma cirurgia e tinha que ficar engessada da cintura para baixo.
Numa das viagens aconteceu um fato que eu nunca esqueci. Cheguei à rodoviária com Lara engessada, no meu colo e carregando uma sacola grande com as roupinhas dela e leite Ninho pra ela. Tinha que fazer o trajeto da rodoviária ao hospital que ficava a umas vinte quadras dali, à pé. Não havia dinheiro para o táxi, pois era tudo contadinho para as passagens, o hospital e a estadia. Era de manhã e estava muito frio, depois de trocar as fraldas da Lara e dar¬-lhe a mamadeira, comecei a andar em direção ao hospital. O frio era intenso e como percebi que Lara tremia de frio, tirei meu paletó e agasalhei, mas não adiantou, estava ficando roxa e estava passando mal. Cheguei numa lanchonete para esquentar a mamadeira para a Lara e pedi para a mulher que atendia a lanchonete, se ela sabia de algum lugar onde eu pudesse encontrar alguma coisa para aquecer minha filha, e ela falou-me que duas quadras antes da lanchonete havia um prédio velho com um porão onde funcionava uma assistência social. Voltei até lá, entrei e encontrei uma fila enorme de pessoas muito pobres. Desesperado entrei na fila desanimado com o tamanho, imaginando se a minha filha ia suportar até que fôssemos atendidos, eu tremia de frio e de desespero. Nisso senti um cutucão no braço. Era o guarda que cuidava da fila, que reparando na minha situação mandou que eu fosse á frente e sentasse num banco e me ordenou para que entrasse por uma das portas que havia ali assim que saísse quem estava sendo atendido. Esperei um pouco e assim que saiu alguém pela porta eu entrei e do outro lado da escrivaninha uma mulher falava espantada o meu nome e me perguntava o que eu estava fazendo ali. Eu, meio atordoado olhei melhor para ela e vi que era a nossa amiga que, havia morado em Beltrão. Ela socorreu depressa minha filha e depois conversamos e ela me deu o endereço do apartamento dela caso eu precisasse de alguma coisa. O tempo foi passando e Deus tinha feito tudo dar certo. Quando vendi os últimos vidros de remédios da farmácia, Lara colocou a sua última bota mecânica e ficou com os pés perfeitos e tomou-se uma linda mulher. Tem três filhos maravilhosos e um marido muito trabalhador e peço que Deus os ilumine para que sejam felizes.

AS LEMBRANÇAS DO PASSADO

Em todas as famílias, independentemente da sociedade, ou dos padrões econômicos, cada membro ocupa determinada posição ou tem determinado estatuto, marido, mulher, filho ou irmão, sendo orientados por papéis. Papéis estes, que não são mais do que, as expectativas de comportamento, de obrigações e de direitos que estão associados a uma dada posição na família ou no grupo social. Esta é mais uma história que de maneira acidental, causal ou espiritual foi montada em uma família, que de maneira pedagógica podemos de uma forma ou de outra investir em nossa convivência conjugal e familiar. Acredite, existem acontecimentos que ocorrem unicamente para ensinar à todos que possam com ele aprender qualquer coisa de útil para suas vidas, razão pela qual me proponho a contar esta história que aconteceu com uma família, cujo casal tornara grandes amigos nosso, se não fosse assim não teriam a confiança de nos relatar a grande trajetória conjugal e familiar que a tiveram. Passo a passo de suas vidas será contada neste texto. Esta história começar em uma pequena comunidade do Rio Grande do Sul, Tucunduvas, distrito da cidade de Palmeiras das Missões, hoje municipalizada. Neste lugar morava uma família pequenos agricultores, família grande 5 filhos e muito pouca terra. Teófilo para aumentar a sua renda familiar se especializou na construção de casas profissão que adqueriu de seu pai, o velho Inglês como era chamado carinhosamente pelos amigos que dava segurança em poder sustentar os seus filhos. Candinha esposa do
Sr. Teófilo chibiava e transportava pessoas de um lado para o outro no Rio Uruguai que dividiam as terras do Brasil e Argentina, vendia leite, queijo e outros derivados do leite, o qual era entregue no comércio da Argentina. Os filhos maiores do casal estudavam, e nas horas de folga auxiliavam o casal nas mais variedades atividades. Uma família feliz na medida do possível. Aos domingos todos iam á igreja, isso era sagrado para a família Antunes, o Sr. Teófilo e sua esposa Candinha preservavam a moral como prioridade em suas vidas, os bons costumes e educação tinham como base na estrutura de uma família cristã, e obediente as leis regidas pelo homem. Cinco filhos três com idade escolar, cada um tinha a sua personalidade, dons individuais, diferentes entre si, cada qual com a sua vocação é importante observar os talentos de seus filhos, é necessário os pais observar para poder ajudá-los a desenvolver a sua vocação, coisa pouco dado atenção nas famílias moderna. Talentos são desconsiderados por alguns, o que vale é o interesse financeiro estátus pessoais ou contentamento familiar, seguindo às vezes a profissão dos pais. Senhor Teófilo já com os seus quarenta anos de idade, parecendo ter cinqüenta, não ingeria álcool, não fumava, não era jogador, e tinha um lema que se orgulhava em contar: Homem para ser bem homem tem que: Servir o exército, casar e ter filhos, plantar árvores e escrever um livro. Livro que ele tropeçava nas palavras quando queria se
Justificar, Teófilo era um grande contador de histórias tinha uma memória invejável, prova disso foi quando ele me concedeu esta entrevista lembrava-se de detalhes com tanta certeza e detalhes que somente uma memória jovem e bem exercitada poderia dar estas informações. Teófilo amava todos os seus filhos de igual proporção é justo nem poderia ser diferente, o seu desejo era dar a eles um bom futuro.
Futuro para todos, estudar era o que Teófilo mais queria que seu filho tivesse, o apoio era contínuo. Ele e sua esposa Candinha freqüentavam todas as reuniões de escola e até mesmo nas tarefas de escolares ele auxiliava, bem, até uma altura, depois não conseguiu mais a sabedoria do filho ultrapassava os seus conhecimentos, a não ser quando se referia em algum assunto pratico o que se aprende na faculdade da vida. O tempo passava, os filhos cresciam, as dificuldades aumentavam. Senhor Teófilo perdia noites de sono preocupado com o futuro de seus filhos, freqüentemente os meninos comentavam com ele a possibilidade de irem morar na cidade, para continuar estudando e trabalhar em alguma empresa, para que no futuro quando for adulto não passar por sacrifício no labutar de uma terra tão pequena e tão longe de recursos. Pai Teófilo escutava com calma e lá no fundo do seu coração sabia que seus filhos tinham razão de tanta reclamação, doía na alma de seu Teófilo quando notava no semblante de seus filhos uma serta tristeza e preocupação para com o futuro. Teófilo economizou alguns dinheiros fruto do trabalho do casal. Contava o Senhor Teófilo que era um sábado, chuvoso, o sol cortava o horizonte, as criações recolhidas, detalhes que ele fez questão de contar, e entre um suspiro e outro ia traçando a estratégica de sua história, Teófilo tinha o dom poético tocava gaita de botão e chegou até a compor algumas músicas. Uma das canções que ele mais gostava de cantar era a música: o cantar dos passarinhos, letra que ele compôs se inspirando no cantar afinado dos sabias que enfeitavam e engrossava os galhos das árvores. Pássaros é o fruto mais vivo das árvores ele ficava enfurecido quando encontrava um passarinho prezo em uma gaiola, Teófilo depois de uma grande pausa enxugando as lagrima de seus olhos com a ponta da manga de sua camisa,tendo cuidado de não irritar os olhos com o fumo que cortava a palha de milho híbrido aguardava em uma de suas orelhas, concluiu a revelação, anunciou aos seus filhos que estava de acordo de ir morar na cidade. Os seus filhos receberam aquela notícia com um largo sorriso na boca, pularam de alegria, a menina mais velha que de velha não tinha nada, acariciava a sua boneca de pano que ele mesma fez a o escutar e ver a alegria de seus irmãos, jogou a boneca para o alto como que avisasse, vamos voar minha trouxinha de pano, nome da boneca que ela mesmo batizou.
Teófilo vendeu a sua terra e com o dinheiro comprou um terreno próximo a São Valério e da cidade de Planalto no estado do Paraná, pertinho do Alto Faradai mais, para urbanismo do que rural bem diferente da região onde foram e tiveram os seus filhos.
Teófilo e Candinha, quando se recolhiam, à noite em seus quartos afastados de seus filhos sentiam-se amargurados, tristes e com uma imensa saudade da sua chácara e da vida que levava no interior da região de Tucunduvas, nas barrancas do Rio Uruguai , não escutavam mais o som da cachoeira que desaguava bem próxima de sua casa,e o banho que todos os dias a família tomava, do alto despencava as águas limpas e fresca, acompanhado com a neblina que tão rápido umedecia o corpo todo, o berro de suas vacas, o cantar dos passarinhos o badalar sonoro do sino da igreja ao domingos e dia de festa, o ruído das rodas da carroça de boi de seus visinhos transportando pasto para as criações e o mais importante o aroma da natureza expelindo nos ares o ar fresco , puro e umedecido com a neblina das água do Rio Uruguai acasalado suas moléculas com a cachoeira do fundo do quintal, lugar também preferido de seu Teófilo tirar a sua soneca após o sestear bem reforçado, o som de seu velho monjolo que tanto lhe serviu, já não escutava mais.
O senhor Teófilo nos contou que ele e sua esposa passaram a maior parte de suas vidas no sertão, não existia rádio vitrola e nem televisão. Não ouvia e nem via guerras, tragédia e nem ladrão. O que mais ouvia: O cantar dos passarinhos, dos grilos, sapos, corujas os galos cantavam nas belas noites, sendo inverno ou verão ao amanhecer, eram sua esposa com suas canções que se ouviam, canções religiosas, ou não, não importava ela cantava. Existia música? Ha existia sim. Que saudade?? Teófilo entre um suspiro e outro narrava a sua história. Que saudade do cheiro do café no fogão de lenha, do bolo de milho, aipim, pirão de feijão, galinha ensopada, leite de vaca à vontade, roupa no varal, água da fonte, boi berrando, sol ardente ou geada esparramada pelo pasto até mesmo os ventos fortes e temporais que mais temia, hoje sinto saudade. Que saudade?? Saudade dos domingos e das festas do padroeiro de Santo Antonio, da minha velha bombacha, cheia de remendos, de todo o tamanho e cores, verde vermelho, azul, era tanto que até posso comparar com uma colcha de retalho que a minha esposa costurou e que até hoje nos aquece, bombacha de muitas historias e tem muito haver com o Brizola e o PTB. Descia e subia os morros, as nossas crianças soadas, descalços, íamos a festas ou mesmo o terço de domingo sem cansaço. Que saudade dos bailões com luz de lampião, moça de um lado rapazes do outro lado. Alem das pilcha misturada com costumes de fronteira ainda usava-se terno e gravata e no cabelo, brilhantina. Moças virgens com seus vestidos rodados e pó de arroz na face descasada ou mal falada eram descartados, era assim que funcionava o sertão este era o costume a tradição sertaneja.
Quando a sanfona de seu Teófilo de oito baixos abria o seu fole e a música começava a tocar os rapazes iam tirar os seus pares, as moças não podia se negar a dançar, se isso acontecesse à prenda perdia a rasão, era expulsam do salão. Quando a dança começava poeira levantava, misturada com picumã dos lampiões, ninguém se em portava, oque queriam mesmo era se divertir. Era assim que funcionava, era assim a vida do sertão, que saudade daqueles tempos. O tempo foi passando e lentamente tudo foi se acabando, sumindo no horizonte horizontal e vertical, nada mais, ou pouca siluetas ficou nos rastos lunar.
Não tem mais sertão, não tem mais cantar dos passarinhos, o cantar suave e acolhedor de minha esposa já não tem o mesmo sentido, não tem mais café no bule bolo de milho fogão de lenha, não tem mais geado no pasto não tem mais leite gordo na guampa dependurado na parede não tem mais bailão a luz de lampião, água da fonte limpa e preciosa. Que saudade. Comiam o que semeavam na horta e na roça, carne só animais que criavam, pois o dinheiro era pouco mas comida nunca faltava. As carnes eram colocadas dentro de salgadeiras para se conservarem, luz elétrica ninguém conhecia. Quanto à roupa de se vestir, tinha pouca e era quase toda feita pelas mulheres.
Dona Candinha aprendeu a fazer pão com a sua mãe, quando era “mocinha”. Ela pegava a farinha de trigo recém-preparada no moinho que ficava perto de sua casa e levava para casa, onde, horas mais tarde, enfornados em um forno a lenha construído com pedras e rebocado com barro e zinza, os saborosos pães estavam bem prontos para sr saboreados, de longe sentia o cheirinho vindo do forno a lenha. Hoje, aos 55 anos, ainda saceio a fome dos habitantes de Quedas do Iguaçu lugar onde atualmente moramos, com o aroma provocante de suas fornadas quase diárias neguem resistem.
Só que os Pães de antigamente era muito melhor sabe porque? A farinha, não é mais a mesma. O moinho construído, no começo do século 20, parou de funcionar em 1970 e bem antes disso já havia deixado de moer o trigo por conta das leis federais que prejudicaram a produção em pequena escala. O casarão de dois andares construído que ele mesmo com o seu pai construíram toda em madeira desapareceu, no lugar só tem mato , e com ele, a história e a tradição cultural dos primeiros imigrantes ingleses que viveram na região de Tucunduvas e imediações.
As crianças, quando iam para a escola, usavam louza em vez de cadernos e giz como lápis. Os meios de transporte, dos que tinham algum dinheiro, era o burro, a carroça e a bicicleta.
Ao fim do dia, para se entreterem, ouviam rádio tocado a bateria pouos tinham o privilégio de possuírem aparelho caro e difícil e encontrar, e as senhoras bordavam roupas, pois naquela altura não havia televisão. Os brinquedos eram feitos pelos pais com tecido, madeira e osso de gado.
O sertanejo legítimo, jamais esquece as suas raízes, não consegue esquecer a vida sertaneja. Tanto que ainda não perdeu o costume. O Brasil atual tem uma população urbana muito superior à população rural, mas as cidades estão repletas de pessoas que vieram do campo, e se observarmos bem, sempre temos um "pé na roça", por assim dizer, um parente, um amigo que mora ou trabalha no campo. Que saudade?
Sertanejo legítimo jamais esquece as suas raízes, eu, por exemplo, vivo na cidade a mais de trinta anos, mas não esqueço a vida sertaneja do campo,
O Brasil é um país vasto, com muitas terras. A formação do povo brasileiro resultou num grande patrimônio cultural. Cultura não é só estudar, ler livros; possuir um diploma, cultura são os costumes, as boas maneiras, a educação com os pais,com os irmãos em fim com as pessoas de modo geral, ser fino educado, temperado na medida, saber quando é para por sal ou açúcar, e nós brasileiros, somos ricos em costumes:

- No Vestir,
- Na Culinária,
- Na Medicina Popular,
- Na Música,
- Nos Ditados,
- Nas Danças,
- Nas Festas,
- No Falar,
- E em várias outras manifestações.
Porém, nossa cultura sofre uma concorrência, dentro do próprio Brasil, quase desleal com outras culturas, em especial o incentivo para os novos escritores , professores agricultores e outros afins.
Os governos alguns politiqueiros do povo brasileiro, piora muito quando criam leis e é divulgado na média criando uma imagem e uma esperança de apoio aos escritores que não passa de uma falsa mensagem totalmente eleitoreira, que no final mais complicam do que auxiliam.
Que saudade do levantar antes do sol raiar,
de acordar às cinco horas da manhã como antigamente para tirar leite das vacas, tirar ração, eu não me esqueci dos mínimos detalhes de cada lugarzinho que freqüentei na velha e saudosa chacrinha, da minha escolinha, tudo está gravado na mente e assim tento reviver em forma de poema matuto tudo que vivi naquele passado remoto e tão distante.
Sinto muita felicidade em poder descrever e divulgar a minha terra a que saudade, tudo tão simples e natural, mais parecia o Jardim de Adão e Eva antes do pecado, pecado que também cometi ao sair de lá.
Dantes, não havia água canalizada, para terem este líquido precioso, tinham de ir à fonte.
Não havia luz elétrica. Para se iluminarem, usavam candeeiro ou lampião abastecido com gracha de gado.
Para se aquecerem, o guarda fogo de serne faziam brasa e com um fôlego forte aspirava todo o ar dos pulmões faiscando e incendiando as gripas já preparadas para o aquecimento.
Alimentação comiam o que semeavam na horta e na roça os animais que criavam era abatido para o sustento, pois o dinheiro era pouco. As carnes eram colocadas dentro de salgadeiras para se conservarem.
O computador, o telefone celular e a televisão, entre outros equipamentos tecnológicos de comunicação, estão transformando os usos e costumes do sertão. Está desaparecendo aquele sertão lírico, romântico, saudável e respeitador descrito por poetas e escritores como purezas de uma vida descrita por Deus. O sertão ingênuo, de gente simples, desinformada, vem sendo invadido pelo progresso, para o bem e para o mal. Hoje em dia, os mais distantes recantos do Interior estão antenados com o mundo globalizado. O agricultor está "ligado" com o universo que o cerca. Um exemplo dessa mudança extraordinária é o grande numero de antenas parabólicas e terrestres espalhadas por este "mundão" afora.
O pequeno povoado de Clevelândia no sudoeste do Paraná por exemplo, está coberto de antenas parabólicas, um dos grandes símbolos dessa transformação. Os sertanejos já não se sentam mais nos terreiros de casa, ou nas calçadas, para ouvir "histórias ou conversar sobre a lida do dia. Agora, a conversa é outra. A discussão em torno dos últimos acontecimentos divulgados na televisão: o salário mínimo, a crise no Senado, os escândalos, a violência urbana, os preços dos produtos, o pré-sal e a vitória de Obama para a presidência dos Estados Unidos.99 % dos domicílios brasileiros tem um televisor em casa.
Notícias ruins do outro lado do mundo povoam o sertão a alegria dos dedos de prozas se escafederam. O sertão se desencantou se desencontraram como dizem os sertanejos no seu linguajar próprio. O que nos consola que ainda não fomos totalmente engolido pela modernidade. A cobertura natural, feita com o touro, foi substituída pela moderna inseminação artificial. Até a transferência de embrião já é realizada na região. Aos poucos, a motocicleta vem tomando o lugar do cavalo e da bicicleta como meio de transporte principal. A imagem forte do vaqueiro pilchado com tirador, bolhadeira laço e um bom apero está desaparecendo junto com as antigas festas de apartação, que cedem espaço para as vaquejadas de grande porte Tudo oque vivemos hoje não passa de ilusão.
Tão logo chegaram à cidade todos já estavam encaminhados na escola e alguns já trabalhando um dos filhos de Teófilo de 13 anos de idade conseguiu um trabalho em uma casa veterinária gostou tanto do trablho que em um belo dia comentou com os seus pais que ele gostaria de estudar a medicina queria ser veterinário, ou médico mais médico do que veterinário. Foi nesta casa veterinária que a irmã de Valdomiro conheceu um rapaz e se namoraram, o namoro durou um ano e logo providenciaram o noivado e já marcaram a data do casamento.
Foi um belo casamento o Sr Teófilo e sua esposa estavam muito contentes sua esposa também distribuía felicidade a todos, a festa não custou barato, mas os pais da moça não se importou do gasto queria era ver a sua feliz, felicidade, que felicidade quanta tristeza.
A felicidade da filha não durou muito, o rapaz agora marido de sua filha, era usuário de droga, e da pesada, maconha, craque, cocaína cigarro, bebida alcoólica e sem Deus no coração. O convívio do jovem casal se tornava cada dia que passava mais dramático. Ela era ameaçada de morte todos os dias, e apanhava freqüente mente sem motivo, Isaura era uma menina meiga muito bem educada e tinha um comportamento exemplar, todos que a conheceram adorava a menina, todos que tomara conhecimento do convívio do casal ficaram profundamente tristes, não podia a família de Teófilo esta passando esta grande tristeza, e a sua filha sendo mal tratada daquela maneira. Pensamento cuidadoso nos convencerá que conflito sério no casamento não é vontade de Deus para nós. Deus criou o casamento para o bem do homem e da mulher. Ele nunca pretendeu que o casamento fosse uma fonte de ódio e de amargos ressentimentos.
O senhor Teófilo e sua esposa Candinha resolveram arrancar a sua filha da casa, pois ela já a dias não saia de casa proibida pelo seu marido de por os pés fora de casa, e Isaura de medo de seus ameaço, cumpria a rigor as ordens do marido.
O senhor Teófilo aproveitou uma boa oportunidade arrombou a casa e retirou a sua filha de casa. Izaque marido de Isaura soube da invasão logo foi tirar a limpo, chegando agredir o pai de Isaura, teve que chamar a polícia, para apaziguar o caso.
Isaura sentindo-se protegida pelos pais não voltou mais para a sua casa, e apartir daquela data foi tomado providência para realisar o divórcio, pois o Juiz munido de todas as evidências juntado pelo advogado da Isaura não foi difícil a concretização do processo. Depois de transcorrido um ano Isaura recebeu os documentos do divórcio.
Isaura precisou muito apoio dos pais e amigos, aquele romance, lhe custou muita amargura e sofrimento, ela passou um bom período em estado depressivo motivo do grande amor que ela Cintia pelo seu marido, a decepção foi muito dolorida, jamais ela imaginaria que aquele grande amor fosse ter este trágico resultado, o seu coração sofreu um grande abalo e refletiu em toda a família. Os pais de Isaura demoraram em se conformar com o ocorrido, não tinham pagado todas as despesas do casamento e acumulou os gastos do divórcio.A família Antunes voltou a terem alegria de ver a Isaura de volta a aconchego do lar segura e saudável, a gravidez foi descartado todos tinham uma grande preocupação não pelo fato de nascer o seu primeiro neto esperado por todos, mas pelo fato do uso de droga do pai, que poderia afetar a saúde da criança.Isaura aos pouco foi se recuperando deste abalo, foi voltando ao seu estado normal com muito apoio e carinho de seus pais.
Isaura para recomeçar a sua vida, arrumou um trabalho e se dedicava de corpo e alma em seu serviço, aos poucos foi esquecendo-se do romance que devastou o seu coração aos poucos foi recuperando o que foi lhe arrancado. Graças à perseverança e honestidade, Isaura
Conheceu um rapaz namoran-se e se casaram totalmente oposto do que ela conheceu anteriormente, homem trabalhador e muito digno, tiveram três filhos, tudo corria na mais perfeita harmonia, mas com o nascimento do ultimo filho, ela teve uma de preção pós-
Nascimento do ultimo filho, ela teve uma de preção pós-parto, só na época os médicos não conhecia profundamente a doença de preção, era tratado como doença de memória loucura para ser mais direto, ela foi internada em duas clinica, foi tratada com os métodos de choque, hoje condenada pela medicina por se tratar de um sistema não indicado e muito perigoso. Depois de muito tempo de sofrimento que envolveu toda a família, o SR. Teófilo e Dona Candinha não paravam mais em casa só ao lado de sua filha dando os cuidados necessários para sua recuperação.
Graças a assistências que o seu marido deu ela se recuperou só que o tratamento teve que continuar por muito tempo. Isaura hoje é muito feliz tem uma família maravilhosa e os dias voltaram a brilhar novamente, voltou a paz para todos.
Enquanto o tempo corria em uma marcha lenda conduzindo o drama de Isaura os outros filhos, Lauro, Lucas Valdomiro e Valter na medida do possível iam se arrastando, jovens ainda lutavam para se manter equilibrados.
Lauro o mais velho dos filhos manteve a sua vida simples de trabalhador em estabelecimento comercial, conheceu uma moça casou-se teve dois filhos, depois de l5 anos de casado se separou da esposa, separação provocado por o vício da bebida, separado conheceu outra pessoa também separada uniram e estão vivendo juntos, ela tem três filhos e muita responsabilidade, pois criar filhos em situação assim não é fácil.Lucas o Quarto filho, o mais rebelde, já muito cedo teve o seu caminho atrapalhado por bebidas, drogas e mulher. Engravidou a namorada, tentou morar junto com ela, mas não deu certo ele dava mais atenção para o vício do que para a sua família, separou-se e teve que pagar por ordem judicial a pensão do filho.Lucas continuava trabalhando, o tempo passava e outras mulheres apareceram, casou novamente, e após três anos separou novamente, fez o divorcio, e tornou a se unir com outra pessoa, muito sofrimento, esta ultima mulher tinha tudo de ruim em uma pessôa, todos os da família sofria juntos, até certo dia teve fim se separaram, e a vida voltou não ao normal, porque para ser normal muita coisa tinha que ser resolvido, e uma das grandes preocupações foram selecionados foi às drogas e a bebida que sumiu da vida de Lucas, um ato de bravura e de grande personalidade, coisa que ninguém acreditava que Lucas fosse capaz de fazer. Hoje Lucas esta vivendo uma vida maravilhosa, sem droga e sem bebida.
O filho mais novo dede muito cedo começou a trabalhar namorar, para casar não queria saber. Certo dia alguém tocou o seu coração, se apaixonou e casou-se. Sua esposa trousse consigo dois filhos todos vivem muito bem, só que aderiram uma religião que é contra tudo que seu pai gostava Exército, política, santo, transfusão e sangue. No fundo ele tem suas razoes, verificando a bíblia Teófilo encontrou muita coisa que tem muito haver com que ele defende.
O senhor Teófilo e sua esposa quando olham para traz, bem longe enxergam através dos tempos aquela vida que eles tinham no Rio Grande do Sul, na chacarasinha, os filhos todos pequenos,aproveitando das coisas que a natureza oferecia, brincando com ossos comparando como fosse bois na invernada, montado em cavalo de pau,perna de pau. Hoje a tecnologia invadiu as nossas crianças, eu me sinto tão desatualizado perto deles que, a bem pouco tempo eu era seu professor, A qualidade de vida deu um grande salto, é o grande tema deste século, século que estamos bem próximo dele, tem gente que olha o mundo e diz, este mundo está mudando outros dizem este mundo está perdido ninguém indireta mais, estamos chegando ao fim, o Armageddon está próximo. Eu sinto que os que têm o hábito de reclamar do mundo são porque começou a se perder nesse espaço infinito criado por Deus, perdeu a sua referência alguns dizem que o mundo esta mudando, nós mesmos falamos isso aos nossos filhos e amigos, os nossos pais também falava para nós, o mundo esta mudando o mundo está perdido? O mundo sempre esteve mudando, nunca foi novidade, a Bíblia é o maior documento que prova para nós e tira a nossas dúvidas. Oque devemos entender é que a velocidade da mudança nos pega desprevenida, nunca o mundo mudou tão velozmente como nos últimos tempos esta velocidade faz com que agente se perca, se distancie das relações familiares, social cultural e religiosa.
Tem salvação? Tem sim, só se salva quem coloca os pés, as mãos e a alma na terra, temos que entender que Deus está presente nesta dinâmica tão rica de vida e espiritualidade. Desde tempos antigos, o plantio e a colheita eram celebrados e festejados como tempo de Deus assim diz a Escritura Sagrada. A terra se abre, recebe a semente, ocorre a fecundação e a vida explode: é a bênção do Deus criador, que fortalece os trabalhadores e a vida familiar
Um exemplo concreto: choque de gerações. Durante séculos e séculos, o choque de gerações era choque entre pais e filhos. Geração era entendida como um período de 25 anos, porque supostamente aos 25 anos as pessoas já teriam descendentes, isto é, outra geração. Hoje, choque de gerações é imediato. Por exemplo, um jovem de 21 anos é considerado ultrapassado pela irmã de 19 anos. Por sua vez, o de 21 e a de 19 são considerados ultrapassados pelo outro seu irmão de 15 anos. Imaginem como eu sou considerado por eles nos meus bem vividos 66 anos? Aliás, eles demonstram isso na linguagem. Eles se referem, por exemplo, ao tempo em que eu tinha 20 anos, que para mim foi agora, não como antigamente. Aliás, eles falam: "Pai, é verdade que antigamente...". Quando eu era criança, antigamente era um termo que a gente usava para se referir a gregos e troianos na antigüidade. Eles falam em antigamente fazendo referência no hoje da semana que passou ou do mês qu se findou, eles sentem isso, não apenas falam. Aliás, quando eles querem desqualificar alguma coisa com raríssimas exceções, como algo já ultrapassado, dizem: "Ah, pai, você está falando isso porque você é de outra década" o senhor está ultrapassado o senhor é do tempo do êpa. Até o dia em que descobri a resposta e nunca mais eles falaram. Na última vez que eles falaram isso, eu disse: "Ah filho, fica sossegado porque o seu filho vai dizer que você é de outro século ou, pior ainda, de outro milênio".
Tudo tem um peso e uma medida. Em uma reunião de grande massa de gente nós nos deparamos com dezenas de pessoas que nasceram antes da Segunda Guerra Mundial. Se alguém falar para um jovem que nasceu antes da Segunda Guerra Mundial, guerra que acabou há 54 anos, há mais de meio século, ele não vão acreditar porque para ele a Segunda Guerra Mundial, que iniciou em setembro de 1939, foi a maior catástrofe provocada pelo homem em toda a sua longa história, é passado longínquo.
Está tão longe para ele quanto para nós está a Guerra do Paraguai, ocorrido na América do Sulque se Estendeu de dezembro de 1864 a março de 1870.
Guerra de Canudos ocorrido no dia 21 de outubro do ano 1896, evento historicamente marcado na memória do Brasil. Guerra do Contestado (1912- 1916) No período compreendido entre 1912 a 1916, na área então disputada pelos Estados de Santa Catarina e Paraná.
O Levante dos posseiros,no dia 10 de outubro de 1957, cerca de 6.000 colonos tomaram a sede camponesa em Francisco Beltrão no Sudoeste do Paraná.
As coisas mudam com tanta velocidade que acabamos perdendo as referências. Muitos de nós tínhamos como referência de coisas do nosso dia-a-dia o fim da Segunda Guerra ou a chegada do homem à Lua. Faz 40 anos que o homem pisou na Lua em 20 de julho de 1969 dizendo a célebre frase "Este é um pequeno passo para um homem, eu escutei e vi morávamos em Quedas do Iguaçu Paraná.
Se falarmos isso para um jovem, ele achará que se trata de um fato antiqüíssimo. Hoje, a sucessão dos acontecimentos é tão veloz que freqüentemente não lembramos mais deles. Querem um exemplo? Há 120 anos atraz quantos municípios o Paraná tinha, vocês se lembram da data em que Clevelândia foi estalada, do primeiro prefeito de sua cidade, do primeiro presidente da Câmara de sua cidade, do dia que o homem piso na lua? Já estamos de novo perto do dia de Tiradentes, e daqui a pouco é Natal outra vez. Acabamos de sair do Nata! Ano novo carnaval. Muita atenção nisso: quem não prestar atenção a esse fenômeno não conseguirá entender algumas coisas que estão acontecendo.
Partindo do princípio que o homem é produto de um processo, temos que levar em consideração a educação como parte deste processo. Claro que não somos o que lemos, não somos o que aprendemos e sim o que experenciamos, daí surge à sabedoria. Porém não devemos menosprezar a sabedoria nata que trazemos através de nosso diferencial individual. exemplo os irmãos de uma mesma família, onde tendo o mesmo pai e mãe, manifestam características diferentes sob o mesmo processo educacional.
por este ângulo, existem crianças mais e menos estimuladas em suas ideologias, o que faz a diferença comportamental final, pois se responsável por isto.
Ninguém pode ser responsável individualmente. Os pais, em casa, os professores em instituições educacionais e os líderes da nação – todos juntos são responsáveis por este anômalo crescimento da educação.O conhecimento acadêmico, por si só, não apresenta grande valor. Pode ajudar as pessoas a ganhar a vida. Mas a educação deve ir além do que uma preparação para ganhar a vida. A idéia de que educação serve para conseguir um emprego é uma visão limitada. Ao invés disso, ela deve preparar a pessoa para a vida, e não, meramente para a sobrevivência. A educação não para ganhar, mas para conduzir a uma vida de bem. Toda educação que divulga o conhecimento mundano e o desenvolvimento de atividades intelectuais, mas não promove o caráter é profundamente sem valor.
As pessoas educadas na maioria estão se comportando de um modo inconveniente.
Dona Candinha Antunes aprendeu a fazer pão com a sua mãe, quando era mocinha”. Ela pegava a farinha de trigo recém-preparada no moinho que ficava perto de sua casa, e levava para seu aconchego, horas mais tarde, enfornados em um forno, a lenha construído com pedras e rebocado com barro e cinzas, e ali assava os saborosos pães, em bem pouco tempo, já estavam prontos para ser saboreados, de longe sentia o cheirinho vindo do forno a lenha. Hoje, aos 55 anos, ainda saceio a fome dos habitantes de Quedas do Iguaçu, com o aroma provocante de suas fornadas quase diárias.
A farinha, não é mais a mesma. O moinho construído, no começo do século 20, parou de funcionar em 1970 e bem antes disso já havia deixado de moer o trigo por conta das leis federais que prejudicaram a produção em pequena escala. O casarão de dois andares construído em madeira que seu Teófilo e seu pai construíram desapareceu no lugar marcado pela velha construção nasceu mato em rasgaram o céu robusto troncos de árvores alimentados pelos restos das moagens que ao longo dos tempos se transformou em adubo argânico, fortalecendo o arbusto. Somente o mato e, com ele, a história e a tradição cultural dos primeiros imigrantes ingleses que viveram na região de Tucunduvas e redondeza.
Neste mundo de meu Deu nem tudo são rosa, a verdade é que se as máquinas facilita o passo a passo de nós Ceres humanos , por outro lado também estamos cada vez mais dependentes das máquinas. Se vamos nos alimentar tem uma máquina operando, Para comer e beber muitas vezes precisou delas. Nos dias de hoje É difícil imaginar-mos sem as máquinas. Milhões de pessoas dependem das máquinas para trabalhar, nas fábricas, nos bancos, nas escolas em hospitais, nos mercados, é difícil hoje encontrar um emprego em que o uso das máquinas não seja relacionado na primeira fila, se o candidato não estiver domínio sobre as máquinas que o trabalho exige esta descartada da seleção. Há um problema que acresce à dependência do Homem em relação à máquina, a dependência da máquina em relação à energia e a conseqüente escassez dessa energia face ao alto consumo da enorme quantidade de máquinas, o qual já se refletiu, ainda que indiretamente.
Claro é, que não podemos culpar as máquinas por todos os males que afeta o mundo, nem por todos, nem por nenhum. Se as máquinas existem é porque o Homem, a inventou é benéfico para ele, que basta ele querer usar para o bem. Em outras palavras, "a máquina" pode ser capaz de realizar processos que o Homem não consegue, pode ajudar o Homem a progredir mais rápido, mas não tem o poder que o Homem tem de controlar as coisas, ou seja, será sempre o Homem a decidir se a máquina terá boa ou má utilidade.
E se o Homem criar uma máquina tão boa, e tão inteligente que será capaz de destruí-lo de acabar com a raça humana? Tal só acontecerá se e apenas se, o Homem quiser. Ainda é impossível incutir sentimentos numa máquina, ainda se estão a dar os primeiros passos na área da Inteligência Artificial, mas mesmo quando daqui a 200 ou 300 anos as máquinas sentirem e tiverem inteligência praticamente humana, nunca destruirão a civilização humana, apenas se o Homem assim o quiser, apenas se o Homem permitir que na máquina estejam sentimentos como os ódios, a vingança, a ganância, só se à máquina for permitido sequer "pensar" em violência, guerra e destruição... Se o Homem fizer isto será um mau Homem, sem valores, sem escrúpulos e um Homem assim conduzirá a sua espécie à extinção bem antes de criar a tal máquina Deus coloca o seu dedo e faz uma varredura na face da terra como o fez a milhares de anos atraz com a vinda do dilúvio. Será sempre o Homem, com ou sem máquina, a escolher o seu destino e a responsabilizar-se pelos seus bons e maus hábitos, nunca devemos culpar as máquinas por nada, porque somos nós seres humanos que as criamos e programamos e a "máquina" apenas seguirá o caminho que o Homem escolher.

Deus e a Família.

Uma das instituições mais antigas é o lar. A Família é de origem divina, e chega até nós com a fragrância do Jardim do Éden. Fatores para um Lar Feliz
Deus deseja que cada família alcance a verdadeira felicidade. A
Felicidade, paz e harmonia no lar, no entanto, não vêm por acaso. Há alguns princípios que devem ser observados por cada componente da
Família. Esses princípios são os pilares que sustentam uma família feliz.
A Herança do Senhor Deus dá aos pais o maior bem que eles podem almejar os filhos. E cabe aos pais orientá-los com ajuda das Escrituras.

O Horóscopo da Família.

Hoje se tornou moda consultar o horóscopo e a maioria das pessoas
Não sai de casa sem consultá-lo. Queremos aqui apresentar-lhe um
Horóscopo infalível, você pode consultá-lo todos os dias, pois suas previsões não falhas a Bíblia Sagrada, os apóstolos de Deus escrevera, e o que escreveram aconteceu,e o que ainda não aconteceu, tenha certeza que vai acontecer
Um Telefone para sua Família
Quantas famílias gostariam de possuir um telefone! Ele é, realmente
Um aparelho muito útil, porque através de uma linha telefônica
Podemos nos comunicar com o mundo! Gostaríamos de apresentar-lhe
Um telefone, que não custa nada, está sempre à disposição, sempre
Com a linha desimpedida e com ele podemos nos comunicar com o céu! O telefone é da empresa Bíblia.

UM LAR PERFEITO:

Todos continuam sonhando com um mundo melhor, com uma vida mais feliz, sem dor, sofrimentos ou decepções. Este lugar existe! Finalmente ali teremos um lar perfeito. O endereço está na bíblia leia se você tiver interesse de morar com sua família neste lugar (Eu não sou evangélico, bem que gostaria de ser a minha religião é a mesma de Jesus Cristo)

Escritor e Historiador
Antonio Monteiro da Silva

Quedas do Iguaçu 11 de Fevereiro de 2010

UM SINAL QUE DEIXOU MARCAS:
Acredite existem acontecimentos que ocorrem unicamente para ensinar a todos que possam com ele aprender qualquer coisa de útil para suas vidas, razão pela qual me proponho a contar esta história que aconteceu com várias famílias que gozavam de uma vida normal, tranqüila e feliz, dentro das regras de família normal. Fato este que me acompanhou, por muito tempo e que agora resolvi colocar no papel e divulgar com um intuito de ser analisando pelos leitores, o que é capaz de acontecer de um ato mal pensado e até às vezes mal calculado. Nunca me deixando esquecer coisas que nos são básicas para se viver o dia-a-dia com mais serenidade e sabedoria. Os personagens desta dramática história são fictícios, para não constranger a família que dilapidaram suscitaram uma vida que podia ter outro percurso sem deixar seqüelas.
Os personagens da nossa história são: Paulo filho de Atanásio e Gabriela, Sandra filha de Juvenal e Margarida. Paulo e Sandra ainda muitos jovens, casara-se, ele com dezesseis anos, ela com quatorze. Os jovens tiveram os primeiros contatos amorosos em uma danceteria nas baladas da noite, lugar de alaridos desapropriado para as suas faixas etárias. Esta historia, que apesar dos pesares é um grande divisor de águas, serve como alerta, mesmo não sendo os únicos que vivenciaram esta trajetória lamentável, outros surgiram, mas não tiveram a mesma coragem e ousadia em deixar essa historia dramática ser contada, para servir de exemplo. Para contar esta fregomática desastrosa história, até certas partes milagrosa, porem salvo seus descendentes seria catastrófico. Este acontecimento gira em torno de Paulo e Sandra amadurecidos pela vivência dos janeiros que lá se passaram, traz vivo na memória tudo o que aconteceu naquela noite de festa, misturado com prazer, aventura, mas temperado com uma doze de irresponsabilidade envolvendo pessoas numa trama, dilapidando quem não merecia entrar nesta trágica historia. Antes de contar esta história singela, mas de grande valia para o enriquecimento humano, segundo minha modesta opinião, gostaria de deixar bem claro que como eu sempre fui um homem de fé e sempre gostei de ter esse fato respeitado pelos meus semelhantes, sempre procuro respeitar a fé de todos os seres humano que cruza meu caminho. Então, eu não gostaria que a mensagem da minha história não fosse deturpada por discussões ideológicas a respeito das crenças individuais de cada um, que como afirmei respeito muito.
Em todos os cantos desse mundo de meu Deus, existem histórias que quando contadas servem para exemplo a milhares de pessoas, em se havendo em seus conteúdos a essência do nobre fazer, que quase sempre está associada ao se fazer de sua rotina um manual escrito
Muito embora estes fatos que agora vou narrar possam parecer meio estranhos, devo assegurar que realmente aconteceram e que sou testemunha disso, pois éramos todos amigos e convivíamos no mesmo bairro, cidade pequena onde todos se conhecem, se cumprimenta e participa de tudo em sociedade.
Esta história que eu vou narrar agora é mais uma das muitas que recolhi ao longo da vida no exercício de minha função.
Fatos a se considerar no cotidiano dos seres, e que por vezes assume características fantásticas, quando se tenta levar a vida cotidiana de maneira a desempenhar, suas funções da melhor maneira possível.
Obviamente, algumas pessoas irão pensar que até mesmo devido ao título esse texto seja mais uma daquelas histórias dramáticas e romanescas que se vê aos montes pela vida afora. Não lhes tiro o direito de pensar assim. Mas afirmo diante de Deus e de minha honra que os fatos são realmente verdadeiros com exceção de alguns tópicos para manter a ética histórica e preservar a integridade dos envolvidos nesta história. Paulo e Sandra na sua inocência, estimulados pelo fogo da juventude, sem calcular os ativos e nativos consumaram uma relação que posteriormente lhe dariam um filho. Já no ventre de Sandra o feto estava com seis meses de gestarão quando os pais foram avisados, os jovens não tinham outra saída a não ser esta que tomaram. O tempo passava e os problemas surgiam, cada dia era uma nova historia. Muita das historias envolvia não somente os jovens pais, mas também as avós, que não se conformariam com aquela situação duas crianças nas atitudes porem adolescentes freqüentando as escolas fundamentais, sem preparo escolar, sem uma profissão ou um trabalho fixo para garantir o sustento do lar, mesmo porque me interpretasse como radical nos assuntos aqui relacionado e comentado. Segundo as leis o jovem não pode ingressar no quadro trabalhista, porém frequentar locais não apropriados a sua idade isso sim, faltou leis mais severa. Os jovens passaram a viver juntos, marido e mulher.
Os pais dos recém casados porem não documentados eram pessoas simples, funcionários de uma empresa madeireira de grande porte de sua comunidade. As esposas trabalhavam em seus lares, enquanto seus cinco filhos saiam para estudar em companhia dos irmãos do marido de Sandra todos os envolvidos nesta historia moravam no mesmo bairro, por isto facilitou ainda mais o relacionamento de Paulo e Sandra, facilitando ainda mais o encontro amoroso entre eles. Sandra engravidou como já salientei anteriormente, com o estado de gestação adiantado os pais deram inicio no pré-natal importantíssimo para ter um acompanhamento no desenvolvimento do feto. O tempo corre rapidamente, aos pouco foi chegando a tão esperada hora do nascimento do filho, no dia esperado foram todos para os hospitais em apoio aos tão jovens pais e recepcionar o recém chegado neste mundo de nosso Deus. O médico levou a gestante para a sala de parto, aparentemente parecia tudo normal o médico agendou o caso para um parto normal, mas houve uma complicação e foi necessário fazer uma cesariana. Quando nasceu a criança foi uma alegria total aquele novo ser humano, respirava ar puro pela primeira vez, dava ponta pé inicial na bola placenteral, era o começo de uma competição de ataques e defesas e que só o gramado da vida separava da imensa torcida. Torcida preparada para aplaudir ou vaiar, e que multidão de torcedores aguardavam os melhores lances, mas para isso acontecer dependeria das melhores jogadas de seus companheiros. A vida é um jogo ganha quem jogar melhor, todos nascem preparados para competir, mas é preciso desenvolver e exercitar o organismo para serem vitorioso, alguns não chegam nem ao campo, se satisfaz nas arquibancadas em torcer e aplaudir os campeões.
Três dias de hospital e todos estavam em casa, não faltava gente para cuidar do recém nascido. Os avôs Atanásio e Juvenal, após o nascimento do neto conversavam muito sobre o futuro de seus filhos. Resolveram então em comum acordo com suas esposas a manter os filhos e neto, construíram uma pequena casa nos fundo do lote, da casa onde morava, de propriedade da empresa, morar junto com os pais não era possível, pouco cômodo e o casal exigia privacidade um cantinho só para eles.
O nenê foi batizado com o nome de Roque, sobre os cuidado dos pais a criança foi crescendo, e junto também a preocupação. O futuro do casal que nesta altura do campeonato já não andava muito bem, motivo pelo qual ninguém trabalhava, nem mesmo os compromissos da casa. Se não existissem as mães a casa criava bicho, como diz o ditado popular, os pais de Paulo e de Sandra não ganhavam muito, o que recebiam dava para manter a sua casa e as sobra isso quando sobrava compartilhavam com o casal. Paulo e Sandra pararam de estudar, dormiam até o meio dia só levantavam para comer e escutar radio. Sandra engravidou outra vez, nasceu mais um filho, agora do sexo feminino recebeu o nome Rute, A paciência dos pais e avós foi se esgotando, pois não havia colaboração do casal, até que chegou um dia que não deu mais, foi resolvido em comum acordo as avós ficavam com um filho do casal para criar e eles tinham que se virar em achar um lugar para morar, pois ali já não davam mais, as brigas eram constantes, por mais paciência que houvesse o limite tinha se esgotado.
Paulo e Sandra foram morar juntos com uns amigos, amigos estes não muito confiáveis. Não levou muito tempo se envolveram com o polícia suspeito de arrombamento em uma mercearia de propiedade do irmão de um vereador muito conceituado na cidade, na investigação foi descoberto o roubo, e todos foram presos por terem roubado e desacatado as autoridades, e ainda para complicar porte de arma. O pai de Paulo Sr. Atanásio quando soube da prisão de seu filho ficou muito aborrecido, assim não foram diferentes com Teófilo, os pais de Sandra. Atanásio e Teófilo enfrentavam os seus colegas de trabalho de cabeça baixa, envergonhados pelos atos de seus filhos. Os jovens causaram um grande constrangimento na família, família que tanto preservava o caráter e os bons costumes. Todo o dia a radio local enfatizava a notícia, dando repercurção nos quatro cantos do município e na região do oeste e sudoeste do Paraná o envolvimento de seus filhos em crimes. Pois todos ficaram sabendo pela imprensa falada e escrita. Seu Atanásio não conseguia trabalhar concentradamente visto que o trabalho que ele exercia no pé da fita, exigia dele muita atenção, os riscos de se acidentar nas lâminas cortantes da circular. O cuidado tinha que ser constante. Mas aconteceu o previsto, se a empresa se envolvesse através de sua assistente social e que tomasse conhecimento da situação psicológica dos funcionários, este acidente de trabalho não tinha acontecido. Perdeu o patrão, o empregado e o governo, sem falar dos danos morais e psicológico da família. A distração de Atanásio lhe custou a imputação da sua mão direita, destraido só pensava no filho preso se descuidou e perdeu aquele membro tão valioso e sagrado, foi com aquela mão que ele sustentou a sua família e afagou com carinho e orgulho o seu filho almejando um bom futuro, futuro este que o destino lhe traiu. Sr. Atanásio não sofria sozinho Teófilo e toda a família sofria muito, só de pensar que seus filhos estavam no fundo de uma cadeia no meio de bandidos perigosos com alguma exceção, é claro, filhos criados com carinho, pobres, mas com conforto familiar e material dentro de seus limites, porem nunca lhe faltou o pão e o remédio a escola e a igreja o carinho e o respeito, agora vivem num mundo avesso do que conheceram só quem passa por esta citação pode medir o pesos do sofrimento. Teófilo abatido e depressivo, tomando tranqüilizantes, se licenciou do trabalho por ordem médica, para ajudar a filha fez um acerto com a empresa para retirar seu fundo de garantia com o objetivo de auxiliar com advogado para relaxar a prisão da filha e do genro, o seu amigo Atanásio no momento devido o acidente que sofreu estava impossibilitado de ajudá-los.
Na época a caixa econômica estava instalada em outro município, uma cidade próxima da sua. Quando Sr. Teófilo se locomovia para receber o dinheiro, o ônibus que transportam os passageiros, e ele estava incluindo, sofreu um acidente no trevo de Laranjeiras do Sul. Duas pessoas morreram, e várias ficaram muito feridas, o Sr, Teófilo fraturou a bacia e teve que ser conduzido a Curitiba, a fratura exposta e em um lugar de difícil tratamento, somente especialista com muita esperiência e aparelhos tinham condições de corrigir aquela fratura. Foram longo tempo de idas e vindas. a sua parcial recuperação demorou uma eternidade. Sr. Teófilo requereu seu encostamento e ficou ganhando bem menos do que ganhava, pois tinha um salário complementar das horas extra, agora encostado perdeu aquele benefício. Tudo dava errado naquela família, quando se resolvia um problema surgia outro quando sanava aquele aparecia mais outro, o importante era que sempre se dava um jeito em sanar os problemas que surgia se não fosse às orações da família principalmente a persistência das avós muito daqueles atropelos poderia reverter em angustias desanimando até mesmo para continuar a viver. Paulo ficou preso um ano pelos crimes cometido, Sandra seis meses, quando Sandra saiu da cadeia teve muitas dificuldades para arrumar trabalho, mesmo porque não tinha uma profissão, a única oportunidade de trabalho era de doméstica, mas quando esbarrava nos antecedente ninguém lhe contratava, pelo fato de se tratar de uma ex detenta, e ainda para complicar de roubo. Hoje sabemos que a sociedade na maior parte é injusta não dão oportunidade de uma pessôa se recuperar de um erro cometido, por esta razão que os delinqüentes não se recuperam quando sai da prisão e acabam voltando novamente para a cadeia, o sistema carcerário do Brasil não recupera os que transgridem as leis, as pessoas também descriminam muito este universo de gente, por um lado tem que dar um voto de apoio aos que tem medo de contratar, devido o comportamento de alguns, mas não podemos generalizar, por tanto é realmente difícil a situação do ex prezidiário. Sandra foi vivendo aos trancos e barrancos, até que o seu marido Paulo saiu da cadeia e juntos voltaram a morar em um barraco cedido pela prefeitura. Os pais do casal muito discretamente ajudavam com alguns alimentos, até que em um determinado dia ambos combinaram de freqüentar uma igreja evangélica com o intuito de receber orientação para continuar a vida a dois e recuperar os filhos que estavam com os pais. Paulo e Sandra juntos se dirigiram a uma igreja e com fé pediram para Deus que lhe ajudasse a conseguir um trabalho e a confiança da família e dos amigos. Foi um pedido com fé e coração aberto. O tempo foi passando e nada de novidade. Sandra não agüentando aquela situação resolveu abandonar temporariamente Paulo e foi procurar um parente evangélico em outro município. E foi através dela que Sandra teve uma oportunidade de mostrar realmente que estava mudada, Sandra durante todo o tempo que trabalhou de doméstica com o parente fez de tudo para ganhar a confiança da patroa. Paulo desprezado pela sua esposa resolveu ir para Mato Grosso trabalhar de borracheiro com uma pessôa que ele conheceu também na igreja. Paulo e Sandra morando em lugares bem distantes um de outro, longe de seus pais dos filhos, levavam uma vida até certo ponto desolados, mas comparando com a vida que tinham quando presos aquilo era um paraíso. Paulo não demorou muito para entender tudo o que se deve saber para ser um bom borracheiro, se dedicava de corpo e alma no trabalho, fazia plantão todas as noites na borracharia o seu patrão tinha pelo Paulo uma grande consideração pela sua honestidade, o seu sonho, era construir uma casinha encima de um terreno que ele ainda estava pagando e depois de ter o seu próprio cantinho, a sua intenção era ir a procura de sua esposa Sandra e tentar reconquistá-la, a sua preocupação e isto não saía de sua cabeça, era será que ela já me esqueceu, será que ela já arrumou outra pessôa e colocou no meu lugar, Paulo confiava na palavras de sua esposa, quando se despediram ela com os seus olhos cheio de lágrima prometeu a seu marido Paulo que ia esperar por ele levasse o tempo que fosse, isso confortava Paulo e lhe dava esperança de trabalhar mais ainda e sonhar que um dia o sol brilharia novamente em seu coração, tendo consigo a mulher que ele tanto amou, e por ironia do destino e as má companhia regado com inocência e criancice mancharam as trilhas do bom viver restando somente uma esperança de que Deus possa devolvê-lo o que perdeu. O esforço e a fé de vencer eram tanto que mesmo sofrendo o rigor de um trabalho pesado que os borracheiros enfrentam Paulo, era muito feliz, só não tinha a felicidade completa porque a dor de deixar os seus pais sem comunicação principalmente a sua mãe que recebeu tanto carinho e devolveu a ela aborrecimento. O tempo corria notícia da família não tinham mesmo com toda a comunicação eles na verdade preferiu não saber nada sobre eles um pouco por decepção outro tanto porque preferiram morrer na ignorância, a saber, a verdade, mas sempre em mente de um dia recuperar tudo o que perderam inclusive o respeito e a confiança dos pais. Em uma noite chuvosa o relógio apontava três horas da madrugada. Paulo foi acordado pelo som de uma buzina, como um bom vigilante plantonista levantou-se rapidamente e foi atender o freguês, o acreditava que se tratasse de um daqueles fazendeiros com um pneu estourado, era normal isto acontecer, as fazendas normalmente oferecem muitos tocos e obstáculos causando grandes estragos não só nos pneus, mas entortando rodas e quebrando ponta de eixo. Mas para sua surpresa a pessoa que se apresentou a ele ao descer de uma camioneta, era uma pessoa que ele conheceu no período que Paulo estava preso, Paulo não foi reconhecido pelos viajantes. O que Paulo não esperava foi o tipo de serviço que os viajantes queriam que ele fizesse. Sobre a mira de um revólver os forasteiros fora da lei exigiam que Paulo desmontasse um pneu de sua viatura e colocasse uma grande quantidade de cocaína entre o pneu e a câmara, Paulo se negou a fazer tal procedimento foi quando se viu ameaçado com armas a fazer o trabalho, para não morrer Paulo deu inicio na camuflagem. Antes eu havia falado que chovia, e graças a quela chuva acompanhado de relâmpagos um raio se dirigiu próximo a borracharia causando um grande estrondo, Paulo aproveitou a distração dos marginais e se prendeu em uma fuga cortando um matagal em direção de um lugar que pode ficar escondido. Ao amanhecer o dia Paulo foi até seu patrão e comentou o acontecimento, onde Paulo foi elogiado pelo patrão, reservando os cuidados de uma volta dos traficantes. Para tranqüilidade de Paulo foram presos no dia seguinte. Vinte anos se passaram os pais de Paulo e de Sandra já não existia mais com a idade avançada a morte as levaram. Os filhos do casal nesta altura já contavam com vinte e cinco anos coincidência ou não os seus filhos se tornaram membros de uma igreja evangélica, à mesma que seus pais freqüentavam. A preferência desta casa de Deus foi porque foi nesta igreja que deram apoio aos seus pais quando saíram da cadeia e o gosto foi tanto que resolveram serem membros ativos praticantes e divulgadores da Bíblia para o povo. Por preconceito ou comodismo passaram todo o tempo tanto os filhos quanto os pais não sabiam onde moravam. Em uma cidade próxima morava Paulo, em certa ocasião foi organizado um encontro nacional dos evangélicos da igreja que Paulo freqüentava com sua esposa, e Paulo também era um dos milhares que ali compareceram. No desenrolar da programação todos os momentos os pastores anunciavam que no encerramento daquela assembléia Deus ia dar um sinal para todos de sua existência e que o sinal seria interpretado segundo a fé de cada crente. Paulo com a sua Bíblia sempre aberta aguardava o sinal de Deus assim como a maioria dos que ali se encontrava. Chegando à hora do encerramento do encontro foi anunciado a ultima palestra de um casal membro da igreja que iam fazer uma revelação pública o porquê que aderiram esta religião e pela qual iam se batizar. Quando anunciaram o casal, Paulo notou que o casal tinha nomes de seus filhos distantes e sem notícia a quase vinte e cinco anos, e para a sua surpresa através de seus depoimentos tinha tudo haver com eles, era os seus próprios filhos que estavam ali, dando uma palestra sobre o apoio que os pais, a sociedade e as autoridades têm que dar aos que comete alguma falha e querem se regenerar, caso não aja este apoio estamos empurrando novamente para o crime e afastando das graças de Deus. O casal de evangélicos narrou o que aconteceu com seus pais e que tinha perdido para sempre neste mundo de perdição. Paulo com os olhos cheio de lágrimas aos gritos aclamava pelos seus filhos, pedindo perdão enquanto se jogava em seus braços com as suas pernas trêmulas. Deus uniu novamente a família através de um encontro cristão, e unido foram ao encontro de sua mãe que havia ficado na cidade cuidando da casa enquanto os seus patrões participavam também do encontro de evangélicos. Foi o grande sinal que Deus reservou para oferecer aos fieis reunidos naquele estádio em seu nome. Se vocês acham que as surpresas terminaram se enganaram, os irmãos da fé formaram um grupo de cantores de hino da igreja e entre vozes choros e rizos homenagearam aquele tão lindo encontro de pai e filhos, e o casal de evangélicos que acolheu a Sandra em sua casa em uma cidade não muito longe dali, telefonou para Sandra que preparasse um grande jantar, pois iam com eles uns amigos fazer companhia no jantar, sigilosamente os irmãos ajudaram a preparar a grande surpresa do encontro de pai, mãe e os dois filhos que a muitos anos não se viam. Ao chegar à vizinhas cidade Sandra estava com tudo arrumado para receber os convidados de seus patrões, e numa gentileza que era peculiar a Sandra os visitantes foram muito bem recebidos pela aquela senhora que não mais do que seu marido e seus filhos, no momento nem um deles se reconheceram pois já tinham passado vinte e cinco anos e a mudança era grande fisicamente, pois todos eram muito jovens quando separaram. O casal anfriteão depois de terem jantados pediram a palavra e anunciaram o grau de parentesco entre eles, a surpresa foi tanto que não é possível descrever as emoções e o clima de contentamento daquela família tão desamparada e agora unidas pela fé e pelos laços familiares. A partir daquela noite o sol com seus raios luminosos clarearam uma parte de suas vidas que permanecia escura sem luz e sem vida. Felizes ficariam seus pais se estivessem vivos em saber que apesar de todo o sofrimento houve um desfecho compensativo aos olhos de Deus.
Esta historia só foi possível contar por que houve a colaboração de Paulo e Sandra que hoje formam uma família feliz, a serviço de Deus.
Historiador: Antonio Monteiro
Uma historia composta de 14.304 (letras)
Clevelândia 28 de fevereiro de 2010.


Certo dia, estávamos em casa, quando repentinamente um dos meus filhos, o Junkmar sentiu uma forte dor de cabeça. Zelinda colocou-o na cama e deu-lhe um comprimido para dor. Ficamos tranqüilos, pois pensávamos que se tratasse de uma gripe, mas as dores foram aumentando e duas horas mais tarde o levamos para o hospital, onde o médico resolveu interná-lo. Mas ele continuava com dores muito fortes, apesar da medicação e depois de dois dias não havia dado sinal de melhora. O médico então resolveu transferi-lo para Cascavel. Foi levado pela ambulância do município e Nízio, o motorista da ambulância, corria muito, pois o caso era grave.
Ao chegar ao hospital meu filho foi levado para uma sala. Entramos juntos eu, a Zelinda e o motorista da ambulância. Ao retirar o líquido da espinha do meu filho para fazer o exame, o médico já percebeu que o caso era muito grave. O médico nos olhou e na frente mesmo do Junkmar nos disse que haveria uma chance em cem de ele salvar-se. Meu filho inteligente e corajoso foi muito forte e entendeu a gravidade do caso, pois tinha dezessete anos na época.
O médico chegou a dizer para o motorista da ambulância que ele podia voltar para casa e avisar aos familiares que estava tudo perdido. Ele voltou e nós ficamos com o nosso filho no hospital.
Avisamos nossa filha Lara que trabalhava no Rio Grande do Sul e ela sabendo do caso deixou o emprego veio de lá para nos dar apoio e cuidar do irmão.
Passaram-se três dias e nada de meu filho melhorar. Os meus amigos e os amigos de meu filho desencadearam uma campanha para fazer uma corrente de oração para salvar meu filho.
No dia da corrente de oração, engajou-se na campanha pela saúde de meu filho, muita s pessoa amigas na corrente de oração. Na hora da oração, eu, a Zelinda e a Lara demos as mãos ao Junkmar e oramos juntos com todo o fervor. Junkmar segurava em nossas mãos tão forte que parecia que aquela força não era dele, pois estava muito fraco para tanta energia.
As orações foram tão cheias de fé que Deus as ouviu e não deixou meu filho morrer. A cada hora depois das orações era visível a melhora e até os médicos ficaram admirados. Após quarenta e oito horas ele deu alta, fora de perigo.
Como foi tudo particular no hospital, ao acertar a conta eu solicitei ao médico uns trinta dias de prazo para pagar. A única saída seria vender a casa que tínhamos levado vinte e cinco anos para conseguir. Cada prego ou sarrafo ali posto custou muito trabalho, mas para pagar a conta que valeu a vida de meu filho, não nos importaríamos de nos desfazer da casa, pois a vida dele não tem preço. Quando chegamos em casa com o nosso filho são e salvo, depois de Ter sofrido o ataque de uma violenta bactéria que lhe causou uma meningite fulminante e sem Ter ficado seqüelas eu só tinha que agradecer a Deus por tudo e foi agradecido e não pesaroso que eu coloquei a placa de VENDE_SE ESTA CASA. O preço da casa era justamente o valor da dívida no hospital que hoje seria uns quinze mil reais.
Um belo dia recebi a visita de uma equipe de professores chefiada pela professora Marilene, esposa de meu amigo Milton Rupp. Eles queriam saber o porquê, da venda da casa e quando falei que era para pagar o hospital uma das professoras levantou-se foi ao jardim onde estava a placa, arrancou-a de lá e me disse que iria levar a placa e se fosse preciso ela voltaria para colocar a placa no mesmo lugar. O prazo para pagar o hospital já estava se esgotando e eu não havia conseguido o dinheiro ainda, e estava muito preocupado. E também não dava para sair de casa para tentar fazer negócio com a casa, pois tínhamos que aplicar uma injeção no Junkmar de duas em duas horas e o cuidado com ele era constante.
Mas no dia em que teríamos que pagar o hospital, para minha surpresa, os professores voltaram à minha casa e me entregaram um cheque no valor da dívida. Haviam feito uma campanha e arrecadaram o dinheiro, salvaram minha casa e me deram condição de poder continuar morando debaixo de nosso próprio teto. Mais uma vez, eu agradeço a Deus, pois acho que faço muito pouco para merecer tanto.
Estudando a Bíblia eu me deparei com uma história que me fez refletir, e logo me veio na memória o que aconteceu com o meu filho Junkimar.A história é a seguinte.
Vou começar com uma viagem que aconteceu com Jesus que se despede da multidão e vai até a cidade de Kantáara, ali ele cura um ademonhado e volta, por aonde Jesus ia multidões lhe acompanhava, e certo dia quando Jesus chegou e uma praia, estava aquela grande multidão para receber Jesus. Até hoje é assim, você pode ver nas igrejas multidões vão ali para se encontrar com Jesus, o que atrai estas multidões? A mesma coisa que atraia na época. Hoje você vê as grandes multidões irem ás igrejas, para buscar coisa simples coisa materiais com raríssimas exceções e claro, tem pesso que vão atraz de prosperidades, dinheiro, empregos, conflitos familiares.
Jesus chega ali na praia a multidão lhe espera, Jesus mal pode caminhar. De repente chega o nosso personagem principal, o nome dele é Jairo, Jairo, Jairo é príncipe da Sinagoga. Um homem respeitado sobre sua liderança, alem de muitas outras coisas ele determinava quem na Sinagoga, deveria Falar, ler algumas coisas quem deveria orar. Era muito respeitado altivo. Quando ele se aproxima a multidão se afasta, Quando alguém se aproximava de Jesus era para criticá-lo, era para tentar encontrar nele algum erro, alguma mancha alguma coisa que pudesse condená-lo. Abram a Bíblia em Marcos Capítulo 5 Vers. 21 á 24. Aqui diz o seguinte. Tendo Jesus voltado do barco para outro lado afluiu para ele grande multidão e ele estava junto do mar, eis que chegaram até ele uns dos principais da Sinagoga, chamado Jairo, e vendo postou-se aos seus pés, e incistentemente ele disse. Mestre rogo-te minha filha está a morte, vem e ponha as mãos sobre ela, para que ela seja salva, e viverá. E Jesus foi com ele. Foi feliz a atitude de Jairo como maioral se jogou aos pés de Jesus e fez um pedido um rogo. É que Jairo tinha um problema, ele tinha tudo, alta posição dinheiro, mas para ele faltava o mais importante, a saúde de sua filha. Nada é importante na vida quando alguém na família esta doente principalmente um filho, quem tem um filho doente ou com problema sério sabe o que eu estou falando. Existem pessoas que gastam toda a sua fortuna por causa de um familiar que está doente, gastam com médico, gastam com remédios com exames, mas Jairo não tinha problema financeiro tinha muito dinheiro, mas não sorte nada faltava, a sua filha na beira da morte, uma menina de 12 anos, linda criada pelos pais com muito amor, tinha tudo o que queria. Jairo não vê outra saída embora tenha um cargo importante, vai até Jesus se joga aos pés dele e roga. Esta súplica de Jairo é muito importante, ele diz rogo-te venhas comigo e impunha as mãos sobre a minha filha e ela seja salva, então ela vai ser curada. Este é o tamanho da fé. Jesus na mesma hora atende ao pedido de Jairo, e vai com ele, mas vai como, no meio da multidão? Sendo pressionado, empurrado, espremido de vagarinho. Você sabe como é triste cuando você tem pressa e o trânsito esta engarrafado, mas era mais difícil, Jesus não só simplesmente pressionado, pela multidão o Verço diz aqui? Grande multidão seguia comprimindo, e Jesus dava atenção ás pessoas, abençoavam um e outro, não deixavam niguém passarem despercebidos. Jairo ficava desesperado, quando de repente Jesus falou. Alguém tocou em mim, Jairo olhou para os lados, e não viu nada a multidão estavam em volta de Jesus e do príncipe de Sinagoga, e Jesus dizia alguém tocou em mim, no meio de uma multidão que a comprimia paresse tolice. Às vezes você já não pensou assim, mas, mas Deus em pleno século 21dizer que o nome de Deus é Jeová, e que não podemos comer carne de porco, devemos guardar o sábado o sangue é uma coisa sagrada não pode ser usado como rémédio, não podemos fazer sexo com minha namorada. É que Deu Jeová sempre tem um objetivo para alguma coisa. Mas Jesus disse no meio daquela multidão quando andava com Jairo, alguém tocou em mim eu senti que de mim saiu um poder. Aqui está o segundo personagem desta históia. Uma mulher diferente, parecida com a filha de Jairo, a filha de Jairo tinha 12 anos e mulher já fazia 12 anos que sofria de uma doença muito grave, uma hemorragia ela era totalmente alienada do povo e por esta doença ela era considerada imuna todos que tocasse nela se tornaria tabem imuna, essa mulher levava uma vida difícil, porque ela era proibida de ter relações cexuais ela era proibida de ter marido e se tivesse ter tido um marido algum dia, conseteza tinha sido separado. Mulher sem família, sem amigos, sem religião, uma mulher totalmente só. Ela tocou em Deus, na maneira diferente. Ali estava duas histórias diferentes duas pessoas tão parecidas, e tão diferentes. De um lado uma menina com família, animada, respeitada uma menina rica, filha de alguém importante. Do outro lado uma mulher alienada, odiada por tudo o mundo sem família totalmente só, pobre, ela tinha gastado todo o seu dinheiro com a doença, mas nada adiantou. Entretanto as duas tinham em comum algo muito importante elas estavam além daquilo que o ser humano pode fazer. Você já se sentiu assim além do que o ser humano pode fazer? Já olhou para todos os lados e não encontrou saída, já pesou encontrar alívio em algo em alguém em alguma coisa, mas viu que a sua luta foi simplesmente privada. A mulher pensou nela quando se aproximou de Jesus, foi de serta forma egoísta, ela não podia segundo as leis tocar em outra pessoa, mas ela tocou em Jesus porque ela queria a benção pensou nela. Tanto Jairo quanto ela se aproximaram de Jesus por um motivo muito particular por causa deles mesmo, do seu bem estar. Nós tabem se aproximamos dele para receber uma benção, muitas vezes vamos assim contrário a Lei de Deus do jeito que nós estamos. Mas Jesus nós aceitam mesmo assim, é como aquela mulher não podemos pensar eu estou impuro não posso me aproximar não devo, mas Jesus aceita mesmo assim, quer o seu toque. Jesus a caminho na multidão ele é interrompido por um mensageiro que vinha da casa de Jairo, o mensageiro falou Senhor a menina já está morta não precisa levar o mestre Jesus deiche que ele vá não adianta mais. Dá para perceber o que aconteceu no coração de Jairo, da pra imaginar o que é sentir um pai perder um filho naquelas circunstâncias. Dá para imaginar na tua família de uma pessoa que já se foi e que você amava muito, você sabem como é triste sentir a dor da perca. Jesus olhou para Jairo e disse, não pensse cream e só. É assim quando a esperança já se foi, quando Deus Jeová paresse que atrazou no seu pedido quando Deus paresse que falhou quando tudo que paresse perdido não temas cream em Deus quando você já desistiu de você mesmo não temas crê. Jairo continuo caminhando com Jesus, chegaram a casa a sena era horrível. Ao Ler esta história eu lembrei da Minha mãe quando faleceu, quando recebi a notícia que a minha mãe tinha morrido eu fiquei muito triste, logo enceguida juntamente com os famíliares fomos ver ela pela última vês a minha mãe em um caixão, é terrível agente ver uma pessoa querida deitada em um caixão, aquela pessoa tão querida ali, ali sem vida. Uma sobrinha minha Simoni Valcanaia correu ela abraçava, beijava chorava, e conversava com ela como ela estivesse viva, a minha irmã que é mãe da Simone pegou no ombro dela e Simone falou mãe não se preocupe, eu estou bem, eu preciso me despedir dela eu quero me despedi, ela fez muito por mim tenho que agradecê-la. Quando Jesus chegou á casa de Jairo ali estava já a cerimônia fúnebre armada a choradeira os tocadores de extrumentos, Jesus olhou para tudo aquilo e aquilo mecheu com ele e Jesus falou porque vocês estão fazendo isso, a menina está simplesmente dormindo. É assim que Jesus trata a morte, se Jesus trata a morte assim, que dirá os outros problemas deles não são nada para Jesus, a menina simplesmente dormia, Jesus chegou ao quarto centou-se na cama e disse palavras famíliares, Talita ta na hora de acordar e a menina abriu os olhos, como um tremor passou no corpo de Jesus, sabe aquele tremor que as pessoas dizem ha que tremor estranho acho que a morte passou perto, com Jesus é diferente como um tremor estranho passa pelo corpo, a vida esta tomando conta de você. Jesus quer fazer isso com você, você se sente morto você se sente sem solução, você acha que a sua vida já se foi, já se sente com todas as suas chances esgotadas. Ele olha pra você e diz, acorde está na hora de se levantar, tem que ser hoje, Jesus é capaz de resssuscitar mortes ele é capaz de ressuscitar a sua vida. Abaixe a cabeça e fassa uma oração que Jesus te atende talvez não naquele momento, porque está faltando a tua fé, mas ele sabe a hora.

VIDAS DESMANTELADAS:
Como verdadeiros e sinceros buscadores da verdade que pretendemos ser, fomos pesquisar na tentativa de elucidar ou pelo menos ativar discussões comportamentais envolvem os seres humanos, independentemente da época que viveu, evidenciando ainda mais o que o mestre Jesus Cristo filho de Deus que ditou a Bíblia e o historiador Jesus Cristo: Muitas coisas para muitas pessoas Jesus Cristo têm sido chamadas de muitas coisas por muitas pessoas, incluindo um grande homem, um grande mestre e um grande profeta. Não há um estudioso legítimo de hoje que negue que Jesus é uma figura histórica viveu cerca de 2000 anos atrás, que Ele fez obras maravilhosas e atos de caridade e que ele morreu uma terrível morte na cruz romana perto de Jerusalém. A única disputa é se Cristo era o Deus encarnado que ressuscitou dos mortos três dias depois da Sua crucificação. Essas perguntas são pertinentes ao registro histórico que pode ser seriamente descoberto e testado. Jesus nos disse quem era sem ter poupado palavras: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6). Jesus Cristo: Ele é O Caminho
Jesus declarou: “Eu sou o caminho“,mas é bem claro que nem todo mundo acredita nele. De que temos tanto receio? A evidência sobre Jesus e Suas grandes obras são bem documentadas dentro e fora da Bíblia. A evidência da Sua crucificação na cruz, do túmulo vazio três dias depois e de Suas aparições a mais de 500 testemunhas oculares depois de sua ressurreição não podem ser ignoradas. Jesus realizou mais de 300 profecias messiânicas escritas no Velho Testamento. Com o descobrimento dos Pergaminhos do Mar Morto e da confiabilidade da versão do Velho Testamento da Septuaginta, ambos os quais já existiam antes de Jesus vir à terra, você pode ter certeza de que essas profecias não fazem parte de uma “conspiração”. Elas realmente foram realizadas pelo Messias, Jesus Cristo.
Na verdade, se você observar as pesquisas, a maioria das pessoas não tem qualquer receio de Jesus. Eles têm receio dos Cristãos. Observe a forma em que muitos cristãos agem, e não podemos culpá-los por ter medo. Rituais secretos, pregadores exibicionistas, dinheiro, poder, hipocrisia – será que isso representa um retrato real de quem Jesus realmente é, e quem Ele quer que sejamos? Não. No entanto, Jesus não pediu que seguíssemos aos homens ou a uma religião, Ele nos pediu que seguíssemos a Ele. Jesus Cristo: Ele é a Verdade Jesus Cristo declarou: “Eu sou a Verdade“, mas é bem claro que cada um de nós criou a nossa própria definição do que a verdade é. Relativismo moral e pluralismo religioso penetraram a nossa cultura. A verdade é redefinida diariamente. No entanto, Jesus, através de Sua Palavra – A Bíblia – nos deu verdade absoluta. Com a evidência arqueológica, histórica e dos manuscritos que temos hoje, há menos motivo para negar a origem da Bíblia e sua autenticidade divina do que negar a legitimidade das obras de Homero, Platão e Aristóteles. E o que pensar sobre a sua própria procura da verdade? É uma prioridade em sua vida? Como você pode descobrir a verdade de Cristo? Ele nos diz em Mateus 7:7: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á“.
Jesus Cristo: Ele é a Vida Em Filipenses 3:8, Paulo disse que tudo nessa vida perde valor quando comparado ao ganho precioso de conhecer a Cristo. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna“ (João 3: 16). Jesus Cristo: Ele é quem Ele disse que era Jesus Cristo disse que Ele era o único caminho. Jesus é o Único. Ele ou estava dizendo a verdade, ou Ele era um lunático, ou Ele era um mentiroso. No entanto, já que todo mundo acredita que Jesus era um “bom homem“, como então Ele poderia ser bom e maluco ou bom e mentiroso ao mesmo tempo? Há apenas uma alternativa lógica e consistente – Ele tinha que estar dizendo a verdade. Jesus é quem Ele disse que era – Ele é o único caminho a Deus!

CHARLES DARWIN:
(A Origem das Espécies)
A os Leitores.
Decorridos quase dois séculos desde a primeira vez que esta obra foi publicada, ela continua sólida e robusta como uma montanha. E é isso que ela é: uma das montanhas mais altas que se ergueram na história da investigação científica do mundo em que
Vivemos, assim como é o seu próprio autor, o inglês Charles Darwin Não se trata de uma obra surgida ao acaso, ao sabor da especulação filosófica, do pensamento mágico. Ela é o resultado de toda uma vida dedicada ao esforço humano de entender o funcionamento da Natureza com base nos fatos e evidências apresentados pela própria Natureza. Darwin reúne aqui o resultado do seu trabalho pessoal de muitas décadas, viajando incansavelmente pelos lugares mais recônditos do planeta em que vivemos, observando, medindo, testando, analisando e sintetizando coisas, até o momento em que se sentiu capacitado a concluir sua teoria de evolução das espécies. Apesar de solidamente ancorado em fatos e análises suas e de seus contemporâneos mais ilustres, desde a sua primeira edição esta obra tem sido vítima de desmoralização pública e difamação por parte daqueles que, de tão pequenos e insignificantes, se julgam acima das evidências dos fatos e evidências do mundo real.
Darwin escreveu ou inspiraram outros a escreverem.
Esta introdução um pouco extensa, foi para o leitor se situar na intenção fundamental da historia que vou escrever. Todas as historias, crônicas fatos, e lendas, tenho como hábito de só escrever o que o povo conta, sempre baseado em fatos verídicos ocorrido com pessoas normalmente de minha mais alta estima e consideração, com raríssimas exceções seja bem entendido, como esta que relato nesta fantástica e comovente historia, pois me foi enviado em rascunho pelo correio de um portador desconhecido.
Ricardo o filho mais novo do casal Horácio e Izabel, moravam os três, em uma grande casa de estilo colonial que herdou de seus pais, Horacio era filho único. Horácio e Izabel eram pais de três filhos, só Ricardinho morava com o eles os outros eram casados e moravam em outra cidade bem próxima deles Os filhos constituíram famílias e todos eram funcionários de uma empresa de pasta mecânica na região. Horacio e Izabel, depois de muitos anos de trabalho se aposentaram, ele era funcionário de uma olaria, Izabel costureira. Os filhos casados se profissionalizaram e tão logo terem recebido o certificado da profição entram no mercado de trabalho, as esposas com o intuito de construir o seu patrimônio não foram diferentes.Devido à carência de carinho dos filhos, os casais Horácio e Izabel investiram tudo o que podia naquele filho caçula tinha uma grande confiança nele, Ricardinho assim chamado carinhosamente pelos pais, tinha de tudo, coisa que os outros irmãos não usufruíram. O trabalho de casa era feito por uma empregada doméstica Izabel, chegava muito cansada no trabalho não tinha disposição para o trabalho da casa por esta razão o contrato da funcionária Ivone.
O comportamento de Ricardinho não era dos melhores passava a maioria do tempo navegando na internet, mordomia total, já com seus 15 anos não tinha ainda concluído o primeiro grau escolar, gazeava as aulas e tinha um péssimo comportamento na escola.
Os pais de Ricardinho já com a sua idade avançada e desatualizada da vida moderna, e o tempo que dispunham era dedicado ao trabalho e as atividades domésticas nos fins de semana. Com isso Ricardinho usava e abusava da liberdade ficando horas da madrugada na internet navegando nos espaço não muito recomendado para jovens de sua idade, e se comunicando pelo Iogurte e MSN com todos os tipos de pessoas. À noite, virava as madrugadas na internet, exigia privacidade em seu quarto, não permitia que ninguém entrasse nele. Os pais nunca sabiam os programas que ele navegava.
Ricardinho tinha uma vida muito boa, era tratado pelos pais como um verdadeiro príncipe, tudo que um menino rico usufruía Ricardinho também se beneficiava, guardada a devida proporção evidente.
Todos os dias o carteiro, retirava da sua sacola maltratada pela intempérie, várias correspondências, que costumeiramente era postado para àquele endereço. Mal sabia ele Ricardinho que, em uma daquelas correspondências ali contida, mudaria de forma substancial, a vida dele, provocando um dos maiores aborrecimento e desabores que os pais não merecem esperar de seus filhos.
Algumas cartas eram escritas em espanhol ou em Inglês, precavido os malandros se as correspondências caíssem em mãos errada dificultaria o entendimento, Ricardinho se especializou nessas línguas com o intuito de aplicar estes conhecimentos na malandragem. Ricardinho gostava de escrever crônicas para um jornal de sua cidade, tinha muita habilidade em formular textos os leitores admiravam a riqueza dos conteúdos apesar da pouca escolaridade e da sua juventude. Ricardo infelizmente, com a idade precoce de quinze anos, motivado por filmes assistido na televisão escrevia textos para o jornal matérias que chamava atenção da população, mensagens diabólicas com certo grau de crueldade, mas que no final tinha um final feliz exemplar e por incrível que possa parecer tinha muitos que gostavam.
Ricardo criou uma comunidade no Orkut e o relacionamento entre os participantes era sobre assuntos dos mais suspeitos, esquematizavam movimentos diabólicos exclusivamente para traficar objeto clandestino, margeando as leis.
Não bastando isso, perde a mãe, sofrida, aborrecida depressiva, foi ao suicídio, há quem diga que a causa da morte de sua mãe foi o mau comportamento de Ricardinho. Depois de quatro anos, seu pai vende a casa para investir no filho em uma viagem para o s Estados Unidos, sonhando o pai que o seu filho estava realmente se educando na ária que ele escolheu guia turísticos de estrangeiros por todas as regiões do mundo. O pai de Ricardinho passou a morar em casa alugada, sem apoio dos outros filhos, que se afastaram devido a preferência abusiva ao caçula, sendo que os própios pais colaboraram na delinqüência dando apoio e mordomia dezageradamente se deixando se levar pela lábia habilidosa do filho. Ricardinho se ausentou do pai por muito tempo, já tinha passado cinco anos que o Sr, Horácio não tinha informação de seu filho, sofria muito com esta ausência do menino não tão menino até os seus documentos ele conseguiu com auxilio de seus capangas ele alterou para se tornar de maior idade sendo assim viajaria sem ser incomodado. Depois de um período de sofrimento Horácio pai de Rcardinho, finalmente adquire outra casa cedida pela prefeitura a casa tinha três peças quatro vezes menores da sua casa anterior. O Horácio já com a saúde comprometida se debilitou ainda mais, pelo abandono dos filhos, fazendo com que praticamente se isolasse do mundo exterior.
Roberto viveu em um lar agradável, localizada em uma pequena cidade do interior do Paraná propiciavam-lhe tempo de sobra para se dedicar e escrever crônicas Possuidor de vasta cultura, proveniente dos inúmeros livros que lera, e, logicamente, dos intelectuais, com preferência nas literaturas policiais e espionagem. Ricardo e seu melhor amigo Jonas adepto aos mesmos gosto e costumes, pela sua versatilidade, cultura e boa aparência, extrapolava dos seus limites, participando ativamente do mundo virtual, esquematizando planos somente com a finalidade transviada.
Numa determinada etapa da sua vida, Roberto, provou a maldita maconha pela primeira vez, e gostou e não demorou partiu para outras drogas mais pesada, entorpecentes cedidos gratuitamente pelos seus amigos que lhe encaminha pelo correio. Em um determinado tempo sentiu-se momentaneamente desorientado, procurando achar um novo oriente para a sua vida,
Passaram a traficar drogas até que Ricardinho e todos os seus parceiros fora prezos e condenado a vinte anos de cadeia, o pai de Ricardinho não agüentado ver o seu filho na cadeia enfartou e morreu.
O tempo corria os anos passavam Ricardinho enquanto prezo teve tempo para meditar, e analisar o quanto mal ele cometeu. Matou o seu pai na mais triste judiação, isolou seus irmãos, rompeu com a sociedade, feriu as leis de Deus, sendo que podia ter aproveitado as oportunidades que teve de ser alguém como é seus irmãos, agora só o que resta e esperar o tempo passar e a pena comprir, e tentar refazer a sua vida.
Foi nesse ambiente de transformação, provavelmente vulnerável, que pela primeira vez leu a Bíblia, presente de um evangélico.
Seduzido de forma irremediável pelos escritos, exatamente ele que se julgava um intransponível nos caprichos do saber, percebeu de forma arrebatadora que sucumbira aos livros até então lido por ele. Perdidamente pelo espírito e inteligência daquele livro Sagrado.
Consciente do fato, de uma forma arrebatadora, pegando na caneta, alinhavou com certeza uma das mais celebres confissões de um homem desviado de que se têm conhecimento:
Naquele dia de 2010, extremamente frio, posicionada em sua cela em companhia de outra condenada lia concentradamente o seu livro favorito, entre um suspiro e outro se lembrava da sala grande da casa que morava confortadamente com seus pais já acostumados a receber um volume considerável de correspondência, Ricardo mudou de uma forma abrupta o seu já tradicional comportamento; quando uma carta mais ousada insinuava algo que saísse do essencialmente restrito. .
Num procedimento inusitado, depois de abrir e conferir as correspondências, num gesto áspero, separou uma delas bruscamente que parecia ter arrebatado àquele sofrido coração, cujos dizeres ficaram arraigados para sempre: Na carta estava escrito os seguintes dizeres, Deus criou os vermes e vitamina.
Verme é você um ser que suga o sangue levando o indivíduo até a morte como fez com seus pais.
Doenças Causadas por Vermes
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Assina: Anônimo.

Ricardinho ficou arrasado ao ler aquela carta sem remetente, o verme era ele, foi assim que ele se comparou, já com seus vinte e cinco anos destes cinco anos de cadeia. Uma ocasião recebeu a vista de um evangélico, pregando a palavra de Deus, e ganhou do pastor uma Bíblia. Na prisão tem pouca coisa para fazer, a título de curiosidade Ricardinho resolveu ler o livro Sagrado. O que Ricardinho não esperava que este livro fosse lhe ensinar tanta coisa importante.
O que mais chamou sua atenção foi à disciplina que a Bíblia lhe causou, leu e releu o Livro sagrado, depois de analisar com sentimento do fundo de sua alma resolveu mudar a sua vida, procurou uns detentos, colegas do presídio, e se dedicou em artesanatos, foi com esta profissão que ao sair do presídio ele começou seu próprio negócio. Hoje Ricardinho é o exemplo de cidadão, considerado por todos principalmente pelos parentes.Tudo na vida depende de nós, útil ou inútil você faz a escolha, e Deus está sempre perto de nós, só precisamos fazer a nossa parte. Foi por isso que Deus nos deu a inteligência para ser usada do jeito que enquadra conosco com a nossa personalidade. Nunca e tarde para começar um bom viver. Nem tudo se perde se há no coração bondade e arrependimento de coração das maldades cometidas, Ricardinho se socializou e deixou para traz tudo oque fez de errado nasceu de novo o homem de antigamente ficou no fundo da piscina onde se converteu a uma nova religião, agora ele está em paz com sigo e com Deus. Este relato sirva como exemplo que não aconteça o que aconteceu com o nosso personagem sacrificou muita gente, andou em terrenos perigosos e pecaminosos, tudo para satisfazer o seu Ego que representa um conjunto de idéias, vontades e pensamentos que movem a pessoa e desenvolvem a sua perspectiva diante da sua própria vida. É a experiência que o indivíduo possui de si mesmo.
Ricardinho só foi dar de conta que estava errado quando sentiu o fim de sua vida espiritual e carnal. Deus somente Deus lhe conduziu para terra firme e fértil, para ele, só o céu é o limite se for para escolher entre a ciência e a Religião ele optou pela religião, mas a sintonia de ambos tem que andar juntos o homem foi criado por Deus. Charles Darwin se estivesse lido o livro de Gêneses a sua teoria cairia por terra.

Historiador: Antonio Monteiro

A MAIS BELA IDADE:
Quando abrimos nossos olhos pela primeira vez, logo que nascemos, até as mais confusas imagens que nos chega irão fazer parte de nossa vida porque mesmo que nosso cérebro ainda não tenha a capacidade de interpretá-la, essas informações contidas nas imagens ficam armazenadas para uma análise posterior. O que depois passamos a chamar de experiência de vida. E no decorrer do tempo que é implacável, os anos serão contados pelos fios de cabelos que branqueiam e pelas rugas que se acumulam em nosso corpo: E isso significa vivência. Experiências que deve dar sabedoria para buscar a seriedade no viver. Pois bem sabemos que, mesmo que a vida tenha sido feliz nunca nos faltaram os movimentos de angustia e aborrecimento; já essa vida nem sempre será um mar de rosa. Só o fato de podermos admirar a maior criação de Deus o nosso planeta terra: A natureza já é por Ele abençoada, pois esta natureza funcionando com a harmonia em que sempre transcorre quando não sofre interferência do homem, já motivo mais que suficiente para sermos felizes, simplesmente por sabermos que Deus está presente em sua criação e que nos dá a graça de admirarmos a Ele nesta sua grande obra.
Existem idosos e idosos. Ser idoso na mais completa expressão da palavra significa estar ciente da trajetória que Deus nos destina quando através do Espírito Santo nos presenteia com nosso corpo para que façamos uso deste, preservando-o de todos os riscos para poder se chegar à idade em que finalmente temos algo de bom e ensinar ao nosso semelhante. Quando recebemos este corpo assumimos o compromisso de com Ele lutar para superar todos os obstáculos que certamente virão. E quando estes obstáculos nos corroem a alma, devemos sempre lembrar que nosso Pai nos deu com nosso corpo uma inteligência que devemos usar para vencer as dificuldades e poder armazenar experiências de vida, a qual podemos então passar para nossos entes queridos. Podemos assim dizer que somos idosos felizes e realizados com nossa vida e com a obrigação que assumimos perante a própria vida. Que sejamos instrumentos desse nosso Senhor Jesus Cristo e Deus Pai todo poderoso nessa busca pela felicidade de todos os idosos, pois sabemos que somente o amor cura todas as doenças do corpo e da alma.
Escritor:
Antonio Monteiro da Silva
ENTRE LAGRIMAS E SANGUE :
Historia rea:l
Batendo o martelo nas coxas, já calejados pelos anos, Valdemar com aparência jovem apesar dos seus 50 anos, sorriu a me ver, reconhecendo-me como irmão de Orlando, seu funcionário.
O Sapateiro Valdemar era morador na cidade de Lagoa Vermelha no Rio Grande do Sul, na Rua Benjamim constante entre o correio e principal colégio onde eu concluo o 5° ano primário, sapateiro é porque bate sapato. Valdemar tinha duas grande paixão, o seu filho de 7 anos, e o Esporte Clube Internacional de Porto Alegre e sua esposa é claro. Apesar dos meus 10 anos de idade, pergunto a ele, querendo puxar conversa só para ouvir a sua voz otimista, falar do Colorado e de seu filinho Pedrinho que no momento estava ao seu lado na banca Um menino lindo, esperto e que pela sua graciosidade conquistou a admiração de todos os seus funcionários da sapataria, e de todos que o conhecia, Pedrinho era o seu encanto, quando Valdemar precisava ir ao Banco ou a outra atividade fora ,Pedrinho lhe acompanhava, Valdemar mais brincava com seu filho Pedrinho do que trabalhava, mais que de amor paterno, materno.
O meu irmão Orlando já há muito tempo trabalhava com ele, eu admirava o seu trabalho, queria também trabalhar de sapateiro, por este motivo lhe procurei e pedi que me contratasse também.
Valdemar ao ouvir a solicitação daquele menino franzino correndo os olhos por cima dos óculos viu em meus pés um par de chuteiras, perguntou-me se eu jogava futebol, mais que depressa lhe respondi que sim, foi aí que seu Valdemar me perguntou qual era o meu time de Porto Alegre, não respondi, balanceei a cabeça assinalando que não sabia responder a sua pergunta. Valdemar energicamente me perguntou se eu torcia pelo Internacional ou Crêmio pensei um pouco e arrisquei em falar que torcia pelo Internacional, bruscamente Valdemar falou está empregado aqui na minha sapataria, na minha empresa só contrato se for torcedor do Internacional. Valdemar me alcançou um martelo e um coro cru para bater até ficar bem compactado, na época solado de calçado era assim na base do martelo que montava solado.
O tempo passava, eu já estava me garantido em muitas coisas na sapataria, mas o meu esporte de jogar futebol eu não desistia. Valdemar um belo dia foi-me ver jogar futebol no campo das Caveiras em Lagoa Vermelha na época era o estádio oficial. Valdemar se admirou do meu futebol, entrou em contato com a diretoria do Internacional da capital lá fui fazer um teste, fui escolhido para ir para Porto Alegre na escola. Mas os meus pais não aceitaram, imaginando uma criança com apenas 10 de idade ir para tão longe jogar futebol? Na época o esporte não era tão valorizado como hoje em dia, eu também não fiz muito esforço de ir, mesmo por que não tinha a dimensão da importância daquela proposta.
Lá pelos anos de l953 bem me lembro, era um sábado aproximadamente 05h00minh da tarde todos os funcionários faziam uma faxina na oficina onde confeccionava calçados enquanto o seu Valdemar atendia um freguês mostrando lhe um revolve só que ninguém imaginava que estávamos próximos em presenciar uma tragédia, até hoje nunca vi outra igual, não só abalou todos os funcionários como também a população da cidade de Lagoa Vermelha. O velho sapateiro Valdemar depois de retirar todas as munições do cilindro do revolve, assim ele achava, ficou um Project, e ao apertar o gatilho detonou a bala que estava no canhão ad arma atingindo a cabeça de Pedrinho. Valdemar vendo o seu filho gravemente ferido jorrando sangue desesperadamente aos gritos e berros, pedindo socorro agarrou o seu filho Pedrinho em uma velos disparada com uma das mão tentando estancar a hemorragia da cabeça do pobre menino, todo ensopado de sangue corria pelas ruas da cidade em direção do hospital Lagoense que ficava a uns 1500 metros do local da tragédia. Na época era muito difíceis as pessoas terem carros ou ambulância, corpo de bombeiro, mesmo que tivesse o desespero era tão alarmante que pelo impulso da situação de um pai desesperado vendo o seu filho a beira da morte, não tinha condições de raciocinar, era correr em direção de recurso o mais rápido possível. Ao ver aquele homem com o seu filho banhado de sangue correndo, todos os funcionários seguiram atrás, se revezando no transporte daquela criança a beira da morte. Ao chegar ao hospital logo foi atendido pelos médicos, mas nada podia ser feito uma grande parte do cérebro tinha se perdido no caminho, só restou à dor de um sofrimento que penetrava cada vez mais profundo de quem observava a quela tragédia. A sapataria foi coberta de luto por muito tempo, a oficina ficou fechada, os pais de Pedrinho entraram em uma de preção violenta, na época todos que as conheciam achava que eles tinham ficado loucos por tanto sofrimento, somente hoje se sabe que ambos entraram em depreção. Até hoje pelo que sei não foi explicado como foi que a casa dos pais do Pedrinho pegou fogo queimando tudo, ficou intacta a oficina onde funcionava a sapataria. Pelo meu conhecimento depois de muito tempo aos poucos foi voltando a vida normal da família. Este trauma eu ainda carrego na minha lembrança, com 10 anos apenas, eu nunca tinha presenciado uma tragédia desta envergadura ainda mais com respingo de sangue na minha roupa, de vês enquanto eu sonhava me vinha na mente aquela sena horrível com aquela terrível tragédia, aos poucos fui esquecendo, hoje só me resta a lembrança desta terrível sena de dor e de sofrimento. No meio dessa tão grande tristeza alguém partiu sem se despedir; foi triste! Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval, uma pessoa se perda da outra, procura por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito, depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Pedrinho e o seu pai não se despediram, Eles não se despediram, porque a vida é que os despediu, cada um para seu lado.
Permitimos que eles guardassem a sua tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de culpa se for Deus me em parará. Apesar da minha pouca idade senti que eu tinha morrido um pouquinho de ver uma criança tão bem amada partir deste mundo de uma forma tão trágica pelas pro pias mãos do pai, acidentalmente, mas aconteceu.
Chore a perda de seu querido, mas não deixe que morra também no único lugar em que deve permanecer vivo. Dentro de você era a frase que todos os seus amigos lhe diziam. Neste momento palavras perdem o sentido diante das lágrimas contidas nas saudades que iremos sentir. A dor é tão necessária como a morte. Por isso sabemos Pedrinho que você tem que ir, mas ficaremos aqui torcendo pelo seu sucesso hoje e sempre. Que você faça mais histórias maravilhosas e intensas como foi a nossa.
Hoje é apenas a última vez que você verá as pessoas que conviveu no trabalho, na escola, na Igreja na rua, lá na nossa sapataria onde você pretendia seguir a profissão do pai, agora daqui para frente terá outros amigos será o início de uma vida de convivência de amigos eternos, nos aguarde, porque um dia todos nós iremos nos encontrar em um mesmo lugar, isso se tivermos o teu espírito de criança como você, o corpo envelhece mas o espírito tem que conservar criança, Jesus Cristo falou. “Venha a mim as criancinhas.
Esta triste historia e verdadeira, vivenciada e escrita pelo próprio historiador Antonio Monteiro.
Talvez fosse aí que nasceu a minha vontade de estudar a medicina, diante de tanta agonia do pai, entregando o seu filho nas mãos dos médico, com os olhos banhado de lágrimas pedindo pelo amor de Deus que o salvasse, e não foi possível, na minha inocência, o médico não se esforçou em salvá-lo
Somente quem conhecia a gravidade tinha condições de avaliar o destroça mento da massa cefálica deixada no calçamento de pedra irregulares das ruas da cidade.
Estudar para médico? Quem leu um dos meus livros principalmente escalada do destino que Às vezes eu me pergunto será que foi devido este acontecimento que eu optei em querer eu escrevi em 1991 lançados pela fundação Cultural de Curitiba, sabe o que estou tentando explicar.
Historiador: Antonio Monteiro da Silva

A HISTORIA DE UM BARBEIRO:
Um homem foi ao barbeiro para cortar o cabelo como ele sempre fazia. Ele começou a conversar com o barbeiro e conversaram sobre vários assuntos. Conversa vai, conversa vem e começaram a falar sobre Deus...
O barbeiro disse: - eu não acredito que Deus exista como você diz. – porque você diz isto? O cliente perguntou. – bem, é muito simples. É só você sair na rua pra ver que Deus não exis te. Se Deus existisse você acha que existiriam tantas pessoas doentes? Tantas crianças abandonadas? Se Deus existisse, não havia dor e sofrimento. Eu não consigo imaginar um Deus que permitam todas estas coisas, o cliente pensou por um momento, mas ele não quis dar uma resposta para prevenir uma discussão. O barbeiro terminou o trabalho, e o cliente saiu. Neste momento ele viu um homem na rua, com barbas e cabelos longos. Parecia que fazia um bom tempo que ele não cortava o cabelo e a barba, ela parecia sujo e arrepiado. Então o cliente voltou a Barbie ria e disse ao barbeiro: - Sabe de uma coisa? Barbeiros não existem. – Como assim eles não existem? – perguntou o barbeiro. – Eu estou aqui e sou um barbeiro. – Não – o cliente exclamou. Ele não existe, porque se eles existissem não havia pessoas com barbas e cabelos longos como aquele que esta andando ali na rua – Ah, mas barbeiros existem, o que acontece é que as pessoas não me procuraram, e isso é uma opção delas. – Exatamente- afirmou o cliente. Isso – é justamente isso, Deus existe, o que acontece e é que as pessoas não o procuram, pois é uma opção delas, e é por isso que a dor e sofrimento no mundo.
Entregue o seu caminho ao Senhor, confie nele que o mais ele fará.

Autor desconhecido
AS MAÕS DE DEUS
As mãos de Deus
Postado em 1 de março de 2009 •por Profª. Rita Alonso (Dinâmicas de Igrejas), - Dinâmicas de Grupo
As mãos de Deus
Um observador do mundo disse:
Quando observo o campo sem arar, quando as terras para lavoura estão esquecidas, quando vejo a terra ressequida e abandonada me pergunto: Onde estão as mãos de Deus?
Quando observo a injustiça, a corrupção, a exploração dos fracos; quando vejo o prepotente avarento enriquecer-se da exploração do ignorante e pobre, do trabalhador e do homem do campo, me pergunto: Onde estão as mãos de Deus?
Quando contemplo uma anciã no asilo esquecida e abandonada pela família, me pergunto: Onde estão as mãos de Deus?
Quando observo um jovem, antes forte e decidido, agora embrutecido pela droga e álcool; quando vejo o que antes era uma inteligência brilhante, reduzida agora somente a farrapos sem rumo nem destino, me pergunto: Onde estão as mãos de Deus?
Quando a mocinha ainda inocente que deveria sonhar e ter fantasias, para sobreviver pinta o rosto, encurta o vestido e sai a vender seu corpo, me pergunto: Onde estão as mãos de Deus?
Quando aquele pequeno menino, as três da madrugada me oferece um jornal, e contemplo sua miserável caixinha de doces sem vender; quando o vejo dormir na porta dos bares, tiritando de frio com alguns jornais que cobrem o seu corpo; quando seu olhar me reclama uma carícia, quando o vejo vagar sem esperanças pela rua, me pergunto: Onde estão as mãos de Deus?
Quando vejo os povos e raças entregues às lutas e à violência, pior que os animais selvagens, me pergunto: Onde estão as mãos de Deus?
E me dirijo a Deus e Lhe pergunto: Onde estão Suas mãos Senhor? Onde estão Suas mãos para lutar pela justiça, para dar carícia, um consolo ao abandonado; para resgatar a juventude das drogas; dar amor e ternura aos esquecidos, unir esses povos divergentes e acabar com essas guerras e horrores?
Depois de um longo silêncio, escutei Sua voz que exclamou:
“Tu não te dás conta de que Tu és Minhas mãos? Use-as para o que foram feitas.”
E então compreendi que as mãos de Deus somos nós, “Tu e Eu”, os que temos a vontade, o conhecimento e a coragem de lutar por um mundo mais humano e justo; aqueles cujos ideais não permitem que permaneçam omissos e negligentes, aqueles que desafiando a dor, a crítica, a apatia, a incompreensão e a ignorância, se esforçam e se empenham para ser as mãos de Deus.
O mundo necessita dessas mãos, mãos cheias de ideais e estrelas, cuja obra magna seja contribuir dia e dia, durante toda sua vida, para forjar uma civilização que busque valores superiores; mãos que compartilhem generosamente as bênçãos que Deus nos oferece. E assim, ao chegar ao fim de suas vidas terrenas, essas mãos possam estar vazias, porque entregaram, com amor, tudo para o qual foram criadas.
E Deus, certamente dirá: “Essas são as Minhas mãos!”

CORRENDO ATRAS DO VENTO:
sucesso tem certa magia e requer muita sabedoria.
Sucesso, Milhares de pessoas perseguem essa palavra.
Todos nós sonhamos em ter sucesso. Quem não quer ter sucesso no trabalho? Ser reconhecido pelo seu chefe e elogiado por ele em uma reunião...
Quem não quer ter sucesso no amor? Sucesso nos estudos, sucesso na fé em Deus,Ter uma pessoa que o (a) ame de verdade, que não consiga viver sem você... Todos nós procuramos nos dar bem em qualquer que seja a área da vida.
Alguns correm atrás do sucesso, com energia total, sabendo realmente o que buscam na vida o que quer na vida; outros correm como se corressem atrás do vento, tentam pegar ma não consegue, escapa pelos mais minúsculos espaço; outros não se preocupam nem um pouco e o sucesso, o seu desejo o seu sonho vem como em um passe de mágica, no estralar dos dedos.
“ Nos meus bem vividos 66 anos eu vos digo”
Ter sucesso é diferente de desenvolver-se. Uma pessoa pode conseguir muito dinheiro e muitos bens materiais, casa, veículo roupa moderna jóia, mas não fazer sucesso nenhum. Muito pelo contrário, é às vezes uma pessoa muito invejada pelos amigos e pela própria família.
Quantas vezes nos ouvimos e vimos pela televisão ou jornais de pessoas que ganharam fortunas e foram mortos pela própria família ou de bandidos para ficar com o seu dinheiro. De que lhe adiantou o dinheiro? Ele não obteve sucesso.
Sucesso requer muita sabedoria, nada tem a ver com ser pobre ou ser rico; fosse assim o cantor o presidente Lula que todos aqui conhecem, não sairia da sua vida de um simples retirante para os mais altos cargos político de um País, Lula assim como muitos outros com pouco estudo e são aclamado como um político culto não só no Brasil mas por este mundo afora. E não seria a pessoa notável que hoje é. Isso é fazer sucesso, mesmo com alguns erros mas é notável. Muitos mesmo os que não são simpáticos com ele ou de seu partido gostariam de esta em seu lugar.
Ter sucesso é ter o dom e a simpatia, de saber lidar com as pessoas de uma maneira natural, que não seja falso. É ter educação, sem ao menos ter tido um berço de ouro ou uma boa faculdade.
Para obter sucesso na vida, você não deve de maneira nenhuma ser um chato, do tipo sabe e entender de tudo só ele tem razão o ponto de vista dele é que esta certa vive criticando, critica o prefeito, o governador, o presidente até mesmo Deus. O chato quando chega em uma cidade para residir, logo se informa de que partido é o prefeito, para ser adversário. Alcançar o sucesso é saber calar quando necessário for, souber sempre ouvir quando solicitado. Ter sucesso é saber entrar no coração das pessoas, pois o coração é a casa de cada um e todos gostam de receber bem as pessoas em sua casa.
Sucesso é não ter partido político nenhum, vejam, nada tem a ver com ficar ensina do muro, nem para lá nem para Ca. Tem a ver com ética. Sucesso não é comandar sua equipe de trabalho a ferro e a fogo sem ter o mínimo respeito pelas pessoas, olhando como objetivo só o próprio umbigo, com o nariz empinado.
Ter sucesso é não ser prisioneiro de reuniões para estrelar; ter sucesso é saber comandar a sua vida, independentemente da vida do outro, ou seja, respeitar a vida do outro e saber julgar com critério, respeitando o direito de o outro entender quando onde termina a dele e começa a sua. Existem situações que fogem de nosso alcance, não depende somente de nós, como realizá-la? Como conduzir uma situação que eu não domino? E nem sei como fazê-lo? Certas coisas não dependem só de nós. E daí por que tudo parece difícil!
- Esse por que amarra e faz nosso sucesso patinar, não adianta correr atrás do vento, jamais alcançaremos.
Na vida trilhamos o nosso caminho, se você não alcançou o sucesso que tanto almeja, é porque anda no caminho errado anda correndo e se esforçando investindo, e se entristece de sentir que o outro obteve sucesso em seu lugar.
Pense nisso.
Historiador: Antonio Monteiro da Silva

MOTIVOS PARA SER ELEGANTE:
Quando estava estudando, fazendo o APRONT, curso este do magistério, me pediram que eu fizesse um trabalho, sobre uma pessoa chic e elegante. Pensei muito na diferença entre ser chic e elegante. Ser chic tem a ver com a técnica e existem até manuais para isso. Dá para aprender a sentar, comer com talheres, se vestir corretamente, basta ter dinheiro para adquirir, alem de outros meios e outras coisas que o mundo considera como chic. Elegância é um estado de espírito que se conquista, dia-a-dia. Tem a ver com pequenos gestos cotidianos. No final, acabei escrevendo um texto que até mesmo eu não entendi, porque no fim de tudo, nada mais elegante do que ser bem-humorado, e não se levar a sério demais!A elegância é um estado de espírito. Quando se fala em elegância a última coisa que importa é a roupa, para sermos elegantes não importa que roupa nos veste. Vai muito além de saber usar talheres e do sorriso certo em festas. A elegância é possível observar nas pessoas que elogiam sem dezagero mais do que criticam. Tambem a elegância está nas pessoas que escutam mais do que falam. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros, não fazer gozação ou tirar sarro na cara do outro. É possível sentir elegância em pessoas pontuais que não chega atrasado ao trabalho ou em reuniões, quer seja social ou familiar. Elegacia é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e justificando o motivo que pelo qual não pode cumprir, elegância é não se aproveitar da bondade dos outros com objetivo de tirar proveito. As três principais frases fundamentais que sai da boca de uma pessoa elegante: “POR FAVOR”, “MUITO OBRIGADO” e “SINTO MUITO”. Não depende de hierarquias, posição social cultural ou religiosa. Se você usa somente com algumas pessoas, com certeza, a elegância passou longe. Se deixou de usar com as pessoas mais próximas e íntimas, naquela base “É minha amiga”(o), são estas, acima de tudo, que merecem todas as gentilezas do mundo. Ser elegante é sempre deixar o CORAÇÃO a mostra. Não importa o que os outros digam, não importa de que lado você esteja, não importa quem você é. O amor muda as pessoas, cura as mágoas, depressão stress, e acima de tudo faz a gente sorrir e encontrar a felicidade eo sucesso em tudo.Ser elegante é saber compatilhar participar repartir ajudar alguem. Nada adianta acumular conhecimentos, colecionar diplomas, ser bonita ou bonito esbelta, adquirir coisas materiais, amizades, tudo isto não tem valor, pois somos egoísta prepotente.. Muitas vezes menos é mais, dividir é somar. A matemática da vida é menos precisa, mas viver é preciso” frase de um grande pensador”.
Elegância é saber deixar as máscaras caírem para revelarem nosso verdadeiro eu. Num mundo de aparências, a humildade é sempre bem-vinda, para sermos o maior temos que ser o menor. Normalmente quem senta nas cadeiras de traz, são mais importantes de quem sentam bem na frente salvando as devidas proporções quando convidados.Ser elegante é ter a capacidade de se reciclar todos os dias. Retirar de sua bagagem o que não presta para aliviar o peso, com isto pode chegar mais rápido e menos cansado. Todos nós somos frutos de uma arvorem plantada por Deus, alguns frutos criam bichos, apodrece se contaminam pesteiam e acabam caíndos do galho, outras são colhidas e saboreadas sustentando energeticamente o corpo e a alma de quem a colheu guardando a semente para tornar a plantar, já o fruto apodrecido até mesmo a semente se perdeu, ainda bem. Elegância tem haver com saber enfiar o pé na jaca e enfrentar o dia seguinte sem preguissa e desânimo. Quando a situação que vivemos não está boa, temos a obrigação de saber que hora parar, antes do escândalo do fiasco do vexame, antes da queda, da perda de memória, antes da culpa! Quem tem o hábito de viver reclamando da vida, corre o risco de virar um chato..Ser elegante não tem nada haver com frescura. Pedir licença, agradecer, ser humildes, ser simpático educado prestativo, dizer muito obrigado, falar com Deus, tudo isso é s er elegante tudo isso é descobrir que num mundo cada vez mais violento, a arte de conviver bem humorado é ser elegante. A arte de conviver elegantemente é cada vez mais urgente e necessário, neste mundo tão tumultuado e egoísta que estamos vivendo é difícil e ralo encontrar pessoas elegantes, seja você o exemplo de elegância, se for elegante, parabéns você é um privilegiados, o mundo se orgulhará de você, as porta do sucesso irá se abrir disso eu tenho certeza.
Historiador: Antonio Monteiro da Silva
Eclesiastes - 3
Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu, especialmente quando ele diz que os beneficiados são os “chamados segundo o propósito de Deus”.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; colher o que semeou,
tempo de derrubar, e tempo de edificar; de plantar, de saltar de alegria e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha?
Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os exercitar.
Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim.
Já tenho entendido que não há coisa melhor para eles do que alegrar-se e fazer bem na sua vida;
E também que todo o homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho; isto é um dom de Deus.
Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele.
O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou.
Vi mais debaixo do sol que no lugar do juízo havia impiedade, e no lugar da justiça havia iniqüidade.
Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra.
Disse eu no meu coração, quanto a condição dos filhos dos homens, que Deus os provaria, para que assim pudessem ver que são em si mesmos como os animais.
Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade.
Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó.Quem sabe que o fôlego do homem vai para cima, e que o fôlego dos animais vai para baixo da terra?Assim que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porção; pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele?

FALANDO COM A SERINGUEIRA

Um destes dias, observando e escutando o cair das folhas de uma velha seringueira atrevi-me a escutar a minha alma, nunca fiz nada semelhante anteriormente, mas talvez tenha chegado o momento de ouvir o que a Natureza tem para dizer. Na região de Salto Osório bem na frente do Hotel, Salto Osório, existe uma enorme seringueira, já com seus sessenta anos. Me admirado postei na sua frente. O sol queimava, eu cansado de tanto andar buscando inspiração para escrever os meus livros, resolvi conversar com a velha seringueira.Contava-me a velha seringueira a força e persistência de uma mãe, Ai está Os mistérios que a Natureza nos reserva.Um nascimento, um despertar, um acordar para a vida! Um exemplo de coragem, um amor maternal movido pelo instinto animal. Sem que o homem desses de conta, pois somos distraídos pelas belezas da natureza, algo maravilhoso aconteceu. Uma mãe deu à luz na sombra da bondosa seringueira! Deu à luz a uma graciosa paquinha.
Parecia impossível aos olhos do homem! De onde surgiu? Quando? Como passou despercebido este acontecimento por um lado até que foi bom, se o homem notasse possivelmente atiraria uma pedra, se acertasse levaria para casa saboreando até os suas ultimas articulações?
Dizia-me essa seringueira claramente o meu íntimo interpretava:
O homem não sabe ler os sinais que a Natureza nos oferece. Não ouve o sussurrar da minha voz que lhe tentava despertar os sentidos. Por muitas vezes a velha seringueira tentou dizer: Pára, observe? Ouve? Abre a tua mente? Mas o homem seguia num emaranhado de tarefas, sem notar que algo de maravilhoso estava para acontecer, em sua sombra protegida elos ramos folhoso um animalzinho irracional dava luz a um filhote.Até que chegou o momento! E aquela pequena semente que germinava há já Contava-me a força e persistência de uma mãe… Ai… Os mistérios que a Natureza nos reserva.
muito tempo no ventre de sua mãe decide dizer olá ao mundo, e o homem como sempre não queria acreditar! Dizia-me essa seringueira que há muito ansiava poder conversar com alguém… no entanto, tantas pessoas por ali passaram, tantas debaixo da sua frondosa copa se abrigaram do sol…
Dizia-me ela entristecida: “Muitas vezes me perguntei, seriam Homens e Mulheres? Como é possível o vínculo que um dia uniu o homem e a Natureza se ter quebrado, até as crianças deixaram de ouvir a voz da Natureza… Será que um dia vamos conseguir voltar a vincular o Homem e a Natureza?”
Bem, A graciosa paquinha tem já três semanas, e todos os dias eu penso neste exemplo de vontade, uma cria que superou tantas dificuldades no ventre de sua mãe, e que hoje corre brincando e desafiando o mundo a superar a crise que se apoderou dele, Decidi chamar-lhe Esperança!
Esta pequena, mas não menos importante conversa que tive com esta seringueira, despertou-me os sentidos, e desde então tenho observado mais atento, o mundo que me rodeia. No fundo do meu quintal vejo todos os dias muitas pacas correndo saracoteando aproveitando as sementes e vegetais que lhes dão o sustento sem agredir a natureza, ela sabe nós nem tanto, pois precisamos de exemplos, e é com as pequenas lições da Natureza que devemos aprender.
Escritor: Antonio Monteiro
Cidades perdidas em cada canto do Brasil :
Em todos os pontos cardeais com abrangência de seus territórios no Brasil o ser humano esta presente, cada homem com a sua historia, Aqui, ali eles estão lá, fazendo parte da historia do universo. Cada qual com um pedaço de sua memória. Muitos, dando continuidade, outros, simplesmente engavetam guardando os pedaços dos mosaicos, os cacos, fazendo o mosaico de histórias vivas, quase sempre esquecidas. Gente sem historia não são gente, cidades sem historia não são cidades. Assim são as cidades, se renascem com os historiadores. Assim nem tudo se perde no passar das horas. Quem tem vocação de contar historias, e sai colhendo historias, busca sabedorias ricas em detalhes das mais profundas escavações, desenterra historias, crônicas e contos, entrevistando e escutando que tem historias para contar para surgir das cinzas algo interessante na composição de uma grande historia. Eu sempre andei vagando por aí, entrevistando buscando sabedoria dos mais vividos e formadores de opiniões, de várias cidades, lugarejos, povoados, bairros, comunidades, famílias e gente que povoam este imenso Brasil. Tudo isso que se entrelaçam e formam uma só pátria. Saio colhendo histórias aqui e ali, nas catas incessantes das minúsculas partículas de pedaços de mosaico que nos faz historiador. Em suas generosas miudezas montam-se crônicas e fatos reais e irreais que tanto enriquece o saber e o ressurgimento da beleza do habitar dos seres humanos neste planeta. No oeste no sul do Brasil, em Quedas do Iguaçu no estado do Paraná, encontro um pedaço do Jardim de Éden, no topo da usina de Salto Osório altitude dos sonhos primeiros dos construtores da barragem que deu força energética contribuindo no progresso do Brasil. Trabalhadores, braçais, engenheiros, arquitetos médicos, armadores, carpinteiros, pintores e técnicos de muitas árias profissionaiul, aqueles que deixaram a calmaria do mar, das terras secas, dos pampas e até de outras nações para encontrar nas alturas das barragens a boa-venturança de colher e plantar o futuro na nação de si próprio. Trabalhadores Que conduziu o olhar, no que as suas mãos e inteligência produziram que subiu os andaimes e se encantou pelo céu aberto sem planos e sem medidas das águas do Rio Iguaçu, terras paranaense em Quedas do Iguaçu. Em Salto Osório. Lugar abençoado a cidade que cabe inteirinha em seu coração e em teu computador com suas historias que cabe pedaço por pedaço, beleza por beleza, recorte por recorte na tua alma e espírito. Assim fica bem mais fácil saber o porquê. A Vila de Salto Osório se tornou o grande orgulho de sua gente que nela habitam a cidade de Quedas do Iguaçu com temperatura temperada frio e calor, das maças, da vegetação, com frutas legumes e de tantas outras coisas mais...
Nasci em Vacarias no Rio Grande do Sul, criado no Paraná, no meio de pessoas me aposentei. Salto Osório é patrimônio material e imaterial de Quedas do Iguaçu Na minha cidade existe agricultores de sonhos que planta nos corações dos visitantes a semente da fruta do amor pela cidade, essa terra que o céu, todo ano, quer tocar e deixa pedaços de nuvens de saudade em suas ruas, nos telhados de suas casas, nas esquinas dos corações. Os visitantes miram o infinito, quando a tarde cai preguiçosamente no horizonte do infindo.
De minha terra natal vim tocado pelas coisas da cidade que hoje estão aqui comigo, nas páginas da minha memória e dos quatro livros que escrevi, em que dela falei, em que dela relatei os melhores pedaços de mina infância, juventude e velhice. Lá bebi leite na guampa, comi paçocas de charque, tomei banho no riacho e fui feliz, e agora muito mais ainda, constitui família e me casei com que eu amei e amo, Zelinda minha companheira de todas as horas. Sou brasileiro, reservista de Primeira categoria, plantei muitas árvores, tive filhos e escrevi vários livros sempre seguindo como guia a preciosas palavras da Bíblia Sagrada católica como sou devo seguir os mandamentos de minha igreja.
O Patriota uma sua Pátria, seu estado seu município ou sua comunidade, Quedas do Iguaçu é um berço de ouro como diz a musica que eu fiz em homenagem a Quedas, terra de saborosas lembranças, Quedas do Iguaçu que reconhece o valor daqueles que a fazem, daqueles que representam.
Quedas do Iguaçu, entrega, diariamente, a todos que visitam sem nunca pedir algo em troca. Para um povo que sabe plantar e colher, é hora de semear aos quatro ventos o carinho que a cidade tem com aqueles que amam e dão vida à cidade, entregando ao seus visitantes honrados a chave da cidade.
Quedas do Iguaçu 12 de Janeiro de 2011
Historiador: Antonio Monteiro da Silva

EXEMPLO JÁ VIVIDO E ALCANÇADO:
Estudando a Bíblia eu me deparei com uma história que me fez refletir, e logo me veio na memória o que aconteceu com o meu filho Junkimar.
A história é a seguinte.
Vou começar com uma viagem que aconteceu com Jesus que se despede da multidão e vai até a cidade de Kantáara, ali ele cura um ademonhado e volta, por aonde Jesus ia multidões lhe acompanhava, e certo dia, quando Jesus chegou a uma praia, estava aquela grande multidão para receber Jesus. Até hoje é assim, você pode ver nas igrejas multidões vão ali para se encontrar com Jesus, oque atrai estas multidões? A mesma coisa que atraia na época. Hoje vê as grandes multidões irem nas igrejas, para buscar coisa simples, coisa matérias, com raríssimas exceções e claro, tem pessoas que vão atraz de prosperidades, dinheiro, empregos, conflitos familiares.
Jesus chega ali na praia a multidão lhe esperava Jesus mal pode caminhar. De repente chega o nosso personagem principal, o nome dele é Jairo, Jairo, é príncipe da Sinagoga, um homem respeitado sobre sua liderança, alem de muitas outras coisas ele determinava quem na Sinagoga, deveria falar, ler algumas coisas, quem deveria orar. Era muito respeitado, altivo. Quando ele se aproxima a multidão se afastava, Quando alguém se aproximava de Jesus era para creticá-lo, era para tentar encontrar nele algum erro, alguma mancha, alguma coisa que pudesse condená-lo. Abram a Bíblia em Marcos Capítolo 5 Vers. 21 á 24. Aqui diz o seguinte. Tendo Jesus voltado do barco para outro lado afluiu para ele grande multidão, e ele estava junto do mar, eis que chegou até ele uns dos principais da Sinagoga, chamado Jairo, e vendo postou-se aos seus pés, e incistentemente ele disse. Mestre rogo-te, minha filha está a morte, vem e ponha as mãos sobre ela, para que ela seja salva, e viverás. E Jesus foi com ele. Foi feliz a atitude de Jairo, como maioral, se jogou aos pés de Jesus e fez um pedido um rogo. É que Jairo tinha um problema, ele tinha tudo, alta posição dinheiro, mas para ele faltava o mais importante, a saúde de sua filha. Nada é importante na vida quando alguém na família esta doente principalmente um filho, quem tem um filho doente ou com problema sério sabe o que eu estou falando. Existe pessoas que gastam toda a sua fortuna por causa da familiar que está doente, gastam com médico, gastam com remédios com exames, mas Jairo não tinha problema financeiro, tinha muito dinheiro nada faltava. A sua filha na beira da morte, uma menina de 12 anos, linda criada pelos pais com muito amor, tinha tudo o que queria. Jairo não vê outra saída embora tenha um cargo importante, vai até Jesus se joga aos pés dele e roga. Ésta súplica de Jairo é muito importante, ele diz rogo-te venhas comigo e impunha as mãos sobre a minha filha e ela seja salva, então ela vai ser curada. Este é o tamanho da fé. Jesus na mesma hora atende ao pedido de Jairo, e vai com ele, mas vai como? No meio da multidão? Sendo pressionado, empurrado, espremido, de vagarinho. Você sabe como é triste cuando você tem pressa e o trânsito esta engarrafado, mas era mais difícil, Jesus não só simplesmente pressionado, pela multidão. O Verço diz aqui? Grande multidão seguia comprimindo e Jesus dava atenção as pessoas, abençoava um e outro, não deixava niguém passar despercebido. Jairo ficava desesperado, quando de repente Jesus falou. Alguém tocou em mim, Jairo olhou para os lados, e não viu nada a multidão estavam em volta de Jesus e do príncipe de Sinagoga, e Jesus dizia, alguém tocou em mim, no meio de uma multidão que a comprimia paresse tolice. As vezes você já não pensou assim, mas , mas Deus em pleno século 21dizer que o nome de Deus é Jeová, e que não podemos comer carne de porco, devemos guardar o sábado o sangue é uma coisa sagrada não pode ser usado como rémédio, não podemos fazer sexo com minha namorada. É que Deu Jeová sempre tem um objetivo para alguma coisa. Mas Jesus disse no meio daquela multidão quando andava com Jairo, alguém tocou em mim, eu senti que de mim saiu um poder. Aqui está o segundo personagem desta históia. Uma mulher diferente, parecida com a filha de Jairo, a filha de Jairo tinha 12 anos e mulher já fazia 12 anos que sofria de uma doença muito grave, uma hemorragia ela era totalmente alienada do povo e por esta doença ela era considerada imuna, todos que tocasse nela se tornaria tabem imuna, essa mulher levava uma vida difícil, porque ela era proibida de ter relações cexuais, ela era proibida de ter marido e se tivesse tido um marido algum dia, conseteza tinha sido separado. Mulher sem família, sem amigos, sem religião, uma mulher totalmente só. Ela tocou em Deus, na maneira diferente. Ali estava duas histórias diferentes duas pessoas tão parecidas, e tão diferentes. De um lado, uma menina com família, mimada, respeitada, uma menina rica, filha de alguém importante. Do outro lado uma mulher alienada, odiada por tudo o mundo, sem família totalmente só, pobre, ela tinha gastado todo o seu dinheiro com a doença, mas nada adiantou. Entretanto as duas tinham em comum algo muito importante, elas estavam além daquilo, que o ser humano pode fazer. Você já se sentiu assim, além do que o ser humano pode fazer? Já olhou para todos os lados e não encontrou saída, já pessou encontrar alívio em algo, em alguém, em alguma coisa, mas viu que a sua luta foi simplesmente privada. A mulher pessou nela quando se aproximou de Jesus, foi de serta forma egoísta, ela não podia segundo as leis tocar em outra pessoa, mas ela tocou em Jesus porque ela queira a benção, pesou nela. Tanto Jairo quanto ela se aproximaram de Jesus por um motivo muito particular, por causa deles mesmo, do seu bem estar. Nós tabem se aproximamos dele para receber uma benção, muitas vezes vamos assim contrário a Lei de Deus do jeito que nós estamos. Mas Jesus nós aceitam mesmo assim, é como aquela mulher não podemos pensar eu estou impuro não posso me aproximar não devo, mas Jesus aceita mesmo assim, quer o seu toque. Jesus a caminho na multidão ele é interrompido por um mensageiro que vinha da casa de Jairo, o mensageiro falou, Senhor a menina já está morta, não precisa levar o mestre Jesus deiche que ele vá, não adianta mais. Dá para perceber o que aconteceu no coração de Jairo, da pra imaginar o que é sentir um pai perder um filho naquelas circunstâncias. Dá para imaginar na tua família de uma pessoa que já se foi e que você amava muito, você sabem como é triste sentir a dor da perca. Jesus olhou para Jairo e disse, não pensse crêa só. É assim quando a esperança já se foi, quanado Deus Jeová paresse que atrazou no seu pedido, quando Deus paresse que falhou quando tudo que parecia perdido. Não temas, cream em Deus quando você já desistiu de você mesmo não temas crê. Jairo continuo caminhando com Jesus, chegaram a casa a sena era horrível. Ao Ler esta história eu lembrei da Minha mãe quando faleceu, quando recebi a notícia que a minha mãe tinha morrido eu fiquei muito triste, logo enceguida juntamente com os famíliares fomos ver ela pela última vês a minha mãe em um caixão, é terrível agente ver umas pessoas querida deitada em um caixão, aquela pessoa tão querida ali, ali sem vida. Uma sobrinha minha Simoni Valcanaia correu abraçava, beijava chorava, e conversavam com ela como ela estivesse viva, a minha irmã que é mãe da Simone pegou no ombro dela, e Simone falou, mãe não se preocupe, eu estou bem, eu preciso me despedir dela eu quero me despedi, ela fez muito por mim tenho que agradecê-la. Quando Jesus chegou á casa de Jairo ali estava já a cerimônia fúnebre armada a choradeira os tocadores de extrumentos, Jesus olhou para tudo aquilo e aquilo mecheu com ele e Jesus falou porque vocês estão fazendo isso, a menina está simplesmente dormindo. É assim que Jesus trata a morte, se Jesus trata a morte assim, que dirá os outros problemas, não são nada para Jesus, a menina simplesmente dormia, Jesus chegou ao quarto centou-se na cama e disse palavras famíliares, Talita ta na hora de acordar, e a menina abriu os olhos, e um tremor passou no corpo de Jesus, sabe aquele tremor que as pessoa dizem, que tremor estranho, acho que a morte passou perto, com Jesus é diferente, como um tremor estranho passa pelo corpo, a vida esta tomando conta de você. Jesus quer fazer isso com você, você se sente morto, você se sente sem solução, você acha que a sua vida já se foi, já se sente com todas as suas chances esgotadas. Ele olha pra você e diz. Acorde, está na hora de se levantar, tem que ser hoje, Jesus é capaz de ressuscitar mortes, ele é capaz de ressuscitar a sua vida. Para finalizar vamos fazer uma oração: Abaixe a cabeça e fassa uma oração, que Jesus atende talvez não naquele momento, porque está faltando a tua fé, mas ele sabe a hora fassa a tua parte, e Jesus completará.

Uma imagem misteriosa:

Um dia, o Floriano um grande amigo meu, sentindo a depressão atrapalhar o seu convívio pessoal, familiar e social candidatou-se a gerenciar uma casa que de propriedade da Prefeitura de Quedas do Iguaçu construída em uma praia no Litoral paranaense. Tão logo fez a inscrição foi chamado pelo prefeito para tratar de sua ida ao trabalho. Floriano arrumou as malas deixou todos os seus familiares após um acordo e assumiu a gerencia daquela casa de hospedagem a beira mar. Floriano levou consigo todos os medicamentos indicado pelo médico. Floriano estava gostando de seu novo trabalho, só que a maldita depressão não queria sair de suas costas, Dia estava bom, outro dia um pouco melhor e às vezes parecia que estava agravando cada vez mais, com tudo que tomava religiosamente os medicamentos. Quando chegavam as caravanas de pessoas da cidade de Quedas do Iguaçu, a se hospedar temporariamente na casa, Floriano até que se sentia bem, mas quando todos partiam, voltava a tristeza, ele sentia muito medo de estar sozinho, tinha momentos que ele enxergava algo que não existia, visagem como diz os supersticiosos, ilusões criada em sua mente doentia provocada pela depressão, todos sabemos, quem sofre desta doença depressiva, a mente fica mesmo confusa até mesmo vê coisa que não existe. Certo dia o sol ainda brilhava refletindo feixe de luz sobre as água do oceano Atlântico, Floriano resolveu colocar uma bermuda e uma camiseta, coisa que ele não fazia a tempo, normalmente usava calça comprida e camisa social, costume de muito tempo, devido o seu trabalho era comum se vestir assim. Floriano após trocar de roupa se dirigiu a um corredor que dava acesso a outra repartição da casa, onde dava para avistar a beleza do mar. Ao se aproximar do corredor se deparou com um homem segundo as suas próprias palavras, mal encarado vestia uma bermuda e uma camiseta, este homem não tinha uma aparência boa parecia que estava bravo desmostração de seu mau humor se revelava em seus traços bem acentuados na sua face. Este homem de aparência duvidosa parou em sua frente, olhando fixo em seus olhos, por mais que Floriano falava com ele este cidadão não respondia se manterá em silêncio, o que mais amedrontava o Floriano era que parecia que este senhor estava gozando ou brincando com ele, todos os movimentos que o Floriano fazia ele também fazia. Floriano tremia de medo, ele ali naquele casarão sozinho sem uma arma, no segundo andar do prédio e longe de vizinhos, pensou em gritar, pedir socorro, mas nem para isso tinha força. Floriano após vários minutos naquela situação temerosa resolveu tomar uma atitude porem arriscadas, mas era a única saída que ele achou possível, ele não agüentava mais aquela situação. Antes de tomar aquela atitude fez mais uma tentativa para ver se amenizava aquela situação.
Ele falou muito amigavelmente com o desconhecido, mas não teve resposta. Floriano rio e acenou para aquela pessoa estranha que fazia a mesma coisa, exatamente da mesma maneira. Então Floriano pensou: vou me aproximar mais perto dele. Pode ser que ele seja surdo e por isso não me escuta, o mal encarado senhor de bermuda fez o mesmo gesto se aproximou também, Floriano ficou pensando naquele estranho comportamento. Floriano pensou consigo mesmo este velho esta gosando de minha cara, repete tudo o que eu faço. Floriano chegou ao seu limite, se irritou movido por uma forte depressão, fechou as mãos e se preparou para dar-lhe um soco na cara daquele intruso, Floriano observou que aquele homem também estava pronto para lhe atacar. Floriano olhou para um lado como que não queria nada direcionou um forte soco na sua direção focado na altura do queixo, com o intuito de derrubar aquela pessoa com um forte soco lhe tirando o sentido, com esta atitude dava tempo para correr ou amarrar o indivíduo até a polícia chegar. Floriano juntou todas as energias e mandou um forte soco, foi caco de vidro por todos os lados daquela sala, sinal de sangue vertia em sua mão e como isso não chegasse uma fratura no punho da mão direita devido a violência da força. O que Floriano viu foi a sua própria imagem refletida em um grande espelho que havia na parede do corredor da casa. Confuso pela depressão, e com o efeito dos medicamentos que ingeriu a poucos estantes confundiu sua memória fez dessa tamanha confusão que chegou a confundi o irreal para o real. Diante deste fato ele procurou tomar mais atenção nestas ilusões provocada pelo cérebro. Após ter levado este acontecimento a um psicólogo, orientado pelo profissional tudo se normalizou complementando com algumas seções de terapia, dali para frente nunca mais se repetiu esta confusão mesmo porque foi a única de ótica e de ilusões provocada pelo cérebro, fato até certo ponto cômico se não fosse trágico.
Historiador Antonio Monteiro

QUEDAS DO IGUAÇU 19 DE FEVEREIRO 2011

PRESTAÇÃO DE CONTA DE UM EX. VEREADOR:
Ex. Vereador Antonio Monteiro da Silva lança prestação de contas itinerante aos munícipes de Quedas do Iguaçu PR.É possível que alguém a tomar conhecimento desta minha atitude, de fazer uma prestação de conta, depois de muito tempo que deixei de militar na política, fique até mesmo surpreso. Devo esclarecer que não tenho intenção nem uma de voltar a ser candidato. O motivo desta minha atitude de divulgar no meu BLOGGER esta nota de esclarecimento foi devido o contato que tive há poucos dias atrás, quando me deparei com um cidadão, que por sinal somos conhecidos há muito tempo. Ao me complementar logo foi falando mal dos vereadores de Quedas do Iguaçu. Fiquei ali na sua frente escutando com atenção o que ele comentava. Depois que ele terminou o que ele pretendia falar, ates de me perguntar o que eu achava, fui surpreendido com uma série de acusações. Sabia ele que eu fui vereador por 10 anos em Quedas do Iguaçu. Pelo fato dele me conhecer bem tive a coragem de lhe perguntar se ele costuma freqüentar as reuniões da Câmara. Este cidadão me respondeu que nunca até o presente momento assistiu uma reunião. Diante desta situação tive que ser sincero em lhe dizer, é por isso que o Senhor esta falando mal, normalmente os que mais metem o pau nos políticos são aqueles que não tomam conhecimento dos feitos. Assim como tem políticos ruins tem também políticos bons. O cidadão colocou a sua mão do meu ombro e fermente me disse. Seu Antoninho o senhor foi vereador por três mandatos, o que o senhor fez! Que eu saiba nada. Eu lhe dei a mão, me despedi dele sem falar nada! Confesso que fiquei muito triste, não lhe condenei? O vereador às vezes apresenta durante o seu mandato muitos projetos, e muitos deles executado pelo prefeito. Só que na hora de inaugurar ou comentar publicamente os efeitos do projeto, quem aparece é o prefeito, poucos são os prefeitos que valorizam o Legislador, principalmente nas divulgações dos feitos. Baseado no que aconteceu comigo, resolvi mesmo depois de muitos anos fazer uma prestação de conta do que eu realizei como vereador. Devo esclarecer que todos os meus projetos preposições e requerimentos se encontram nos meus arquivos para quem deles quiserem fazer uso.
Abaixo relacionei os meus projetos e demais documentos que comprovam a minha atuação na câmara de Vereadores. Por tanto, com isso eu tenho condições de responder aos menos informados o meu trabalho como vereador. Foi pouco, mais foi o que pude fazer no momento como vereador.
Em 1977 quando vereador montei Comitês político em quase todas as comunidades da cidade e do interior. Estes comitês compostos de cinco membros era como fosse uma mini câmara de vereadores em suas comunidades.
Os comitês eram assim distribuídos:
CENTRO DA CIDADE
PRESIDENTE; Erquimines Pereira
1º MEMBRO: Fábio Garvan
2º MEMBRO: Luiz João da Cruz
3 MEMBRO: João Helio Cadorin
4º MEMBRO: João Mendes

VILA JHON KENNEDY
PRESIDENTE: Noel Toledo
1º membro: Francisco Ferreira
2º membro: Dirceu Fritz Beto
3º Jandir Moura
4º Vitório Kiodeli
5º Biomar Prestes Macedo
6º Ozair José Santos

LINHA MIRIM
1º PRESIDENTE: Estanislau Kempka
2º Presidente: João Prasnievscki
3º Membro: Anastacio Kanigoski
4º Membro: Pedro Hrysar
5º Membro: Tadeu Prasnievski

LINHA NORTE
Presidente: Ilgo Kervahac
1º membro: Avelino D. Piloneto
2º membro: Leonardo Matusiak
3º Rafael Tuniski

LAJEADO BONITO
PRESIDENTE: Bejamim V.Volek
1º membro: Francisco Nieratka
2º membro: Silvestre Malinoski
3º membro: Alberto Eskiginski
4º membro: Daniel Volski

BANDEIRANTE
PRESIDENTE: Darci Pedroski
1º membro: Miro Brik
2º membro: Jorge Pedroski
3º membro: Carlos Silveira
GUARANI:
PRESIDENTE: Eduardo Staszeneski
1º membro: Lorenço Soboleski
2º membro: Pedro Staszeneski
3º membro: Antonio Jandir Dutra
4º membro: ZeferinoNiratka
NOVA ITALIA:
PRESIDENTE: Fernando Kuffel
1º membro: Demátrico Boseggio
2º membro: Fernando Grandeil
3º Antonio Figler
4º membro: Francisco michelski
LINHA ESTRELA
PRESIDENTE: Luiz Lorenço de Souza
1º membro: Ercilio Araujo
2º membro: João Lins
3º membro: Jovenil Reis da Silva
4º membro: Joaquim Alves
TAPUI:
PRESIDENTE: Severino Sibulski
1º membro: Inácio Sibulski
2º membro: Adão Caitano
3º membro: Cecília Nina Semenich
4º membro: José Kovaleski
ALTO BELA VISTA
Presidente: Floriano Jaguseski
1º membro: Onofre Peltz
2º membro: Petronilo F. da Silva
3º membro: Tomaz Wapolha
BOM PRINCÍPIO:
Presidente: Setembrino
1º membro: Eraldo Rodrigues
2º membro: Domingos Anoreta
3º membro: Rondon Bevenhon
4º membro: Pedro Bertolini
Todos estes comitês se reuniam mensalmente para discutir assuntos referentes à sua região, depois de discutido e votado entre os membros, posteriormente encaminhavam a mim para ser transformado em requerimento ou projeto e, em seguida protocolado da câmara de vereadores para ser analisado pelos colegas. Foram mais de duzentos e cinqüenta solicitações entre projetos, requerimentos, preposições e uso da tribuna. As cópias dos documentos, os munícipes pode encontrar na câmara de vereadores, na biblioteca municipal ou com o próprio ex vereador.
Abaixo relacionei alguns dos meus projetos que mais se destacaram:
1 - Pronto Socorro ou pronto atendimento
2 - Unidades da Secretaria da agricultura
3 – Contratações de médicos para a saúde
4 – Ambulâncias equipada para a saúde
5 – Aparelhos para exames complementares na saúde
6 – Farmácias com medicamentos para os idosos
7 – Cursos de enfermagem
8 – Adquirir terreno para futuras empresas.
9 – Ambulância para transporte de doente fora do município.
10 – Parque infantil na Praça Pedro Alzides Giraldi.
11 – Liberação de recursos para comunidades filantrópicas.
12 – Doação de terrenos para as Igrejas.
13 – Construção de uma galeria no Rio dos Imigrantes.
14 – Construção de uma escola no Alto Recreio.
15 – Construção de uma aponte no Rio dos Imigrantes.
16 – Construção de uma ponte sobre o Rio Saudade.
17 – Construção de uma praça próxima o Kaic.
18 – Abertura de uma estrada entre Três Passos e Boa Esperança.
19 – Várias canxa de esporte pelo interior do município.
20 – Varias centros comunitários pelo interior do município.
21 – Placas indicativas nas rodovias.
22 – Construção de um monumento polonês na praça Pedro Alzides Giraldi.
23 – Construção de sanitários na Praça.
24 – Fiscalizar o Rio Campo Novo evitando lixo nas águas.
25 – Criação de um Patronato.
26 – Distribuição de medicamentos gratuitos a pessoas pobres.
27 – Cria um departamento defeso ao consumidor.
28 – Distribuição de 120 lotes a famílias carentes Entre Vila.
29 – Contratação de advogados para atender os carentes.
30 – iluminação das ruas paralelas a BR 473.
31 – Construção de Creches.
32 – Títulos de cidadão benemérito ao Sr. Pedro Alzides Giraldi, Projeto de Lei nº 15/93 – data de 09/09/93
Antonio Monteiro da Silva
11 de Maio de 2011

ESTAR VIVO, OU JÁ MORREU.

Ser participante ás novidade é estar vivo. Parar de se atualizar, mesmo sabendo que está respirando é morrer, mesmo sabendo que está vivo. O equilíbrio entre as duas atitudes ajuda. a não ser que seja incompetente o suficiente de não entender a razão de estar vivo Sempre me fascinaram as mudanças em minha vida procuro me adaptar de acordo com a evolução e a situação que me deparo. – ás vezes avanço, às vezes retorno á caserna. Hoje a vida anda incrivelmente rápida, atingindo nossos usos e costumes, ciência e tecnologia, com reflexos nas mais sofisticadas e nas menores coisas com que lidamos. Nossa visão de mundo se transforma, mas penso que não no mesmo ritmo; então de vez em quando nos pegamos dizendo, será que a vida de nossos pais e avós era melhor do que as das gerações atuais? Eles viveram a muito tempo atraz. Nossa? Como tudo mudou!.
Nos usos e costumes a coisa é séria e nos afeta a todos: crianças muito precocemente sexualizadas pela moda, pela televisão, muitas vezes por mães alienadas, por teoria abstrusas e mal aplicadas. Se antes namorar era difícil, o primeiro batom rosa claro só podia usar aos 15 anos, e não havia pílulas anticoncepcionais, É que, com tantas informações disponíveis na internet, professores orientando nas salas de aulas, sobre relacionamento sexual isto em algumas escolas, tantas meninas ainda engravidam ou, como os meninos, pegam doenças venéreas. Casamento estáveis, transformou (em morar junto, ficando) tudo isso pode ser modificado se usarmos o bom censo de fortalecer laços, construir juntos com alguma paciência um casamento estável. Não concordo que um casamento seja para o resto da vida, se ambos são infelizes, sou de sermos infelizes juntos pelo resto da vida, ou então de tentarmos um pouco mais. Talvez a gente esteja colocando filhos no mundo e freqüentemente deixando filinhos, que nem podiam para nascer, nem certamente queriam se separar de nada nem de ninguém. São simplesmente levados de um lado para outro.
Na educação, vejo pouco progresso se comparar-mos nos últimos 30 anos atrás, cansei de esperar os políticos mudar algumas leis da constituição, que só atrapalha o desenvolvimento do ser humano, falar todos fala em mudanças cumprir o que falam isso é outra historia. Cada dia uma nova esperança, e assim vão levando na barriga os anos. Guardada as devidas proporções os alunos entram na universidade sem saber escrever, a internet é o bode expiatório da educação, para que escrever se o aparelho nos fornece datilografado e ilustrado com português corrigido?
Na saúde, acho que muito melhorou, dos meus 67 anos 40 dedicados a saúde. Exerci na secretaria do Estado do Paraná o cargo de Agente de saúde por um tempo de 35 anos. Estudei até o 2º grau do magistério, porem me especializei mesmo estudei na escola da vida a maior faculdade do mundo, a faculdade do povo a vida me deu condições de fazer alguns comentários em relação ao convívio social, espiritual e intelectual com uma serta autoridade, pois senti na carne os labores da vida diante de muitas dificuldades que envolvia alguns conhecimentos que só os bancos escolares poderiam me oferecer, mas devido as dificuldades geográficas e financeira não me permitiu tal acesso a cultura.
Sou de uma infância sem antibióticos. Agente sobrevivia sob os cuidados devotados de mãe, pai, avó, médico de família, aquele que atendia o parto. As pessoas estão com raras excessão se preocupando desageradamente em dietas, que hoje se tornou obsessão, muitas crianças são forçadas a fazer dietas. Antigamente as crianças, e pré-adolescente gordinha, não podia nem falar em regime que minha mãe arrancava os cabelos e o médico sacudia a cabeça: Nem pensar. O que precisamos e o que Teremos de descobrir o que fazer com tanto tempo de vida a mais que nos será concedido. Nada de aposentadoria precoce, chinelo e pijama isso ainda se usa? E espero que continue na moda. Mas o que temos de aprender sempre é interrogar o mundo, curtir a natureza, saborear a arte, ler bons livros viajar pelo Brasil (paraíso encantado do mundo, assim falava os poloneses ao sair da Polônia para se refugiar na terra brasileira durante a 2º Guerra Mundial. Passear, criar, divertir-se, viajar Talvez pelas historias dos livros de Monteiro Lobato. Quem sabe nos materemos menos, se as drogas forem controladas e a miséria extinta, miséria do corpo e do Espírito. Não creio em igualdade, mas em dignidade para todos. Talvez haja menos guerras, por que de alguma forma seremos menos violentos, principalmente se tivermos Deus em nossos corações.
Nos últimos tempos Leremos unicamente livros eletrônicos ou algo ainda mais moderno. As vastas bibliotecas de papel serão museus, guardando o cheiro da minha infância, quando – se eu aborrecia minha mãe com mil perguntas – meu pai me sentava em um de seus bancos cavado em madeira e botava no meu colo alguns livros de historia e geografia com figuras da Guerra do contestado e manuscritos dos tropeiros viajantes com folhas amareladas surradas das longas jornadas de Sul a Norte deste imenso País. Hoje em dia as crianças terão outras memórias, outras brincadeiras, outras alegrias, outras historias e outros livros em seus colos talvez não pelo seu pai, mas pela babà ou outro alguém da família, o pai já não tem mais tempo para isso, bem que ele queria, mas não é possível. O tempo passa e os adultos, novas sensações e possibilidades de vencer, as emoções humanas, estas eu penso que vão demorar a mudar. Todos vão continuar querendo mais, a presença de um ombro amigo do pai e da mãe, isso é o sentido para a vida, alegria de ter os pais por perto é muito importante. Não importa se é modernos ou não, se é avançados, incríveis, não, não podemos esquecer que o afeto familiar é importante no desenvolvimento de seu filho, sem a família não valerá a pena nem um só ano a mais, saúde a mais, brinquedinhos a mais. Seremos uns robôs cinzentos e sem graça se não tivermos a família por perto. Quando digo família está incluído quem nos cria que nos aconselha, quem nos considera como família.
Este texto dedico a minha esposa Zelinda pelos nossos 45 anos de um feliz matrimônio. No dia 09 de maio de 1966, na localidade de Cristo Rei assinamos os nossos nomes no Livro do Juiz de Paz daquela comunidade.
Alguns trechos foram retirados da revista Veja.
Antonio Monteiro da Silva: 09 de maio de 2011

AS LEMBRANÇAS DO VELHO TONICO:
Esta historia é real, baseado em fato real, vale apena ler.
Conheci-o já centenário O velho sábio Tonico. Pelas informações dos andantes, vizinhos, e demais conhecidos, o “velho Tonico” com que era tratado por todos tinha pra mais de cem anos de idade, seguramente, e vivia na beira do Rio Uruguai há muito tempo. Mais tarde pude comprovar que era filho de Ingleses, muita semelhança com a família Dáveis vindo da Inglaterra Personalidade forte, figura centenária. Era de estatura pequena.
Teófilo um amigo meu em uma das visitas na região de Tucunduvas no RS. Encontrou um sábio centenário com a cuia de chimarrão nas trêmulas e enrugadas mãos. Em uma das visitas, eu e o amigo, encontramos Tonico Sentado em um banquinho feito de cedro cavado com incho. Nhô Tonico se encontrava no momento de nossa chegada, encostado na parede de madeira quase empobrecida no velho histórico casebre, coberto de tabuinhas lascadas. O rancho já desgastado pelo tempo parecia que não agüentava mais um sopro dos ventos, que freqüentemente rasgava as altas florestas embocando em corredores descampado da região. Na cabeça, um chapéu trançado de palha de trigo, desgastado pelo tempo e pelo uso, feito com carinho pela suas próprias mãos. Na orelha um resto de cigarro de palha e fumo de corda, feito com muito capricho pelas mãos do caboclo pioneiro. O tempo, a dor, O amor, A miséria não lhe tirava a alegria de seu rosto. Nos pés um par de tamancos de couro de boi, com as unhas expostas para fora do calçado, que, ás vezes, era aparado pelo canivete que usava para cortar o fumo e o desquartamento de alguma caça encontrada no imenso sertão. Vestia uma calça de riscado e uma camisa xadrez. Ao seu encosto uma bengala de cipó torcido, que se utilizava para afastar alguns animais peçonhento que insistia em querer lhe picar.
Bengala companheira inseparável usava freqüentemente para locomover-se também do interior do casebre até o terreiro quando se refrescava nas sombras das vergamoteiras, e de volta para o minúsculo quarto, donde as noites deviam parecer intermináveis. Harmoniosamente nessa rotina que já havia se tornado atividade principal da vida deles. Muito simpático e Cortez o caboclo que sabia receber muito bem dando um pouco que possuía. O ancião era gente de nossa terra remanescentes da revolta de 32. Oriundo das Colonhas velha do Rio Grande do Sul, não lembrava mais em que ano, mas contava com um grande entusiasmo que quando aqui chegara o “ouro verde” (pinheiro nativo) era tanto e a quantidade de animais ferozes e peixes também era tamanha que a região toda foi denominada pelos pioneiros como sertão dos castelhano e das missões, atraídos pelas esta riqueza, imaginava-se não ter fim? A fartura e o convívio com a natureza eram tamanhos que mais parecia o Jardim do Édem nos tempos de Adão e Eva.
Habituei-me comentava o Sr. Teófilo a visitá-lo com freqüência em seu rancho. Descobri que presenteá-lo com um aperto de mão proporcionava-me duas satisfações: primeiro, a alegria de viver, segundo, a certeza do reconhecimento das nossas pessoa. O Velho Sábio Tinha muita dificuldade em reconhecer quem quer que fosse a visão e a audição estavam bastante enfraquecida, mas nós para ele tornávamos-mos, inconfundível. Era para ele bom amigo. Tonico mergulhava nas lembranças. Problemas algum para nós que registravas-mos com interesse histórico os detalhes tão bem lembrado por ele. Das suas tudo se aproveitava. Pouco tempo antes de sua morte, sem pretensão, percebi que herdara daquele caboclo matreiro e analfabeto uma lição de sabedoria que não se aprende em nenhuma faculdade, só mesmo na frequentadíssima escola da vida, E nessa, diga-se de passagem, não há férias. Quanta bravura naquela vida semi-selvagem que teve o bom veterano do sertão da fronteira Argentina e Brasil, o tropeiro, o caçador, o ervateiro, o criador de porcos solto, enfim, o pioneiro gaucho o guerreiro e missioneiro que veio lá da Inglaterra, escondido no porão de um navio cargueiro sempre de bom humor, ele repetia sempre que tinha saído de uma família maravilhosa. Em determinado tempo que não lembro quando foi soube que o velho Tonico falecera e eu fiquei aborrecido. Quando eu estou escrevendo uma nova história, coloco-me numa posição confortável, Fecho os olhos e concentro-me na respiração. Com o corpo relaxado, consigo transportar-me mentalmente para o casebre onde me encontrava com o meu velho amigo Tonico e, sentado de frente com o bom velhinho, ouço novamente ele contar a mesma historia de sempre. Para os meus ouvidos, a historia que o velho contava soava como fosse uma poesia bem declamada. Ele sorridente quando me via e balbuciava algumas frases desconexas. Mas eu sabia entender sem muito esforço tudo o que ele queria contar. Venha amigo leitor, tente entender você também, a historia é linda, é interessante, é triste. O Velho Tonico com a sua voz rouca assim falava:
Era tanto pinheiro, meu fio, Barbaridade? Lá encima, nas copas dos pinheiros, moravam os papagaios os passarinhos enfeites vivos das árvores. O Velho Sábio Nhô Tonico nos contou que ele e sua esposa passaram a maior parte de suas vidas no sertão, não existia rádio vitrola e nem televisão. Não ouvia e nem via guerras, a não ser a de 1932 que da qual ele foi convocado na marra se recusassem em acompanhar os revoltoso da Coluna Prestes ele morreria de uma forma violenta e cruel, morreria co certeza. Após este grande levante não houve mais tragédia e nem ladrão. O que mais ouvia era o cantar dos passarinhos, dos grilos,dos sapos, corujas, dos galos que cantavam nas belas noites. Sendo inverno ou verão ao amanhecer, sua esposa com suas canções alegrava o ambiente, canções que se ouviam,com muito atento canções religiosas, ou não, não importava ela cantava.Dai eu entusiasmado lhe perguntei, existia música? Ha existia sim. Que saudade? O sábio Velho entre um suspiro e outro narrava a sua história, até mesmo arriscava em cantar lembrando docilmente de sua companheira que partiu para morar com Deus. Que saudade do cheiro do café feito por ela no fogão de lenha, do bolo de milho que tão bem ela fazia, aipim, pirão de feijão, galinha ensopada. Leite de vaca à vontade, roupa no varal, água da fonte, boi berrando, sol ardente ou geada esparramada pelo pasto até mesmo os ventos fortes e temporais que mais temia, hoje sinto saudade. Que saudade? Saudade dos domingos e das festas do padroeiro de Santo Antonio, da minha velha bombacha, cheia de remendos, de todo o tamanho e cores, verde vermelho, azul, era tanto que até posso comparar com uma colcha de retalho que a minha esposa costurou, que saudade dela e que Deu o Tenha, velha colcha de retalho que até hoje me aquece, bombacha de muitas historias e tem muito haver com o Brizola e o PTB. Descia e subia os morros, as nossas crianças soadas, descalços, íamos a festas ou mesmo o terço de domingo sem cansaço, filhos que foram tantos onde vocês estão? Quero notícias de vocês, eu não quero morrer sem dar a triste notícia, que a tua mãe a 20 anos atrás partiu para outra eternidade. Que saudade dos bailões com luz de lampião, moça de um lado rapazes do outro lado. Alem das pilcha misturada com costumes dos castelhanos de fronteira, ainda usava-se terno e gravata e no cabelo, brilhantina. Moças virgens com seus vestidos rodados e pó de arroz na face descasada ou mal falada eram descartados, era assim que funcionava o sertão este era o costume da tradição sertaneja.
Os animais silvestres alimentavam-se com os pinhões em abundância. Tinha tanta onça, tigre cobra... Barbaridade? Sabe fio, era preciso desbravar o Sertão farto. Era preciso derrubar o ouro verde para poder trabalhar a terra. Foi tudo muito rápido, não sabe? O homem armado com facão afiado, machado, serrote, foi chegando e entrando na mata sem pedir licença pra ninguém, Foi montando serraria pra todo lado. Em pouco tempo o sertão tornou-se um enorme fábrica de madeira serrada. Corajoso, o homem foi entrando na mata sempre mais e mais. Foi derrubando e queimando árvores sem dó, matando animais e gente também? Quanta matança, meu Deus di céu! Era tanta gente cortando sem controle nenhum. De repente o boi que arrastava pinheiro descascado foi substituído pelo trator e o serrote manual pelo motosserra. O homem vibrou, pois estava vencendo a mata. Eia? As frotas de caminhões aumentavam a cada dia e cada vez mais possantes. Era tanta fartura que se aproveitava só a parte nobre da madeira, o resto o fogo consumia. Uma verdadeira festa a competição do homem contra a mata. Que luta feroz, meu “fio”. Assim passaram algumas décadas; Quanto mais gente vinha, menos pinheiros nestas bandas. A construção das primeiras casas, escolas, igrejas, não foi de madeira não, foi de tijolos. A terra estava quase toda limpa, destocada. A fera animal há muito não existia mais, foi a primeira a desaparecer. As serrarias ficaram sós na lembrança. A mata acabara a madeira nobre de pinho acabaram em poucos anos. Sabe fio, o homem enganara-se, pois o sertão maravilhosos cheio de substâncias que da qual Deus construiu o homem tinha fim, sim sinhô. Ahh!!! Ahh!! Há!!.
Meu velho Tonico, que saudade! Hoje tudo é passado, só resta à lembrança e a saudade... Ma aqui entre nós, meu velho amigo você na sepultura e eu debruçado emudecendo com lágrimas o cimento que reveste o teu espaço fúnebre. Onde tu dormes mestre, porem temporariamente, pois Jesus um dia voltará e você será julgado merecido mente, com toda a certeza ganharás de volta o Teu Jardim do Édem, só que será para sempre. Meu Mestre? Eu tenho um segredo para te revelar, amigão, preste bem atenção escrevi a tua historia!!! E essa... Não morrerá jamais!
Historiador: Antonio Monteiro Da Silva.

HOMENAGEM AS FAMÍLIAS POLONESAS DE QUEDAS DO IGUAÇU:
A origem do nome Polônia deriva do nome da tribo dos polanos, isto é, pessoas que cultivam a terra. Essa tribo habitava a bacia do rio Warta, região posteriormente denominada Grande Polônia. Polska.
É um país da Europa Central, se limita a oeste com a Alemanha, ao sul com a República Tcheca e Eslováquia, a leste com a Ucrânia e Belarus e ao norte com a Lithuania e Rússia e Mar Báltico.
Superfície total: 312.683 km² População: em torno de 38,5 milhões de habitantes. Capital: Varsóvia
Moeda: Złoty e Euro

POLÔNIA TEM 16 PROVÍCIAS OU 16 ESTADOS:
01 KUJAWSKO-POMORSKIE CUJÁVIA-POMERÂNIA
02 WIELKOPOLSKIE GRANDE POLÔNIA
03 MALOPOLSKIE PEQUENA POLÔNIA
05 LODZKIE CAPITAL LÓDZ
06 DOLNOSLASKIE BAIXA SILÉSIA
07 LUBELSKIE CAPITAL LUBLIN
08 LUBUSKIE CAPITAL GORZÓW
WIELKOPOLSKI E ZIELONAGÓRA
09 MAZOWIECKIE CAPITAL VARSÓVIA
CAPITAL NACIONAL
10 OPOLSKIE CAPITAL OPÓLI
11 Pomorskie Pomerania), capital
12 Śląskie- Silesia), capital
Katowice
13 Podkarpackie
capital: Rzeszów
14 Świętokrzyskie- Santa Cruz), capital:
Kielce
15 Warmińsko-Mazurskie
capital: Olsztyn
Zachodniopomorskie---- -Pomerânia Ocidental
capital: Estetino

História:
A Polônia foi fundada em meados do Século X pela dinastia Piast. O primeiro governante polaco foi o duque Mieszko I. O filho do Duque, Boleslaw I foi o primeiro Rei da nação polonesa em 992.
No século XII a Polônia se se fragmentou em diversos estados menores que foram devastados pelos exércitos Mongóis da Horda Dourada (1241).
1.320 - Ladislau I tornou-se rei de uma Polônia reunificada. Seu filho Casimiro III é lembrado como um dos maiores reis polacos da história.
1.569 - fortaleceu uma longa associação com o Grão-Ducado da Lituânia e criou-se a Comunidade Polaco-Lituana que durou até 1.795.
1918 - A Polônia recuperou sua independência após a Primeira Guerra Mundial.
Durante a Segunda Guerra Mundial foi invadida por tropas nazistas e soviéticas e perdeu a sua independência. Com o fim da guerra, emergiu como um país comunista integrante do bloco sob controle da antiga União Soviética. 1989 - o governo comunista foi derrubado e a Polônia inaugurou a fase informalmente conhecida como "Terceira República Polaca". Atualmente, a Polônia é uma democracia liberal, membro da União Européia.Hoje somente os distritos de Augustow, Suwalki e de parte de Sejny estão na Polônia; os outros estão em Lithuania. Puńsk Punskas em lituano. Local de nascimento de minha avó-paterna Petronele Milewska (Petrúcia Miliauskaite-Ruiz). Púnsk é uma Comuna da província de Podlaskie, Polônia. Era uma região de florestas, que foram colonizadas por lituanos, poloneses e russos no século XV. Hoje vivem lá, lituanos e polacos. 80% da população é de lituanos.
Em 1559, em documentos históricos Punsk é mencionado. Stanislaw Zalivski estabeleceu ali uma aldeia. Seivai é mencionado como Punsk em 1559 próximo ao lago "Seiviai" e lago "Boksis".
Em 1606 - Punsk é chamado de cidade. Neste período, Punsk se desenvolveu rapidamente. Havia uma escola e um hospital. Mais tarde, após a divisão da Polónia, a cidade pertenceu à Prússia e, posteriormente, para a Rússia. A economia piorou e que no século XVIII, direitos cívicos foram perdidos.
Fizeram uma escola, várias associações, uma pequena livraria. Um grande número de judeus vivia ali. Hoje você pode ver apenas as suas construções antigas e um cemitério. Viviam em Punsk alemães evangélicos também. Pontos de Interesse: Há 3 cemitérios em Punsk: perto do Lago Punia: antigo cemitério católico, na Rua Norkaus o novo cemitério católico, e na Village de Punskas o cemitério judaico.
Centro de Cultura Lithuano - na Rua Kovo, 11 Trakiskes - antiga estação ferroviária de madeira em estilo russo, que foi construído de 1896-1898. É semelhante ao Uznemunes ferroviária. Cidadania polonesa
A cidadania polonesa é baseada na regra "ius sanguinis" (lei de sangue), o que significa que o direito à cidadania polonesa passa, de pai para filho. Não há limite de gerações para as quais a cidadania pode ser passada, desde que, cumpridas as exigências da lei vigente. Colônias de Imigrantes poloneses:
Brasil A maioria dos imigrantes poloneses eram da Alta Silésia, Pomerânia, Galícia, Grande Polônia, Gdansk, Starograd, Opole, Konin, Krosno, Kalisz, Poznan, Mazóvia, Sieradz e Kujawy.
Paraná:
1.890 a 1895 - Comissões colonizadoras polonesas no Vale do Iguaçu, próximo a Palmeira PR onde se desenvolveram as colônias de Santa Bárbara, Canta Galo, Rio dos Patos, São Mateus, Água Branca, Eufrosina e Rio Claro num total de 8200 pessoas.
Comissão de Rio Negro PR, foi responsável pela formação das colônias polonesas de Lucena e Itaiópolis num total de 1488 pessoas e a colônia de Augusta Vitória com 120 pessoas.
1.896 - Colônia de Água Amarela (hoje Antônio Olinto - PR) o governo paranaense assentou 2.500 pessoas, sendo 60% de procedência russa e os outros da região da Galícia.
1896 - Colônias de Rio Claro, Mallet e Dorizon receberam em torno de 1000 famílias, 70% originárias da região de domínio russo.1896 - foi feito o assentamento da maior colônia polonesa do Paraná: Prudentópulis com aproximadamente 10.000 pessoas, sendo 70% provenientes da região de domínio russo. 1908 - 1912: o maior contingente de imigrantes poloneses foi para o Estado do Paraná, engrossando o número de pessoas das colônias já existentes e abrindo novas em vários locais do estado, num total de 23.406 pessoas. Rio Grande do Sul: O Rio Grande do Sul recebeu aproximadamente 7.000 imigrantes poloneses. S. Catarina: 1871 - foram transferidas para Curitiba estabelecendo-se no bairro Pilarzinho 32 famílias num total de 164 pessoas que haviam chegado em 1869 provenientes da região do Slansk (Silésia) com destino a Brusque.1872 - Colônia de Sandweg (Indaial SC), onde vieram aproximadamente 100 famílias polonesas. - Colônia de Moema próximo a Itaiópolis.
1881 até 1890 - Colônia de Rio Vermelho (São Bento do Sul SC) vieram poloneses da Prússia e Gdansk num total aproximado de 800 pessoas. 1891 - Massaranduba - SC: estabeleceram ali, em torno de 1000 pessoas. - Colônias de Grão-Pará: (próxima a Orleans) e Colônia de Cocal (próxima a Laguna e Tubarão) com aproximadamente 200 famílias. 1895 - Colônia Alberto de Abreu (próxima a Porto União) recebeu cerca de 350 poloneses da região da Galícia e da região dominada pelos russos. S. Paulo - Capital
A Colônia Polonesa de São Paulo tem seu centro religioso no magnífico Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora, matriz do bairro do Bom Retiro. Na Capela lateral - tem um quadro representando a "Virgem Negra" veio de Czestochowa, o altar de mármore sendo projeto do Engenheiro Wieckowicz. Os dois vitrais laterais representam Nossa Senhora de Czestochowa e Nossa Senhora de Vilna (capital da Lituânia), mostrando os locais em que as mesmas se encontram. Nade cada um dos vitrais pode ser observado o emblema da antiga "República", desmembrada pelos Estados vizinhos no final do século XVIII, com os símbolos da Polônia, Lituânia e Rutênia, os três povos que a compunham.
A Capela foi inaugurada oficialmente no dia 8 de setembro de 1944. Posteriormente foi decorada com pinturas, executadas por Piotr Wróblewski, num total de 84 m², representando os Santos daquela região da Europa. A sua reabertura se deu no dia 26 de agosto de 1956.
A Missa em idioma polonês é realizada todos os domingos às 11 horas, na Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora. Todo terceiro domingo do mês, depois da missa, há um "bazar" e almoço com comida típica, estando disponível a biblioteca com livros em polonês.
Endereço: Rua Três Rios, 75 - Bom Retiro.

HOMENAGENS:
Apelido de família ou sobrenome da onomástica da língua portuguesa, muitas vezes derivado do ofício ou profissão de monteiro. Pode também ter raízes toponímicas, originando-se da palavra “monte”.
Origem A palavra “monteiro” tem por significado “s. m. 1. Guardam de montados, matas, coutados. 2. Caça Caçador de monte. adj. 3. De monteiro ou da montaria.”[1]A profissão de monteiro remontaria aos princípios da monarquia portuguesa, quando se tem notícia do cavaleiro Rui Monteiro, monteiro-mór de D. Afonso Henriques; os genealogistas o consideram o primeiro portador atestado do apelido. O monteiro-mór, do Reino ou local (Ponte de Lima, Viana, etc.), era o funcionário real responsável por superintender ao domínio público: rios, florestas, e em especial às caçadas e coutadas. D. João I de Portugal levava o assunto tão a sério que chegou a escrever um tratado sobre o tema – o Livro da Montaria, sobre o “jogo dos reis”, ou seja, as coutadas reais. O ofício de monteiro estaria ligado à origem, em tempos modernos e com a evolução acadêmica, da profissão de engenheiro florestal. [2] A documentação mais antiga de que se tem notícia aonde aparece o sobrenome proviria do Mosteiro do Lorvão (Coimbra), de 1096. Rui Monteiro seria natural da terra de Penaguião, no alto Douro, e possuidor do padroado da igreja de Santa Ovaia de Andrufe. Seria neto de D. Soeiro Viegas, o qual é citado nas memórias do Rei Afonso III. Recebeu-se com Dª Elvira Gonçalves, fª de D. Gonçalo Moniz e de Dª Maria Annes. Tiveram filhos que continuou o apelido, a saber:
Egas Monteiro, sucessor na casa de Rui Monteiro e no padroado em Andrufe, pai de: Paio Monteiro, sucessor na casa de seu pai,
∞ Dª Teresa Annes, neta paterna de Soeiro Forjaz
Fernão Rodrigues Monteiro († 1237), 4° mestre da ordem dos cavaleiros de Avis Mumio Monteiro, padroeiro da igreja de Valadares em Baião
Rui Monteiro (Filho), segundo Figueiras Gayo
É importante notar também que nem sempre a palavra “monteira” é proveniente de ocupação profissional, podendo assim muitas vezes este sobrenome ser adotado como uma referência à área de residência. O sobrenome popularizou-se sobremaneira e hoje existem em Portugal e no Brasil inúmeras famílias Monteiro com origens distintas e sem qualquer grau de parentesco. O apelido Monteiro é parte de sobrenomes compostos de muitas famílias brasileiras e portuguesas, e.g. Sousa Monteiro, Cunha Monteiro, etc. Também encontramos a forma “Montero” na Espanha, aonde além das origens já citadas há uma mais recente aonde o termo “montero” designaria o trabalho da pedra, podendo assim o sobrenome ser análogo a outros apelidos como Canteiro e Pedreiro.

BRASÃO DOS DA SILVA:
A família Silva era uma das mais bem consideradas na península portuguesa. Somos descendentes dos reis de Leão: Dom Guterres Pais, governador da Terra de Maia e um homem bastante rico, que foi pai de Dom Peládio Guterres, governador de Alva. Dom Peládio, por sua vez, teve como seu primogênito Guterre Aldereta da Silva, que era o senhor da Torre da Silva, em Aldereta. Ele lutou junto com Dom Fernando I, rei de Castela, na tomada de Coimbra e, por isso, foi elevado a conselheiro do reino, alcaide-mór do castelo de Santa Eulália, senhor de Aldereta e do Porto da Figueira. O brasão aí ao lado foi concedido por decreto expresso do rei de Portugal.
Mas é importante salientar que nem todo da Silva tem essa origem cheia de pompas e paetês. Na época da escravidão no Brasil, os escravos costumavam assumir o sobrenome de seus senhores, o que justifica a enorme quantidade de Silvas de origens tão diversas que não poderiam vir todos dos reis de Leão.

À minha esposa querida companheira de muitas jornadas Esposa Zelina Monteiro.
À minha filha Lara Tatiana.
A meus filhos: Junkimar, Jaque Péricles, Lukinei.
Aos meus netos – Daiane, Laura, Marcelo, Péricles Laiza, Lincon, Bruna, Eduardo, Gabriela,
Aos meus genros e noras: Marcos, Rosemari, Eliane e Lucimara
Lara Tatiana Monteiro Berlatto - Lukinei – Jaque Péricles - Junkmar
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Para acessar o meu BLOGGER: Antonio Monteiro Davies@hotmail.com.


Obrigado a todos.

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